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BETA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Beta
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°23’25″S 47°40’10″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Beta é uma estação pouco conhecida, pelo menos, o material de pesquisa disponível sobre ela é bem escasso. Andando pela região, consegui colher alguns relatos num evento ferroviário da extinta E.F.S.P.M. (Estrada de Ferro São Paulo e Minas) na antiga estação em Bento Quirino, aonde dois ex-maquinistas, se referiam-se a ela como “Bêta”, mas disseram nada ter sobrado dela, e nesse ponto estavam corretíssimos, mas ainda assim, fui até o local para garantir né? Chegando lá, não encontrei nada a não ser o possível local da sua localização, é uma área descampada e dá para perceber claramente por onde o antigo leito do troco original da Cia. Mogiana passava. Hoje apenas algumas árvores marcam o local. Aparentemente as informações batem, e ali tem toda a cara de ter sido realmente o lugar aonde a velha estaçãozinha viveu por mais de 50 anos. Um detalhe importante é que o lugar está no município de São Simão, próximo a antiga estação Tibiriçá (também desativada), e não em Cravinhos, como tenho encontrado relatado em pesquisas. Tudo hoje está no meio da cana… Mas ao escrever esta frase penso: Tudo o quê? Por lá não há nada….

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BETA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CASA BRANCA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Casa Branca Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’18″S 47°05’58″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1951
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercada, fechada e com uma parte servindo como academia de Judô
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Casa Branca juntamente com o meu companheiro de expedições e fotógrafo Jorge Caleffi, aonde encontramos o nosso futuro amigo e até então guia local, Douglas Bulhões. Era de manhãzinha, num dia feio e cinzento, mas que reservava inúmeras aventuras e desventuras que serão gradativamente compartilhadas por aqui nesta e em outras tantas postagens porvindouras. Isso posto, logo partimos para a estação, e a minha reação ao vê-la, foi de imensa tristeza. Esta estação juntamente com algumas outras do trecho fazia parte da minha infância, passei por ali inúmeras vezes vindo de Ribeirão Preto e seguindo para Aguaí acompanhando o meu saudoso avô Pedro, e sempre me chamou a atenção o fato dela possuir duas plataformas de embarque, pois as demais, tinham apenas uma. Fechada, semi-abandonada, cercada e em alguns pontos tomada pelo mato, ainda assim aquele prédio me dizia algo, ele tinha relação antiga comigo e isso contava muito. Andei por lá, vi tudo, a escadaria frontal, os dísticos, as lousas, as duas plataformas, trens manobrando, as placas com os nomes da estação anterior e posterior, uma de cada lado da plataforma. Porém, o que me chamou muito a atenção, foi sem dúvida, um pai com o seu filhinho no colo, atravessando um buraco da cerca (bem precária por sinal), para mostrar a ele o trem em atividade. Enquanto andava pela plataforma, ia narrando para o garotinho o que acontecia com o “trenzão”. Aquela cena, naquele horário (sim, era muito cedo mesmo), foi impagável, e me fez crer que podem até tentar acabar com a história ferroviária do Brasil, como aliás estão fazendo com louvor, mas ainda assim, haverá gente obstinada como aquele pai, fazendo o seu papel e transmitindo experiências e valores ao seu rebento seja através do tema ferroviário ou qualquer outro, que dificultarão e muito a tarefa destes obtusos. Por lá, o Douglas que também é um pesquisador ferroviário, nos contou histórias e demonstrou bastante frustração pela forma com que tudo caminha, andamos pelo leito, vimos o grande pátio bem em frente ao prédio da estação, reservado para um tal “Porto seco” que acabei não sabendo se de fato foi ativo ou não, e então seguimos rumo a Briaréu, uma velha estação pouco adiante desta, mas com um charme todo especial.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER CASA BRANCA NOVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ESTAÇÕES & MARIAS-FUMAÇAS

Ilustrações baseadas em fotos colhidas por mim em cada local visitado. Aqui a idéia foi mostrar o atual estado de conservação das estações, unindo a elas, antigas locomotivas a vapor, para ambientar um pouco mais as cenas. Embora em algumas delas, as Marias-Fumaças nunca tenham transitado, deu um ar diferente e nostálgico. Podem ser feitas sob encomenda, impressas em grandes formatos e em vários tipos de papel ou tecido.

VENDA SOB CONSULTA.
100% do valor será revertido para custear novas expedições do Projeto.

JOAQUIM_FIRMINO

Estação Joaquim Firmino / Ribeirão Preto – SP

ALTO

Estação Alto / Ribeirão Preto – SP

EVANGELINA_NOVA

Estação Evangelina Nova / Ribeirão Preto – SP

USINA

Estação Usina / Ribeirão Preto – SP

BARRACAO

Estação Barracão / Ribeirão Preto – SP

SILVEIRA_DO_VAL

Estação Silveira do Val / Ribeirão Preto – SP

ESTACAO_28

Estação 28 / Ribeirão Preto – SP

 

 

POSTERS VINTAGE

Ilustrações baseadas em fotos colhidas por mim em cada local visitado.
Podem ser feitas sob encomenda, impressas em grandes formatos e em vários tipos de papel ou tecido.

 

VENDA SOB CONSULTA.
100% do valor será revertido para custear novas expedições do Projeto.

COLLECTION_01

Estação Águas Virtuosas em Altinópolis – SP

COLLECTION_02

Estação Fagundes em Cravinhos – SP

COLLECTION_03

Estação Conde do Pinal Nova em São Carlos – SP

COLLECTION_04

Estação Bifurcação em Cravinhos – SP

COLLECTION_05

Estação Coronel Corrêa Nova em Casa Branca – SP

COLLECTION_06

Estação Mandiú em Restinga – SP

COLLECTION_07

Estação Córrego Fundo em Tambaú – SP

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Estação Cravinhos Nova em Cravinhos – SP

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Estação Elihu Root em Araras – SP

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Estação Laranja Azeda em Pirassununga – SP

COLLECTION_11

Estação Briaréu em Casa Branca – SP

COLLECTION_12

Estação Mato Seco em Mogi Guaçu – SP

CORONEL MANOEL JOAQUIM

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Coronel Manoel Joaquim
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°18’35″S 46°39’48″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, particular e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Coronel Manoel Joaquim em Guaxupé, em dupla com o meu amigo e xará Marcelo Freitas e de antemão já adianto, não foi nada fácil chegar até ela. Desde informações desencontradas, passando por porteiras fechadas, cercas de arame farpado por todo lado, imensidões de pés de café morro acima e abaixo dificultando a nossa navegação, até desembocarmos num lamaçal horrível (pois havia chovido torrencialmente do dia anterior por aquela região), tudo parecia jogar contra a localização da velha estação naquele dia. Mas nada disso nos deteve. Ziguezagueando no entremeio do cafezal de uma fazenda (de nome Nova Floresta se não me engano), encontramos resquícios do antigo leito, uma ponte pequena, aonde a linha passava por baixo, e que ainda guardava parte importante da sua essência, como o gradil e uma espécie de corrimão. Tudo obviamente muito desgastado pela ação do tempo, mas que, ao olharem pelas fotos e mini-filme, verão o quão charmosa é a estrutura, e de lá, conseguimos sair bem em frente ao prédio, porém ao chegarmos mais perto, percebemos que ele estava cercado e fechado. Buzinamos, batemos palmas, gritamos, os cães latiram muito, tentamos como foi possível chamar algum morador e pedir para que nos deixassem fotografar e filmar o local, mas infelizmente não tinha ninguém por lá. Como não é nosso hábito invadir propriedade de ninguém, documentamos o pouco que pudemos ver e seguimos adiante na nossa jornada. Por lá, vimos a estação ainda com o dístico, porém apagado, uma casinha menor pouco à frente, e a antiga caixa-d’água (Ransomes & Rapier, claro), mas tenho a impressão de que vimos mais a parte dos fundos do prédio do que a frente, e sendo assim, não pudemos saber como está a plataforma, ou as lousas, placas de quilometragem e altitude, enfim, quase nada de detalhes. No passado o local foi cenário de batalha da revolução de 1932, e seu nome se deve a um dos homens que ajudaram a financiar a expansão da Cia. Mogiana por aquelas terras. É um lugar belíssimo e aproveito para pedir que, se alguém possuir material da estação e quiser enviar para complementarmos este post, será muito bem vindo. Obrigado!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL MANOEL JOAQUIM

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

LUZ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.11.2012
DESTINO: Estação Luz
LOCALIZAÇÃO: Município São Paulo – SP
COORDENADAS: 23°32’07″S 46°38’05″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, conservado, é uma referência arquitetônica da cidade
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Conhecer a estação Luz foi uma experiência incrível. É um prédio centenário, que serviu como sede da São Paulo Railway ou “Inglesa”. Assim era comumente conhecida nos idos de 1900 a Companhia que construiu a estrada de ferro, que ligava a cidade de São Paulo ao litoral, mais precisamente a Santos, por onde escoavam as sacas de café que vinham do interior de São Paulo. Andamos por lá, vimos cada detalhe, e o capricho com que foram construídos cada componente da estação, que teve a sua parte metálica toda vinda da Inglaterra em módulos para serem montados aqui. É um colosso de ferro fundido e concreto, com direito a tudo o que há de mais interessante para se ver numa estação ferroviária. Por lá há ladrilhos, guichês antigos, relógio na torre, plataformas, trens de passageiros, de cargas, colunas de concreto, de ferro, passarelas, janelas, gradis, a própria gare, enfim, é um oásis para os aficcionados pelo tema ferroviário. Tentei documentar tudo da forma que pude (vide fotos e mini-filme), e mostrar as muitas vezes, imperceptíveis cenas do cotidiano, como a correria, o dinamismo e o ritmo frenético do entra-e-sai que povoam aquele lugar, mas também mostrar a riqueza e a beleza que estão lá desde a sua construção, e pasmem, permanecem lá até hoje. O projeto da estação é atribuído ao inglês Henry Driver, e é bastante similar à Flinders Street Station em Melbourne, Austrália. A estação Luz está ativa e servindo à população, como um ponto de intersecção entre trens e metrôs, o que certamente dá a ela um ar de jovialidade, mesmo com a idade que tem. Para quem não a conhece e se interessa pelo tema ferroviário, eu recomendo o passeio, certamente não vai se arrepender.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LUZ

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

GENERAL BROWN (PARADA CAMINITO)*

ESPECIAL ARGENTINA
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN GENERAL BROWN (PARADA CAMINITO*) / Outubro de 2010
A estação General Brown foi inaugurada em 1866 pela Ferrocarril Buenos Aires al Puerto de La Ensenada, e hoje encontra-se demolida. Esta pequena parada, está construída a poucos metros do local da estação original que era mais a frente, na esquina com a Calle Olavarría, de onde saia um ramal de cargas que percorria o atual “Caminito” indo até a estação Muelle de La Boca, mais à frente no sentido do canal.

UPDATE DA INFORMAÇÃO* 
GENTILMENTE ENVIADO POR MARCELO TORRES DE BUENOS AIRES:

Marcelo Torres:
No, no se llama asi, es la parada Caminito,General Brown no existe mas,dicha estacion estaba ubicada a 100 metros mas alla de este lugar en el sentido que mira la foto.General Brown fue construida por el Ferrocarril Buenos Aires y Puerto Ensenada,tenia deposito de locomotoras y fue demolida con todas sus instalaciones.
Esta parada fue construida hace unos 15 años con motivo de que se iba a implementar un servicio de coches motores entre la estacion Aristobulo del Valle y Avellaneda,cosa que jamas se hizo,los coches motores se compraron pero jamas se usaron para tal fin,en realidad muchos nunca se usaron,antiguamente desde aqui,hacia la derecha de la imagen se desprendia un corto ramal que tras recorrer unos 200 metros a traves del famoso pasaje “Caminito” terminaba en los muelles del Riachuelo en la estacion Boca,este empalme era gobernado desde la estacion General Brown,la cual no existe mas.En mi face hay un album titulado “Ferrocarril Roca,seccion Buenos Aires-Puerto Ensenada” en donde tengo subidas varias fotos viejas del ramal.

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

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TAPUIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2012
DESTINO: Estação Tapuia
LOCALIZAÇÃO: Município Rincão – SP
COORDENADAS: 21°37’53″S 48°04’26″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda resistem por lá
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A palavra Tapuia durante séculos serviu para designar os índios que não falavam a língua Tupi, e também emprestou o seu nome à esta estação da Cia.Paulista, localizada próxima da divisa dos municípios de Santa Lúcia e Rincão. Estive lá com o meu Tio Zé e com o Vinicius, atrás do que restou do velho prédio ferroviário. E não foi muito, para não dizer, quase nada. Por lá, apenas restos da plataforma cobertos pelo mato alto ainda resistem e nada mais. Andamos, cortamos o mato, subimos barrancos e entramos em alguns pontos para ver se encontrávamos algo mais do que apenas tijolos pelo chão, mas não, nada além disso foi encontrado. Um fato curioso foi que, ao chegarmos próximos do local, um homem nos abordou do nada, questionando a respeito da nossa presença por lá, no início de forma meio hostil (imagino que pelo fato dele ser um carvoeiro e temer que fôssemos denunciá-lo ou coisa parecida), mas depois acabou nos mostrando todo o lugar sem maiores problemas. Por lá, apenas a placa de ferro mostrando a quilometragem (281) e uma torre de ferro ainda insistem em marcar presença, visto que até a gente foi embora logo dali. De lá, seguimos para Santa Lúcia, o que já é uma outra e boa história, aguardem!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAPUIA

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VISCONDE DE PARNAÍBA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2013
DESTINO: Estação Visconde de Parnaíba
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS: 21°01’45″S 47°42’27″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, fechado e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Lara Caroline de Marchi de Castro Moreira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Visconde de Parnaíba é uma estação da antiga Linha do Rio Grande localizada no município de Jardinópolis. Era a segunda no sentido de Minas Gerais e ficava logo após as de Entroncamento (tronco original) e de Jurucê, quando a linha ainda existia e era ativa. Estivemos lá e vimos de perto cada detalhe do prédio, que ainda conta com dístico legível, lousas, plataforma coberta, caixa-d’água e o recuo do leito ainda bem delineado à frente do prédio. As placas de quilometragem e de altitude não estão mais por ali e o galpão está sendo utilizado com depósito e está fechado. É uma construção típica da Cia.Mogiana, sendo um prédio de tijolos aparentes e, diferentemente de outros tantos da região, ele possui um segundo pavimento, o que lhe dá maior imponência e até, certo requinte. Andamos, fotografamos, filmamos, perguntamos, porém pouco se sabe a respeito dela por ali. Sabe-se que chamava-se Rio Pardo, que foi construída por um engenheiro polonês chamado Brodowski (Sim, provavelmente o mesmo que batizou a estação seguinte da mesma linha), que a linha foi extinta por volta de 1988 e desde então a velha estação está abandonada no meio do mato. Ao que me pareceu ela ainda deve estar envolvida em algum imbróglio judicial, pois apesar de estar junto da sede e de uma pequena colônia, os moradores não a tratam como propriedade. É um lugar bonito, no meio de vários canaviais, que preserva aquele ar de passado e que está cada vez mais raro. Para os interessados, Visconde de Parnaíba é uma boa pedida de roteiro ferroviário, pois seu acesso não é difícil, e depois de visitá-la neste clima quente típico da região de Ribeirão Preto, uma cerveja gelada e um filé no arado, do “Bar da Tigrinha” no distrito de Jurucê é uma ótima pedida. Permitam-se!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER VISCONDE DE PARNAIBA

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PRADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.09.2011 e 23.11.2013
DESTINO: Estação Pradópolis
LOCALIZAÇÃO: Município Pradópolis – SP
COORDENADAS: 21°18’58.09″S  48°8’8.66″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, ainda sendo utilizado
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1901
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado, favelizado e servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino, Edson Souza de Jesus e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Pradópolis em três ocasiões, sendo duas delas após o início deste Projeto. Na primeira, ainda não colhíamos vídeos dos locais, daí a necessidade de retornarmos para complementar nossa tarefa. A antiga estação da Cia. Paulista antes chamada de Martinho Prado, está há muito tempo desativada, ainda que por aquela linha trafeguem composições carregadas de açúcar da Usina São Martinho, o velho prédio não possui função nenhuma e é o fim do ramal, visto que a linha que seguia sentido Barrinha não está mais operacional há muito tempo. Os trens por ali, seguem pelo ramal da usina aonde são carregados e partem no sentido de Campinas, sem parar na estação (para evitar furtos, segundo um segurança da usina nos disse). O local, afastado uns 7km da cidade, está favelizado, tendo sido ocupado aparentemente de forma desordenada e tanto a estação, quanto as casas da vila ao seu redor estão servindo de moradia para famílias carentes. O lugar não é muito amistoso, nossa presença por lá despertou a atenção, a curiosidade e até uma certa animosidade por parte dos moradores, que provavelmente sentiram-se ameaçados, pela sua condição informal de ocupação do lugar. O prédio ainda conta com dísticos aparentes e legíveis, com plataforma coberta, sustentada pelas elegantes mãos-francesas características da Cia. Paulista, com algumas sinalizações internas, com caixa-d’água e até uma placa de ferro marcando a quilometragem bem ao lado da plataforma. Fora isso, o ar de abandono e descuido, está mesclado com elementos modernos de conforto, como ar condicionado split e mini-parabólica de tv por assinatura, que nos levam a crer que por ali, os “donos” da casa, não são tão carentes assim. Andamos pelo local, fotografamos, filmamos, conversamos com alguns moradores e as perguntas foram sempre na mesma direção: – O trem vai voltar a passar por aqui? Quando? Vai ter trens de passageiro? Vocês vão tirar a gente daqui? Percebendo que pouco a pouco, passávamos a ser vistos como possível ameaça, concluímos a documentação do local e seguimos para Córrego Rico e Guariba, estas sim, estações digamos… mais amistosas.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

Lado oposto.

Lado oposto.

Olhem bem isso.

Olhem bem isso.

Mais de perto.

Mais de perto.

Vista frontal da estação e do seu entorno.

Vista frontal da estação e do seu entorno.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PRADOPOLIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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