Posts encontrados com a Tag: "SANTO ANTÔNIO DO PINHAL"

ENGENHEIRO GOMIDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.10.2012
DESTINO: Estação Engenheiro Gomide
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Prado – SP
COORDENADAS: 21°32’41″S 46°53’29″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, funcionando como depósito de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Engenheiro Gomide junto com meu amigo e grande colaborador do Projeto, Pedro Gandra e pudemos ver de perto a estação “Fazenda Pinheiro” ops, Engenheiro Gomide, nome este relacionado ao engenheiro Cândido Gonçalves Gomide, que contribuiu destacadamente para o nascimento daquele trecho da Companhia Mogiana entre Mococa e São José do Rio Pardo. Aberta em Agosto de 1889, foi fechada em 1957 equanto o restante do ramal se manteve ativo até 1966. Andamos por lá, vimos o seu uso atual como depósito de materiais agrícolas e implementos, e tentamos captar o máximo de material possível, visto que o prédio encontra-se numa propriedade particular e mesmo tendo procurado alguém para nos guiar e falar um pouco sobre o local, naquele dia, ninguém estava por lá. O prédio, no estilo arquitetônico da Mogiana está relativamente bem conservado, afinal para uma edificação com quase 130 anos, o que vimos ali era coisa de outro mundo. Plataforma coberta, dísticos ostentando o nome Fazenda Pinheiro ao invés de Engenheiro Gomide, frontões, telhado, um grande recuo bem aonde o leito passava, enfim, tudo ali, servindo e ainda muito sólido. Por lá não encontramos ninguém e assim não obtivemos nenhum relato ou causo sobre sua história. Dali, seguimos em frente, passando pela Fazenda Tubaca e seguindo sentido Ribeiro do Valle…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ENGENHEIRO GOMIDE

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

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SERRA AZUL

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.09.2012
DESTINO: Estação Serra Azul
LOCALIZAÇÃO: Município Serra Azul – SP
COORDENADAS: 21°30’873″S 47°56’989″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1905
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado parcialmente, e relativamente bem conservado.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa. Infelizmente tinha que seguir em frente e a vontade ficou para outro dia, que até hoje, ainda não chegou, rerere…  A estação encerrou suas atividades em 1968 e desde então está dessa forma, fechada e sem uso oficial. Pela sua localização, ao lado de uma estrada que liga a cidade à São Simão, e também pelo apelo que o prédio possui, tanto sob o aspecto histórico, quanto pelo arquitetônico, eu acredito que a cidade lhe deva obrigações. Ali poderia ser perfeitamente uma referência para o município, seja turística, como um restaurante, ou museu, ou mesmo histórica, como um monumento a um passado rico, que se foi para sempre. Enfim, dia desses, volto lá e mato a minha sede…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

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BENTO CARVALHO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.11.2012
DESTINO: Estação Bento Carvalho
LOCALIZAÇÃO: Município Santa Rita do Passa Quatro – SP
COORDENADAS: 21°43’7.94″S 47°33’36.34″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Thiago Samarino lages e Roseléia Pereira.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no local exato aonde a antiga estação Bento Carvalho teria existido, mas, lá no local, absolutamente nada indicava que, um dia ali houve uma estação do antigo ramal de Santa Rita. Olhando com extrema boa vontade, um recuo ao lado da pequena estrada de terra batida parecia indicar que pudesse ter um dia existido uma estação naquele espaço, um pequeno pátio, enfim, mas de concreto mesmo, nada. Como nem sempre as indicações e as pistas que obtemos são totalmente confiáveis, fica na minha mente que talvez pudéssemos ter errado de lugar, mas independente disso, não estávamos tão distante do local, isso com certeza. A estação Bento Carvalho, era denominada Moema e fazia parte de um ramal que seguia em bitola estreita (60cm) até Vassununga, o seu ponto final. A linha foi desativada e extinta na década de 1960, e nesses quase 60 anos, é bem provável que toda a ruína de Bento Carvalho tenha sido engolida pela voraz cana-de-açúcar, que domina aquela região, deixando-a apenas na memória de quem ainda se interessa pelo tema. Caso alguém tenha mais notícias dela, saiba a exata localização ou possa acrescentar algo relevante a esta postagem, basta me enviar, que publico com os respectivos créditos. De lá, seguimos para Santa Olívia…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

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A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
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CASCATA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Cascata
LOCALIZAÇÃO: Município Águas da Prata – SP
COORDENADAS: 21°51’33″S 46°40’39″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado, abandonado e fechado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui até a estação Cascata com vários amigos e também pesquisadores ferroviários especializados naquele trecho. Aproveito inclusive, para deixar aqui o agradecimento aos parceiros: Douglas Bulhões, Junior Alvarenga e Luis Fernando Pecchiore Bastos, pela companhia, pelo conhecimento compartilhado, pela disponibilidade, presteza e também pelo ideal, que os mantém até hoje na linha. Cascata está em pé, porém fechada e abandonada à sua própria sorte. Andamos por lá, vimos cada detalhe do prédio, e o quão triste é a constatação daquele descaso visto de perto e sem filtro algum. É um prédio grande, com a plataforma parcialmente sem cobertura, com as mãos-francesas já enferrujadas, portas e janelas em frangalhos, enfim, uma lástima. Por lá, ainda estão os dísticos, com uma tipografia marcante, no estilo Art Déco (imagino) ainda legíveis, a linha ativa, as placas de “Apite” e mais nada. Havia também um som de água caindo, que nos acompanhava o tempo todo, e imagino ser da Cascata que provavelmente batizou o local, bem defronte o prédio da estação, infelizmente não fui até lá para conferir. É uma vilinha que fica numa região lindíssima, e certamente poderia encontrar alguma função para aquele belo prédio ferroviário, que não apenas servir de sustentação para faixas promocionais e informativas (vide mini-filme). Exploramos, documentamos e partimos para Tajá, uma estação já demolida, no meio da montanha, em que não se chega de carro, apenas pelo leito da linha, passando pelo famoso “Pontilhão do Tajá”, o que já é uma outra história, rerere… Aguardem!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

CASCATA_PANORAMICA_01

Frontão de Cascata.

CASCATA_PANORAMICA_02

Plataforma em detalhe.

CASCATA_PANORAMICA_03

Estação Cascata.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CASCATA

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CACIQUE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.01.2012
DESTINO: Estação Cacique (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Campos do Jordão – SP
COORDENADAS: 22°46’32″S 45°36’06″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Campos do Jordão
STATUS DO PRÉDIO: Não há prédio, somente uma pequena plataforma quebrada (estribo)
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A Estação Cacique (Parada), já não é utilizada pelos trens turísticos da E.F.C.J. há muito tempo. Hoje é apenas um estribo de cimento e tijolos (quebrados), ao lado da placa que marca o local, como o ponto ferroviário culminante do Brasil. Já se chamou Alto do Lajeado e foi ponto final da linha de trens de subúrbio de campos do Jordão, pelos idos de 1950/60. Hoje, está às margens da estrada velha que liga Campos do Jordão à estação Eugênio Lefèvre em Santo Antônio do Pinhal, bem próximo mesmo da estrada, numa passagem de nível aonde se tem uma entrada de serviço do Hotel Toriba. Andamos por lá, vimos cada detalhe, passamos frio, documentamos tudo e seguimos para Gaviã0 Gonzaga, que certamente vale o clique!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CACIQUE

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RESFRIADO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 28.04.2012
DESTINO: Estação Resfriado
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°25’15″S 47°34’46″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1893
CONSTRUÇÃO: Companhia Melhoramentos de São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação Resfriado foi construída pela Companhia Melhoramentos de São Simão por volta de 1893, e estava logo após a cidade, ao norte, bem próxima do distrito de Bento Quirino, no sentido de quem segue para Serra Azul. A antiga linha fazia uma volta ao redor do Morro do Cruzeiro e seguia para a Fazenda Santa Maria, Tamanduazinho e Serra Azul posteriormente. Hoje por lá, nada mais encontramos, a não ser “posseiros” bastante desconfiados e um tanto quanto arredios, o que nos obrigou a documentar o local de forma sucinta e objetiva, o que não foi um problema, visto que o local não oferece grandes predicados a ponto de nos prender por muito ali. Uma árvore marca o local da velha estação, andei por lá, olhei cada detalhe, mas sinceramente, não vi nenhum sinal de que ali tenha existido alguma construção, porém a cana está por todo lado e o chão já foi revirado inúmeras vezes, o que dificulta bastante a localização de qualquer resquício. Pela vista aérea do local, percebe-se um corte que assemelha-se ao antigo leito passando bem próximo dali, o que pode e provavelmente indica que o local era ali mesmo, porém sem maiores provas disso. Caso alguém possua dados relevantes e complementares, podem me enviar que posto como colaboração com os devidos créditos. O nome Resfriado nunca me saiu da cabeça, teria sido ele por conta do abastecimento das Maria-Fumaça com água? Enfim…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER RESFRIADO

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ELIHU ROOT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Elihu Root
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°18’19″S 47°19’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1877
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e completamente abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Elihu Root convenhamos não é um nome comum, pelo menos não aqui no interior de São Paulo, então, partindo desta enorme curiosidade, fui em busca da velha estação, para saber um pouco mais a seu respeito e também trazer boas histórias para dividir com vocês. Elihu Root era o nome de um advogado, secretário de estado norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Paz, o que não é pouco, mas daí a tornar-se nome de estação ferroviária no Brasil, existe um longa distância não é mesmo? Bem, Elihu Root esteve no Brasil em meados de 1906 para presidir uma conferência no Rio de Janeiro e nesta mesma viagem veio até Araras-SP de trem, para visitar uma fazenda produtora de café, desembarcando na estação, até então conhecida como Guabiroba. Após conhecer a produção cafeeira, também foi recepcionado por imigrantes do sul dos Estados Unidos que residiam na região de Americana, o que tornou ainda mais marcante a sua estadia aqui pelos lados interioranos do estado. Sendo assim, numa época em que este tipo de visita não era um fato costumeiro, resolveu-se homenagear o ilustre visitante, convertendo o nome da estação de Guabiroba para Elihu Root. Isso posto, voltemos ao local nos dias atuais. O local está abandonado e praticamente em ruínas, os trens de passageiros cessaram suas viagens em 1977 e em 1998 os trilhos foram retirados, restando assim, apenas o complexo composto pelo prédio da estação, algumas casas de turma e um grande armazém às margens da rodovia. Andamos por lá, entramos no armazém, na estação, vimos os dísticos ainda marcantes, porém sem legibilidade, exploramos cada detalhe do local e disponibilizamos tudo nas fotos e mini-filme, na intenção de transmitir com o máximo de fidelidade os sentimentos que tivemos naquele lugar. O prédio está em pé, possui a plataforma ainda coberta parcialmente, os guichês de venda de bilhetes, os espaços das placas de quilometragem e altitude vazios, o telhado bastante comprometido, enfim, é de dar dó uma construção daquela, com a carga histórica que tem, amargurar um fim deste. Ao chegarmos, uma placa de apelo (vide mini-filme) que alguém escreveu (mal por sinal), pedia por alguma atitude da prefeitura a fim de preservar Elihu Root, o que pelo visto, foi solenemente ignorado. De Guabiroba à Elihu Root, não importa em que época ou denominação, por lá passaram desde a família real inglesa, até o elenco do filme Sinhá-Moça, além dos muitos anônimos cujas histórias certamente não são tão interessantes assim, mas que merecem a citação, pois a história não é feita somente pelo viés dos mais importantes não é mesmo? Elihu Root é um lugar forte, é uma viagem ao passado, um elo interessante, que ainda hoje une um país em formação a outro maduro, cheio de história e respeito pela história. Espero que nosso jovem país aprenda isso, e que a estação Elihu Root sirva como um sinal de despertar neste sentido. Se é que alguém está prestando atenção nela ou em mim, né? De lá, seguimos para Loreto…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

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Vista frontal de Elihu Root.

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Plataforma vista por trás.

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Close da estação ainda resistindo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ELIHU ROOT
POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
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HIPÓDROMO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Hipódromo
LOCALIZAÇÃO: Município São Carlos – SP
COORDENADAS: 22°2’4″S 47°53’23″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Hipódromo é um ex-posto telegráfico e uma pequenina construção próxima à estação principal de São Carlos e que fica entre ela e Conde do Pinhal, ainda dentro dos limites urbanos da cidade. Está na Vila Prado, local aonde antigamente havia um clube social e um Hipódromo e que há muito foram demolidos, não tendo restado absolutamente nada deles no local e nem nos arredores. Andamos por lá, vimos as casas da antiga Vila Ferroviária, o leito da linha atual em pleno uso, tendo sido através dele que tivemos acesso visual à estaçãozinha de Hipódromo. É um prédio diminuto, acanhado, por vezes parecendo até uma casinha de bonecas, está cercado e servindo como moradia para alguma família. Quando estávamos lá, fomos abordados por uma senhora que nos perguntou se estávamos ali para tirá-los de lá, o que me mostrou que de fato, aquele pessoal encontra-se ali de forma irregular, bem como tantos outros que conhecemos nessas incontáveis jornadas pelas estações brasileiras. Obviamente não estávamos lá para isso e pude tranquilizá-la, tendo ela saído com um ar bem mais aliviado depois da nossa conversa. Bem, por lá vimos e documentamos a estação e seguimos para Conde do Pinhal.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER HIPODROMO

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LUÍS ANTÔNIO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.11.2012
DESTINO: Estação Luís Antônio
LOCALIZAÇÃO: Município Luís Antônio – SP
COORDENADAS: 21°33’09″S 47°42’03″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e servindo à prefeitura municipal
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Dog e Junior

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Luís Antônio (antiga Jataí) junto com minha família (Néia, Dog e Junior), sim, eles me acompanham com freqüencia, quando as expedições permitem. Hoje o prédio da antiga estação serve como garagem e uma espécie de depósito da prefeitura local, está murado e com portões altos e fechados. Tentamos entrar para documentar o prédio em detalhes, porém não foi possível. Ainda assim, andamos pelo local, observamos o que dava para ser observado, fotografamos, filmamos e aqui está: tudo compartilhado em detalhes. A pequenina cidade tinha aquele típico clima interiorano, com pessoas andando pela praça, senhores jogando baralho e um jogo de futebol acontecendo num campinho próximo. O calor era escaldante e o céu azul anil, o que deixou as imagens extremamente belas. A estação de Luís Antônio é uma construção típica da Cia. Mogiana, com seus belos frontões  imponentes (já sem os dísticos) e uma ampla cobertura de plataforma lateral. Seu nome (Luís Antônio) deriva-se do nome do antigo proprietário da Fazenda Jataí, que antes, também cedeu o seu nome à estação (Jataí). Por lá ninguém sabia muito mais a respeito dela, que foi desativada por volta de 1976, então de lá, seguimos para Santa Elisa, pouco à frente no sentido de São Simão…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LUIS ANTONIO

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