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LAGOA BRANCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Lagoa Branca
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°53’32.76″S  47° 2’5.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1891
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, relativamente bem cuidado, é um espaço multiuso, serve como museu e sede de uma associação local dentre outras ocupações
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira, Vinicius Costa e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação fez parte da minha infância justamente pelo inusitado do seu nome: Lagoa Branca! Mas como uma lagoa pode ser branca, perguntava eu ao meu saudoso avô Pedro, em muitas das nossas viagens entre Ribeirão Preto e Aguaí. Eu passava por Casa Branca, por Lagoa Branca e daí já imaginava qual outra “Branca” surgiria pela frente naquelas viagens maravilhosas que fazíamos mensalmente. Que tempo! Lagoa Branca é um distrito de Casa Branca, e ali nas redondezas também existe um vilarejo chamado “Venda Branca”, também componente do clã “Branca”, imagino eu. Mas de volta a estação, tudo ali está parado no tempo, o prédio relativamente bem conservado, a plataforma coberta e funcional, os dísticos, caixa-d’água, ladrilhos, frontões, placa de altitude e quilometragem, desvios, enfim, um pátio ferroviário completo. Lagoa Branca teve como uma das suas principais funções, servir de entroncamento para o Ramal de Vargem Grande, um ramal composto apenas pela estação homônima, que servia para o escoamento de produtos daquela cidade e região. O ramal foi extinto em 1961 e dali em diante, Lagoa Branca ficou apenas como mais uma estação da linha-tronco da Mogiana. Andei bastante por lá, colhi imagens e pude voltar 30 anos em 30 segundos. Hoje o prédio é uma mistura de propósitos, é sede de uma associação local, uma biblioteca, um museu, um albergue, um depósito, enfim, o que vale é que está servindo e ativo, e pasmem, por mais de 125 anos! Lagoa Branca, assim como Casa Branca e Venda Branca, jamais sairão do meu imaginário e, dela, seguimos em frente, rumo a Miragaia…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
LAGOA_BRANCA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ENGENHEIRO GOMIDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.10.2012
DESTINO: Estação Engenheiro Gomide
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Prado – SP
COORDENADAS: 21°32’41″S 46°53’29″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, funcionando como depósito de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Engenheiro Gomide junto com meu amigo e grande colaborador do Projeto, Pedro Gandra e pudemos ver de perto a estação “Fazenda Pinheiro” ops, Engenheiro Gomide, nome este relacionado ao engenheiro Cândido Gonçalves Gomide, que contribuiu destacadamente para o nascimento daquele trecho da Companhia Mogiana entre Mococa e São José do Rio Pardo. Aberta em Agosto de 1889, foi fechada em 1957 equanto o restante do ramal se manteve ativo até 1966. Andamos por lá, vimos o seu uso atual como depósito de materiais agrícolas e implementos, e tentamos captar o máximo de material possível, visto que o prédio encontra-se numa propriedade particular e mesmo tendo procurado alguém para nos guiar e falar um pouco sobre o local, naquele dia, ninguém estava por lá. O prédio, no estilo arquitetônico da Mogiana está relativamente bem conservado, afinal para uma edificação com quase 130 anos, o que vimos ali era coisa de outro mundo. Plataforma coberta, dísticos ostentando o nome Fazenda Pinheiro ao invés de Engenheiro Gomide, frontões, telhado, um grande recuo bem aonde o leito passava, enfim, tudo ali, servindo e ainda muito sólido. Por lá não encontramos ninguém e assim não obtivemos nenhum relato ou causo sobre sua história. Dali, seguimos em frente, passando pela Fazenda Tubaca e seguindo sentido Ribeiro do Valle…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ENGENHEIRO GOMIDE

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BARRACÃO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.04.2011
DESTINO: Estação Barracão
LOCALIZAÇÃO: Município Ribeirão Preto – SP
COORDENADAS: 21°9’33″S 47°48’50″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, seccionados, mas ainda lá
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1900
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Fechado, porém relativamente conservado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:
“Aguardem!”

VEJAM MINHA ENTREVISTA NA ESTAÇÃO BARRACÃO PARA O PORTAL G1 EM 19/07/2012:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Barracão fez parte da minha infância, pois estava no meio do caminho entre o centro de Ribeirão Preto e o bairro onde morava, na zona norte da cidade. Passava por ali muitas vezes por dia e em nenhuma delas ousava não admirar a beleza e imponência daquele prédio. Barracão recebeu este nome devido a sua proximidade com um grande galpão, um tipo de hospedaria que abrigava imigrantes que chegavam a Ribeirão. Dali saia o Ramal de Sertãozinho, que durante anos ligou a linha da Mogiana a da Paulista, tendo na estação de Passagem o seu elo de união. Andei por ali muitas e muitas vezes, sempre tendo o ponto-de-vista único dela, a partir da Avenida Dom Pedro I, um acesso natural ao prédio da estação. Certa vez, resolvi subverter a ordem natural das coisas e olhá-la por outro ângulo, andei até o ponto aonde a linha faz uma grande curva e voltei, apenas para vê-la por outra posição, me permitir um novo prisma sobre algo já há muito conhecido. E não é que deu certo? A partir daquela experiência, pude entender que as nossas avaliações sempre estão vinculadas aos nossos pontos-de-vista, e foi o velho “Barracão” que me mostrou isso, com as suas diversas nuances, histórias e charme. Ali ainda estão os trilhos, descontinuados, mas lá, também o prédio, plataforma coberta, dísticos legíveis, casas da antiga vila, desvio, enfim, ainda muito se vê do que um dia foi um ponto ativo e altivo da história ferroviária da Mogiana. Pela sua facilidade de acesso e localização urbana, é um ponto onde se vê pessoas dedicarem alguns minutos das suas vidas andando e refletindo acerca do que um dia foi aquilo e se, um dia voltará a ser. Já vi gente jovem, velhos, crianças, todos por ali, ao redor da estação, brincando, contando “causos” e por vezes em silêncio, este sim, pertubador. Barracão é um pedacinho ainda conservado do que um dia Ribeirão Preto teve de história colonial, ferroviária e migratória. Barracão vive dentro de mim, e espero que isso dure muito ainda…

FOTOS DO LOCAL:



MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BARRACAO

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CORONEL PEREIRA LIMA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.10.2011
DESTINO: Estação Coronel Pereira Lima Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Sales Oliveira – SP
COORDENADAS: 20°89’39″S 47°88’95″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1987
CONSTRUÇÃO: Ferrovia Paulista S.A.
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, abandonado e depredado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na pequena estaçãozinha pragmática, bem ao estilo Fepasa, junto com o meu tio Zé, e por lá zanzamos um pouco, a fim de colhermos materiais para o site e quem sabe, alguns bons causos de quem estivesse por lá. Mas necas. Nadinha de encontrar alguém por ali, que não fossem os funcionários terceirizados da concessionária do trecho, fazendo a manutenção da linha e utilizando o prédio como base de apoio (leia-se, refeitório e dormitório improvisado para um cochilo pós almoço). “Coronelzinho” apelidado assim por mim, devido ao tamanho diminuto, muito menor que a versão antiga dela, que está situada pouco a frente e fora do leito atual, foi por uns cinco anos apenas um vagão e só depois tornou-se de fato um ponto de “alvenaria”. Ao que parece, teve vida curta e funcionou por cerca de dez anos, tendo sido desativada com o fim dos trens de passageiros em 1997. Acho-a simpática, pequenina, resistente, enfim, sou um sonhador…. Por lá, aguardamos alguma composição para ver se o maquinista nos dava mais alguma informação relevante mas, a que passou sentido Ribeirão Preto, não parou, e então seguimos rumo à versão antiga, a Coronel Pereira Lima Velha, esta sim, mais complexa, charmosa e esquecida…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CEL PEREIRA LIMA NOVA

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IBITIUVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2013
DESTINO: Estação Ibitiuva
LOCALIZAÇÃO: Município Pitangueiras – SP
COORDENADAS: 20°59’49.28″S 48°19’29.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não. Sabe-se que era uma estação de onde saia um ramal sentido Terra Roxa e que este mesmo ramal foi desativado em 1966. Por volta de 1997 os trens de passageiros cessaram e isso foi preponderante para o fim de todo o complexo naquele ponto. A estação perdurou até 2002 e funcionou, como tantas outras, por um tempo como rodoviária. Por lá, ainda se encontra alguns pedaços da antiga plataforma (se procurarem com calma), mas fora isso, somente as casinhas mesmo que fazem menção ao período ferroviário, nada mais. Abaixo, tomei a liberdade de incluir algumas informações retiradas do site da própria localidade, que esclarecem curiosidades acerca do nome e do surgimento do vilarejo:

A Estrada de Ferro, causa da formação do povoado
A Rede Ferroviária no Estado de São Paulo surgiu após a primeira metade do Século XIX e ocupou geograficamente todos os pontos cardeais do Estado, montando uma verdadeira rede de captação de café em direção ao porto de Santos. Em 1907, devido aos desbravamentos para a construção da Ferrovia pela construtora Peti & Catoni, posteriormente Estrada de Ferro São Paulo-Goiáz,* Vila Dama, povoado embrião do distrito de Ibitiúva, tomou um novo e grande impulso. Com o objetivo de escoar a produção de café da região, a Ferrovia foi construída pelos irmãos Bernardino e Francisco de Queiros Catoni, ambos engenheiros. Ela atingia inicialmente os povoados vizinhos de Viradouro, Terra Roxa e Pitangueiras, sendo que depois de alguns anos atingiu Bebedouro. Mais tarde, em 1912, o trecho de ferrovia foi incorporado à Companhia Ferroviária de São Paulo-Goiáz*, empresa presidida pelo Barão Homem de Mello, que tinha como objetivo a ligação entre os Estados de São Paulo e Goiás, a partir de Bebedouro. Devido às condições de relevo, com a grande baixada, seria necessário um aterro que encareceria a obra. A ferrovia não passou próxima ao povoado da então Vila Dama, fazendo com que o local de constituição do povoado mudasse gradativamente para as margens da ferrovia, mais precisamente próximo à Estação Ferroviária. A construção da estrada de ferro foi a causa da formação de Ibitiúva, pois ela mudou gradativamente o povoado da Vila Dama, que era composto de pequenos produtores de café, comerciantes e operários da obra do grupo da construtora Peti & Catoni.

Fundação do Distrito
Em 1909 existiam várias famílias que residiam no então povoado de Ibitiúva, como as famílias de Joaquim Prudêncio da Silva, Antonio Quintino de Oliveira, Marcos e Elisio Teixeira, Deocleciano Pulino, Major Sultério de Camargo Barbosa, Antonio Ferraz Dutra, Moyses de Mello, dentre outras. Já em 1910 foi fincado um cruzeiro no local onde hoje é a Praça da Matriz de Ibitiúva, sendo um marco de fundação do povoado que crescia às margens da Ferrovia. Atualmente esse cruzeiro encontra-se no cemitério local. Pelo documento mais antigo que se tem notícia sobre a fundação de Ibitiúva, sabe-se que em 1912 o Major Joaquim Prudêncio da Silva e sua esposa Maria Rodrigues Barbosa doaram o terreno e as pedras para a construção da primeira Capela ao Padroeiro Sagrado Coração de Jesus Cristo. Em 1912 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Ibitiúva pela Empresa Ferroviária São Paulo-Goiáz*. Em 1913 foi constituída uma diretoria com a finalidade de conseguir fundos monetários para a construção da primeira igreja do povoado. A diretoria era formada pelo Major Sotério de Camargo Barbosa, Coronel Joaquim Silvério dos Reis Neves, Sijenando Garcia Lopes, Marcos Teixeira, Major Joaquim Rodrigues, Capitão Antonio Quintino de Oliveira e Major Joaquim Prudêncio da Silva. Relatos indicam que a conclusão da construção da primeira igreja do povoado ocorreu em 1918. Na época, as casas eram construídas de madeira com o chão em terra nua. A primeira casa de tijolos de Ibitiúva foi a Cooperativa de Consumo Popular.

A origem do nome
Segundo moradores antigos, a palavra Ibitiúva é formada pela junção de duas outras palavras: Ibi – o nome de uma ave; e Tiuva – o nome de uma planta semelhante à mandioca, muito comum encontrada nessa localidade e assim chamada pelos moradores. Pesquisando em dicionários que tratam sobre os termos indígenas, foi constatado que o termo “ibi” tem significado de “terra”. Já quanto à ave, no dicionário português, os Íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. A palavra “tiuva” não foi encontrada em nenhum dicionário, em português ou indígena, entretanto, pode ser um termo que derivou de outro. Não há registros que mostram com precisão o motivo que levou ao nome Ibitiúva; se foi em virtude da “terra de tiuva” ou “ave de tiuva” e quem primeiro a chamou por esse nome.”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER IBITIUVA

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LOUZADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Louzadópolis
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS:  21°24’8.89″S  47°35’39.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restou apenas uma plataforma semi-enterrada sob um pé de Jenipapo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Louzadópolis está localizada na estrada que liga Serra Azul a Bento Quirino (distrito de São Simão), dentro de uma estação ecológica chamada Santa Maria, que é (ou era) o nome da fazenda que ocupava o local. Hoje um assentamento de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por famílias carentes. O local aonde a plataforma ainda sobrevive é a sede administrativa e base operacional da estação ecológica e, lá andando e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha a memória, mas ainda assim é muito vago né?), que me levou até a árvore (pé de Jenipapo, vide mini-filme) aonde embaixo repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo o mesmo Sr. José (tenho quase certeza ser este mesmo o nome dele), a velocidade das composições era tão lenta que as pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem. Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter sido uma época muito bacana, ah se deve. Também zanzei por ali, documentei o local da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para Canaã Nova, que fica assentamento adentro.O que não me ficou claro, era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local chamado Louzada, sendo assim: “Cidade do Louzada”, bem como em outros lugares há Biagípolis, Pradópolis, Martinópolis… Tudo isso ressaltando claramente a humildade do pessoal da época, rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER LOUZADOPOLIS

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ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER ESTRELA

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BONFINÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 01.08.2015
DESTINO: Estação Bonfinópolis
LOCALIZAÇÃO: Município Bonfinópolis – GO
COORDENADAS: 16°37’3.66″S  48°58’11.40″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1950
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Goiaz
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonado e quase desabando
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Cheguei a Bonfinópolis vindo de outras 12 estações visitadas e documentadas naquele mesmo dia, o que foi uma alegria e tanto, pois a expedição rendeu muito. Deixo aqui já explícito, um enorme agradecimento ao arquiteto, fotógrafo, poeta e também expedicionário ferroviário Glaucio Henrique Chaves, que gentilmente me enviou as marcações de todas as estações do trecho, o que me poupou um enorme tempo e otimizou demais a expedição. O Glaucio já havia visitado os locais e me alertou do que iria encontrar, mas mesmo assim, segui viagem rumo a Goiás, um estado até então desconhecido para mim. Bem, em Bonfinópolis encontrei uma estaçãozinha construída na década de 1950, com dísticos ainda mantidos, plataforma, desvios, cobertura caindo aos pedaços, placas de quilometragem e altitude, conforme mostradas no mini-filme e, também um auto de linha (fabricado nas oficinas de Araguari, como me garantiu o Glaucio), que estava estacionado ali, provavelmente o mesmo que inspeciona o trecho, já tão judiado. A cidadezinha é pequena e está bem próxima da capital Goiânia. Andei por lá, mas não encontrei nenhuma pessoa a qual pudesse conseguir maiores informações. O prédio está aberto, abandonado e agoniza esperando o seu fim. Abaixo, um trecho informativo sobre o local, extraído da prefeitura da cidade:

“O nome Bonfinópolis foi dado por Dom Emanuel, então arcebispo da região. Uma referência a Senhor do Bonfim. Como os demais municípios da região da Estrada de Ferro, Bonfinópolis experimentou um momento de crescimento quando os trilhos chegaram, trazendo moradores de outras regiões e incrementando o comércio. Até setembro de 1948, o povoado de “36” pertencia ao município de Silvânia e também a Leopoldo de Bulhões. Neste mesmo ano, Leopoldo de Bulhões conseguiu sua emancipação e “36” ou Bonfinópolis desmembrou-se de Silvânia e virou distrito de Leopoldo de Bulhões.Para chegar à condição de município, Bonfinópolis teve de se submeter às urnas. Sua autonomia foi conquistada por meio de um plebiscito realizado em 1987. A instalação do município aconteceu somente em 1º de junho de 1989.”

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_01

Olhem este lugar!

PANORAMICA_02

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BONFINOPOLIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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CAPÃO DA CRUZ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.11.2012
DESTINO: Estação Capão da Cruz
LOCALIZAÇÃO: Município Luís Antônio – SP
COORDENADAS: 21°27’51.88″S 47°52’14.13″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1911
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Dog e Junior.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Num desses finais de semana sem nada para fazer, resolvi pegar a minha família e ir até a estação Capão da Cruz. Não muito distante de Ribeirão Preto, o local está na cidade vizinha de Luís Antônio, e o motivo para uma pequena viagem, fora do lugar comum, já se fez presente e justificou toda a “quizumba” de se levar dois Schnauzers a tiracolo pelo meio dos canaviais ensolarados. Saímos em busca de uma estação que sabíamos já não mais existir, porém ainda tínhamos um fio de esperança de podermos encontrar resquícios de sua construção, ou quem sabe, até algum antigo morador do local, para nos “nutrir” de histórias, mas tudo em vão. Por lá, pelo caminho, algumas casas abandonadas, um lindo lago e mais nada. Cana e mais cana ilhavam o local da velha estação da Mogiana do restante do mundo. Chegando, nada foi encontrado, a não ser algumas pedras, que não posso afirmar com certeza terem pertencido a construção original do prédio ferroviário. A estação seguia o padrão arquitetônico da Companhia Mogiana e se assemelhava muito as demais do Ramal de Jataí (especialmente a de Silveira do Val), a qual pertencia. Foi desativada em 1957 e desde então, pouco se falou ou sabe-se dela. Eu fui até lá e vi o imenso “nada” existente no local. Frustração? Não, de forma alguma… vivência!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CAPAO DA CRUZ

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

BENTO CARVALHO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.11.2012
DESTINO: Estação Bento Carvalho
LOCALIZAÇÃO: Município Santa Rita do Passa Quatro – SP
COORDENADAS: 21°43’7.94″S 47°33’36.34″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Thiago Samarino lages e Roseléia Pereira.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no local exato aonde a antiga estação Bento Carvalho teria existido, mas, lá no local, absolutamente nada indicava que, um dia ali houve uma estação do antigo ramal de Santa Rita. Olhando com extrema boa vontade, um recuo ao lado da pequena estrada de terra batida parecia indicar que pudesse ter um dia existido uma estação naquele espaço, um pequeno pátio, enfim, mas de concreto mesmo, nada. Como nem sempre as indicações e as pistas que obtemos são totalmente confiáveis, fica na minha mente que talvez pudéssemos ter errado de lugar, mas independente disso, não estávamos tão distante do local, isso com certeza. A estação Bento Carvalho, era denominada Moema e fazia parte de um ramal que seguia em bitola estreita (60cm) até Vassununga, o seu ponto final. A linha foi desativada e extinta na década de 1960, e nesses quase 60 anos, é bem provável que toda a ruína de Bento Carvalho tenha sido engolida pela voraz cana-de-açúcar, que domina aquela região, deixando-a apenas na memória de quem ainda se interessa pelo tema. Caso alguém tenha mais notícias dela, saiba a exata localização ou possa acrescentar algo relevante a esta postagem, basta me enviar, que publico com os respectivos créditos. De lá, seguimos para Santa Olívia…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BENTO CARVALHO

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