16/12/14

TAJÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Tajá
LOCALIZAÇÃO: Município Águas da Prata – SP
COORDENADAS:  21°53’5.47″S 46°41’21.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Das mais de 420 estações que eu visitei até agora, Tajá certamente foi uma das mais desejadas. Simplesmente pelo fato do acesso ser restrito, e consequentemente poucos conseguirem chegar até ela, o imaginário não parava sequer um segundo de funcionar, até o momento em que decidi ir até lá. Tajá era uma pequena estação de cruzamento no alto dos morros que separam Águas da Prata – SP de Poços de Caldas – MG, construída pela Companhia Mogiana na década de 1930, para pequenos cruzamentos, visto que a capacidade do seu desvio era de apenas 6 vagões. Com a chegada da modernidade, as composições cresceram e Tajá sumiu. Vasculhando sobre esta exótica estaçãozinha, encontrei um vídeo de dois pesquisadores ferroviários da região de Casa Branca, que construíram um Trolley  em 2005 e se aventuraram numa corajosa (e arriscada) descida entre a estação de Cascata e Águas da Prata, foi então que a minha vontade de conhecer o local quintuplicou. Douglas Bulhões e Junior Alvarenga, são estes os nomes dos dois responsáveis diretos por esta bem sucedida expedição, pois nos guiaram até o local exato aonde um dia existiu Tajá. Como na vida nada nunca vem de graça, tivemos alguns percalços pelo caminho, desde a definição da melhor estratégia para se otimizar o trajeto, que numa hora nos empurrava morro acima, na outra, morro abaixo, até como e, de que maneira cruzaríamos cada obstáculo que teimava em aparecer pela frente. De cafezais repletos de cascavéis (fomos alertados por um morador da abundante existência delas por ali), a encostas desmoronadas, tudo era novidade e o espírito de aventura dominava a todos. Após idas e vindas, utilizando como na maioria das vezes o método da tentaviva e erro, optamos por irmos até Cascata e descermos a pé pelo leito da linha até o local de Tajá, e assim fizemos. Alguns quilômetros e muitos marimbondos depois, fomos recompensados com este farto material do que restou da pequenina estação. Para muitos, nada. Para quem viveu as histórias do trecho muito. Para mim, ah, para mim, foi tudo. Tajá reuniu não só aficcionados pelo tema ferroviário, reuniu gente da melhor qualidade, gente que faz pelo ideal, que faz sem querer nada em troca, enfim, gente que quer edificar, construir algo maior, enfim re-a-li-zar. Tajá no meu imaginário sempre foi mais do que uma simples estação, e só agora, eu sei que ela é um “lugar de amigos”… bons amigos. Ressalto a companhia do meu sempre presente tio Zé, do meu amigo Pedro Gandra, sem o qual este site não existiria, do Roberto Piteri, grande parceiro de expedições, do Pecchiore, guardião do trecho, ao qual recorro quando tenho dúvidas sobre a região e ao Indiana e o Douglas, incansáveis defensores do tema. Valeu muito turma!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_TAJA_01

Restos de Tajá.

PANORAMICA_TAJA_02

Detalhes das ruínas.

PANORAMICA_TAJA_03

Seria uma espécie de muro de arrimo?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAJA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

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6Comentários

  1. 18/12/14 às 12:10
    marcos antonio silva:

    ola marcelo bom dia a todos por este documentario magnifico por mostra a riqueza de nossa malha ferroviaria esquecida por muitos que deveriam cuidar da historia de bravos ferroviarios e deste ramal que so voce e sua equipe consiguiram chegar ate o ponto máximo para mostra para todos nós a verdadeira historia de um passado de tantas glorias e lutas que com o passar dos anos foram esquecidas foram demolidas porque já não faziam parte de seus entereses desses politicos que so pensam tirar vantagens para si proprios enquanto isso marcelo so voce tem a coragem de desbravar essas reliquias de nossa historia ferroviarias de tantas construções arrojadas no periodo de poucos recursos a historia de cada uma se confude com sua preservação com sua vida util em todos os sentidos por isso marcelocontinui com este projeto de tanta conquista deste do primeiro instante de voce e sua equipe decidiram mostra a verdadeira historia de nossa malha ferroviaria que hoje em 2014 em muito lugares essa maravilha ja nem se quer existe mais por falta de manutenção ou simplemente descasos de tantos politicos por essa maravilha.esse ramal que aqui esta nesse documentario e belo e magnifico cenario perfeito para um passeio no final de semana com toda familia e claro se existise uma pessoa de coragem para colocar em pratica um trem turistico pra mostrar este cenario que aqui estamos vendo graças ao seu trabalho e dedicação de um conjuntos que so voce marcelo tem antes de terminar este longo comentario desejo a voce marcelo e todas sua equipe que ti acompanhou por este imenso desafio em mostrar a historia ferroviaria de tantas glorias e descasos um feliz natal e um prospero ano novo a voce e sua familia e espero que este trbalho não pare com sua coragem e detreminção voce e sua equipe vão chegar ate o ponto maximo que e simplemente a conquista e vitoria bravo marcelo pelo seu empenho abs.

  2. 18/12/14 às 17:55
    Natan Gabriel:

    Fala Marcelo, como vai? estive esperando ansiosamente por este filme, para ver com detalhes a viagem que perdi! Meu, percebi uma grande precariedade no viaduto de Tajá, é incrível como ainda passa composições carregadas de minério nele. Pelo que escuto de alguns maquinistas da VLI, o ramal está pouco movimentado e talvez possa ser desativado em breve… Acredito que se esta ponte for avariada, o ramal irá parar, assim como foi o ramal de Guaxupé logo que uma ponte foi prejudicada com uma enchente no rio pardo.
    Forte abraço, um feliz natal a você e que em 2015 seu site passe de 1000 estações catalogadas!

  3. 02/01/15 às 13:59
    silvio isaias de macedo:

    Marcelo,
    Tiro o chapéu para o seu trabalho de resgate deste patrimônio que são as Estações Ferroviarias do Brasil. Por falta de conhecimentos de nossa história e também por falta de “tino’ empresaria-turisti-
    co dos nossos politicos gonvernantes, se deixa “ao relento” este patrimõnio.
    Notei que vc ainda não chegou ao Nordeste para também ‘ contemplar’ as lindas Estações que por
    aqui foram edificadas e auxiliaram no desenvolvimento da Região.
    Estive em l4/l2/l4, visitando a cidade de Bananneiras -PB, e fui até a Estação que lá existe. SIMPLES-
    MENTE fantastico, a Estação, casa do Administrador, Pousada, Oficina de peças ., tudo preservado
    pela Prefeitura e Iniciativa privada. A Estação funciona um restaurante Chic, com tudo preservado, a casa do Administrador um Museu, e a pousada que existia está sendo restaurada. Isto é que deveria
    existir nos comandos de nossas cidades. Bem perto (200 metros) tem o Tunel da Serra da Viração, com
    cêrca de 110 metrosd de extenção, preservado, simplesmente lindo. Construido para compõr o trecho
    ferroviario para Bananeiras .
    silvio macedo

  4. 02/01/15 às 13:59
    silvio isaias de macedo:

    Marcelo,
    Tiro o chapéu para o seu trabalho de resgate deste patrimônio que são as Estações Ferroviarias do Brasil. Por falta de conhecimentos de nossa história e também por falta de “tino’ empresaria-turisti-
    co dos nossos politicos gonvernantes, se deixa “ao relento” este patrimõnio.
    Notei que vc ainda não chegou ao Nordeste para também ‘ contemplar’ as lindas Estações que por
    aqui foram edificadas e auxiliaram no desenvolvimento da Região.
    Estive em l4/l2/l4, visitando a cidade de Bananneiras -PB, e fui até a Estação que lá existe. SIMPLES-
    MENTE fantastico, a Estação, casa do Administrador, Pousada, Oficina de peças ., tudo preservado
    pela Prefeitura e Iniciativa privada. A Estação funciona um restaurante Chic, com tudo preservado, a casa do Administrador um Museu, e a pousada que existia está sendo restaurada. Isto é que deveria
    existir nos comandos de nossas cidades. Bem perto (200 metros) tem o Tunel da Serra da Viração, com
    cêrca de 110 metrosd de extenção, preservado, simplesmente lindo. Construido para compõr o trecho
    ferroviario para Bananeiras .
    silvio macedo

  5. 02/01/16 às 16:35
    Márcia Ribeiro do Prado (filha de Alarico Prado Ex-Chefe de Tajá):

    Que coragem de vcs atravessarem por cima do viaduto, eu ia vendo e falando, vai pela estradinha que tem lá embaixo!!!!!
    Pooooxa , quando filmou o lugar onde era a estação, se tivessem filmado à esquerda , veriam o lugar onde era nossa casa. Pelo jeito não sobrou nem um tijolo, senão vocês iam perceber que havia moradias ali.
    Parabéns pela bela filmagem! Não dá pra separar só a parte do Tajá no filme, e colocar no facebook?????

  6. 04/01/16 às 22:02
    marcelo:

    Obrigado pelos detalhes Márcia. Vou ver o que encontro de Tajá… Abs

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