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CASA BRANCA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Casa Branca Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’18″S 47°05’58″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1951
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercada, fechada e com uma parte servindo como academia de Judô
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Casa Branca juntamente com o meu companheiro de expedições e fotógrafo Jorge Caleffi, aonde encontramos o nosso futuro amigo e até então guia local, Douglas Bulhões. Era de manhãzinha, num dia feio e cinzento, mas que reservava inúmeras aventuras e desventuras que serão gradativamente compartilhadas por aqui nesta e em outras tantas postagens porvindouras. Isso posto, logo partimos para a estação, e a minha reação ao vê-la, foi de imensa tristeza. Esta estação juntamente com algumas outras do trecho fazia parte da minha infância, passei por ali inúmeras vezes vindo de Ribeirão Preto e seguindo para Aguaí acompanhando o meu saudoso avô Pedro, e sempre me chamou a atenção o fato dela possuir duas plataformas de embarque, pois as demais, tinham apenas uma. Fechada, semi-abandonada, cercada e em alguns pontos tomada pelo mato, ainda assim aquele prédio me dizia algo, ele tinha relação antiga comigo e isso contava muito. Andei por lá, vi tudo, a escadaria frontal, os dísticos, as lousas, as duas plataformas, trens manobrando, as placas com os nomes da estação anterior e posterior, uma de cada lado da plataforma. Porém, o que me chamou muito a atenção, foi sem dúvida, um pai com o seu filhinho no colo, atravessando um buraco da cerca (bem precária por sinal), para mostrar a ele o trem em atividade. Enquanto andava pela plataforma, ia narrando para o garotinho o que acontecia com o “trenzão”. Aquela cena, naquele horário (sim, era muito cedo mesmo), foi impagável, e me fez crer que podem até tentar acabar com a história ferroviária do Brasil, como aliás estão fazendo com louvor, mas ainda assim, haverá gente obstinada como aquele pai, fazendo o seu papel e transmitindo experiências e valores ao seu rebento seja através do tema ferroviário ou qualquer outro, que dificultarão e muito a tarefa destes obtusos. Por lá, o Douglas que também é um pesquisador ferroviário, nos contou histórias e demonstrou bastante frustração pela forma com que tudo caminha, andamos pelo leito, vimos o grande pátio bem em frente ao prédio da estação, reservado para um tal “Porto seco” que acabei não sabendo se de fato foi ativo ou não, e então seguimos rumo a Briaréu, uma velha estação pouco adiante desta, mas com um charme todo especial.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER CASA BRANCA NOVA

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