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CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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BUTIÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 20.10.2012
DESTINO: Estação Butiá
LOCALIZAÇÃO: Município Descalvado – SP
COORDENADAS: 21°51’11″S 47°34’22″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no acanhado vilarejo de Butiá junto com o meu amigo, também designer e parceiro esporádico de expedições Vinicius Costa. Bem, para se chegar a Butiá, andamos um bom trecho em estrada de terra, pois o acesso para a vilinha só se dá por ela, mas, apesar disso, não tivemos grandes problemas não (além do calor infernal, é claro). Ao chegarmos em Butiá, nos deparamos logo com a pequena Igreja Santa Terezinha (cercada e fechada), que chama bastante a atenção, pelo seu estado de conservação, muito bom por sinal, mas também pelo fato da diminuta vila não oferecer grandes atrativos turísticos, apesar de um pesque-pague famoso por lá, que acabamos por não conhecer, pois o tempo estava curto naquele dia. Andamos, vimos um bar que estava fechado (Bar da Nita), exploramos um pouco as ruas do lugar, não tivemos como passar incólumes pela grande caixa-d’água em fibra de vidro azul, que mais parecia uma piscina, suspensa na frente da igrejinha, até que percebemos num amplo recuo logo a frente os restos da antiga estação ferroviária de Butiá. Sim, restos mesmo, e apenas da plataforma com as aberturas de ar do porão ainda lá, tudo debaixo de uma árvore bem num entroncamento de vias na entrada do vilarejo. A estação com data de construção de 1920 foi destaivada por volta de 1986 e, a partir disso, só o abandono, o esquecimento e, por fim a demolição se fizeram presentes. O nome dessa estação da Cia. Paulista é derivado de uma fruta (um coquinho amarelo) que dá em palmeiras que levam este nome, o que no universo ferroviário é uma constante pelo que tenho observado nestas minhas andanças. Ou são nomes de engenheiros e funcionários das próprias companhias, ou nomes dos proprietários das terras aonde as estações se encontram, ou nomes de árvores, ou algum termo indígena, e não costuma fugir muito disso não. Em Butiá, ficamos com o que restou da plataforma, com nosso sentimento de missão cumprida por tê-la encontrado em seu local exato e então seguimos em frente no sentido de Porto Ferreira.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BUTIA

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ITATINGA PORTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.09.2014
DESTINO: Estação Itatinga Porto
LOCALIZAÇÃO: Município Bertioga – SP
COORDENADAS: 23°49’2.34″S 46° 9’12.70″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso pelo bonde de Itatinga
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1906
CONSTRUÇÃO: Companhia Docas de Santos
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e em pleno uso
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Magali Mezadre Souza de Jesus

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Há muito, a Usina Hidrelétrica de Itatinga me desperta curiosidade e fascínio e, foi por isso que resolvi ir até lá para vê-la de perto. Apenas a título de curiosidade, o lugar une o universo ferroviário e o hidrelétrico, que era o tema original deste Projeto, que no seu início chamaria-se “Projeto Hidrelétricas Brasileiras”, mas no decorrer do período, tudo mudou, e cá estamos. O local está situado em Bertioga – SP, com o Rio Itapanhaú separando o acesso entre a Usina e a cidade, fazendo com que pouquíssimos possam acessá-la. A Usina fazia parte do município de Santos e teve o início da sua construção em 1906, com o seu término em 1910. Uma linha de bondes foi construída para levar funcionários e moradores do porto no Rio Itapanhaú até a usina, cerca de 7,5km à frente, dentro da mata e aos pés da Serra do Mar. Estive lá na margem do lado de Bertioga, no porto, porém não tive autorização para atravessar para o outro lado, pois me disseram que uma epidemia de Malária recente, fez com que o local fosse interditado para visitação. O local é riquíssimo em história e de uma beleza ímpar, fruto da sua arquitetura e obviamente do local em que está inserida. O fato de saber que a linha de bondes continua ativa, apesar de quase desconhecida, me deu um alento, e numa próxima ocasião, com mais tempo e estrutura, certamente irei até a administração da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), a fim de obter a autorização, para poder ir até a usina e vivenciar de perto os seus encantos e histórias. Infelizmente por enquanto, só posso oferecer à vocês este material, mas continuem por aqui, que prometo continuar na luta, documentando, publicando e compartilhando absolutamente tudo o que conseguir, sobre o universo ferroviário brasileiro. Esteja ele aonde estiver. Abraços e Feliz 20015!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ITATINGA_PORTO_01

Rio Itapanhaú e a estação ao fundo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITATINGA PORTO

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VALINHOS NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 13.02.2012
DESTINO: Estação Valinhos Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Valinhos – SP
COORDENADAS: 22° 58’08″S 46°59’35″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1872
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado, aparentemente servindo como museu
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação Valinhos Nova vindo de Vinhedo, foi uma passagem rápida, porém suficiente para documentar o atual estado da antiga estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Bem ao lado de uma grande indústria centenária (Unilever), a estação ainda mantém boa parte das suas principais características, tendo grande destaque a entrada principal e a “gare”, com uma grande cobertura metálica, ainda bastante imponente. Hoje ali, funciona um museu municipal, que estava fechado na ocasião da visita. Por lá, havia ainda a placa de quilometragem e altitude, a plataforma, a linha, desvio, algumas sinalizações e  uma passagem subterrânea ligando os dois lados da plataforma mas estava trancada e não pude vê-la por dentro. Andei por todo lado, chegando até o prédio da antiga estação, que está pouco à frente deste, mas dela falarei em breve, e tive a sorte de ver uma composição de locomotivas da MRS seguindo sentido Jundiaí enquanto estive documentando o lugar. Por lá, como em tantas outras, havia bastante sujeira, um certo ar de descuido, e aquele clima de tristeza. Pessoas perambulam o tempo todo pelo local, o que dá um pouco de vida, mas isso passa longe do ideal para um lugar com tamanha carga histórica. Como não poderia faltar, a ferrugem dava um toque final ao local. De lá, segui em frente no sentido de Campinas…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
VALINHOS_NOVA_POSTER_OFICIALnet

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LORETO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Loreto
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°20’45″S 47°20’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1899
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local a não ser o leito da linha sem trilhos
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontrar o local exato em que Loreto existiu foi uma tarefa bastante difícil. As referências existentes, além de poucas, não eram tão precisas e a própria região também está bastante modificada, o que ajudou a complicar ainda mais a nossa missão. Mas ainda assim, fomos até lá e conseguimos chegar até o ponto aonde as marcações apontavam. A estação ao que me consta, foi demolida na década de 1980 e os trilhos, retirados em 1997. Ali também localizava-se um horto da Companhia Paulista, servido pela estação. Normalmente as Companhias Ferroviárias da época mantinham vários hortos para a produção e utilização de lenhas para dormentes e combustível de locomotivas a vapor. Andamos por todo o local, que fica atrás de uma Companhia de fertilizantes, fomos até a ponte férrea, sobre um rio que passa a uns 300 metros do local da estação, no sentido de Araras, atravessamos a ponte, procuramos por indícios mais consistentes, mas nada encontramos. Os recortes do leito, as pedras, e o próprio caminhos dos trilhos em si estão ainda bem marcados naquela região, e graças a isso, pudemos ter acesso ao local. De Loreto, nada restou. Mas ter estado lá, foi uma boa experiência.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LORETO

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VILA MARGARIDA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Vila Margarida (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°57’39″S 46°24’17″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960/70 (período provável)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas alguns restos de trilhos ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A parada Vila Margarida está exatamente aonde a linha que segue para Samaritá cruza com a Rodovia do Imigrantes em São Vicente. Estive no local e pude ver o quanto é precário (pelo menos em termos de limpeza) e imagino que tenha sido até mais anteriormente, pelos relatos que contam sobre as pedras, que eram atiradas pelos moradores nos trens de cargas e principalmente de passageiros, o que obviamente não demonstra que o lugar contava com um nível elevado de educação e infra-estrutura básica não é mesmo? Andei por lá, vi aonde a plataforma estava localizada, sim, era apenas uma plataforma de estrutura metálica coberta por telhas de amianto e um pequeno alambrado cercando a parte de trás. Em 1999 cessou por ali o transporte de passageiros e em 2008 o de cargas, sobrando apenas o que vimos, trilhos cobertos pelo mato e pelo asfalto, e muita sujeira. Um projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), tramita ali na região com promessas e boatos, mas nada de concreto foi visto por mim  enquanto estive lá. Em resumo, é um lugar que ficou no passado ferroviário da região, estagnado, como tantos outros.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER VILA MARGARIDA

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RESFRIADO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 28.04.2012
DESTINO: Estação Resfriado
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°25’15″S 47°34’46″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1893
CONSTRUÇÃO: Companhia Melhoramentos de São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação Resfriado foi construída pela Companhia Melhoramentos de São Simão por volta de 1893, e estava logo após a cidade, ao norte, bem próxima do distrito de Bento Quirino, no sentido de quem segue para Serra Azul. A antiga linha fazia uma volta ao redor do Morro do Cruzeiro e seguia para a Fazenda Santa Maria, Tamanduazinho e Serra Azul posteriormente. Hoje por lá, nada mais encontramos, a não ser “posseiros” bastante desconfiados e um tanto quanto arredios, o que nos obrigou a documentar o local de forma sucinta e objetiva, o que não foi um problema, visto que o local não oferece grandes predicados a ponto de nos prender por muito ali. Uma árvore marca o local da velha estação, andei por lá, olhei cada detalhe, mas sinceramente, não vi nenhum sinal de que ali tenha existido alguma construção, porém a cana está por todo lado e o chão já foi revirado inúmeras vezes, o que dificulta bastante a localização de qualquer resquício. Pela vista aérea do local, percebe-se um corte que assemelha-se ao antigo leito passando bem próximo dali, o que pode e provavelmente indica que o local era ali mesmo, porém sem maiores provas disso. Caso alguém possua dados relevantes e complementares, podem me enviar que posto como colaboração com os devidos créditos. O nome Resfriado nunca me saiu da cabeça, teria sido ele por conta do abastecimento das Maria-Fumaça com água? Enfim…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER RESFRIADO

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MONGAGUÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2012
DESTINO: Estação Mongaguá
LOCALIZAÇÃO: Município Mongaguá – SP
COORDENADAS: 24°05’34″S 46°37’15″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: São Paulo Southern Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como bar e moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Mongaguá e pudemos conferir o estado em que a velha estação da Southern São Paulo Railway se encontra. Tudo por lá está esquecido, abandonado, envelhecido, mofado e cheio de lodo. Localizada atrás de um grande supermercado, o pátio e o prédio estão no meio do trajeto de banhistas que vem da praia, e por lá atravessam diariamente. Pode-se dizer que eles (o pátio e a estação) atrapalham o fluxo urbano hoje em dia, o que é bastante engraçado, pois ao mesmo tempo, foram os grandes responsáveis pelo desenvolvimento todo ao seu redor. Seria a cobra picando a mão de quem a alimenta? Enfim, vamos seguir adiante. O lugar está ocupado por uma família residindo no prédio da estação e ao lado um bar funciona normalmente (provavelmente legalizado, pois não me pareceu nada clandestino não), a plataforma ainda em pé, já não dá sinais de que aguentará muito mais tempo naquele estado e o prédio está bastante degradado. Olhando pelo leito da linha no sentido de Peruíbe dá para ver a ponte de ferro a uns 200 metros, e por lá, não encontrei as lousas, nem as placas e muito menos os dísticos legíveis. É claramente um monumento ao pragmatismo e à ausência de memória pois, pelos relatos que li, passaram muitas histórias de vida e de progresso por aquele trecho. Quem sabe se um museu se instalasse ali… enfim.  Mas daí quem sustentaria o museu num país de valores tão… digamos, rasos, como o nosso não é mesmo?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MONGAGUA

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ELIHU ROOT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Elihu Root
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°18’19″S 47°19’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1877
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e completamente abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Elihu Root convenhamos não é um nome comum, pelo menos não aqui no interior de São Paulo, então, partindo desta enorme curiosidade, fui em busca da velha estação, para saber um pouco mais a seu respeito e também trazer boas histórias para dividir com vocês. Elihu Root era o nome de um advogado, secretário de estado norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Paz, o que não é pouco, mas daí a tornar-se nome de estação ferroviária no Brasil, existe um longa distância não é mesmo? Bem, Elihu Root esteve no Brasil em meados de 1906 para presidir uma conferência no Rio de Janeiro e nesta mesma viagem veio até Araras-SP de trem, para visitar uma fazenda produtora de café, desembarcando na estação, até então conhecida como Guabiroba. Após conhecer a produção cafeeira, também foi recepcionado por imigrantes do sul dos Estados Unidos que residiam na região de Americana, o que tornou ainda mais marcante a sua estadia aqui pelos lados interioranos do estado. Sendo assim, numa época em que este tipo de visita não era um fato costumeiro, resolveu-se homenagear o ilustre visitante, convertendo o nome da estação de Guabiroba para Elihu Root. Isso posto, voltemos ao local nos dias atuais. O local está abandonado e praticamente em ruínas, os trens de passageiros cessaram suas viagens em 1977 e em 1998 os trilhos foram retirados, restando assim, apenas o complexo composto pelo prédio da estação, algumas casas de turma e um grande armazém às margens da rodovia. Andamos por lá, entramos no armazém, na estação, vimos os dísticos ainda marcantes, porém sem legibilidade, exploramos cada detalhe do local e disponibilizamos tudo nas fotos e mini-filme, na intenção de transmitir com o máximo de fidelidade os sentimentos que tivemos naquele lugar. O prédio está em pé, possui a plataforma ainda coberta parcialmente, os guichês de venda de bilhetes, os espaços das placas de quilometragem e altitude vazios, o telhado bastante comprometido, enfim, é de dar dó uma construção daquela, com a carga histórica que tem, amargurar um fim deste. Ao chegarmos, uma placa de apelo (vide mini-filme) que alguém escreveu (mal por sinal), pedia por alguma atitude da prefeitura a fim de preservar Elihu Root, o que pelo visto, foi solenemente ignorado. De Guabiroba à Elihu Root, não importa em que época ou denominação, por lá passaram desde a família real inglesa, até o elenco do filme Sinhá-Moça, além dos muitos anônimos cujas histórias certamente não são tão interessantes assim, mas que merecem a citação, pois a história não é feita somente pelo viés dos mais importantes não é mesmo? Elihu Root é um lugar forte, é uma viagem ao passado, um elo interessante, que ainda hoje une um país em formação a outro maduro, cheio de história e respeito pela história. Espero que nosso jovem país aprenda isso, e que a estação Elihu Root sirva como um sinal de despertar neste sentido. Se é que alguém está prestando atenção nela ou em mim, né? De lá, seguimos para Loreto…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ELIHU_ROOT_03

Vista frontal de Elihu Root.

PANORAMICA_ELIHU_ROOT_02

Plataforma vista por trás.

PANORAMICA_ELIHU_ROOT_01

Close da estação ainda resistindo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ELIHU ROOT
POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
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POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.