Posts encontrados com a Tag: "ALTINÓPOLIS"

MANGUEIROS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.12.2011
DESTINO: Estação Mangueiros
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS: 21°28’46.61″S 47°58’6.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (mas apenas restos da extinta E.F.S.M.)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1938* (data aproximada)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Mangueiros é uma antiga estação Estrada de Ferro São Paulo e Minas localizada no município de Altinópolis a qual não se tem muita informação. Sabe-se que ficava no Km 70, e que não passava de um posto telefônico na desativação da linha. Estivemos lá, no local exato da estação, onde apenas duas jabuticabeiras resistem até hoje. Um morador do local nos levou até onde supostamente ficava a antiga plataforma, mas hoje nada existe por lá. A linha passa realmente em frente às árvores, e tudo indica ser mesmo o local exato de Mangueiros (mesmo sendo duas jabuticabeiras a marcar o local, rerere…), andamos pelos restos de linha férrea ainda existentes no local, aproveitamos para chupar algumas mangas por lá, e seguimos para Fradinhos, estação que também possui pouca informação disponível, mas como não desistimos nunca, lá fomos nós embrenharmos no mato atrás de história e histórias…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

EFSPM – POSTERS 03 E 04

EFSPM  –  POSTERS TEMÁTICOS E COLECIONÁVEIS.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral.

O valor da venda de cada poster, financiará a produção da edição seguinte, e assim seguiremos, de forma contínua até conseguirmos viabilizar a confecção da coleção toda, com os seus 22 números.
Para a aquisição, os interessados deverão entrar em contato com o próprio RODRIGO FLORES, através destes contatos:

www.facebook.com/rodrigoflores78
rodrigo_78@terra.com.br

Abaixo a primeira e segunda edições:

01 – BENTO QUIRINO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

02 – SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

03 – ÁGUAS VIRTUOSAS
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

04 – BIAGÍPOLIS
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

EFSPM_POSTERS

PIO ALVES

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.01.2012
DESTINO: Estação Pio Alves
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS: 21°02’37.39″S 47°29’28.38″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, Pedro Gandra de Carvalho e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fomos até Pio Alves num dia de sol forte, que se tornou chuva forte e logo em seguida, sol forte de novo, enfim, outra aventura pelas estradas e trilhas da linda região de Altinópolis. Para chegar a Pio Alves, atravessamos rios, pontes submersas, grutas, passamos por represas, matas de eucalipto, trilhas e atoleiros, mas o importante é que chegamos até ela. Pio Alves é hoje somente a casa da escola que existia ao lado da estação, mesmo assim, abandonada e bem danificada. No local exato da estação não existe nada, nem sinal de resquícios do prédio ou plataforma, andando por lá, nem mesmo restos de uma possível caixa-d’água a gente viu, realmente não sobrou nada. Construída pela Estrada de Ferro São Paulo e Minas, Pio Alves era chamada anteriormente de Congonhal, nome que as pessoas dali ainda se recordam, pois se não me engano, é o nome de uma fazenda próxima. Andamos bastante pelas redondezas e colhemos boas imagens para vocês, espero que gostem. Foi uma bela aventura (vide mini-filme), que nos propiciou momentos memoráveis, como conhecer a gruta e a represa do Feitosa, localizadas no meio de uma enorme mata de eucaliptos, atravessar um rio por uma ponte submersa, sem saber sequer se ela estava realmente lá, ver fazenda ser oferecida como negócio de oportunidade ao meu Tio Zé (pessoa de fortuna), ter uma gruta batizada com o seu nome, cair dentro d’água numa gruta cheia de abelhas, que acabaram por perseguir o Vinicius… enfim, coisas da vida né? Assim é o Projeto Estações Brasileiras…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PIO ALVES

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ÁGUAS VIRTUOSAS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.12.2011
DESTINO: Estação Águas Virtuosas
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS:  21° 9’13.83″S  47°29’29.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (sem uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, abandonado, mas em bom estado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Águas Virtuosas, que nome imponente não é mesmo? Chegar até lá não foi fácil, tivemos que conhecer a trilha das águas meio que à força, mas valeu muito a pena, pois o lugar é maravilhoso. Fui até lá três vezes, sendo que a primeira com o “Pretinho” meu antigo Fox 1.0, e as outras duas já com a “Pretona” uma pick-up 4×4 que comprei para poder chegar sem tantos problemas aos destinos ferroviários que tenho que visitar para o projeto. Águas Virtuosas é um local abandonado, mas o tempo parece conspirar em favor dele. A vila ferroviária da E.F.S.P.M. ainda se mantém ao lado da estação, e em algumas casas, moram famílias que como nos disseram “tomam conta do local” para que outros não destruam. Conversamos com a Dona Dircinéia, que nos contou bastante coisa, e nos apresentou o “Duly”, um ganso enorme que havia corrido atrás da gente logo que chegamos. Por lá conseguimos um belo material, boas fotos e um bom mini-filme. A curiosidade fica por conta do famigerado “Auá” que enquanto tirávamos fotos da estação e seus arredores, nos perseguiu, sempre escondido e gritando alto para que ouvíssemos: Auá, auá! Achamos aquilo estranhíssimo, pensamos ser algum animal, ave, enfim… mas seguimos documentando o que restou de um tempo que passou, como a caixa d’água, os dísticos, a lousa com a quilometragem, o poste com os ganchos para a troca de staff, a plataforma e as inscrições da antiga E.F.S.P.M. Por lá, nos esbaldamos com o clima fresco em um dia maravilhoso, embora até hoje vivemos nos perguntamos: Que diabo de Auá era aquele? Rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CAPEVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.10.2011
DESTINO: Estação Capeva
LOCALIZAÇÃO: Município Serrana – SP
COORDENADAS:  21°11’16.06″S 47°35’28.69″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (sem uso, apenas restos da extinta E.F.S.P.M.)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1928
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado e atualmente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e  Jorge Luís Caleffi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Capeva está localizada na saída da cidade de Serrana sentido Altinópolis, o prédio é bem visível da estrada, fica ao lado direito de quem segue para Altinópolis há uns 200 metros do asfalto. Famílias ocupam a velha estação e também algumas casas da vila ferroviária que ainda resistem. Eu e o Caleffi estivemos por lá e pudemos ver e sentir o cheiro do abandono, de coisas que antes serviam, e hoje não mais. Capeva é basicamente o que as fotos mostram, um prédio velho, habitado por gente humilde, que ali se acomodou do jeito que deu. Em Capeva tem a estação, a caixa d’água, a plataforma, os dísticos, placas com o seu nome, sendo uma completamente enferrujada e outra pintada de azul pelos próprios moradores. Martinópolis era o seu antigo nome, e por lá, crianças brincavam dentro da velha caixa d’água cheia, enquanto colhíamos informações sob um sol escaldante de 40°. Preciso deixar claro aqui uma coisa, senti muita inveja delas naquele momento. De lá seguimos para casa em busca de uma cerveja gelada, afinal somos pesquisadores ferroviários, não de ferro né?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ELIHU ROOT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Elihu Root
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°18’19″S 47°19’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1877
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e completamente abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Elihu Root convenhamos não é um nome comum, pelo menos não aqui no interior de São Paulo, então, partindo desta enorme curiosidade, fui em busca da velha estação, para saber um pouco mais a seu respeito e também trazer boas histórias para dividir com vocês. Elihu Root era o nome de um advogado, secretário de estado norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Paz, o que não é pouco, mas daí a tornar-se nome de estação ferroviária no Brasil, existe um longa distância não é mesmo? Bem, Elihu Root esteve no Brasil em meados de 1906 para presidir uma conferência no Rio de Janeiro e nesta mesma viagem veio até Araras-SP de trem, para visitar uma fazenda produtora de café, desembarcando na estação, até então conhecida como Guabiroba. Após conhecer a produção cafeeira, também foi recepcionado por imigrantes do sul dos Estados Unidos que residiam na região de Americana, o que tornou ainda mais marcante a sua estadia aqui pelos lados interioranos do estado. Sendo assim, numa época em que este tipo de visita não era um fato costumeiro, resolveu-se homenagear o ilustre visitante, convertendo o nome da estação de Guabiroba para Elihu Root. Isso posto, voltemos ao local nos dias atuais. O local está abandonado e praticamente em ruínas, os trens de passageiros cessaram suas viagens em 1977 e em 1998 os trilhos foram retirados, restando assim, apenas o complexo composto pelo prédio da estação, algumas casas de turma e um grande armazém às margens da rodovia. Andamos por lá, entramos no armazém, na estação, vimos os dísticos ainda marcantes, porém sem legibilidade, exploramos cada detalhe do local e disponibilizamos tudo nas fotos e mini-filme, na intenção de transmitir com o máximo de fidelidade os sentimentos que tivemos naquele lugar. O prédio está em pé, possui a plataforma ainda coberta parcialmente, os guichês de venda de bilhetes, os espaços das placas de quilometragem e altitude vazios, o telhado bastante comprometido, enfim, é de dar dó uma construção daquela, com a carga histórica que tem, amargurar um fim deste. Ao chegarmos, uma placa de apelo (vide mini-filme) que alguém escreveu (mal por sinal), pedia por alguma atitude da prefeitura a fim de preservar Elihu Root, o que pelo visto, foi solenemente ignorado. De Guabiroba à Elihu Root, não importa em que época ou denominação, por lá passaram desde a família real inglesa, até o elenco do filme Sinhá-Moça, além dos muitos anônimos cujas histórias certamente não são tão interessantes assim, mas que merecem a citação, pois a história não é feita somente pelo viés dos mais importantes não é mesmo? Elihu Root é um lugar forte, é uma viagem ao passado, um elo interessante, que ainda hoje une um país em formação a outro maduro, cheio de história e respeito pela história. Espero que nosso jovem país aprenda isso, e que a estação Elihu Root sirva como um sinal de despertar neste sentido. Se é que alguém está prestando atenção nela ou em mim, né? De lá, seguimos para Loreto…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

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Vista frontal de Elihu Root.

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Plataforma vista por trás.

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Close da estação ainda resistindo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ELIHU ROOT
POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_09

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

PRATÁPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.07.2014
DESTINO: Estação Pratápolis
LOCALIZAÇÃO: Município Pratápolis – MG
COORDENADAS: 20°44’36″S  46°51’55″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos seccionados
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1919
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como centro cultural local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Pedro Gandra e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passei por Pratápolis num final de semana em que ia até a represa de Furnas, para uma tradicional pescaria com os amigos e, sendo assim, aproveitei a jornada para documentar aquele trecho do Ramal de Passos. A estação, como poderão ver nas imagens e mini-filme, estava em muito bom estado, tendo sido reformada e pintada recentemente. Por ali, ainda estão todos os elementos do universo ferroviário, o que nos fez ter uma ótima ideia do que o passado nos oferecia em termos de qualidade e perenidade construtiva. Pátio, plataforma coberta, mãos-francesas, dísticos, placas de trens, de altitude, de quilometragem, trechos seccionados da velha linha, casas de turma, caixa-d’água, e, muitos, muitos pombos mesmo, tudo ali, contrastando o amarelo forte das paredes com o azul anil do céu, que insistia em nos brindar, com a sua hipnotizante beleza naquele dia de inverno. A estação não fez apenas de mim, um aficcionado pelo tema, um bobo sorridente, mas também mostrou para os outros três companheiros de expedição, o quanto a história, exposta daquela maneira, viva e ativa, pode ser uma ferramementa poderosa de mudanças. O nome Pratápolis, vem de Espírito Santo do Prata, nome do povoado existente ali desde 1860, e que dizem ter sido adotado pela Companhia Mogiana ao construir a estação, deu inegavelmente uma conotação mais pujante ao pequeno vilarejo (polis). Andamos por lá, conversamos com alguns moradores que por ali passavam, soubemos que a estação foi término de linha até 1921, quando finalmente chegou a Passos. Pratápolis me deixou com um gostinho de quero mais e certamente retornarei um dia. De lá, seguimos para Itaú de Minas, mas isso é oooooutra história…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_PRATAPOLIS_01

Belíssima estação, foi um prazer enorme ter estado ali.

FOTOS DO LOCAL:


 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
PRATAPOLIS_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

SAMPAIO MOREIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Sampaio Moreira
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°21’16″S 47°16’19″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, bem conservado, porém vazio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Sampaio Moreira acompanhado por dois amigos, o Miguel e o Luiz André, num dia lindo de inverno e o que vi naquele lugar me encheu os olhos. A estação construída em 1912 pela Companhia Mogiana no Ramal de Cajuru, servia para escoamento de produtos da região, em especial o café e era a penúltima no sentido final, o de Cajuru. Localizada dentro da Fazenda Santa Cecília, está em pé, mantendo sua arquitetura original e relativamente bem cuidada, apesar de não haver um uso específico para o prédio. Plataformas, dísticos, frontões, assoalhos, guichês, lousas e algumas construções ao fundo, compõem o cenário ferroviário do local. Da caixa-d’água, apenas a base está lá e os trilhos já se foram também. Ali, o trecho foi desativado em 1966 e de lá para cá, a sorte da estação, foi estar numa propriedade onde visivelmente se dá valor ao passado. Andei pelo lugar, vi uma espécie de museu composto por ruínas de usina, terreiros, a própria estação, enfim, tudo conservado e exposto a quem ali conseguir chegar. Muito embora haja uma cerca e um portão enorme, entrei sem problemas e pude conhecer toda aquela riqueza histórica de perto. Me encantou a igrejinha cuja estrada longa e reta acaba bem na sua frente, com postes de luz e uma linda árvore que aparentemente foi atingida por um raio a sua margem. No momento em que lá estive, jamais imaginaria que um dia voltaria para falar sobre o tema ferroviário, mas isso aconteceu. Depois de uns 3 anos, fui convidado para palestrar num evento em homenagem aos 100 anos do Ramal de Cajuru, e como já havia estado em todas as estações do ramal, pude falar com propriedade de cada uma delas, seu passado e o seu presente, visto que algumas, certamente não possuirão um futuro. Ainda sobre Sampaio Moreira, descobri mais adiante, ser de propriedade do pai de uma maiga, o que me deixou ainda mais satisfeito. Enfim, de lá, segui para Corredeira, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SAMPAIO_MOREIRA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CATITÓ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Catitó
LOCALIZAÇÃO: Município Guaranésia – MG
COORDENADAS: 21°16’38″S 46°52’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas algumas partes seccionadas
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, particular, servindo como sede da Fazenda Catitó
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Chegamos a Catitó depois de muitas tentativas e erros durante o percurso, vindos de Guaranésia. Ao chegarmos, nos demos conta do quão importante é, quando as pessoas tem noção do valor histórico de uma construção daquele porte. Chegamos, entramos, descemos da “Pretona” e fomos andando lentamente até o prédio, sempre de forma pausada e curtindo cada detalhe daquele lindo e conservado lugar. Obviamente fomos tirando fotos e filmando com o celular a beleza do prédio e o seu entorno, sempre tomando todo cuidado para não interferir na privacidade de ninguém e muito menos invadir um lugar particular, mas ao mesmo tempo, documentando para compartilhar a beleza histórica de tudo aquilo ali, com pessoas, que talvez, nunca teriam essa possibilidade. Andamos por lá, pedimos autorização para duas senhoras que trabalhavam no escritório para conhecermos a estação e prontamente fomos atendidos, mas antes, eu me apresentei como sendo o idealizador e mantenedor do Projeto Estações Brasileiras, para que elas ficassem tranquilas de que tudo seria feito de forma correta e para um fim de valor. Andamos pela plataforma coberta, pela linha (seccionada, mas ainda ali), fomos até a caixa-d’água, vimos as placas de quilometragem e altitude, os frontões, os dísticos… Nossa, que lugar! A estação foi inaugurada em 1912 e o último trem esteve por ali em 1976, um ano após o meu nascimento, 40 anos se passaram, e magicamente tudo continua em perfeito estado de conservação. Percebam que eu disse per-fei-to, não muito bom, ou somente bom. Estão de parabéns todos que de alguma maneira fazem da estação Catitó esse monumento à história ferroviária que ela é hoje. Sou um cara de sorte… Catitó é uma estação idem…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
CATITO_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.