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PARANAPIACABA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Paranapiacaba
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS: 23°46’32.65″S 46°18’12.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Destruído por um incêndio, hoje existe somente uma cabine de controle no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui sozinho até Paranapiacaba, conhecer de perto o famoso universo ferroviário do qual tanto se fala. É uma cidadezinha dividida em duas partes, a “cidade alta” e a “Baixa” que é a vila propriamente dita. Divididas pelo pátio de manobras, o acesso entre os dois lados é feito através de uma passarela já bem envelhecida, desgastada e por que não dizer, praticamente abandonada. Descobri isso de uma maneira bem chata, pois como cheguei por cima (parte alta), achei que estacionaria facilmente a “Pretona” e andaria por lá tranquilamente. Ledo engano, além de não poder estacionar naquelas estreitas vielas, ainda tive que voltar pela rodovia por alguns quilômetros, para aí sim, pegar uma estrada de terra “não muito boa” e conseguir chegar a vilinha inglesa, lá embaixo. Dei sorte, pois cheguei ao local uns 15 minutos antes do nevoeiro, que cobriu totalmente o lugar num espaço de poucos minutos, e assim pude ver e colher imagens daquele local que um dia foi um símbolo inconteste da pujança ferroviária nacional. É uma vila que tem um ar de abandono muito forte, tudo por lá está enferrujado, muitas linhas desativadas, com composições abandonadas há anos, e o pior, para os que vivem por lá, isso parece não fazer nenhum efeito, parece tudo normal, tudo comum, tudo certo. Até o fato de terem uma réplica do Big Ben no meio do seu quintal, e o típico fog londrino compondo o seu cotidiano, não parece tocar os funcionários da concessionária, que trabalhavam e agiam como robôs (pelo menos enquanto estive lá, foi assim). A vila é de uma beleza ímpar, com o casario de madeira, ainda da época da sua construção resistindo da forma que dá. Lá convivem lado-a-lado a história quase morta do sonho ferroviário nacional, e as operações práticas da atual concessionária do trecho, que o mantém em pleno funcionamento, mas ao que parece, sem se preocupar muito com o local e suas raízes (ao que parece, eu disse…). Paranapiacaba está no alto da serra, daí o significado do seu nome: “Local de onde se vê o mar” (com aquele nevoeiro, eu não via meio palmo a frente, imaginem então o mar a quilômetros de distância?), e está ligada a estação de Raiz da Serra (também estive lá) por um trecho de linha com cremalheira, para poder vencer a enorme barreira da inclinação. Andei por lá, conversei com guias turísticos que me disseram maravilhas sobre os atributos naturais do lugar, fui na parte alta da cidade, na vila, entrei no pátio e até nas composições abandonadas, aí a chuva apertou e tive que correr de lá. Não só Paranapiacaba, como Campo Grande, que é um enorme estacionamento de locomotivas que fica um pouco antes dela, são passeios obrigatórios para os aficcionados pelo tema ferroviário. Valeu muito a pena ter ido até lá, vejam as fotos e mini-filme, vocês gostarão.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PARANAPIACABA

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.
PARANAPIACABA_01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CAMPO GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Campo Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS:  23°46’4.74″S 46°20’29.79″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (um imenso pátio, em plena utilização)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway (SPR)
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive sozinho em Campo Grande, quando seguia rumo à Paranapiacaba, até então um sonho de consumo. Conhecer a antiga vila operária inglesa situada ali no alto da Serra do Mar, era uma grande vontade, e Campo Grande fez parte dessa jornada. Estacionei a “Pretona” ao lado da P.N. (passagem de nível) da estrada de terra que liga Campo Grande à Paranapiacaba e fui explorar o local. Logo de cara, uma placa não muito amistosa visava desestimular os curiosos a andar pelas redondezas (vide mini-filme), comigo não deu muito certo, afinal tinha viajado mais de 500 quilômetros para estar ali e poder ver de perto o estado daquele lugar. Campo Grande é um imenso pátio de manobras ao lado de Paranapiacaba, e sua estacão e toda a infra-estrutura construída para o transporte de passageiros estão completamente abandonadas e destruídas, andar por lá foi uma tristeza só. O prédio da velha estação ainda existe (vide fotos e mini-filme), a plataforma de embarque e desembarque também, porém já sem telhas (todas em cacos, espalhados pelo chão), e a passarela típica da SPR também está lá, semi-destruída, mas lá. A área estava “protegida” pela famigerada placa hostil com cara de caveira e uma fita amarela e preta toda rasgada, daquelas utilizadas para isolar áreas, e eu que não sou tonto nem nada, a partir destes indícios, explorei o local com o máximo de cuidado. Subi até a capelinha no alto do morro ao lado da estação para ver se conseguia melhores ângulos, mas o tempo estava muito nublado, o que só piorou as coisas. Por lá, muitas locomotivas da MRS aguardando, ou manobrando, e também inúmeros vagões em movimento, tiravam um pouco daquele “ar apocalíptico do local”, mas seres humanos mesmo, via-se muito pouco. O certo é que após o sucateamento das estradas de ferro brasileiras e o fim do transporte de passageiros no local, Campo Grande tornou-se apenas um corredor  de escoamento de carga para o porto de Santos e mais nada. Detalhes visuais maravilhosos resultantes da ação do tempo e do esquecimento, estão na galeria abaixo, não deixem de conferí-la, ok? Por enquanto, é isso pessoal.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.