Posts encontrados com a Tag: "SÃO SIMÃO"

LAGOA BRANCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Lagoa Branca
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°53’32.76″S  47° 2’5.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1891
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, relativamente bem cuidado, é um espaço multiuso, serve como museu e sede de uma associação local dentre outras ocupações
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira, Vinicius Costa e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação fez parte da minha infância justamente pelo inusitado do seu nome: Lagoa Branca! Mas como uma lagoa pode ser branca, perguntava eu ao meu saudoso avô Pedro, em muitas das nossas viagens entre Ribeirão Preto e Aguaí. Eu passava por Casa Branca, por Lagoa Branca e daí já imaginava qual outra “Branca” surgiria pela frente naquelas viagens maravilhosas que fazíamos mensalmente. Que tempo! Lagoa Branca é um distrito de Casa Branca, e ali nas redondezas também existe um vilarejo chamado “Venda Branca”, também componente do clã “Branca”, imagino eu. Mas de volta a estação, tudo ali está parado no tempo, o prédio relativamente bem conservado, a plataforma coberta e funcional, os dísticos, caixa-d’água, ladrilhos, frontões, placa de altitude e quilometragem, desvios, enfim, um pátio ferroviário completo. Lagoa Branca teve como uma das suas principais funções, servir de entroncamento para o Ramal de Vargem Grande, um ramal composto apenas pela estação homônima, que servia para o escoamento de produtos daquela cidade e região. O ramal foi extinto em 1961 e dali em diante, Lagoa Branca ficou apenas como mais uma estação da linha-tronco da Mogiana. Andei bastante por lá, colhi imagens e pude voltar 30 anos em 30 segundos. Hoje o prédio é uma mistura de propósitos, é sede de uma associação local, uma biblioteca, um museu, um albergue, um depósito, enfim, o que vale é que está servindo e ativo, e pasmem, por mais de 125 anos! Lagoa Branca, assim como Casa Branca e Venda Branca, jamais sairão do meu imaginário e, dela, seguimos em frente, rumo a Miragaia…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
LAGOA_BRANCA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

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SAMPAIO MOREIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Sampaio Moreira
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°21’16″S 47°16’19″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, bem conservado, porém vazio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Sampaio Moreira acompanhado por dois amigos, o Miguel e o Luiz André, num dia lindo de inverno e o que vi naquele lugar me encheu os olhos. A estação construída em 1912 pela Companhia Mogiana no Ramal de Cajuru, servia para escoamento de produtos da região, em especial o café e era a penúltima no sentido final, o de Cajuru. Localizada dentro da Fazenda Santa Cecília, está em pé, mantendo sua arquitetura original e relativamente bem cuidada, apesar de não haver um uso específico para o prédio. Plataformas, dísticos, frontões, assoalhos, guichês, lousas e algumas construções ao fundo, compõem o cenário ferroviário do local. Da caixa-d’água, apenas a base está lá e os trilhos já se foram também. Ali, o trecho foi desativado em 1966 e de lá para cá, a sorte da estação, foi estar numa propriedade onde visivelmente se dá valor ao passado. Andei pelo lugar, vi uma espécie de museu composto por ruínas de usina, terreiros, a própria estação, enfim, tudo conservado e exposto a quem ali conseguir chegar. Muito embora haja uma cerca e um portão enorme, entrei sem problemas e pude conhecer toda aquela riqueza histórica de perto. Me encantou a igrejinha cuja estrada longa e reta acaba bem na sua frente, com postes de luz e uma linda árvore que aparentemente foi atingida por um raio a sua margem. No momento em que lá estive, jamais imaginaria que um dia voltaria para falar sobre o tema ferroviário, mas isso aconteceu. Depois de uns 3 anos, fui convidado para palestrar num evento em homenagem aos 100 anos do Ramal de Cajuru, e como já havia estado em todas as estações do ramal, pude falar com propriedade de cada uma delas, seu passado e o seu presente, visto que algumas, certamente não possuirão um futuro. Ainda sobre Sampaio Moreira, descobri mais adiante, ser de propriedade do pai de uma maiga, o que me deixou ainda mais satisfeito. Enfim, de lá, segui para Corredeira, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SAMPAIO_MOREIRA_POSTER_OFICIALnet

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VISCONDE DO RIO CLARO NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Visconde do Rio Claro Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°9’4″S 47°47’46″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonada e em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Visconde do Rio Claro Nova, vindo de São Carlos e apesar de nunca ter passado por aquele trecho, sempre ouvia amigos moradores daquela região contarem sobre uma estaçãozinha simpática e abandonada as margens da Rodovia Washington Luís e, a curiosidade tornou-se um poderoso combustível para essa visita. Chegamos cedo, exploramos o lugar, o dia estava lindo e isso ajudou na coleta de generosas imagens. A estação foi construída em 1916 para substituir e suceder a versão antiga, que estava (ou ainda está) localizada do outro lado da rodovia, de onde partia o Ramal de Analândia. O prédio está abandonado, seus dísticos ainda estão lá bem visíveis, há também uma caixa-d’água, plataforma já sem cobertura e as placas de concreto com os nomes da estação também se mantém por lá no meio do mato alto. Andamos, entramos, vimos tudo depredado, vandalizado, porém resistindo a tudo isso, como que se pedisse por uma nova chance para voltar a servir a um propósito. Visconde do Rio Claro Nova deixou de funcionar antes de 1977 e hoje é apenas um prédiozinho simpático quando visto de longe, da rodovia e de maneira bem superficial. Quando nos colocamos a observá-lo de perto, a coisa toda muda bastante de figura. Sobre o seu nome, vejam um trecho da Wikipédia: “José Estanislau de Oliveira, primeiro barão de Araraquara e visconde de Rio Claro, (São Paulo, 5 de março de 1803 – Rio Claro, 4 de setembro de 1884) foi um fazendeiro e militar brasileiro, cafeicultor da região de Piracicaba, além de ter participado como coronel na Guerra do Paraguai. Foi um dos fundadores da Estrada de Ferro Rio Claro–São Carlos do Pinhal.” Enfim, ter estado ali foi uma experiência muito valiosa e nos deu motivação para continuarmos nesse caminho triste e revoltante de resgate e desgaste, mas fazemos isso por convicção e senso de valor. De lá, fomos em busca da Visconde do Rio Claro Velha, o que já é uma ooooutra história…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
VISC_RIO_CLARO_NOVA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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BARRACÃO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.04.2011
DESTINO: Estação Barracão
LOCALIZAÇÃO: Município Ribeirão Preto – SP
COORDENADAS: 21°9’33″S 47°48’50″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, seccionados, mas ainda lá
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1900
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Fechado, porém relativamente conservado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:
“Aguardem!”

VEJAM MINHA ENTREVISTA NA ESTAÇÃO BARRACÃO PARA O PORTAL G1 EM 19/07/2012:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Barracão fez parte da minha infância, pois estava no meio do caminho entre o centro de Ribeirão Preto e o bairro onde morava, na zona norte da cidade. Passava por ali muitas vezes por dia e em nenhuma delas ousava não admirar a beleza e imponência daquele prédio. Barracão recebeu este nome devido a sua proximidade com um grande galpão, um tipo de hospedaria que abrigava imigrantes que chegavam a Ribeirão. Dali saia o Ramal de Sertãozinho, que durante anos ligou a linha da Mogiana a da Paulista, tendo na estação de Passagem o seu elo de união. Andei por ali muitas e muitas vezes, sempre tendo o ponto-de-vista único dela, a partir da Avenida Dom Pedro I, um acesso natural ao prédio da estação. Certa vez, resolvi subverter a ordem natural das coisas e olhá-la por outro ângulo, andei até o ponto aonde a linha faz uma grande curva e voltei, apenas para vê-la por outra posição, me permitir um novo prisma sobre algo já há muito conhecido. E não é que deu certo? A partir daquela experiência, pude entender que as nossas avaliações sempre estão vinculadas aos nossos pontos-de-vista, e foi o velho “Barracão” que me mostrou isso, com as suas diversas nuances, histórias e charme. Ali ainda estão os trilhos, descontinuados, mas lá, também o prédio, plataforma coberta, dísticos legíveis, casas da antiga vila, desvio, enfim, ainda muito se vê do que um dia foi um ponto ativo e altivo da história ferroviária da Mogiana. Pela sua facilidade de acesso e localização urbana, é um ponto onde se vê pessoas dedicarem alguns minutos das suas vidas andando e refletindo acerca do que um dia foi aquilo e se, um dia voltará a ser. Já vi gente jovem, velhos, crianças, todos por ali, ao redor da estação, brincando, contando “causos” e por vezes em silêncio, este sim, pertubador. Barracão é um pedacinho ainda conservado do que um dia Ribeirão Preto teve de história colonial, ferroviária e migratória. Barracão vive dentro de mim, e espero que isso dure muito ainda…

FOTOS DO LOCAL:



MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BARRACAO

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PIEDRAS DE AFILAR*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN PIEDRAS DE AFILAR / Outubro de 2014
Fui até Piedras de Afilar para ver de perto a antiga estação que fica na linha que liga Montevidéu a Rocha ao norte do país, numa viagem em que visitei 25 estações. Piedras de Afilar é um povoado pequeno, que em 2011 contava com apenas 132 habitantes e em 2014 não me pareceu ser muito diferente disso. Chegar até o povoado envolve boa dose de espírito aventureiro, já que a estrada de terra batida não era tão batida assim e o veículo em que estávamos não era o mais adequado para a tarefa. Chegando, vi um prédio simpático, bem ao estilo de outros da mesma linha que havia visitado anteriormente, feito de chapas de lata e madeira, com um telhado vermelho que dava um charme ao local (para quem conhece, lembra o estilo construtivo do antigo casario do bairro argentino de La Boca, onde as casas eram feitas com restos de material náutico, pois está ao lado de um porto e este era um material barato e farto na época). Não havia dísticos no prédio, mas sua plataforma estava lá, a linha que há muito não é usada também marca presença, um grande armazém (também de lata) construído pouco a frente da estação chama a atenção pelo seu tamanho, e indica que por ali antigamente deveriam ter escoado bons volumes de mercadorias, os mastros altos e imponentes, embora enferrujados se fazem notar de longe, as placas de quilometragem e altitude em concreto que nem o tempo foi capaz de vencer dão a identificação ao lugarejo, de uma maneira bem simpática e saudosa. Piedras de Afilar dista 83Km da capital Montevidéu, pelo menos é o que a placa diz, e está no município de Soca, no estado de Canelones. Explorei todo o lugar, gastei o meu “portunhol” com o pessoal de lá, mas pouco sabiam sobre a história do trecho e de lá continuei viagem sentido capital. Piedras de Afilar é daqueles lugares em que o tempo parou e justamente por isso, eu parei por lá.

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_PIEDRAS_DE_AFILAR_01

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ARARAÍ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.06.2012
DESTINO: Estação Araraí
LOCALIZAÇÃO: Município São Carlos – SP
COORDENADAS: 21°83’03″S 47°83’95″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1892
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo de depósito e moradia de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino e Breno Paiva de Oliveira Filho

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Araraí está localizada ao lado da estrada que liga Santa Eudóxia a Água Vermelha, num nível abaixo, passando praticamente despercebida por quem vem de carro pelo trecho. Escondida pela cultura de laranja, o prédio segue em pé servindo de moradia e ao que me pareceu, também de depósito de uma fazenda chamada Santa Elisa. Para chegarmos a um ponto em que pudéssemos documentar o prédio, tivemos que percorrer um trecho de uns 500 ou 600 metros dentro da propriedade pelo meio do laranjal até que encontramos a joia que procurávamos. Andamos por lá, conversamos com alguns moradores, mas as informações acerca do passado da velha estação eram tão escassas que, posso afirmar que, sabíamos mais sobre ela do que os próprios moradores. Mas enfim, talvez a amostragem não tivesse sido das melhores. Explorei o lugar a pé, tirei fotos, andei pela velha plataforma, encarei de frente o grande prédio surrado pelo tempo, mas que não acusa o golpe e, como em tantas outras vezes, pude sentir dentro de mim aquele prazer enorme de mais uma missão cumprida. Pelo que pesquisei, os trilhos foram retirados em 1964 e a linha cessou as suas atividades dois anos antes. Por lá, da vila de Araraí, apenas a estação e mais quatro casas seguem. Logo à frente existe a sede da fazenda, que não sei ao certo se era também da antiga vila. A região tem um relevo exuberante e a paisagem é recompensadora para os que por lá perambulam como nós naquele dia. Dela, seguimos para Água Vermelha…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ARARAI

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LOUZADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Louzadópolis
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS:  21°24’8.89″S  47°35’39.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restou apenas uma plataforma semi-enterrada sob um pé de Jenipapo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Louzadópolis está localizada na estrada que liga Serra Azul a Bento Quirino (distrito de São Simão), dentro de uma estação ecológica chamada Santa Maria, que é (ou era) o nome da fazenda que ocupava o local. Hoje um assentamento de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por famílias carentes. O local aonde a plataforma ainda sobrevive é a sede administrativa e base operacional da estação ecológica e, lá andando e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha a memória, mas ainda assim é muito vago né?), que me levou até a árvore (pé de Jenipapo, vide mini-filme) aonde embaixo repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo o mesmo Sr. José (tenho quase certeza ser este mesmo o nome dele), a velocidade das composições era tão lenta que as pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem. Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter sido uma época muito bacana, ah se deve. Também zanzei por ali, documentei o local da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para Canaã Nova, que fica assentamento adentro.O que não me ficou claro, era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local chamado Louzada, sendo assim: “Cidade do Louzada”, bem como em outros lugares há Biagípolis, Pradópolis, Martinópolis… Tudo isso ressaltando claramente a humildade do pessoal da época, rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER LOUZADOPOLIS

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ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ANALÂNDIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Analândia
LOCALIZAÇÃO: Município Analândia – SP
COORDENADAS: 22°08’03″S 47°40’31″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1884
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, conservado e servindo como moradia particular.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Analândia outrora foi Annapolis, hoje é um tributo muito bem conservado ao cenário ferroviário ferroviário local. Ali, próxima ao Morro do Cuscuzeiro, o qual algumas pessoas dizem tê-la batizado como homônima, lá nos primórdios, o que aparentemente não corresponde a realidade, pois pelo que apurei, a estaçãozinha de “Cuscuzeiro” existiu sim, porém em outro local, pouco à frente dali no sentido de Visconde do Rio Claro Velha. Enfim, todas essas especulações hoje, misturam-se a fatos e causos, dificultando bastante a obtenção de informações confiáveis acerca dos atores daquele cenário e suas respectivas épocas. Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós. O início do fim do ramal foi por volta de 1953, tendo sido desativado em 1966 e a estação e o seu complexo, leiloado na década de 1970. Analândia foi uma estação de muita sorte, pois outras tantas não passaram nem perto deste cuidado e respeito que ela goza, para poder continuar nos lembrando da nossa história e nos alertando da nossa falta de respeito e educação com o nosso passado. Ali é um lugar bom.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ANALANDIA

A estação e o Morro do Cuscuzeiro ao fundo do lado direito.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ANALANDIA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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