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SERRA AZUL

DATA DA EXPEDIÇÃO: 07.09.2012
DESTINO: Estação Serra Azul
LOCALIZAÇÃO: Município Serra Azul – SP
COORDENADAS: 21°30’873″S 47°56’989″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1905
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado parcialmente, e relativamente bem conservado.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa. Infelizmente tinha que seguir em frente e a vontade ficou para outro dia, que até hoje, ainda não chegou, rerere…  A estação encerrou suas atividades em 1968 e desde então está dessa forma, fechada e sem uso oficial. Pela sua localização, ao lado de uma estrada que liga a cidade à São Simão, e também pelo apelo que o prédio possui, tanto sob o aspecto histórico, quanto pelo arquitetônico, eu acredito que a cidade lhe deva obrigações. Ali poderia ser perfeitamente uma referência para o município, seja turística, como um restaurante, ou museu, ou mesmo histórica, como um monumento a um passado rico, que se foi para sempre. Enfim, dia desses, volto lá e mato a minha sede…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SERRA AZUL

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

BAUXITA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Bauxita
LOCALIZAÇÃO: Município Poços de Caldas – MG
COORDENADAS: 21°49’18″S 46°38’1″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1943
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como base da concessionária
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Bauxita é um lugar impressionante, e ter estado lá, me trará boas recordações até os meus últimos dias. A brisa fria batendo no rosto, a composição, os vagões-gôndola cheios e estacionados, as locomotivas velhas e surradas porém ativas, a estação fechada mas ainda com vida e utilidade, os amigos por perto, tudo conspirava para que aquele dia fosse incrível. E foi. Andamos por lá, vimos tudo, a estação pintada nas cores da concessionária, os dísticos em branco, a plataforma, as lousas, as mãos-francesas suportando a cobertura, o enorme pátio e seus desvios, a vila ferroviária atrás do prédio da estação, enfim, por lá o clima férreo imperava, ufa, que delícia! Neste dia nos acompanharam grandes e inesquecíveis amigos que pesquisam o tema e cuidam de manter viva a memória daquele trecho: o Douglas Bulhões, o Junior Alvarenga (Indiana) e o Luis Fernando Pecchiore Bastos, este último, um expert no Ramal de Caldas, e que praticamente foi o nosso guia local, visto que o nosso guia oficial, o Bulhões, costuma por vezes se equivocar, rerere… Os outros dois, também adeptos do assunto e aventureiros de mão cheia, inclusive pelos idos de 2005, cruzaram o trecho em um trolley artesanal, a fim de localizar uma outra estação próxima, o que é uma outra história e será contada aqui futuramente. Bauxita foi construída pela Companhia Mogiana nos idos de 1943, a fim de escoar a produção de minério de alumínio (Bauxita) fortemente presente naquela região. O Ramal também tinha a tarefa de trazer e levar mercadorias de São João da Boa Vista a Poços de Caldas e vice-versa. As composições de passageiros, mesmo as turísticas, apesar da beleza do trecho, reconhecidamente um dos mais lindos do Brasil, não tiveram bons fluxos, e sempre, ou quase sempre foram deficitários, o que decretou o seu fim, por volta de 1976. A linha, que começa em Aguaí e segue atualmente até Bauxita (na verdade um pouco a frente, segue até um desvio próximo à fábrica), é uma linha velha e frágil, daí o motivo de se terem composições pequenas e velhas. O local me lembrou muito, aqueles filmes que mostram o norte dos Estados Unidos e o Canadá, com muitos pinheiros, eucaliptos, e um clima frio típico. Bauxita ainda está ativa, embora descaracterizada e escondida. Ir até lá é obrigatório para quem gosta do tema ferroviário. Eu fui… e voltarei certamente.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_BAUXITA

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BAUXITA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CASQUEIRO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.11.2012
DESTINO: Estação Casqueiro
LOCALIZAÇÃO: Município Cubatão – SP
COORDENADAS: 23°55’25″S 46°24’24″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1896
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, hoje somente restou uma passarela no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Casqueiro era uma antiga estação no município de Cubatão construída em 1896, ainda nos tempos da São Paulo Railway como um posto telegráfico. Depois de algum tempo (quase 100 anos para ser mais exato), foi inaugurada uma outra estação, esta, de trens metropolitanos, um pouco mais a frente e abaixo de uma grande passarela sobre a Rodovia Anchieta. A passarela (vide fotos e mini-filme) existe até hoje, a estação não mais, e muito menos o posto telegráfico. Andei por lá, subi na passarela, vi o local exato aonde um dia existiram a estação e a plataforma e só. Nada por lá desperta a atenção para o assunto ferroviário, nada mesmo. Naquele lugar, a pobreza abunda e como o tempo não estava ajudando, resolvi seguir para Cubatão, em busca de histórias mais felizes do que a de Casqueiro.

CURIOSIDADE SOBRE A LOCALIZAÇÃO:
CASQUEIRO EARTH

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CASQUEIRO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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MANOEL DA NÓBREGA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 11.02.2012
DESTINO: Estação Manoel da Nóbrega
LOCALIZAÇÃO: Município Pedro de Toledo – SP
COORDENADAS: 24°13’32.42″S 47°17’16.06″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, porém só alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Southern São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, aparentemente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Manoel da Nóbrega é a estação do Ramal de Juquiá mais distante do litoral em que fomos naquele dia. Ela fica depois de Martim Afonso, no sentido de Musácea, e está localizada numa região tomada por plantações de bananas. É um prédio tímido, com uma cobertura de telhas de amianto, com placas já desgastadas e nomes pouco legíveis, estando bem próximo da ponte que cruza o Rio Itariri, aonde dizia a placa, há a prática de esportes radicais, porém, eu não vi nada naquele dia. Os trens de passageiros passaram por ali pela última vez em 1997 e de lá para cá, o abandono e o esquecimento tomaram conta do lugar. Existem ao lado da estação uma espécie de pomar, uma pequena vila com um empório e algumas casas. Depois de documentar o local, fiz uma paradinha ali para um gole de cerveja extremamente gelada. Valeu a pena.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MANOEL DA NOBREGA

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CORONEL CORRÊA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Coronel Corrêa Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°45’30.33″S 47°11’0.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1948
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, assim como todo o seu entorno
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Raul Otuzi de Oliveira e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Coronel Corrêa Nova remonta a minha infância, é um lugar por onde passei mensalmente junto com o meu saudoso avô Pedro, quando entre 1982 e 1990 ele ia de Ribeirão Preto a Aguaí para receber a sua aposentadoria. Por quase 10 anos eu viajei por aquele trecho, por isso quando cheguei a Coronel Corrêa Nova e a vi naquele estado, quase chorei. Apesar de ser uma estação pequena, sempre me chamou a atenção, pois ficava no meio do nada e mesmo criança eu pensava: “Mas afinal de contas, por quê construiram uma estação aqui?”. Andamos por lá, vimos o prédio por dentro, por fora, as casas ao fundo já tomadas pelo mato altíssimo, vagão abandonado num desvio desativado, a caixa-d’água sobre uma base de concreto, e claro, um poço bem grande e profundo nos fundos da estaçãozinha, repleto de samambaias crescendo por entre os tijolos. Tudo lá está quebrado, desgastado, esquecido ou enferrujado e o abandono impera há anos. Depois de tanto tempo, somente agora soube que em Coronel Corrêa Nova, antigamente existiam linhas dos 2 lados da estação, mesmo tendo passado por lá quando criança, nunca havia me alertado a este fato. Talvez porque naquela época (meados da década de 80), a linha dos fundos da estação já tivesse sido removida. Chegar lá não foi fácil, andar por lá num calor sufocante também não, entrar na base do facão no meio do matagal para tentar obter alguma imagem de dentro das casas abandonadas tampouco, mas, como quase sempre acontece, fomos agraciados com belas imagens e pudemos sentir na pele o que o tempo com uma grande ajuda do descaso, podem fazer a um lugar. Coronel Corrêa Nova é hoje um pequeno monumento à história ferroviária da Mogiana na região de Casa Branca… Bem como tantos outros em outros lugares, sobre outras companhias ferroviárias… Coitados.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL CORRÊA NOVA

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_05

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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