Posts encontrados com a Tag: "RAMAL DE JUQUIÁ"

GUARANTÃ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.04.14
DESTINO: Estação Guarantã
LOCALIZAÇÃO: Município Guarantã – SP
COORDENADAS: 21°53’58″S 49°35’20″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como escritório e posto de manutenção da concessionária do trecho
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Guarantã em Tupi significa “madeira dura” e é também o nome desta estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que não só batizou a pequena cidade, como também a fez nascer. Na estação, encontrei pessoas morando na parte de trás da plataforma, na face voltada para a rua, enquanto um escritório da concessionária do trecho ocupava a parte da plataforma. Andei por lá, vi tudo com cuidado, seus frontões, dísticos legíveis, a plataforma, as linhas, uma casa que provavelmente era do chefe da estação, com uma “garagem” ao lado, aonde estava estacionada uma máquina de manutenção férrea, que não sei para qual finalidade específica ela serve, a caixa-d’água, o amplo recuo de calçamento basáltico que serve de estacionamento na frente do prédio, as placas, enfim, quase tudo estava por lá. Como cheguei ao local muito cedo, a luz da manhã me presenteou com imagens incríveis, e também pude contar com uma leve e fria brisa, que serviu de combustível para o restante do meu dia de expedição. Guarantã ainda está no seu lugar original no leito da linha, e para uma estaçãozinha que foi construída para ser apenas um desvio para um ramal “lenheiro”, até que não está ruim não. De lá segui rumo ao Mato Grosso do Sul, numa loooonga jornada…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_GUARANTA_01

Estação Guarantã vista da linha.

PANORAMICA_GUARANTA_02

Estacionamento da estação.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER GUARANTA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

VARGEM GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Vargem Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Vargem Grande do Sul – SP
COORDENADAS: 21°49’48″S 46°53’50″W
TRILHOS NO LOCAL: Não, nada restou
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, quase em ruínas, abandonado e fechado (foi demolido alguns dias após nossa visita)
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Terra natal do meu saudoso pai Luiz Carlos Tomaz, a quem devo todo o reconhecimento pela forma incrível que me criou. Vargem Grande do Sul sempre foi uma cidade que me intrigou, afinal de contas, era um lugar cuja a estação ficava fora da linha-tronco da antiga Mogiana e Fepasa na minha infância, pois quando seguíamos viagem para Aguaí (terra natal da minha mãe), nós nunca passávamos por Vargem Grande (terra do meu pai), e isso sempre me soou um pouco injusto. Afinal, por que passávamos em uma, e não na outra? Décadas depois, vim a descobrir que Vargem Grande estava situada num pequeno ramal homônimo, e que tinha na cidade o seu ponto final, e por isso, lá existia um fluxo muito menor de trens. O ramal foi desativado em 1961 e de lá para cá, o abandono foi o que restou. Utilizada como agência rodoferroviária pela própria Companhia Mogiana, também serviu de armazém e de oficina por anos, até que em 2014, mais precisamente no mês de fevereiro, foi completamente demolida. Eu tive a sorte de ter estado lá alguns meses antes disso, e ter podido documentá-la ainda com “vida”, extremamente debilitada, mas ainda em pé. Ainda assim, pouco se via de encanto por lá, o dístico ainda legível (com muito esforço) apenas de um lado, um arremedo de plataforma na parte interna, que estava fechada, algumas portas e janelas, todas quebradas, enfim, uma tristeza só. Ali era o local onde o meu pai brincava em parte da sua infância, e ter estado ali, me trouxe uma enxurrada de sentimentos e lembranças dele. Como eu nasci em 1975, nunca tive o privilégio de ver a estação funcionando, mas pelo menos, pude salvar um pouquinho dela para quem um dia se interessar. Adeus velha estação.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_VARGEM_GRANDE_01

A estação era assim, foi demolida em fevereiro de 2014.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER VARGEM GRANDE DO SUL

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SANTA OLÍVIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.11.2012
DESTINO: Estação Santa Olívia
LOCALIZAÇÃO: Município Santa Rita do Passa Quatro – SP
COORDENADAS: 21°42’19″S 47°31’52″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, porém não pudemos entrar na propriedade para conferir
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Roseléia Pereira e Thiago Samarino Lages

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Frustrante. Essa é uma das palavras que definem a nossa busca pelos resquícios da antiga estação Santa Olívia, no Ramal de Santa Rita. Santa Olívia foi a primeira estação do prolongamento do ramal em direção à Vassununga, construído pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro, no ano de 1913. Andamos por toda a redondeza em busca de restos das fundações, plataforma, ou algo que pudesse comprovar que aqueles locais realmente foram ocupados pela estação e seu pátio, porém nada encontramos. O local marcado como tendo sido o ponto da estação, está dentro da Fazenda São José, a qual não fomos autorizados a entrar, sendo assim, tivemos que registrar apenas a entrada do local, pois foi o mais próximo que chegamos da “provável” localização do prédio. Ali, há uma construção pelo que pudemos comprovar através do Google Earth, mas somente indo até ela, é que conseguiríamos ver se tratava-se mesmo da estaçãozinha. Tudo indica que não era ali o local, pois um funcionário antigo da fazenda, nos indicou um ponto há uns 700 ou 800 metros, aonde existe uma árvore, que este sim, seria o local exato de Santa Olívia. Mas como saber? Registramos o que pudemos, a entrada antiga da fazenda, que fica exatamente em frente ao local indicado como tendo sido o da velha estação, alguns ângulos da própria fazenda e os seus arredores. Por lá não existe nada do leito ferroviário, nem trilhos, nem nada. O nome da estação tem a sua origem no nome da antiga dona das terras aonde ela estava instalada, Olívia Guedes Penteado, e o ramal permaneceu ativo até idos de 1959, graças ao cultivo da cana-de-açúcar e a produção leiteira da região, mas depois disso, perdeu a viabilidade econômica. Nossa busca por resquícios foi grande e… frustrante. De lá, seguimos para Santa Rita do Passa Quatro…

CURIOSIDADE SOBRE A LOCALIZAÇÃO:
SANTA_OLIVIA_EARTH

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SANTA OLIVIA

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ALFA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Alfa (Guaxupé)
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°17’49″S 46°42’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: Entre 1904 e 1930 (período estimado)
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como moradia particular
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Alfa era uma estaçãozinha acanhada, que estava situada a poucos metros da estação Guaxupé, talvez um quilômetro, ou pouco mais a frente, no sentido de Júlio Tavares, e era utilizada para manobras. Hoje no local por onde o leito ferroviário passava, existe uma avenida, mas o prediozinho continua lá. O dístico estava quase que totalmente apagado, mas com uma dose de boa vontade, ainda era possível ler a palavra “Alfa” grafada ali. Andei pelo local, vi a estaçãozinha por todos os seus lados, ela estava cercada e fechada, servia como residência, mas aparentemente não havia ninguém lá naquele momento. Nada de lousas, placas ou plataforma, somente o prédio de tijolos aparentes com uma cerquinha branca, ocupavam o local. A construção, bem simples e diminuta, lembra uma “casinha de bonecas”, e está relativamente bem conservada. De lá, seguimos para Guaxupé…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ALFA

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RIBEIRO DO VALLE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.10.2012
DESTINO: Estação Ribeiro do Valle
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Pardo – SP
COORDENADAS: 21°33’25″S 46°52’47″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1890
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado e aparentemente bem cuidado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Ribeiro do Valle, vindos de São José do Rio Pardo, ela é uma bela estação e está relativamente bem conservada, provavelmente tem servido de moradia ou depósito. Está localizada às margens do Rio Pardo, próxima à uma pequena ponte pênsil, a qual não resistimos e tivemos que atravessar, nos proporcionando uma pequena aventura, pois do lado oposto, haviam cães nada amistosos, rerere… O prédio estava pintado de amarelo, com os dísticos legíveis, o suporte da antiga caixa-d’água já sem a mesma, as lousas de avisos, a plataforma, enfim, tudo lá, porém nem sinal das placas de altitude e quilometragem. O fato de estar dentro de uma propriedade particular ajudou a mantê-la em bom estado, pois o acesso não foi dos mais fáceis não. Para chegarmos até ela, andamos muito e foi tudo na base da tentativa e erro, um dos métodos mais utilizados por nós, rerere… A estaçãozinha deixou de servir como tal em 1968, tornando-se parada, e o ramal de Mococa, deixou de partir dali dois anos antes, o que certamente ajudou a definir o seu fim. Os trilhos foram retirados de lá por volta de 1992 e o seu nome teve origem no Conde Ribeiro do Valle, que foi presidente da Companhia Ramal Férreo do Rio Pardo, fundada em 1884. Andamos por lá, exploramos cada detalhe, vimos  tudo o que pudemos, o leito da antiga linha, seus cortes na terra, suas curvas e seguimos em frente. Infelizmente por lá não havia ninguém que pudesse nos contar mais sobre o local. Uma boa referência para localizá-la é a Fazenda Tubaca, que está ao lado da estação. De lá, seguimos para Engenheiro Gomide…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER RIBEIRO DO VALLE

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ITIRAPINA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Itirapina Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°15’17″S 47°49’00″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado, cercado e abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação de Itirapina Nova é um imenso pátio semi-abandonado, que fica próximo ao cemitério e ao distrito industrial da cidade. E pensar que um dia, aquilo tudo foi uma pujante e pulsante estrutura ferroviária da nova linha-tronco da Companhia Paulista?  Itirapina significa “Morro Pelado” em Tupi-Guarani, uma referência a um morro próximo ao município. Andamos pelo local, aonde trens desativados repousam (?), e aguardam apenas o seu desmanche, visto o estado de abandono que encontram-se. Por lá, tudo é triste e a sensação é a pior, de descaso e inutilidade. Como a linha ainda está ativa para cargas, havia uma composição parada por lá, provavelmente aguardando algum cruzamento, o que dificultou um pouco o nosso acesso ao prédio. Pulamos alguns engates até que chegamos a ela, o que infelizmente só fez aumentar o sentimento de angústia que já imaginávamos que iríamos sentir. Tudo lá está abandonado, cacos de telhas espalhados pelo chão, apenas os esqueletos da estrutura de cobertura da plataforma ainda resistem, em ambos os lados das plataformas (há duas por lá), o nome “Ityrapina” na frente do hall de entrada da estação, ainda legível e com certo charme, vai levando a missão de identificar aquele lugar para os menos atentos. A caixa-d’água ainda está lá, mas não consegui saber se ainda funciona, a cabine de controle também, porém nitidamente em ruínas, completam o cenário. O mal cheiro era um capítulo à parte. É uma tristeza encontrar aquele complexo naquele estado, mas o que eu, um simples e mero mortal posso fazer, além do que já faço, que é alertá-los acerca destes desperdícios, desmandos, desacertos… ou seriam apenas os sinais do progresso frio e pragmático? De lá, paramos num simpático botequinho no centro, para uma cerveja extremamente gelada a fim de aplacar o calor escaldante e assim, seguirmos para localizar a estação Estrela, o que fica para uma próxima.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITIRAPINA NOVA

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VILA MARGARIDA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Vila Margarida (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°57’39″S 46°24’17″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960/70 (período provável)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas alguns restos de trilhos ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A parada Vila Margarida está exatamente aonde a linha que segue para Samaritá cruza com a Rodovia do Imigrantes em São Vicente. Estive no local e pude ver o quanto é precário (pelo menos em termos de limpeza) e imagino que tenha sido até mais anteriormente, pelos relatos que contam sobre as pedras, que eram atiradas pelos moradores nos trens de cargas e principalmente de passageiros, o que obviamente não demonstra que o lugar contava com um nível elevado de educação e infra-estrutura básica não é mesmo? Andei por lá, vi aonde a plataforma estava localizada, sim, era apenas uma plataforma de estrutura metálica coberta por telhas de amianto e um pequeno alambrado cercando a parte de trás. Em 1999 cessou por ali o transporte de passageiros e em 2008 o de cargas, sobrando apenas o que vimos, trilhos cobertos pelo mato e pelo asfalto, e muita sujeira. Um projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), tramita ali na região com promessas e boatos, mas nada de concreto foi visto por mim  enquanto estive lá. Em resumo, é um lugar que ficou no passado ferroviário da região, estagnado, como tantos outros.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER VILA MARGARIDA

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MONGAGUÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2012
DESTINO: Estação Mongaguá
LOCALIZAÇÃO: Município Mongaguá – SP
COORDENADAS: 24°05’34″S 46°37’15″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: São Paulo Southern Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como bar e moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Mongaguá e pudemos conferir o estado em que a velha estação da Southern São Paulo Railway se encontra. Tudo por lá está esquecido, abandonado, envelhecido, mofado e cheio de lodo. Localizada atrás de um grande supermercado, o pátio e o prédio estão no meio do trajeto de banhistas que vem da praia, e por lá atravessam diariamente. Pode-se dizer que eles (o pátio e a estação) atrapalham o fluxo urbano hoje em dia, o que é bastante engraçado, pois ao mesmo tempo, foram os grandes responsáveis pelo desenvolvimento todo ao seu redor. Seria a cobra picando a mão de quem a alimenta? Enfim, vamos seguir adiante. O lugar está ocupado por uma família residindo no prédio da estação e ao lado um bar funciona normalmente (provavelmente legalizado, pois não me pareceu nada clandestino não), a plataforma ainda em pé, já não dá sinais de que aguentará muito mais tempo naquele estado e o prédio está bastante degradado. Olhando pelo leito da linha no sentido de Peruíbe dá para ver a ponte de ferro a uns 200 metros, e por lá, não encontrei as lousas, nem as placas e muito menos os dísticos legíveis. É claramente um monumento ao pragmatismo e à ausência de memória pois, pelos relatos que li, passaram muitas histórias de vida e de progresso por aquele trecho. Quem sabe se um museu se instalasse ali… enfim.  Mas daí quem sustentaria o museu num país de valores tão… digamos, rasos, como o nosso não é mesmo?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER MONGAGUA

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CASA BRANCA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Casa Branca Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’18″S 47°05’58″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1951
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercada, fechada e com uma parte servindo como academia de Judô
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Casa Branca juntamente com o meu companheiro de expedições e fotógrafo Jorge Caleffi, aonde encontramos o nosso futuro amigo e até então guia local, Douglas Bulhões. Era de manhãzinha, num dia feio e cinzento, mas que reservava inúmeras aventuras e desventuras que serão gradativamente compartilhadas por aqui nesta e em outras tantas postagens porvindouras. Isso posto, logo partimos para a estação, e a minha reação ao vê-la, foi de imensa tristeza. Esta estação juntamente com algumas outras do trecho fazia parte da minha infância, passei por ali inúmeras vezes vindo de Ribeirão Preto e seguindo para Aguaí acompanhando o meu saudoso avô Pedro, e sempre me chamou a atenção o fato dela possuir duas plataformas de embarque, pois as demais, tinham apenas uma. Fechada, semi-abandonada, cercada e em alguns pontos tomada pelo mato, ainda assim aquele prédio me dizia algo, ele tinha relação antiga comigo e isso contava muito. Andei por lá, vi tudo, a escadaria frontal, os dísticos, as lousas, as duas plataformas, trens manobrando, as placas com os nomes da estação anterior e posterior, uma de cada lado da plataforma. Porém, o que me chamou muito a atenção, foi sem dúvida, um pai com o seu filhinho no colo, atravessando um buraco da cerca (bem precária por sinal), para mostrar a ele o trem em atividade. Enquanto andava pela plataforma, ia narrando para o garotinho o que acontecia com o “trenzão”. Aquela cena, naquele horário (sim, era muito cedo mesmo), foi impagável, e me fez crer que podem até tentar acabar com a história ferroviária do Brasil, como aliás estão fazendo com louvor, mas ainda assim, haverá gente obstinada como aquele pai, fazendo o seu papel e transmitindo experiências e valores ao seu rebento seja através do tema ferroviário ou qualquer outro, que dificultarão e muito a tarefa destes obtusos. Por lá, o Douglas que também é um pesquisador ferroviário, nos contou histórias e demonstrou bastante frustração pela forma com que tudo caminha, andamos pelo leito, vimos o grande pátio bem em frente ao prédio da estação, reservado para um tal “Porto seco” que acabei não sabendo se de fato foi ativo ou não, e então seguimos rumo a Briaréu, uma velha estação pouco adiante desta, mas com um charme todo especial.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER CASA BRANCA NOVA

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LUZ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.11.2012
DESTINO: Estação Luz
LOCALIZAÇÃO: Município São Paulo – SP
COORDENADAS: 23°32’07″S 46°38’05″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, conservado, é uma referência arquitetônica da cidade
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Conhecer a estação Luz foi uma experiência incrível. É um prédio centenário, que serviu como sede da São Paulo Railway ou “Inglesa”. Assim era comumente conhecida nos idos de 1900 a Companhia que construiu a estrada de ferro, que ligava a cidade de São Paulo ao litoral, mais precisamente a Santos, por onde escoavam as sacas de café que vinham do interior de São Paulo. Andamos por lá, vimos cada detalhe, e o capricho com que foram construídos cada componente da estação, que teve a sua parte metálica toda vinda da Inglaterra em módulos para serem montados aqui. É um colosso de ferro fundido e concreto, com direito a tudo o que há de mais interessante para se ver numa estação ferroviária. Por lá há ladrilhos, guichês antigos, relógio na torre, plataformas, trens de passageiros, de cargas, colunas de concreto, de ferro, passarelas, janelas, gradis, a própria gare, enfim, é um oásis para os aficcionados pelo tema ferroviário. Tentei documentar tudo da forma que pude (vide fotos e mini-filme), e mostrar as muitas vezes, imperceptíveis cenas do cotidiano, como a correria, o dinamismo e o ritmo frenético do entra-e-sai que povoam aquele lugar, mas também mostrar a riqueza e a beleza que estão lá desde a sua construção, e pasmem, permanecem lá até hoje. O projeto da estação é atribuído ao inglês Henry Driver, e é bastante similar à Flinders Street Station em Melbourne, Austrália. A estação Luz está ativa e servindo à população, como um ponto de intersecção entre trens e metrôs, o que certamente dá a ela um ar de jovialidade, mesmo com a idade que tem. Para quem não a conhece e se interessa pelo tema ferroviário, eu recomendo o passeio, certamente não vai se arrepender.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER LUZ

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