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CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

SAMPAIO MOREIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Sampaio Moreira
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°21’16″S 47°16’19″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, bem conservado, porém vazio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Sampaio Moreira acompanhado por dois amigos, o Miguel e o Luiz André, num dia lindo de inverno e o que vi naquele lugar me encheu os olhos. A estação construída em 1912 pela Companhia Mogiana no Ramal de Cajuru, servia para escoamento de produtos da região, em especial o café e era a penúltima no sentido final, o de Cajuru. Localizada dentro da Fazenda Santa Cecília, está em pé, mantendo sua arquitetura original e relativamente bem cuidada, apesar de não haver um uso específico para o prédio. Plataformas, dísticos, frontões, assoalhos, guichês, lousas e algumas construções ao fundo, compõem o cenário ferroviário do local. Da caixa-d’água, apenas a base está lá e os trilhos já se foram também. Ali, o trecho foi desativado em 1966 e de lá para cá, a sorte da estação, foi estar numa propriedade onde visivelmente se dá valor ao passado. Andei pelo lugar, vi uma espécie de museu composto por ruínas de usina, terreiros, a própria estação, enfim, tudo conservado e exposto a quem ali conseguir chegar. Muito embora haja uma cerca e um portão enorme, entrei sem problemas e pude conhecer toda aquela riqueza histórica de perto. Me encantou a igrejinha cuja estrada longa e reta acaba bem na sua frente, com postes de luz e uma linda árvore que aparentemente foi atingida por um raio a sua margem. No momento em que lá estive, jamais imaginaria que um dia voltaria para falar sobre o tema ferroviário, mas isso aconteceu. Depois de uns 3 anos, fui convidado para palestrar num evento em homenagem aos 100 anos do Ramal de Cajuru, e como já havia estado em todas as estações do ramal, pude falar com propriedade de cada uma delas, seu passado e o seu presente, visto que algumas, certamente não possuirão um futuro. Ainda sobre Sampaio Moreira, descobri mais adiante, ser de propriedade do pai de uma maiga, o que me deixou ainda mais satisfeito. Enfim, de lá, segui para Corredeira, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SAMPAIO_MOREIRA_POSTER_OFICIALnet

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IBITIUVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2013
DESTINO: Estação Ibitiuva
LOCALIZAÇÃO: Município Pitangueiras – SP
COORDENADAS: 20°59’49.28″S 48°19’29.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não. Sabe-se que era uma estação de onde saia um ramal sentido Terra Roxa e que este mesmo ramal foi desativado em 1966. Por volta de 1997 os trens de passageiros cessaram e isso foi preponderante para o fim de todo o complexo naquele ponto. A estação perdurou até 2002 e funcionou, como tantas outras, por um tempo como rodoviária. Por lá, ainda se encontra alguns pedaços da antiga plataforma (se procurarem com calma), mas fora isso, somente as casinhas mesmo que fazem menção ao período ferroviário, nada mais. Abaixo, tomei a liberdade de incluir algumas informações retiradas do site da própria localidade, que esclarecem curiosidades acerca do nome e do surgimento do vilarejo:

A Estrada de Ferro, causa da formação do povoado
A Rede Ferroviária no Estado de São Paulo surgiu após a primeira metade do Século XIX e ocupou geograficamente todos os pontos cardeais do Estado, montando uma verdadeira rede de captação de café em direção ao porto de Santos. Em 1907, devido aos desbravamentos para a construção da Ferrovia pela construtora Peti & Catoni, posteriormente Estrada de Ferro São Paulo-Goiáz,* Vila Dama, povoado embrião do distrito de Ibitiúva, tomou um novo e grande impulso. Com o objetivo de escoar a produção de café da região, a Ferrovia foi construída pelos irmãos Bernardino e Francisco de Queiros Catoni, ambos engenheiros. Ela atingia inicialmente os povoados vizinhos de Viradouro, Terra Roxa e Pitangueiras, sendo que depois de alguns anos atingiu Bebedouro. Mais tarde, em 1912, o trecho de ferrovia foi incorporado à Companhia Ferroviária de São Paulo-Goiáz*, empresa presidida pelo Barão Homem de Mello, que tinha como objetivo a ligação entre os Estados de São Paulo e Goiás, a partir de Bebedouro. Devido às condições de relevo, com a grande baixada, seria necessário um aterro que encareceria a obra. A ferrovia não passou próxima ao povoado da então Vila Dama, fazendo com que o local de constituição do povoado mudasse gradativamente para as margens da ferrovia, mais precisamente próximo à Estação Ferroviária. A construção da estrada de ferro foi a causa da formação de Ibitiúva, pois ela mudou gradativamente o povoado da Vila Dama, que era composto de pequenos produtores de café, comerciantes e operários da obra do grupo da construtora Peti & Catoni.

Fundação do Distrito
Em 1909 existiam várias famílias que residiam no então povoado de Ibitiúva, como as famílias de Joaquim Prudêncio da Silva, Antonio Quintino de Oliveira, Marcos e Elisio Teixeira, Deocleciano Pulino, Major Sultério de Camargo Barbosa, Antonio Ferraz Dutra, Moyses de Mello, dentre outras. Já em 1910 foi fincado um cruzeiro no local onde hoje é a Praça da Matriz de Ibitiúva, sendo um marco de fundação do povoado que crescia às margens da Ferrovia. Atualmente esse cruzeiro encontra-se no cemitério local. Pelo documento mais antigo que se tem notícia sobre a fundação de Ibitiúva, sabe-se que em 1912 o Major Joaquim Prudêncio da Silva e sua esposa Maria Rodrigues Barbosa doaram o terreno e as pedras para a construção da primeira Capela ao Padroeiro Sagrado Coração de Jesus Cristo. Em 1912 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Ibitiúva pela Empresa Ferroviária São Paulo-Goiáz*. Em 1913 foi constituída uma diretoria com a finalidade de conseguir fundos monetários para a construção da primeira igreja do povoado. A diretoria era formada pelo Major Sotério de Camargo Barbosa, Coronel Joaquim Silvério dos Reis Neves, Sijenando Garcia Lopes, Marcos Teixeira, Major Joaquim Rodrigues, Capitão Antonio Quintino de Oliveira e Major Joaquim Prudêncio da Silva. Relatos indicam que a conclusão da construção da primeira igreja do povoado ocorreu em 1918. Na época, as casas eram construídas de madeira com o chão em terra nua. A primeira casa de tijolos de Ibitiúva foi a Cooperativa de Consumo Popular.

A origem do nome
Segundo moradores antigos, a palavra Ibitiúva é formada pela junção de duas outras palavras: Ibi – o nome de uma ave; e Tiuva – o nome de uma planta semelhante à mandioca, muito comum encontrada nessa localidade e assim chamada pelos moradores. Pesquisando em dicionários que tratam sobre os termos indígenas, foi constatado que o termo “ibi” tem significado de “terra”. Já quanto à ave, no dicionário português, os Íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. A palavra “tiuva” não foi encontrada em nenhum dicionário, em português ou indígena, entretanto, pode ser um termo que derivou de outro. Não há registros que mostram com precisão o motivo que levou ao nome Ibitiúva; se foi em virtude da “terra de tiuva” ou “ave de tiuva” e quem primeiro a chamou por esse nome.”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER IBITIUVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

LOUZADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Louzadópolis
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS:  21°24’8.89″S  47°35’39.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restou apenas uma plataforma semi-enterrada sob um pé de Jenipapo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Louzadópolis está localizada na estrada que liga Serra Azul a Bento Quirino (distrito de São Simão), dentro de uma estação ecológica chamada Santa Maria, que é (ou era) o nome da fazenda que ocupava o local. Hoje um assentamento de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por famílias carentes. O local aonde a plataforma ainda sobrevive é a sede administrativa e base operacional da estação ecológica e, lá andando e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha a memória, mas ainda assim é muito vago né?), que me levou até a árvore (pé de Jenipapo, vide mini-filme) aonde embaixo repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo o mesmo Sr. José (tenho quase certeza ser este mesmo o nome dele), a velocidade das composições era tão lenta que as pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem. Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter sido uma época muito bacana, ah se deve. Também zanzei por ali, documentei o local da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para Canaã Nova, que fica assentamento adentro.O que não me ficou claro, era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local chamado Louzada, sendo assim: “Cidade do Louzada”, bem como em outros lugares há Biagípolis, Pradópolis, Martinópolis… Tudo isso ressaltando claramente a humildade do pessoal da época, rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LOUZADOPOLIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SERRA AZUL

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.09.2012
DESTINO: Estação Serra Azul
LOCALIZAÇÃO: Município Serra Azul – SP
COORDENADAS: 21°30’873″S 47°56’989″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1905
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado parcialmente, e relativamente bem conservado.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa. Infelizmente tinha que seguir em frente e a vontade ficou para outro dia, que até hoje, ainda não chegou, rerere…  A estação encerrou suas atividades em 1968 e desde então está dessa forma, fechada e sem uso oficial. Pela sua localização, ao lado de uma estrada que liga a cidade à São Simão, e também pelo apelo que o prédio possui, tanto sob o aspecto histórico, quanto pelo arquitetônico, eu acredito que a cidade lhe deva obrigações. Ali poderia ser perfeitamente uma referência para o município, seja turística, como um restaurante, ou museu, ou mesmo histórica, como um monumento a um passado rico, que se foi para sempre. Enfim, dia desses, volto lá e mato a minha sede…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SERRA AZUL

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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TAMANDUAZINHO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 28.04.2012
DESTINO: Estação Tamanduazinho
LOCALIZAÇÃO: Município São simão – SP
COORDENADAS: 21°36’695″S 47°58’794″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, no local nada restou.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Uma estação de difícil localização pois, como já ocorrido em outras situações, cheguei a dois pontos em que ambos diziam ser o correto, mas como saber? Perambulei pela região toda atrás de um possível referência (confiável) do seu lugar de origem, mas não encontrei nenhuma informação que pudesse “cravar” o seu local exato. Sendo assim, cruzei os dados que tinha, e encontrei o que pode ser realmente a sua localização exata. Hoje no lugar há uma chácara/sítio e, ao que me pareceu, também uma piscicultura. Andei por lá mas não vi nehum resquício da antiga linha da EFSPM e muito menos do prédio (que em tese nunca existiu de fato), da antiga estaçãozinha. Tamanduazinho diziam ser uma espécie de cabine telefônica, e estava bem ao lado do córrego homônimo e um pouco antes da subida sentido Serra Azul. Perguntei ali por onde passei, mas sequer imaginavam que por ali havia existido uma estação. Sendo assim, documentei o que vi e segui no sentido Louzadópolis.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAMANDUAZINHO

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ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO E MINAS

EFSPM  –  POSTERS TEMÁTICOS E COLECIONÁVEIS.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral.

O valor da venda de cada poster, financiará a produção da edição seguinte, e assim seguiremos, de forma contínua até conseguirmos viabilizar a confecção da coleção toda, com os seus 22 números.
Para a aquisição, os interessados deverão entrar em contato com o próprio RODRIGO FLORES, através destes contatos:

www.facebook.com/rodrigoflores78
rodrigo_78@terra.com.br

Abaixo a primeira edição:

01 – BENTO QUIRINO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

ARANTES

DATA DA EXPEDIÇÃO: 25.08.2012
DESTINO: Estação Arantes
LOCALIZAÇÃO: Município Cravinhos – SP
COORDENADAS: 21°14’41.13″S 47°42’50.08″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontrar a estação Arantes era um desejo antigo. Por estar tão perto de casa, por ter uma história tão discreta, por ter feito parte de um pedaço tão rico da história cafeeira da região, enfim, motivos é que não faltaram para que eu fosse atrás dela. Neste dia, eu e a Néia, minha mulher, passeávamos sem destino, pelas trilhas dos arredores de Ribeirão Preto, como fazemos normalmente nos finais de semana e então, pensei: Por que não tentarmos localizar a estaçãozinha “Do Arantes” (é assim que a tratam nos arredores). Então lá fomos nós… Depois de algumas tentativas e erros, entrar e sair de fazendas e plantações, encontramos um senhor que nos deu algumas informações (preciosas por sinal), e que nos levaram até o local exato aonde, um dia existiu a estação. “Lá, você só vai encontrar a figueira e um amontoado de entulhos, pois a casinha da estação, foi derrubada já faz tempo” – disse o senhor, o qual infelizmente não me recordo o nome. Dito e feito. Apenas a base de concreto e alguns tijolos ainda resistem por lá, demarcando exatamente o local. Fora isso, nada mais remonta a existência do ponto final do sub-ramal de Jandaia. Arantes ficava no quilômetro 15,5 e o seu nome era uma referência ao proprietário das terras aonde ela estava localizada, o Sr. Manuel Arantes Nogueira. O ramal de Cravinhos e o sub-ramal de Jandaia foram desativados em 1956 e a última foto da estação ainda em pé (pelo menos que eu tenha visto) data do ano de Jan/2000. Tanto o ramal de Cravinhos quanto o sub-ramal de Jandaia operavam com bitolinha de 60cm, e sua principal função era o escoamento do café produzido nas fazendas da região de Cravinhos e Ribeirão Preto. Foi bem legal ter podido ver com os meus próprios olhos um pouco mais da riquíssima história ferroviária regional, do jeito que mais gosto… “in loco”.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER ARANTES

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BETA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Beta
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°23’25″S 47°40’10″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Beta é uma estação pouco conhecida, pelo menos, o material de pesquisa disponível sobre ela é bem escasso. Andando pela região, consegui colher alguns relatos num evento ferroviário da extinta E.F.S.P.M. (Estrada de Ferro São Paulo e Minas) na antiga estação em Bento Quirino, aonde dois ex-maquinistas, se referiam-se a ela como “Bêta”, mas disseram nada ter sobrado dela, e nesse ponto estavam corretíssimos, mas ainda assim, fui até o local para garantir né? Chegando lá, não encontrei nada a não ser o possível local da sua localização, é uma área descampada e dá para perceber claramente por onde o antigo leito do troco original da Cia. Mogiana passava. Hoje apenas algumas árvores marcam o local. Aparentemente as informações batem, e ali tem toda a cara de ter sido realmente o lugar aonde a velha estaçãozinha viveu por mais de 50 anos. Um detalhe importante é que o lugar está no município de São Simão, próximo a antiga estação Tibiriçá (também desativada), e não em Cravinhos, como tenho encontrado relatado em pesquisas. Tudo hoje está no meio da cana… Mas ao escrever esta frase penso: Tudo o quê? Por lá não há nada….

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

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A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
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CORONEL MANOEL JOAQUIM

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Coronel Manoel Joaquim
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°18’35″S 46°39’48″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, particular e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Coronel Manoel Joaquim em Guaxupé, em dupla com o meu amigo e xará Marcelo Freitas e de antemão já adianto, não foi nada fácil chegar até ela. Desde informações desencontradas, passando por porteiras fechadas, cercas de arame farpado por todo lado, imensidões de pés de café morro acima e abaixo dificultando a nossa navegação, até desembocarmos num lamaçal horrível (pois havia chovido torrencialmente do dia anterior por aquela região), tudo parecia jogar contra a localização da velha estação naquele dia. Mas nada disso nos deteve. Ziguezagueando no entremeio do cafezal de uma fazenda (de nome Nova Floresta se não me engano), encontramos resquícios do antigo leito, uma ponte pequena, aonde a linha passava por baixo, e que ainda guardava parte importante da sua essência, como o gradil e uma espécie de corrimão. Tudo obviamente muito desgastado pela ação do tempo, mas que, ao olharem pelas fotos e mini-filme, verão o quão charmosa é a estrutura, e de lá, conseguimos sair bem em frente ao prédio, porém ao chegarmos mais perto, percebemos que ele estava cercado e fechado. Buzinamos, batemos palmas, gritamos, os cães latiram muito, tentamos como foi possível chamar algum morador e pedir para que nos deixassem fotografar e filmar o local, mas infelizmente não tinha ninguém por lá. Como não é nosso hábito invadir propriedade de ninguém, documentamos o pouco que pudemos ver e seguimos adiante na nossa jornada. Por lá, vimos a estação ainda com o dístico, porém apagado, uma casinha menor pouco à frente, e a antiga caixa-d’água (Ransomes & Rapier, claro), mas tenho a impressão de que vimos mais a parte dos fundos do prédio do que a frente, e sendo assim, não pudemos saber como está a plataforma, ou as lousas, placas de quilometragem e altitude, enfim, quase nada de detalhes. No passado o local foi cenário de batalha da revolução de 1932, e seu nome se deve a um dos homens que ajudaram a financiar a expansão da Cia. Mogiana por aquelas terras. É um lugar belíssimo e aproveito para pedir que, se alguém possuir material da estação e quiser enviar para complementarmos este post, será muito bem vindo. Obrigado!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL MANOEL JOAQUIM

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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