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PIO ALVES

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.01.2012
DESTINO: Estação Pio Alves
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS: 21°02’37.39″S 47°29’28.38″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, Pedro Gandra de Carvalho e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fomos até Pio Alves num dia de sol forte, que se tornou chuva forte e logo em seguida, sol forte de novo, enfim, outra aventura pelas estradas e trilhas da linda região de Altinópolis. Para chegar a Pio Alves, atravessamos rios, pontes submersas, grutas, passamos por represas, matas de eucalipto, trilhas e atoleiros, mas o importante é que chegamos até ela. Pio Alves é hoje somente a casa da escola que existia ao lado da estação, mesmo assim, abandonada e bem danificada. No local exato da estação não existe nada, nem sinal de resquícios do prédio ou plataforma, andando por lá, nem mesmo restos de uma possível caixa-d’água a gente viu, realmente não sobrou nada. Construída pela Estrada de Ferro São Paulo e Minas, Pio Alves era chamada anteriormente de Congonhal, nome que as pessoas dali ainda se recordam, pois se não me engano, é o nome de uma fazenda próxima. Andamos bastante pelas redondezas e colhemos boas imagens para vocês, espero que gostem. Foi uma bela aventura (vide mini-filme), que nos propiciou momentos memoráveis, como conhecer a gruta e a represa do Feitosa, localizadas no meio de uma enorme mata de eucaliptos, atravessar um rio por uma ponte submersa, sem saber sequer se ela estava realmente lá, ver fazenda ser oferecida como negócio de oportunidade ao meu Tio Zé (pessoa de fortuna), ter uma gruta batizada com o seu nome, cair dentro d’água numa gruta cheia de abelhas, que acabaram por perseguir o Vinicius… enfim, coisas da vida né? Assim é o Projeto Estações Brasileiras…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PIO ALVES

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CAPEVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.10.2011
DESTINO: Estação Capeva
LOCALIZAÇÃO: Município Serrana – SP
COORDENADAS:  21°11’16.06″S 47°35’28.69″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (sem uso, apenas restos da extinta E.F.S.P.M.)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1928
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado e atualmente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e  Jorge Luís Caleffi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Capeva está localizada na saída da cidade de Serrana sentido Altinópolis, o prédio é bem visível da estrada, fica ao lado direito de quem segue para Altinópolis há uns 200 metros do asfalto. Famílias ocupam a velha estação e também algumas casas da vila ferroviária que ainda resistem. Eu e o Caleffi estivemos por lá e pudemos ver e sentir o cheiro do abandono, de coisas que antes serviam, e hoje não mais. Capeva é basicamente o que as fotos mostram, um prédio velho, habitado por gente humilde, que ali se acomodou do jeito que deu. Em Capeva tem a estação, a caixa d’água, a plataforma, os dísticos, placas com o seu nome, sendo uma completamente enferrujada e outra pintada de azul pelos próprios moradores. Martinópolis era o seu antigo nome, e por lá, crianças brincavam dentro da velha caixa d’água cheia, enquanto colhíamos informações sob um sol escaldante de 40°. Preciso deixar claro aqui uma coisa, senti muita inveja delas naquele momento. De lá seguimos para casa em busca de uma cerveja gelada, afinal somos pesquisadores ferroviários, não de ferro né?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

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CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

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ELIHU ROOT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Elihu Root
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°18’19″S 47°19’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1877
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e completamente abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Elihu Root convenhamos não é um nome comum, pelo menos não aqui no interior de São Paulo, então, partindo desta enorme curiosidade, fui em busca da velha estação, para saber um pouco mais a seu respeito e também trazer boas histórias para dividir com vocês. Elihu Root era o nome de um advogado, secretário de estado norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Paz, o que não é pouco, mas daí a tornar-se nome de estação ferroviária no Brasil, existe um longa distância não é mesmo? Bem, Elihu Root esteve no Brasil em meados de 1906 para presidir uma conferência no Rio de Janeiro e nesta mesma viagem veio até Araras-SP de trem, para visitar uma fazenda produtora de café, desembarcando na estação, até então conhecida como Guabiroba. Após conhecer a produção cafeeira, também foi recepcionado por imigrantes do sul dos Estados Unidos que residiam na região de Americana, o que tornou ainda mais marcante a sua estadia aqui pelos lados interioranos do estado. Sendo assim, numa época em que este tipo de visita não era um fato costumeiro, resolveu-se homenagear o ilustre visitante, convertendo o nome da estação de Guabiroba para Elihu Root. Isso posto, voltemos ao local nos dias atuais. O local está abandonado e praticamente em ruínas, os trens de passageiros cessaram suas viagens em 1977 e em 1998 os trilhos foram retirados, restando assim, apenas o complexo composto pelo prédio da estação, algumas casas de turma e um grande armazém às margens da rodovia. Andamos por lá, entramos no armazém, na estação, vimos os dísticos ainda marcantes, porém sem legibilidade, exploramos cada detalhe do local e disponibilizamos tudo nas fotos e mini-filme, na intenção de transmitir com o máximo de fidelidade os sentimentos que tivemos naquele lugar. O prédio está em pé, possui a plataforma ainda coberta parcialmente, os guichês de venda de bilhetes, os espaços das placas de quilometragem e altitude vazios, o telhado bastante comprometido, enfim, é de dar dó uma construção daquela, com a carga histórica que tem, amargurar um fim deste. Ao chegarmos, uma placa de apelo (vide mini-filme) que alguém escreveu (mal por sinal), pedia por alguma atitude da prefeitura a fim de preservar Elihu Root, o que pelo visto, foi solenemente ignorado. De Guabiroba à Elihu Root, não importa em que época ou denominação, por lá passaram desde a família real inglesa, até o elenco do filme Sinhá-Moça, além dos muitos anônimos cujas histórias certamente não são tão interessantes assim, mas que merecem a citação, pois a história não é feita somente pelo viés dos mais importantes não é mesmo? Elihu Root é um lugar forte, é uma viagem ao passado, um elo interessante, que ainda hoje une um país em formação a outro maduro, cheio de história e respeito pela história. Espero que nosso jovem país aprenda isso, e que a estação Elihu Root sirva como um sinal de despertar neste sentido. Se é que alguém está prestando atenção nela ou em mim, né? De lá, seguimos para Loreto…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

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Vista frontal de Elihu Root.

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Plataforma vista por trás.

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Close da estação ainda resistindo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ELIHU ROOT
POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
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POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SAMPAIO MOREIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Sampaio Moreira
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°21’16″S 47°16’19″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, bem conservado, porém vazio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Sampaio Moreira acompanhado por dois amigos, o Miguel e o Luiz André, num dia lindo de inverno e o que vi naquele lugar me encheu os olhos. A estação construída em 1912 pela Companhia Mogiana no Ramal de Cajuru, servia para escoamento de produtos da região, em especial o café e era a penúltima no sentido final, o de Cajuru. Localizada dentro da Fazenda Santa Cecília, está em pé, mantendo sua arquitetura original e relativamente bem cuidada, apesar de não haver um uso específico para o prédio. Plataformas, dísticos, frontões, assoalhos, guichês, lousas e algumas construções ao fundo, compõem o cenário ferroviário do local. Da caixa-d’água, apenas a base está lá e os trilhos já se foram também. Ali, o trecho foi desativado em 1966 e de lá para cá, a sorte da estação, foi estar numa propriedade onde visivelmente se dá valor ao passado. Andei pelo lugar, vi uma espécie de museu composto por ruínas de usina, terreiros, a própria estação, enfim, tudo conservado e exposto a quem ali conseguir chegar. Muito embora haja uma cerca e um portão enorme, entrei sem problemas e pude conhecer toda aquela riqueza histórica de perto. Me encantou a igrejinha cuja estrada longa e reta acaba bem na sua frente, com postes de luz e uma linda árvore que aparentemente foi atingida por um raio a sua margem. No momento em que lá estive, jamais imaginaria que um dia voltaria para falar sobre o tema ferroviário, mas isso aconteceu. Depois de uns 3 anos, fui convidado para palestrar num evento em homenagem aos 100 anos do Ramal de Cajuru, e como já havia estado em todas as estações do ramal, pude falar com propriedade de cada uma delas, seu passado e o seu presente, visto que algumas, certamente não possuirão um futuro. Ainda sobre Sampaio Moreira, descobri mais adiante, ser de propriedade do pai de uma maiga, o que me deixou ainda mais satisfeito. Enfim, de lá, segui para Corredeira, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SAMPAIO_MOREIRA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

IBITIUVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2013
DESTINO: Estação Ibitiuva
LOCALIZAÇÃO: Município Pitangueiras – SP
COORDENADAS: 20°59’49.28″S 48°19’29.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não. Sabe-se que era uma estação de onde saia um ramal sentido Terra Roxa e que este mesmo ramal foi desativado em 1966. Por volta de 1997 os trens de passageiros cessaram e isso foi preponderante para o fim de todo o complexo naquele ponto. A estação perdurou até 2002 e funcionou, como tantas outras, por um tempo como rodoviária. Por lá, ainda se encontra alguns pedaços da antiga plataforma (se procurarem com calma), mas fora isso, somente as casinhas mesmo que fazem menção ao período ferroviário, nada mais. Abaixo, tomei a liberdade de incluir algumas informações retiradas do site da própria localidade, que esclarecem curiosidades acerca do nome e do surgimento do vilarejo:

A Estrada de Ferro, causa da formação do povoado
A Rede Ferroviária no Estado de São Paulo surgiu após a primeira metade do Século XIX e ocupou geograficamente todos os pontos cardeais do Estado, montando uma verdadeira rede de captação de café em direção ao porto de Santos. Em 1907, devido aos desbravamentos para a construção da Ferrovia pela construtora Peti & Catoni, posteriormente Estrada de Ferro São Paulo-Goiáz,* Vila Dama, povoado embrião do distrito de Ibitiúva, tomou um novo e grande impulso. Com o objetivo de escoar a produção de café da região, a Ferrovia foi construída pelos irmãos Bernardino e Francisco de Queiros Catoni, ambos engenheiros. Ela atingia inicialmente os povoados vizinhos de Viradouro, Terra Roxa e Pitangueiras, sendo que depois de alguns anos atingiu Bebedouro. Mais tarde, em 1912, o trecho de ferrovia foi incorporado à Companhia Ferroviária de São Paulo-Goiáz*, empresa presidida pelo Barão Homem de Mello, que tinha como objetivo a ligação entre os Estados de São Paulo e Goiás, a partir de Bebedouro. Devido às condições de relevo, com a grande baixada, seria necessário um aterro que encareceria a obra. A ferrovia não passou próxima ao povoado da então Vila Dama, fazendo com que o local de constituição do povoado mudasse gradativamente para as margens da ferrovia, mais precisamente próximo à Estação Ferroviária. A construção da estrada de ferro foi a causa da formação de Ibitiúva, pois ela mudou gradativamente o povoado da Vila Dama, que era composto de pequenos produtores de café, comerciantes e operários da obra do grupo da construtora Peti & Catoni.

Fundação do Distrito
Em 1909 existiam várias famílias que residiam no então povoado de Ibitiúva, como as famílias de Joaquim Prudêncio da Silva, Antonio Quintino de Oliveira, Marcos e Elisio Teixeira, Deocleciano Pulino, Major Sultério de Camargo Barbosa, Antonio Ferraz Dutra, Moyses de Mello, dentre outras. Já em 1910 foi fincado um cruzeiro no local onde hoje é a Praça da Matriz de Ibitiúva, sendo um marco de fundação do povoado que crescia às margens da Ferrovia. Atualmente esse cruzeiro encontra-se no cemitério local. Pelo documento mais antigo que se tem notícia sobre a fundação de Ibitiúva, sabe-se que em 1912 o Major Joaquim Prudêncio da Silva e sua esposa Maria Rodrigues Barbosa doaram o terreno e as pedras para a construção da primeira Capela ao Padroeiro Sagrado Coração de Jesus Cristo. Em 1912 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Ibitiúva pela Empresa Ferroviária São Paulo-Goiáz*. Em 1913 foi constituída uma diretoria com a finalidade de conseguir fundos monetários para a construção da primeira igreja do povoado. A diretoria era formada pelo Major Sotério de Camargo Barbosa, Coronel Joaquim Silvério dos Reis Neves, Sijenando Garcia Lopes, Marcos Teixeira, Major Joaquim Rodrigues, Capitão Antonio Quintino de Oliveira e Major Joaquim Prudêncio da Silva. Relatos indicam que a conclusão da construção da primeira igreja do povoado ocorreu em 1918. Na época, as casas eram construídas de madeira com o chão em terra nua. A primeira casa de tijolos de Ibitiúva foi a Cooperativa de Consumo Popular.

A origem do nome
Segundo moradores antigos, a palavra Ibitiúva é formada pela junção de duas outras palavras: Ibi – o nome de uma ave; e Tiuva – o nome de uma planta semelhante à mandioca, muito comum encontrada nessa localidade e assim chamada pelos moradores. Pesquisando em dicionários que tratam sobre os termos indígenas, foi constatado que o termo “ibi” tem significado de “terra”. Já quanto à ave, no dicionário português, os Íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. A palavra “tiuva” não foi encontrada em nenhum dicionário, em português ou indígena, entretanto, pode ser um termo que derivou de outro. Não há registros que mostram com precisão o motivo que levou ao nome Ibitiúva; se foi em virtude da “terra de tiuva” ou “ave de tiuva” e quem primeiro a chamou por esse nome.”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER IBITIUVA

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LOUZADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Louzadópolis
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS:  21°24’8.89″S  47°35’39.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restou apenas uma plataforma semi-enterrada sob um pé de Jenipapo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Louzadópolis está localizada na estrada que liga Serra Azul a Bento Quirino (distrito de São Simão), dentro de uma estação ecológica chamada Santa Maria, que é (ou era) o nome da fazenda que ocupava o local. Hoje um assentamento de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por famílias carentes. O local aonde a plataforma ainda sobrevive é a sede administrativa e base operacional da estação ecológica e, lá andando e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha a memória, mas ainda assim é muito vago né?), que me levou até a árvore (pé de Jenipapo, vide mini-filme) aonde embaixo repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo o mesmo Sr. José (tenho quase certeza ser este mesmo o nome dele), a velocidade das composições era tão lenta que as pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem. Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter sido uma época muito bacana, ah se deve. Também zanzei por ali, documentei o local da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para Canaã Nova, que fica assentamento adentro.O que não me ficou claro, era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local chamado Louzada, sendo assim: “Cidade do Louzada”, bem como em outros lugares há Biagípolis, Pradópolis, Martinópolis… Tudo isso ressaltando claramente a humildade do pessoal da época, rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LOUZADOPOLIS

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SERRA AZUL

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.09.2012
DESTINO: Estação Serra Azul
LOCALIZAÇÃO: Município Serra Azul – SP
COORDENADAS: 21°30’873″S 47°56’989″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1905
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado parcialmente, e relativamente bem conservado.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa. Infelizmente tinha que seguir em frente e a vontade ficou para outro dia, que até hoje, ainda não chegou, rerere…  A estação encerrou suas atividades em 1968 e desde então está dessa forma, fechada e sem uso oficial. Pela sua localização, ao lado de uma estrada que liga a cidade à São Simão, e também pelo apelo que o prédio possui, tanto sob o aspecto histórico, quanto pelo arquitetônico, eu acredito que a cidade lhe deva obrigações. Ali poderia ser perfeitamente uma referência para o município, seja turística, como um restaurante, ou museu, ou mesmo histórica, como um monumento a um passado rico, que se foi para sempre. Enfim, dia desses, volto lá e mato a minha sede…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SERRA AZUL

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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TAMANDUAZINHO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 28.04.2012
DESTINO: Estação Tamanduazinho
LOCALIZAÇÃO: Município São simão – SP
COORDENADAS: 21°36’695″S 47°58’794″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, no local nada restou.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Uma estação de difícil localização pois, como já ocorrido em outras situações, cheguei a dois pontos em que ambos diziam ser o correto, mas como saber? Perambulei pela região toda atrás de um possível referência (confiável) do seu lugar de origem, mas não encontrei nenhuma informação que pudesse “cravar” o seu local exato. Sendo assim, cruzei os dados que tinha, e encontrei o que pode ser realmente a sua localização exata. Hoje no lugar há uma chácara/sítio e, ao que me pareceu, também uma piscicultura. Andei por lá mas não vi nehum resquício da antiga linha da EFSPM e muito menos do prédio (que em tese nunca existiu de fato), da antiga estaçãozinha. Tamanduazinho diziam ser uma espécie de cabine telefônica, e estava bem ao lado do córrego homônimo e um pouco antes da subida sentido Serra Azul. Perguntei ali por onde passei, mas sequer imaginavam que por ali havia existido uma estação. Sendo assim, documentei o que vi e segui no sentido Louzadópolis.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAMANDUAZINHO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO E MINAS

EFSPM  –  POSTERS TEMÁTICOS E COLECIONÁVEIS.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral.

O valor da venda de cada poster, financiará a produção da edição seguinte, e assim seguiremos, de forma contínua até conseguirmos viabilizar a confecção da coleção toda, com os seus 22 números.
Para a aquisição, os interessados deverão entrar em contato com o próprio RODRIGO FLORES, através destes contatos:

www.facebook.com/rodrigoflores78
rodrigo_78@terra.com.br

Abaixo a primeira edição:

01 – BENTO QUIRINO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital