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ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

BUTIÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 20.10.2012
DESTINO: Estação Butiá
LOCALIZAÇÃO: Município Descalvado – SP
COORDENADAS: 21°51’11″S 47°34’22″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no acanhado vilarejo de Butiá junto com o meu amigo, também designer e parceiro esporádico de expedições Vinicius Costa. Bem, para se chegar a Butiá, andamos um bom trecho em estrada de terra, pois o acesso para a vilinha só se dá por ela, mas, apesar disso, não tivemos grandes problemas não (além do calor infernal, é claro). Ao chegarmos em Butiá, nos deparamos logo com a pequena Igreja Santa Terezinha (cercada e fechada), que chama bastante a atenção, pelo seu estado de conservação, muito bom por sinal, mas também pelo fato da diminuta vila não oferecer grandes atrativos turísticos, apesar de um pesque-pague famoso por lá, que acabamos por não conhecer, pois o tempo estava curto naquele dia. Andamos, vimos um bar que estava fechado (Bar da Nita), exploramos um pouco as ruas do lugar, não tivemos como passar incólumes pela grande caixa-d’água em fibra de vidro azul, que mais parecia uma piscina, suspensa na frente da igrejinha, até que percebemos num amplo recuo logo a frente os restos da antiga estação ferroviária de Butiá. Sim, restos mesmo, e apenas da plataforma com as aberturas de ar do porão ainda lá, tudo debaixo de uma árvore bem num entroncamento de vias na entrada do vilarejo. A estação com data de construção de 1920 foi destaivada por volta de 1986 e, a partir disso, só o abandono, o esquecimento e, por fim a demolição se fizeram presentes. O nome dessa estação da Cia. Paulista é derivado de uma fruta (um coquinho amarelo) que dá em palmeiras que levam este nome, o que no universo ferroviário é uma constante pelo que tenho observado nestas minhas andanças. Ou são nomes de engenheiros e funcionários das próprias companhias, ou nomes dos proprietários das terras aonde as estações se encontram, ou nomes de árvores, ou algum termo indígena, e não costuma fugir muito disso não. Em Butiá, ficamos com o que restou da plataforma, com nosso sentimento de missão cumprida por tê-la encontrado em seu local exato e então seguimos em frente no sentido de Porto Ferreira.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BUTIA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ANALÂNDIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Analândia
LOCALIZAÇÃO: Município Analândia – SP
COORDENADAS: 22°08’03″S 47°40’31″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1884
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, conservado e servindo como moradia particular.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Analândia outrora foi Annapolis, hoje é um tributo muito bem conservado ao cenário ferroviário ferroviário local. Ali, próxima ao Morro do Cuscuzeiro, o qual algumas pessoas dizem tê-la batizado como homônima, lá nos primórdios, o que aparentemente não corresponde a realidade, pois pelo que apurei, a estaçãozinha de “Cuscuzeiro” existiu sim, porém em outro local, pouco à frente dali no sentido de Visconde do Rio Claro Velha. Enfim, todas essas especulações hoje, misturam-se a fatos e causos, dificultando bastante a obtenção de informações confiáveis acerca dos atores daquele cenário e suas respectivas épocas. Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós. O início do fim do ramal foi por volta de 1953, tendo sido desativado em 1966 e a estação e o seu complexo, leiloado na década de 1970. Analândia foi uma estação de muita sorte, pois outras tantas não passaram nem perto deste cuidado e respeito que ela goza, para poder continuar nos lembrando da nossa história e nos alertando da nossa falta de respeito e educação com o nosso passado. Ali é um lugar bom.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ANALANDIA

A estação e o Morro do Cuscuzeiro ao fundo do lado direito.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ANALANDIA

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CASCATA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Cascata
LOCALIZAÇÃO: Município Águas da Prata – SP
COORDENADAS: 21°51’33″S 46°40’39″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado, abandonado e fechado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui até a estação Cascata com vários amigos e também pesquisadores ferroviários especializados naquele trecho. Aproveito inclusive, para deixar aqui o agradecimento aos parceiros: Douglas Bulhões, Junior Alvarenga e Luis Fernando Pecchiore Bastos, pela companhia, pelo conhecimento compartilhado, pela disponibilidade, presteza e também pelo ideal, que os mantém até hoje na linha. Cascata está em pé, porém fechada e abandonada à sua própria sorte. Andamos por lá, vimos cada detalhe do prédio, e o quão triste é a constatação daquele descaso visto de perto e sem filtro algum. É um prédio grande, com a plataforma parcialmente sem cobertura, com as mãos-francesas já enferrujadas, portas e janelas em frangalhos, enfim, uma lástima. Por lá, ainda estão os dísticos, com uma tipografia marcante, no estilo Art Déco (imagino) ainda legíveis, a linha ativa, as placas de “Apite” e mais nada. Havia também um som de água caindo, que nos acompanhava o tempo todo, e imagino ser da Cascata que provavelmente batizou o local, bem defronte o prédio da estação, infelizmente não fui até lá para conferir. É uma vilinha que fica numa região lindíssima, e certamente poderia encontrar alguma função para aquele belo prédio ferroviário, que não apenas servir de sustentação para faixas promocionais e informativas (vide mini-filme). Exploramos, documentamos e partimos para Tajá, uma estação já demolida, no meio da montanha, em que não se chega de carro, apenas pelo leito da linha, passando pelo famoso “Pontilhão do Tajá”, o que já é uma outra história, rerere… Aguardem!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

CASCATA_PANORAMICA_01

Frontão de Cascata.

CASCATA_PANORAMICA_02

Plataforma em detalhe.

CASCATA_PANORAMICA_03

Estação Cascata.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

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A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CASCATA

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JOAQUIM EGÍDIO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 04.03.14
DESTINO: Estação Joaquim Egídio
LOCALIZAÇÃO: Município Campinas – SP
COORDENADAS: 22°53’21″S 46°56’13″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1894
CONSTRUÇÃO: Ramal Férreo Campineiro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, totalmente reformada e servindo de sede da Guarda Municipal
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina R. Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação de Joaquim Egídio depois de ter ouvido muita gente falar a respeito da beleza do pequeno distrito da cidade de Campinas. Joaquim Egídio por volta de 1890, possuia grandes engenhos de cana e, que com o passar dos anos, foram cedendo vez às fazendas de café. Com isso, por volta de 1889 foi preciso construir um ramal férreo para facilitar o transporte da produção das fazendas e ligar a então vila até a Estação Ferroviária de Campinas. O então recém-criado Ramal Férreo Campineiro (RFC) tinha 33 Km de extensão e possuía no início apenas quatro locomotivas a vapor. A ferrovia seguia o curso do Ribeirão das Cabras principal afluente do rio Atibaia na região. Anos maios tarde, o ramal foi eletrificado e os bondes substituíram as Locomotivas a vapor até os anos 1960,levando moradores dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio para o centro da cidade de Campinas. A antiga estação foi demolida nos anos 1980, e teve a sua reconstrução nos anos 2000, tendo o prédio atual, seguido em grande parte os padrões do prédio antigo (mas não ficou idêntico não). Andei pelas ruas multicoloridas, obeservei os detalhes de cada construção, vi a forte influência estética dos casarões típicos dos áureos anos do café, tudo isso ainda muito vivo naquele local. Na estação atual, funciona um centro de educação ambiental e a guarda municipal. Para quem gosta de um programa diferente e bem agradável, uma boa caminhada pelas ruas, e depois uma boa cerveja gelada nos simpáticos botecos da vilinha, é a dica ideal. Eu fiz e gostei, rerere…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_JOAQUIM_EGIDIO_01

Esquina multicolorida.

PANORAMICA_JOAQUIM_EGIDIO_02

Frontão do prédio reformado.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

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POSTER JOAQUIM EGIDIO

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VARGEM GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Vargem Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Vargem Grande do Sul – SP
COORDENADAS: 21°49’48″S 46°53’50″W
TRILHOS NO LOCAL: Não, nada restou
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, quase em ruínas, abandonado e fechado (foi demolido alguns dias após nossa visita)
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Terra natal do meu saudoso pai Luiz Carlos Tomaz, a quem devo todo o reconhecimento pela forma incrível que me criou. Vargem Grande do Sul sempre foi uma cidade que me intrigou, afinal de contas, era um lugar cuja a estação ficava fora da linha-tronco da antiga Mogiana e Fepasa na minha infância, pois quando seguíamos viagem para Aguaí (terra natal da minha mãe), nós nunca passávamos por Vargem Grande (terra do meu pai), e isso sempre me soou um pouco injusto. Afinal, por que passávamos em uma, e não na outra? Décadas depois, vim a descobrir que Vargem Grande estava situada num pequeno ramal homônimo, e que tinha na cidade o seu ponto final, e por isso, lá existia um fluxo muito menor de trens. O ramal foi desativado em 1961 e de lá para cá, o abandono foi o que restou. Utilizada como agência rodoferroviária pela própria Companhia Mogiana, também serviu de armazém e de oficina por anos, até que em 2014, mais precisamente no mês de fevereiro, foi completamente demolida. Eu tive a sorte de ter estado lá alguns meses antes disso, e ter podido documentá-la ainda com “vida”, extremamente debilitada, mas ainda em pé. Ainda assim, pouco se via de encanto por lá, o dístico ainda legível (com muito esforço) apenas de um lado, um arremedo de plataforma na parte interna, que estava fechada, algumas portas e janelas, todas quebradas, enfim, uma tristeza só. Ali era o local onde o meu pai brincava em parte da sua infância, e ter estado ali, me trouxe uma enxurrada de sentimentos e lembranças dele. Como eu nasci em 1975, nunca tive o privilégio de ver a estação funcionando, mas pelo menos, pude salvar um pouquinho dela para quem um dia se interessar. Adeus velha estação.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_VARGEM_GRANDE_01

A estação era assim, foi demolida em fevereiro de 2014.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER VARGEM GRANDE DO SUL

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ALFA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Alfa (Guaxupé)
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°17’49″S 46°42’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: Entre 1904 e 1930 (período estimado)
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como moradia particular
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Alfa era uma estaçãozinha acanhada, que estava situada a poucos metros da estação Guaxupé, talvez um quilômetro, ou pouco mais a frente, no sentido de Júlio Tavares, e era utilizada para manobras. Hoje no local por onde o leito ferroviário passava, existe uma avenida, mas o prediozinho continua lá. O dístico estava quase que totalmente apagado, mas com uma dose de boa vontade, ainda era possível ler a palavra “Alfa” grafada ali. Andei pelo local, vi a estaçãozinha por todos os seus lados, ela estava cercada e fechada, servia como residência, mas aparentemente não havia ninguém lá naquele momento. Nada de lousas, placas ou plataforma, somente o prédio de tijolos aparentes com uma cerquinha branca, ocupavam o local. A construção, bem simples e diminuta, lembra uma “casinha de bonecas”, e está relativamente bem conservada. De lá, seguimos para Guaxupé…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ALFA

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MONTE CRISTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 04.07.2013
DESTINO: Estação Monte Cristo
LOCALIZAÇÃO: Município Monte Belo – MG
COORDENADAS: 21°21’18″S 46°24’01″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, servindo como residência e depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Neves, Pedro Gandra de Carvalho e Rodrigo Faustino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Monte Cristo vindos de Monte Belo, enquanto explorávamos o Ramal de Juréia. A estação estava fechada, servindo de moradia de um lado e aparentemente de depósito do outro. Por lá, vimos muitos sacos espalhados pelo chão, que acredito eu, continham materiais para a reforma que estava em curso naquele momento. O local está cercado e fechado por uma porteira. Depois de muito esforço, conseguimos entrar e fomos autorizados a conhecer a estação. A plataforma coberta, ainda se encontra em bom estado, as  lousas de avisos também ainda resistem, os dísticos nos frontões, os recuos por onde passava o leito da linha, enfim, é um lugar que foi minimamente preservado. Não soube o motivo da reforma, nem o grau dela, e nem o quanto desfiguraria o local, mas não me pareceu que iriam mudá-la estruturalmente, e torci para que não mudassem mesmo. A estação foi desativada pelos idos de 1966 juntamente com o restante do ramal. Ela estava dentro dos limites da Fazenda Monte Cristo, hoje não sei ao certo se ainda está, mas bem próximo da sua entrada, há uma sinalização num pneu de trator (vide fotos) indicando a entrada da fazenda. Logo após a estação, no sentido de Monte Belo, há uma curva bem acentuada do antigo leito, que passa por uma mina d’água, aonde infelizmente não conseguimos chegar, e que diziam ter servido para o abastecimento das antigas locomotivas à vapor e também para os passageiros e trabalhadores da região. De lá, seguimos para Palméia, um lugar também bastante agradável…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_MONTE_CRISTO_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MONTE CRISTO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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RIBEIRO DO VALLE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.10.2012
DESTINO: Estação Ribeiro do Valle
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Pardo – SP
COORDENADAS: 21°33’25″S 46°52’47″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1890
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado e aparentemente bem cuidado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Ribeiro do Valle, vindos de São José do Rio Pardo, ela é uma bela estação e está relativamente bem conservada, provavelmente tem servido de moradia ou depósito. Está localizada às margens do Rio Pardo, próxima à uma pequena ponte pênsil, a qual não resistimos e tivemos que atravessar, nos proporcionando uma pequena aventura, pois do lado oposto, haviam cães nada amistosos, rerere… O prédio estava pintado de amarelo, com os dísticos legíveis, o suporte da antiga caixa-d’água já sem a mesma, as lousas de avisos, a plataforma, enfim, tudo lá, porém nem sinal das placas de altitude e quilometragem. O fato de estar dentro de uma propriedade particular ajudou a mantê-la em bom estado, pois o acesso não foi dos mais fáceis não. Para chegarmos até ela, andamos muito e foi tudo na base da tentativa e erro, um dos métodos mais utilizados por nós, rerere… A estaçãozinha deixou de servir como tal em 1968, tornando-se parada, e o ramal de Mococa, deixou de partir dali dois anos antes, o que certamente ajudou a definir o seu fim. Os trilhos foram retirados de lá por volta de 1992 e o seu nome teve origem no Conde Ribeiro do Valle, que foi presidente da Companhia Ramal Férreo do Rio Pardo, fundada em 1884. Andamos por lá, exploramos cada detalhe, vimos  tudo o que pudemos, o leito da antiga linha, seus cortes na terra, suas curvas e seguimos em frente. Infelizmente por lá não havia ninguém que pudesse nos contar mais sobre o local. Uma boa referência para localizá-la é a Fazenda Tubaca, que está ao lado da estação. De lá, seguimos para Engenheiro Gomide…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER RIBEIRO DO VALLE

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ITIRAPINA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Itirapina Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°15’17″S 47°49’00″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado, cercado e abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação de Itirapina Nova é um imenso pátio semi-abandonado, que fica próximo ao cemitério e ao distrito industrial da cidade. E pensar que um dia, aquilo tudo foi uma pujante e pulsante estrutura ferroviária da nova linha-tronco da Companhia Paulista?  Itirapina significa “Morro Pelado” em Tupi-Guarani, uma referência a um morro próximo ao município. Andamos pelo local, aonde trens desativados repousam (?), e aguardam apenas o seu desmanche, visto o estado de abandono que encontram-se. Por lá, tudo é triste e a sensação é a pior, de descaso e inutilidade. Como a linha ainda está ativa para cargas, havia uma composição parada por lá, provavelmente aguardando algum cruzamento, o que dificultou um pouco o nosso acesso ao prédio. Pulamos alguns engates até que chegamos a ela, o que infelizmente só fez aumentar o sentimento de angústia que já imaginávamos que iríamos sentir. Tudo lá está abandonado, cacos de telhas espalhados pelo chão, apenas os esqueletos da estrutura de cobertura da plataforma ainda resistem, em ambos os lados das plataformas (há duas por lá), o nome “Ityrapina” na frente do hall de entrada da estação, ainda legível e com certo charme, vai levando a missão de identificar aquele lugar para os menos atentos. A caixa-d’água ainda está lá, mas não consegui saber se ainda funciona, a cabine de controle também, porém nitidamente em ruínas, completam o cenário. O mal cheiro era um capítulo à parte. É uma tristeza encontrar aquele complexo naquele estado, mas o que eu, um simples e mero mortal posso fazer, além do que já faço, que é alertá-los acerca destes desperdícios, desmandos, desacertos… ou seriam apenas os sinais do progresso frio e pragmático? De lá, paramos num simpático botequinho no centro, para uma cerveja extremamente gelada a fim de aplacar o calor escaldante e assim, seguirmos para localizar a estação Estrela, o que fica para uma próxima.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITIRAPINA NOVA

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