Posts encontrados com a Tag: "SÃO CARLOS"

VISCONDE DO RIO CLARO NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Visconde do Rio Claro Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°9’4″S 47°47’46″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonada e em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Visconde do Rio Claro Nova, vindo de São Carlos e apesar de nunca ter passado por aquele trecho, sempre ouvia amigos moradores daquela região contarem sobre uma estaçãozinha simpática e abandonada as margens da Rodovia Washington Luís e, a curiosidade tornou-se um poderoso combustível para essa visita. Chegamos cedo, exploramos o lugar, o dia estava lindo e isso ajudou na coleta de generosas imagens. A estação foi construída em 1916 para substituir e suceder a versão antiga, que estava (ou ainda está) localizada do outro lado da rodovia, de onde partia o Ramal de Analândia. O prédio está abandonado, seus dísticos ainda estão lá bem visíveis, há também uma caixa-d’água, plataforma já sem cobertura e as placas de concreto com os nomes da estação também se mantém por lá no meio do mato alto. Andamos, entramos, vimos tudo depredado, vandalizado, porém resistindo a tudo isso, como que se pedisse por uma nova chance para voltar a servir a um propósito. Visconde do Rio Claro Nova deixou de funcionar antes de 1977 e hoje é apenas um prédiozinho simpático quando visto de longe, da rodovia e de maneira bem superficial. Quando nos colocamos a observá-lo de perto, a coisa toda muda bastante de figura. Sobre o seu nome, vejam um trecho da Wikipédia: “José Estanislau de Oliveira, primeiro barão de Araraquara e visconde de Rio Claro, (São Paulo, 5 de março de 1803 – Rio Claro, 4 de setembro de 1884) foi um fazendeiro e militar brasileiro, cafeicultor da região de Piracicaba, além de ter participado como coronel na Guerra do Paraguai. Foi um dos fundadores da Estrada de Ferro Rio Claro–São Carlos do Pinhal.” Enfim, ter estado ali foi uma experiência muito valiosa e nos deu motivação para continuarmos nesse caminho triste e revoltante de resgate e desgaste, mas fazemos isso por convicção e senso de valor. De lá, fomos em busca da Visconde do Rio Claro Velha, o que já é uma ooooutra história…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
VISC_RIO_CLARO_NOVA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ENGENHEIRO SCHMITT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.05.2014
DESTINO: Estação Engenheiro Schmitt
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Preto – SP
COORDENADAS:  20°52’9.77″S  49°18’41.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Araraquara
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, reformado, porém vazio, sem função aparente
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Marlon Queiroz e João Batista Agonia

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Tive o prazer de visitar Engenheiro Schmitt na companhia de duas pessoas sensacionais, o Marlon e o seu pai, o Sr. João Batista Agonia, juntos naquele dia, fizemos um roteiro com mais de 10 estações visitadas, uma epopéia que durou o dia todo e teve em “Schmitt” o seu ponto de partida. Schmidt ou Schmitt é uma polêmica que vem da grafia do nome do engenheiro ferroviário Karl Ebenhardt Jacob Schmidt que batizou o lugar. Conhecido por “Carlos” ou ainda “Alemão das Mulas”, era uma figura bastante ativa no cenário ferroviário local, o que obviamente lhe rendeu a distinção de nomear o lugarejo. Inaugurada em 1912, deu origem a vila homônima que cresceu a sua volta e me pareceu ser um lugar bem aprazível, daqueles que as pessoas param para ver o trem passar, cortando a vilinha em duas. Andamos por lá, vimos pessoas, tomamos um ótimo café da manhã, conversamos com um andarilho que carregava um filhote de cachorro dentro de sua mochila (vide fotos) e que prometeu cuidar muito bem do “menininho”. Ainda sobre a estação, o prédio estava sendo reformado, encontrava-se aberto e seria ponto de partida/chegada para um passeio turístico entre a vila e São José do Rio Preto, logo à frente. Plataforma, dísticos, nomes das salas, guichê, banco antigo, praça ao redor, casas da vila ferroviária, tudo ali compunha magicamente um cenário gostoso e saudoso. Durante nossa estada, passou um trem vindo no sentido de São Paulo e pudemos vêr todo o movimento ao redor da estaçãozinha, o abrir e fechar (manual) das cancelas, o alvoroço na passagem de nível, o apito, os passos acelerados das pessoas tentando cruzar a linha antes do trem, enfim, tudo exatamente como pede o roteiro. Ao passar do trem, tudo volta suavemente ao seu curso natural e a vida segue. Em “Schmitt (dt)” pude contemplar não só a mágica ferroviária acontecendo em tempo real, como também pude ver e sentir a magia da relação entre pai e filho (Marlon e Sr. João) ao se depararem com situações inusitadas e novas, suas reações, descobertas, seus diálogos, a imensa sabedoria de toda uma vida, que o Sr. João gentilmente compartilhou conosco, enfim, foi uma jornada em que ganhamos todos certamente. O Sr. João, ganhou até banana e chuchus durante a expedição, mas isso fica para uma outra vez. De lá, seguimos em frente, pois o dia estava ficando curto, bem curto para tantas aventuras…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ENG_SCHMITT_01

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FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ENG SCHMITT

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

IBATÉ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ibaté
LOCALIZAÇÃO: Município Ibaté – SP
COORDENADAS:  21°56’48.08″S  48° 0’1.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1885
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, com o teto desabado, completamente abandonado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Ibaté em 2011, numa fase ainda bastante embrionária do Projeto e comigo foram o Tio Zé e o meu amigo Raul Otuzi. Por lá, vimos o abandono absoluto do prédio que, pelo que pude apurar, desde idos de 1985, 1986, já estava dessa maneira, sem função. Andamos por todo o local, vimos a plataforma, grande por sinal, com uma parte ainda coberta por uma estrutura metálica envelhecida e enferrujada, os dísticos ainda estão lá, porém pintados no mesmo tom amarelo-gema do prédio, pouco se destaca, passando quase despercebido por quem se propõe a ir lá visitá-la. Telhas quebradas, aquelas que geram um som característico ao pisar, davam o tom do descaso com o legado ferroviário ali naquele local. Ibaté é um prédio vandalizado, numa linha ativa e de tráfego frequente, mas que é simplesmente ignorada diariamente pelos trens de hoje. Para um local que um dia chamou-se: Visconde do Pinhal, seu presente é dolorido e seu futuro, incerto. Dali, seguimos para Chibarro, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
IBATE_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ARARAÍ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.06.2012
DESTINO: Estação Araraí
LOCALIZAÇÃO: Município São Carlos – SP
COORDENADAS: 21°83’03″S 47°83’95″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1892
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo de depósito e moradia de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino e Breno Paiva de Oliveira Filho

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Araraí está localizada ao lado da estrada que liga Santa Eudóxia a Água Vermelha, num nível abaixo, passando praticamente despercebida por quem vem de carro pelo trecho. Escondida pela cultura de laranja, o prédio segue em pé servindo de moradia e ao que me pareceu, também de depósito de uma fazenda chamada Santa Elisa. Para chegarmos a um ponto em que pudéssemos documentar o prédio, tivemos que percorrer um trecho de uns 500 ou 600 metros dentro da propriedade pelo meio do laranjal até que encontramos a joia que procurávamos. Andamos por lá, conversamos com alguns moradores, mas as informações acerca do passado da velha estação eram tão escassas que, posso afirmar que, sabíamos mais sobre ela do que os próprios moradores. Mas enfim, talvez a amostragem não tivesse sido das melhores. Explorei o lugar a pé, tirei fotos, andei pela velha plataforma, encarei de frente o grande prédio surrado pelo tempo, mas que não acusa o golpe e, como em tantas outras vezes, pude sentir dentro de mim aquele prazer enorme de mais uma missão cumprida. Pelo que pesquisei, os trilhos foram retirados em 1964 e a linha cessou as suas atividades dois anos antes. Por lá, da vila de Araraí, apenas a estação e mais quatro casas seguem. Logo à frente existe a sede da fazenda, que não sei ao certo se era também da antiga vila. A região tem um relevo exuberante e a paisagem é recompensadora para os que por lá perambulam como nós naquele dia. Dela, seguimos para Água Vermelha…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ARARAI

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

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ANALÂNDIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Analândia
LOCALIZAÇÃO: Município Analândia – SP
COORDENADAS: 22°08’03″S 47°40’31″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1884
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, conservado e servindo como moradia particular.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Analândia outrora foi Annapolis, hoje é um tributo muito bem conservado ao cenário ferroviário ferroviário local. Ali, próxima ao Morro do Cuscuzeiro, o qual algumas pessoas dizem tê-la batizado como homônima, lá nos primórdios, o que aparentemente não corresponde a realidade, pois pelo que apurei, a estaçãozinha de “Cuscuzeiro” existiu sim, porém em outro local, pouco à frente dali no sentido de Visconde do Rio Claro Velha. Enfim, todas essas especulações hoje, misturam-se a fatos e causos, dificultando bastante a obtenção de informações confiáveis acerca dos atores daquele cenário e suas respectivas épocas. Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós. O início do fim do ramal foi por volta de 1953, tendo sido desativado em 1966 e a estação e o seu complexo, leiloado na década de 1970. Analândia foi uma estação de muita sorte, pois outras tantas não passaram nem perto deste cuidado e respeito que ela goza, para poder continuar nos lembrando da nossa história e nos alertando da nossa falta de respeito e educação com o nosso passado. Ali é um lugar bom.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ANALANDIA

A estação e o Morro do Cuscuzeiro ao fundo do lado direito.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ANALANDIA

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SERRA AZUL

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.09.2012
DESTINO: Estação Serra Azul
LOCALIZAÇÃO: Município Serra Azul – SP
COORDENADAS: 21°30’873″S 47°56’989″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1905
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado parcialmente, e relativamente bem conservado.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa. Infelizmente tinha que seguir em frente e a vontade ficou para outro dia, que até hoje, ainda não chegou, rerere…  A estação encerrou suas atividades em 1968 e desde então está dessa forma, fechada e sem uso oficial. Pela sua localização, ao lado de uma estrada que liga a cidade à São Simão, e também pelo apelo que o prédio possui, tanto sob o aspecto histórico, quanto pelo arquitetônico, eu acredito que a cidade lhe deva obrigações. Ali poderia ser perfeitamente uma referência para o município, seja turística, como um restaurante, ou museu, ou mesmo histórica, como um monumento a um passado rico, que se foi para sempre. Enfim, dia desses, volto lá e mato a minha sede…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SERRA AZUL

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LORETO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Loreto
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°20’45″S 47°20’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1899
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local a não ser o leito da linha sem trilhos
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontrar o local exato em que Loreto existiu foi uma tarefa bastante difícil. As referências existentes, além de poucas, não eram tão precisas e a própria região também está bastante modificada, o que ajudou a complicar ainda mais a nossa missão. Mas ainda assim, fomos até lá e conseguimos chegar até o ponto aonde as marcações apontavam. A estação ao que me consta, foi demolida na década de 1980 e os trilhos, retirados em 1997. Ali também localizava-se um horto da Companhia Paulista, servido pela estação. Normalmente as Companhias Ferroviárias da época mantinham vários hortos para a produção e utilização de lenhas para dormentes e combustível de locomotivas a vapor. Andamos por todo o local, que fica atrás de uma Companhia de fertilizantes, fomos até a ponte férrea, sobre um rio que passa a uns 300 metros do local da estação, no sentido de Araras, atravessamos a ponte, procuramos por indícios mais consistentes, mas nada encontramos. Os recortes do leito, as pedras, e o próprio caminhos dos trilhos em si estão ainda bem marcados naquela região, e graças a isso, pudemos ter acesso ao local. De Loreto, nada restou. Mas ter estado lá, foi uma boa experiência.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER LORETO

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ITIRAPINA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Itirapina Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°15’17″S 47°49’00″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado, cercado e abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação de Itirapina Nova é um imenso pátio semi-abandonado, que fica próximo ao cemitério e ao distrito industrial da cidade. E pensar que um dia, aquilo tudo foi uma pujante e pulsante estrutura ferroviária da nova linha-tronco da Companhia Paulista?  Itirapina significa “Morro Pelado” em Tupi-Guarani, uma referência a um morro próximo ao município. Andamos pelo local, aonde trens desativados repousam (?), e aguardam apenas o seu desmanche, visto o estado de abandono que encontram-se. Por lá, tudo é triste e a sensação é a pior, de descaso e inutilidade. Como a linha ainda está ativa para cargas, havia uma composição parada por lá, provavelmente aguardando algum cruzamento, o que dificultou um pouco o nosso acesso ao prédio. Pulamos alguns engates até que chegamos a ela, o que infelizmente só fez aumentar o sentimento de angústia que já imaginávamos que iríamos sentir. Tudo lá está abandonado, cacos de telhas espalhados pelo chão, apenas os esqueletos da estrutura de cobertura da plataforma ainda resistem, em ambos os lados das plataformas (há duas por lá), o nome “Ityrapina” na frente do hall de entrada da estação, ainda legível e com certo charme, vai levando a missão de identificar aquele lugar para os menos atentos. A caixa-d’água ainda está lá, mas não consegui saber se ainda funciona, a cabine de controle também, porém nitidamente em ruínas, completam o cenário. O mal cheiro era um capítulo à parte. É uma tristeza encontrar aquele complexo naquele estado, mas o que eu, um simples e mero mortal posso fazer, além do que já faço, que é alertá-los acerca destes desperdícios, desmandos, desacertos… ou seriam apenas os sinais do progresso frio e pragmático? De lá, paramos num simpático botequinho no centro, para uma cerveja extremamente gelada a fim de aplacar o calor escaldante e assim, seguirmos para localizar a estação Estrela, o que fica para uma próxima.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITIRAPINA NOVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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MORAES SALES

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Moraes Sales
LOCALIZAÇÃO: Município Tapiratiba – SP
COORDENADAS: 21°25’03″S 46°45’23″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1903
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado, cercado e servindo como depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação pode ser vista de longe, da pista que liga o distrito de Igaraí a Tapiratiba, está dentro de uma fazenda chamada São José, praticamente ao lado da pista do seu aeroporto particular. Para chegarmos até ela tivemos que pedir autorização, que nos foi prontamente concedida e pudemos documentar o velho prédio da Cia. Mogiana. Situada entre Júlio Tavares e Itaiquara, Moraes Sales serve como moradia, estava fechada e cercada por bambus ressecados. É um prédio de tijolos aparentes, com um telhado duas-águas, com plataforma, dístico legível, porém não pudemos verificar se ainda tinha lousa ou placa de quilometragem por lá, mas acredito que não. A caixa-d’água está pouco a frente, ainda lá, mas ao que parece, sem função. No fundo da estacão, existe um prédio grande, uma espécie de galpão antigo, que provavelmente era um depósito ou algo parecido. Andamos por lá, mas não encontramos ninguém naquele dia que nos desse maiores informações, então seguimos para Itaiquara, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MORAES SALES

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