Posts encontrados na categoria: SP

25/09/19

MANGUEIROS

MANGUEIROS

Mangueiros é uma antiga estação Estrada de Ferro São Paulo e Minas localizada no município de Altinópolis a qual não se tem muita informação. Sabe-se que ficava no Km 70, e que não passava de um posto telefônico na desativação da linha. Estivemos lá, no local exato da estação, onde apenas duas jabuticabeiras resistem até hoje. Um morador do local nos levou até onde supostamente ficava a antiga plataforma… >>

11/09/19

SUINANA

POSTER SUINANA

Estava voltando de uma reunião de trabalho em São José do Rio Preto sentido Ribeirão Preto, quando decidi encontrar Suinana. Suinana? Mas o que seria Suinana afinal? Não sei até agora. Mesmo depois de boas pesquisas não consegui descobrir o significado da palavra. Poderia especular que seja algum nome de origem indígena, de algum tipo de planta, árvore, cobra? Enfim, como saber? Suinana fazia parte do Ramal de Nova Granada, desativado em 1966 e desde então a pequenina sobrevive, e digo mais, de forma louvável, pois está bem conservada e ainda servindo aos moradores da pequena vilinha…>>

11/08/19

PIO ALVES

SAMSUNG

Foi uma bela aventura (vide mini-filme), que nos propiciou momentos memoráveis, como conhecer a gruta e a represa do Feitosa, localizadas no meio de uma enorme mata de eucaliptos, atravessar um rio por uma ponte submersa, sem saber sequer se ela estava realmente lá, ver fazenda ser oferecida como negócio de oportunidade ao meu Tio Zé (pessoa de fortuna), ter uma gruta batizada com o seu nome, cair dentro d’água numa gruta cheia de abelhas, que acabaram por perseguir o Vinicius… enfim, coisas da vida né? Assim é o Projeto Estações Brasileiras… >>

26/07/19

ÁGUAS VIRTUOSAS

ÁGUAS VIRTUOSAS

Águas Virtuosas, que nome imponente não é mesmo? Chegar até lá não foi fácil, tivemos que conhecer a trilha das águas meio que à força, mas valeu muito a pena, pois o lugar é maravilhoso. Fui até lá três vezes, sendo que a primeira com o “Pretinho” meu antigo Fox 1.0, e as outras duas já com a “Pretona” uma pick-up 4×4 que comprei para poder chegar sem tantos problemas aos destinos ferroviários que tenho que visitar para o projeto. Águas Virtuosas é um local abandonado, mas o tempo parece conspirar em favor dele. A vila ferroviária da E.F.S.P.M… >>

26/06/19

CAPEVA

CAPEVA

Capeva está localizada na saída da cidade de Serrana sentido Altinópolis, o prédio é bem visível da estrada, fica ao lado direito de quem segue para Altinópolis há uns 200 metros do asfalto. Famílias ocupam a velha estação e também algumas casas da vila ferroviária que ainda resistem. Eu e o Caleffi estivemos por lá e pudemos ver e sentir… >>

04/03/19

CRESCIÚMA

CRESCIUMA

Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região… >>

09/01/19

MANDEMBO

MANDEMBO

Sua função talvez seja atingir em cheio os corações de quem os observa, pois não passam de restos esquartejados de um passado que não volta mais. Plataforma, mãos-francesas, telhado, caixa-d’água, trilhos, dormentes, vila, tudo lá, como num diorama… forte, colorido, vivo, porém ao mesmo tempo definhando. Estar lá foi vivenciar um turbilhão de sensações múltiplas, contraditórias, introspectivas e porque não… indescritíveis.

04/01/19

CASCATA

CASCATA

Fui até a estação Cascata com vários amigos e também pesquisadores ferroviários especializados naquele trecho. Aproveito inclusive, para deixar aqui o agradecimento aos parceiros: Douglas Bulhões, Junior Alvarenga e Luis Fernando Pecchiore Bastos, pela companhia, pelo conhecimento compartilhado, pela disponibilidade, presteza e também pelo ideal, que os mantém até hoje na linha. Cascata está em pé, porém fechada e abandonada à sua própria sorte. Andamos por lá, vimos cada detalhe do prédio, e o quão triste é a constatação daquele descaso visto de perto e sem filtro algum. É um prédio grande, com a plataforma parcialmente sem cobertura, com as mãos-francesas já enferrujadas, portas e janelas em frangalhos, enfim, uma lástima. Por lá, ainda estão os dísticos, com uma tipografia marcante, no estilo Art Déco… >>

17/12/18

CEDRAL MERCADORIA

CEDRAL_MERCADORIA

Quando chegamos, o que nos marcou profundamente, além dos olhares desconfiados dos moradores, foi a enorme silhueta da mulher, que contrastava com a luz da porta entreaberta do galpão, num misto de tristeza, desesperança e abandono. Olhá-la nos olhos é uma tarefa difícil, pela sua condição (vide fotos e mini-filme), pela falta de perspectiva e, pela agonia decorrente do pouco caso com todos ali. Cedral Mercadoria foi desativada pouco antes de 1986 e até hoje está lá, ainda marcando presença na realidade ferroviária local. E eu vi isso frente-a-frente! Infelizmente nada ali anima ninguém, nem nós… >>

07/10/18

BARRACÃO

BARRACAO

Certa vez, resolvi subverter a ordem natural das coisas e olhá-la por outro ângulo, andei até o ponto aonde a linha faz uma grande curva e voltei, apenas para vê-la por outra posição, me permitir um novo prisma sobre algo já há muito conhecido. E não é que deu certo? A partir daquela experiência, pude entender que as nossas avaliações sempre estão vinculadas aos nossos pontos-de-vista, e foi o velho “Barracão” que me mostrou isso, com as suas diversas nuances, histórias e charme. Ali ainda estão os trilhos, descontinuados, mas lá, também o prédio, plataforma coberta, dísticos legíveis, casas da antiga vila, desvio, enfim, ainda muito se vê do que um dia foi um ponto ativo e altivo da história ferroviária da Mogiana. Pela sua facilidade de acesso e localização urbana, é um ponto onde se vê pessoas dedicarem alguns minutos das suas vidas andando e refletindo acerca do que um dia foi aquilo e se, um dia voltará a ser. Já vi gente jovem, velhos, crianças, todos por ali, ao redor da estação, brincando, contando “causos” e por vezes em silêncio, este sim, pertubador. Barracão é um pedacinho ainda conservado do que um dia Ribeirão Preto teve de história colonial, ferroviária e migratória. Barracão vive dentro de mim, e espero que isso dure muito ainda… >>