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CRESCIÚMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.12.2012
DESTINO: Estação Cresciúma
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS:  20°57’19.19″S  47°48’42.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 19oo
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e fechado, dentro de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Cresciúma por indicação de uma amigo, Fabio Rivaben, que ao cavalgar pela região, me disse que a estação merecia ser visitada e claro, documentada pelo Projeto Estações Brasileiras. Seu nome, ao que consta, era derivado de um engenheiro da Mogiana que trabalhou ali, mas também é o nome de um tipo de capim. Assim sendo, segui até lá com o meu Tio Zé, um companheiro assíduo de expedições ferroviárias. A estação encontra-se hoje dentro de uma fazenda e está cercada e fechada, tendo o seu acesso bastante restringido, o que é bom, pois acabou por preservá-la de vândalos. Imagino que esteja servindo de depósito da fazenda ou algo parecido. Cresciúma fazia parte do Ramal de Igarapava, que foi construído para servir as fazendas cafeeiras daquela região, que entre 1900 e 1930 eram pujantes produtoras de café, mas também outros itens, como leite e derivados. Hoje o prédio está de pé, ainda com as plataformas cobertas, seus dísticos visíveis, frontões, lousas, caixa-d’água e o local do antigo leito ainda bem marcado, mas sem sinal de trilhos. Andamos, colhemos imagens, sentimos a energia do lugar, cercado por cana, mas também por enormes mangueiras, típicas dali. O que se percebe, como em tantas outras, é que uma era de riqueza e de certa forma, ostentação, por parte dos fazendeiros do café ajudou muito no desenvolvimento da região ao redor das estações, mas o seu declínio, infelizmente, deixou marcas profundas, em forma de ruínas, tristes e sem memória. Não é o caso de Cresciúma.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CRESCIUMA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

VISCONDE DO RIO CLARO NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Visconde do Rio Claro Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°9’4″S 47°47’46″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonada e em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Visconde do Rio Claro Nova, vindo de São Carlos e apesar de nunca ter passado por aquele trecho, sempre ouvia amigos moradores daquela região contarem sobre uma estaçãozinha simpática e abandonada as margens da Rodovia Washington Luís e, a curiosidade tornou-se um poderoso combustível para essa visita. Chegamos cedo, exploramos o lugar, o dia estava lindo e isso ajudou na coleta de generosas imagens. A estação foi construída em 1916 para substituir e suceder a versão antiga, que estava (ou ainda está) localizada do outro lado da rodovia, de onde partia o Ramal de Analândia. O prédio está abandonado, seus dísticos ainda estão lá bem visíveis, há também uma caixa-d’água, plataforma já sem cobertura e as placas de concreto com os nomes da estação também se mantém por lá no meio do mato alto. Andamos, entramos, vimos tudo depredado, vandalizado, porém resistindo a tudo isso, como que se pedisse por uma nova chance para voltar a servir a um propósito. Visconde do Rio Claro Nova deixou de funcionar antes de 1977 e hoje é apenas um prédiozinho simpático quando visto de longe, da rodovia e de maneira bem superficial. Quando nos colocamos a observá-lo de perto, a coisa toda muda bastante de figura. Sobre o seu nome, vejam um trecho da Wikipédia: “José Estanislau de Oliveira, primeiro barão de Araraquara e visconde de Rio Claro, (São Paulo, 5 de março de 1803 – Rio Claro, 4 de setembro de 1884) foi um fazendeiro e militar brasileiro, cafeicultor da região de Piracicaba, além de ter participado como coronel na Guerra do Paraguai. Foi um dos fundadores da Estrada de Ferro Rio Claro–São Carlos do Pinhal.” Enfim, ter estado ali foi uma experiência muito valiosa e nos deu motivação para continuarmos nesse caminho triste e revoltante de resgate e desgaste, mas fazemos isso por convicção e senso de valor. De lá, fomos em busca da Visconde do Rio Claro Velha, o que já é uma ooooutra história…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
VISC_RIO_CLARO_NOVA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ENGENHEIRO GOMIDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.10.2012
DESTINO: Estação Engenheiro Gomide
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Prado – SP
COORDENADAS: 21°32’41″S 46°53’29″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, funcionando como depósito de uma fazenda
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Pedro Gandra

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Engenheiro Gomide junto com meu amigo e grande colaborador do Projeto, Pedro Gandra e pudemos ver de perto a estação “Fazenda Pinheiro” ops, Engenheiro Gomide, nome este relacionado ao engenheiro Cândido Gonçalves Gomide, que contribuiu destacadamente para o nascimento daquele trecho da Companhia Mogiana entre Mococa e São José do Rio Pardo. Aberta em Agosto de 1889, foi fechada em 1957 equanto o restante do ramal se manteve ativo até 1966. Andamos por lá, vimos o seu uso atual como depósito de materiais agrícolas e implementos, e tentamos captar o máximo de material possível, visto que o prédio encontra-se numa propriedade particular e mesmo tendo procurado alguém para nos guiar e falar um pouco sobre o local, naquele dia, ninguém estava por lá. O prédio, no estilo arquitetônico da Mogiana está relativamente bem conservado, afinal para uma edificação com quase 130 anos, o que vimos ali era coisa de outro mundo. Plataforma coberta, dísticos ostentando o nome Fazenda Pinheiro ao invés de Engenheiro Gomide, frontões, telhado, um grande recuo bem aonde o leito passava, enfim, tudo ali, servindo e ainda muito sólido. Por lá não encontramos ninguém e assim não obtivemos nenhum relato ou causo sobre sua história. Dali, seguimos em frente, passando pela Fazenda Tubaca e seguindo sentido Ribeiro do Valle…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ENGENHEIRO GOMIDE

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ENGENHEIRO SCHMITT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.05.2014
DESTINO: Estação Engenheiro Schmitt
LOCALIZAÇÃO: Município São José do Rio Preto – SP
COORDENADAS:  20°52’9.77″S  49°18’41.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Araraquara
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, reformado, porém vazio, sem função aparente
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Marlon Queiroz e João Batista Agonia

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Tive o prazer de visitar Engenheiro Schmitt na companhia de duas pessoas sensacionais, o Marlon e o seu pai, o Sr. João Batista Agonia, juntos naquele dia, fizemos um roteiro com mais de 10 estações visitadas, uma epopéia que durou o dia todo e teve em “Schmitt” o seu ponto de partida. Schmidt ou Schmitt é uma polêmica que vem da grafia do nome do engenheiro ferroviário Karl Ebenhardt Jacob Schmidt que batizou o lugar. Conhecido por “Carlos” ou ainda “Alemão das Mulas”, era uma figura bastante ativa no cenário ferroviário local, o que obviamente lhe rendeu a distinção de nomear o lugarejo. Inaugurada em 1912, deu origem a vila homônima que cresceu a sua volta e me pareceu ser um lugar bem aprazível, daqueles que as pessoas param para ver o trem passar, cortando a vilinha em duas. Andamos por lá, vimos pessoas, tomamos um ótimo café da manhã, conversamos com um andarilho que carregava um filhote de cachorro dentro de sua mochila (vide fotos) e que prometeu cuidar muito bem do “menininho”. Ainda sobre a estação, o prédio estava sendo reformado, encontrava-se aberto e seria ponto de partida/chegada para um passeio turístico entre a vila e São José do Rio Preto, logo à frente. Plataforma, dísticos, nomes das salas, guichê, banco antigo, praça ao redor, casas da vila ferroviária, tudo ali compunha magicamente um cenário gostoso e saudoso. Durante nossa estada, passou um trem vindo no sentido de São Paulo e pudemos vêr todo o movimento ao redor da estaçãozinha, o abrir e fechar (manual) das cancelas, o alvoroço na passagem de nível, o apito, os passos acelerados das pessoas tentando cruzar a linha antes do trem, enfim, tudo exatamente como pede o roteiro. Ao passar do trem, tudo volta suavemente ao seu curso natural e a vida segue. Em “Schmitt (dt)” pude contemplar não só a mágica ferroviária acontecendo em tempo real, como também pude ver e sentir a magia da relação entre pai e filho (Marlon e Sr. João) ao se depararem com situações inusitadas e novas, suas reações, descobertas, seus diálogos, a imensa sabedoria de toda uma vida, que o Sr. João gentilmente compartilhou conosco, enfim, foi uma jornada em que ganhamos todos certamente. O Sr. João, ganhou até banana e chuchus durante a expedição, mas isso fica para uma outra vez. De lá, seguimos em frente, pois o dia estava ficando curto, bem curto para tantas aventuras…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ENG_SCHMITT_01

PANORAMICA_ENG_SCHMITT_02

PANORAMICA_ENG_SCHMITT_03

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ENG SCHMITT

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

GUARÁ NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.05.2014
DESTINO: Estação Guará Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Guará – SP
COORDENADAS:  20°26’34.98″S  47°50’13.90″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1983
CONSTRUÇÃO: Ferrovia Paulista S.A.
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda estão no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Rodrigo Flores

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Guará Nova acompanhado pelo também pesquisador ferroviário Rodrigo Flores, uma pessoa verdadeiramente interessada no universo ferroviário, porém de características particulares, que requerem muita paciência dos que estão à sua volta. Mas como o intuito do Projeto é fazer amizades e conhecer pessoas das mais diversas personalidades, convidei-o para me acompanhar não só nessa, mas em outras tantas expedições pela nossa região, onde vivemos grandes momentos. Guará Nova, está localizada às margens da Rodovia Anhanguera, no sentido de São Paulo atrás de um posto onde se vê uma enorme árvore na frente (Figueira?). Lá localizamos o ponto exato da plataforma aonde existiu o prédio da estação, que foi construído por volta de 1986 segundo pesquisas que fiz no site: www.estacoesferroviarias.com.br. Ali ainda existem as placas com os nomes da estação, já bastante enferrujadas por sinal e quase sem leitura, também vimos fundações que deveriam ser do prédio, e um grande recuo certamente utilizado pelos desvios, quando existiram, claro. Apesar de não haver nenhum prédio ali atualmente, imagino que o seu projeto deva ter sido semelhante aos demais construídos na época pela Fepasa, a maioria deles, sem alma e extremamente pragmáticos, com telhas de amianto e tijolos à vista, sem grandes acabamentos e nenhum adorno. Explorar o local foi interessante, havia trem estacionado, dia ensolarado e bastante motivação da nossa parte, o que garantiu boa aventura. Infelizmente Guará Nova é apenas uma lembrança para nós, pois nem mesmo para o maquinista da composição ela faz ou fez alguma diferença. Daquela expedição, aprendi que devemos ir até o fim nas nossas buscas, pois se estivéssemos desistido logo ao entrarmos no pátio repleto de mato, não teríamos encontrado o seu local exato e também percebi que nem sempre as pessoas são o que aparentam. Mas é a vida!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_GUARA_NOVA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER GUARA NOVA

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IBATÉ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ibaté
LOCALIZAÇÃO: Município Ibaté – SP
COORDENADAS:  21°56’48.08″S  48° 0’1.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1885
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, com o teto desabado, completamente abandonado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Ibaté em 2011, numa fase ainda bastante embrionária do Projeto e comigo foram o Tio Zé e o meu amigo Raul Otuzi. Por lá, vimos o abandono absoluto do prédio que, pelo que pude apurar, desde idos de 1985, 1986, já estava dessa maneira, sem função. Andamos por todo o local, vimos a plataforma, grande por sinal, com uma parte ainda coberta por uma estrutura metálica envelhecida e enferrujada, os dísticos ainda estão lá, porém pintados no mesmo tom amarelo-gema do prédio, pouco se destaca, passando quase despercebido por quem se propõe a ir lá visitá-la. Telhas quebradas, aquelas que geram um som característico ao pisar, davam o tom do descaso com o legado ferroviário ali naquele local. Ibaté é um prédio vandalizado, numa linha ativa e de tráfego frequente, mas que é simplesmente ignorada diariamente pelos trens de hoje. Para um local que um dia chamou-se: Visconde do Pinhal, seu presente é dolorido e seu futuro, incerto. Dali, seguimos para Chibarro, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
IBATE_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

JAGUARIÚNA (MOGIANA)

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.03.2014
DESTINO: Estação Jaguariúna (Mogiana)
LOCALIZAÇÃO: Município Jaguariúna – SP
COORDENADAS: 22°42’17″S  46°59’30″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, ainda em uso pelo trem turístico da ABPF
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1945
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, em bom estado, serve como museu, estação turística da ABPF e também como choperia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Quando vi a estação de Jaguariúna pela primeira vez, parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um brinquedo novo. Era exatamente assim que me sentia. Parei a “Pretona” num estacionamento amplo, bem atrás do imponente prédio e ansiosamente me pus a explorá-la em todos os seus cantos. Tudo ali está bem conservado, é um tributo ao passado ferroviário de uma maneira muito bem ordenada. Andei por lá, conversei com pessoas, entrei nas salas, subi no trem, caminhei pela ampla plataforma, via a enorme caixa-d’água, os dísticos, as placas, a linha, as mãos-francesas, os pisos, guichês, palmeiras, relógio, uau! Infelizmente naquele dia não pude fazer o passeio turístico entre Jaguariúna e Anhumas, mas como já havia estado nas duas pontas do passeio e também em Carlos Gomes Nova (estação/depósito/oficina da ABPF) que fica entre as duas, nem me doeu tanto assim. Jaguariúna, outrora Jaguary, foi inaugurada em 1945 e dali saia o ramal de Amparo, o qual também percorri por inteiro, e que foi desativado em 1967. A própria estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, tendo voltado a ativa em 1981 (de forma não muito plena, mas enfim…) como estação de passageiros, depósito de locomotivas e vagões da VFCJ (Viação Férrea Campinas-Jaguariúna), mas os trilhos não mais se conectavam ao tronco da Fepasa, o que a deixou isolada no trecho até Anhumas. Andei por cada lugar ali e acompanhei a linha a pé até a Parada Jaguary, que fica depois da enorme ponte de concreto que leva a linha da ABPF até Carlos Gomes e Anhumas, tudo num calor de matar e encontrando um pessoal “não muito amistoso” embaixo da ponte, mas no final, tudo deu certo. Meu sobrinho Jeferson me acompanhou nessa caminhada escaldante e dela, trouxemos grandes momentos. Jaguariúna é um lugar cativante, com um ar clássico, tradicional, histórico e saudosista. As palmeiras imperiais dão um toque todo especial e são a cereja do bolo do lugar. O prédio foi modificado em relação ao original, tendo sido fechado nas extremidades, mas sinceramente, perto dos absurdos que estou acostumado a ver por este país sem memória, nem acho que ficou ruim não. Por lá há muita vida, um ar de atualidade em meio ao passado explícito e essa amálgama me fez bem. De lá, seguimos para Carlos Gomes Nova, que é uma outra história.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_01

Joia rara no Brasil.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_02

Morri de vontade de tomar um chope aí!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER JAGUARIUNA MOGIANA

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VICTOR SUDRIERS*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN VICTOR SUDRIERS / Outubro de 2014
O complexo da estação Victor Sudriers é sem dúvida o cenário ferroviário mais espetacular em que já estive fora do Brasil. Andar por lá é uma volta absurda no tempo e um festival de surpresas, espantos e tristezas. O lugar é um depósito de locomotivas e um ponto de entroncamento, que até 1944 chamava-se Empalme Olmos, “Empalme” que por lá significa algo como bifurcação/entroncamento e Olmos, que é o nome do local, em homenagem a Octavio Olmos, que foi quem doou as terras para a ferrovia. Pensem numa criança que acabou de ganhar um brinquedo novo no natal! Mas não era somente um brinquedo qualquer, era o complexo todinho de Victor Sudriers, e isso, sinceramente, só vão entender os apaixonados pelo tema ferroviário e quem explorar cada cantinho do lugar, como eu fiz. Trouxe fotos em quantidade e também vídeos, que futuramente editarei e publicarei aqui para enriquecer ainda mais a postagem, mas por enquanto, venham comigo viajar nas fotos deliciosas, de um passado ferroviário tão decadente quanto o nosso, e tudo aqui, bem do ladinho, no belo, charmoso e pequenino Uruguai. As oficinas dali foram fechadas em 1953 e tiveram suas atividades mudadas para os “talleres” de Peñarol, onde também estive. Mais tarde, em 1975 retornaram numa configuração bem mais modesta. A ferrugem é abundante, o grande girador, a enorme caixa-d’água, os vagões de madeira, as flores que crescem sobre os antigos desvios abandonados, que cenário! Corri por lá, enquanto a Néia (minha mulher) me seguia e me fotografava com todo aquele furor. Guindaste, plataforma, dísticos, placas, oficinas, cabine de controle, aço, ferro, madeira velha, tudo ali, pronto para ser registrado e, creiam, se eu pudesse, dormiria ali para poder explorar mais e mais, porém, tinha que seguir adiante e novamente acelerei o passo para registrar o máximo que pudesse. Fica aqui registrado o meu agradecimento ao segurança do local, cujo nome me foge da memória, que foi extremamente cordial e me deixou andar pelo local sem ressalvas, ato que, nos dias futuros, eu perceberia ser bastante raro, pois no complexo de Peñarol, nem entrar alguns metros eu pude. Normalmente publico aqui apenas as minhas percepções acerca dos temas e locais visitados, porém acho que este trecho retirado da Wikipedia pode ser complementar e ajudar a criar um clima adequado para quem se puser a ver todas as fotos com olhos atentos e espírito receptivo, espero que façam uma grande viagem, assim como eu fiz quando estive lá e também agora, ao escrever este post. Abaixo o texto:

“El primer asentamiento moderno data del siglo XIX aunque su establecimiento definitivo está relacionado con la instalación del ferrocarril. Si bien se pueden encontrar referencias al paraje desde 1726, en el reparto de tierras a los primeros pobladores de Montevideo, que realizó Pedro Millán.

La historia de Empalme Olmos comienza en 1890 cuando en la zona comenzaron los trabajos para construir el empalme de la ya existente línea férrea denominada North Eastern Uruguay Railway (Ferrocarril a Minas desde 1889), con una nueva línea hacia el este (Maldonado y Rocha) que se donominaba Uruguay Great Eastern Railway (UGER). Los campos ubicados en la séptima sección judicial del departamento de Canelones, donde se llevaban a cabo estos trabajos fueron donados por Octavio Olmos, es así que en agradecimiento a él, el lugar pasó a denominarse Empalme Olmos. Poco tiempo después en el mismo lugar se construyó una precaria estación, y más tarde en 1890 se construyeron algunos galpones que oficiaban como talleres, donde las empresas realizaban la reparación y mantenimiento del material rodante.

En 1894 y luego de que la empresa Uruguay Great Eastern Railway abandonara los trabajos en la línea a Rocha por conflictos con el Estado, la empresa North Eastern Uruguay Railway retoma esos trabajos. Esto llevó a la ampliación de los talleres en el empalme, atrayendo nuevos pobladores a la zona. Además la propia empresa construyó viviendas y oficinas para su personal.

Finalmente el 21 de mayo de 1895 se inauguró el tramo entre Empalme Olmos y la estación La Sierra (hoy Gregorio Aznárez), la que sería destino de línea hasta el año 1909. En ese mismo año la empresa decidó además instalar allí sus grandes talleres, encargados de la reparación y mantenimiento de todo el material perteneciente a la línea.

Es así que por convención se toma la fecha del 21 de mayo de 1895 como fecha de fundación de la localidad de Empalme Olmos, ya que fue el tren y las compañías las que atrajeron a sus pobladores.

El 1 de enero de 1919 la línea pasa a manos del Estado, mientras que en 1920 se creó la Administración de Ferrocarriles y Tranvías del Estado (FTE), por lo que la línea pasó a ser administrada por este organismo.5 Para ese momento Empalme Olmos era un próspero pueblo que ya contaba con varios comercios. Por lo que hoy es la ruta 8, pasaba en aquel entonces el camino a Maldonado, el cual se unía a la localidad a través de un modesto camino que posteriormente se convertiría en la actual Avda. Luis A. De Herrera. Este camino pasó a ser de cemento para el año 1926, material fue importado desde Alemania.

En 1931 se inauguró el actual edificio de la escuela en predio donado por la FTE, mientras que el servicio de energía eléctrica para toda la población llegó en 1934, ya que hasta ese momento la empresa de ferrocarril suministraba corriente a las viviendas de sus empleados. En 1935 se inaugura el actual edificio del Club Social Uruguayo del Este, centro de la actividad social del pueblo.

El 26 de marzo de 1937 comenzó a funcionar en la localidad una empresa de azulejos, cuyos pioneros fueron Carlos von Metzen von Bülow, Ricardo Rodolfo Bayer y su hijo Rodolfo Ricardo. Más tarde en 1942 con la expansión de la compañía surge la marca Olmos. En 1945 Oscar Sena pasa a formar parte de la compañía, surgiendo así Metzen y Sena. En años posteriores esta empresa local pasó a producir además, porcelana sanitaria y vajilla de porcelana.

El 24 de abril de 1944 la estación Empalme Olmos cambió su nombre al de Estación Ingeniero Víctor Sudriers. En 1953 se desmanteló gran parte de los talleres trasladándose toda la actividad a los talleres de Peñarol, ya que para el año 1949 se había llevado a cabo la fusión de los ferrocarriles británicos adquiridos en 1949, con los Ferrocarriles y Tranvías del Estado y se había creado la Administración de Ferrocarriles del Estado (AFE). Estos talleres fueron reabiertos el 28 de octubre de 1975 pero con un número inferior de trabajadores.

En 1961 se termina de construir la Parroquia Santa Rosa de Lima, centro religioso de la localidad. El 26 de febrero de 1971 OSE inaugura la red de distribución de agua potable con una longitud de 1500 metros y su tanque de depósito con 40.000 litros de capacidad. En 1987 se oficializa el Liceo de Empalme Olmos. El 2 de enero de 1988 se suprimen todos los servicios de trenes de pasajeros generando problemas de transporte. En 1990 comienzan los cursos de la UTU a formar jóvenes para distintas especialidades.”

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_VICTOR_SUDRIERS_03

PANORAMICA_VICTOR_SUDRIERS_02

PANORAMICA_VICTOR_SUDRIERS_01

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

JACARÉ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Jacaré
LOCALIZAÇÃO: Município São Carlos – SP
COORDENADAS:  22°01.49″S  48°03’02″W
TRILHOS NO LOCAL: Não, nada restou por lá
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1894
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restaram apenas poucos escombros da plataforma
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Amarildo Lopez e Daniel Franc

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Desde o momento em que saímos de casa, sabíamos que localizar o local da antiga estação Jacaré não seria das tarefas mais fáceis. Comigo, estavam os amigos expedicionários Daniel Franc e Amarildo Lopez e, foram eles que, mato adentro puseram-se a procurar pelas ruínas da estação da Companhia Paulista, hoje nos limites de uma região de plantio de cana, bem próxima do Rio Monjolinho, entre Ribeirão Bonito e São Carlos. Paramos a “Pretona” na estrada do canavial, “varamos” a cerca de arame farpado e seguimos mato adentro no sentido de Ribeirão Bonito. O Daniel e o Amarildo por um lado e eu pelo outro, tomando um sentido um pouco fora do antigo leito, numa linha perpendicular em busca de resquícios da construção. Vai daqui, volta dali, numa dessas embrenhadas, eis que me deparo com nada menos do que um apiário, sim, eu estava dentro de uma criação de abelhas e obviamente isso não era nada bom. Alertei-os de forma comedida, sem fazer muito tropel e agradeci por ter conseguido sair daquela situação sem nenhuma picada. Desviamos daquela rota e voltamos ao curso do antigo leito. A uns 200 metros dali, conseguimos localizar os restos da estação, sua fundações, pisos e algumas paredes que ainda em pé, resistiam bravamente. Tudo ali estava tomado pelo mato e um calor monumental nos desetimulava a permanecer por muito tempo, sendo assim, documentamos o que encontramos com o maior detalhamento possível e voltamos para a “Pretona”. De Jacaré, conforme ilustram as imagens e mini-filme (em breve), nada de trilhos, placas ou caixa-d’água, apenas estruturas de concreto parcialmente em pé resistem em meio as árvores. O tom amarelo das paredes gera uma bela e patriótica composição cromática, digna de registro. Desativada em 1969 foi demolida anos depois como consta na maravilhosa/imperdível bíblia ferroviária: www.estacoesferroviarias.com.br e de lá para cá, nada mais de relevante surgiu. Com aquele ar úmido e fervente e repleto de abelhas saímos de lá o mais rápido que pudemos e seguimos para Santo Ignácio…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER JACARE

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SAN CARLOS*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN SAN CARLOS / Outubro de 2014
San Carlos é uma estação bem bonita da linha que liga a capital Montevideo a cidade (província) de Rocha, ao norte do país. Estive lá e pude ver cada detalhe do que sobrou do universo ferroviário uruguaio por aqueles lados. Pelo que puder apurar por lá, os trens cessaram naquele trecho por volta de 1987 (dezembro) e de lá para cá, tudo foi sendo esquecido e o tempo foi se encarregando de consumir o que restou. O prédio hoje serve como residência porém, seus moradores não estavam presentes e, apenas um cão fazia as vezes de vigia, como já é praxe nestas incursões a que me proponho a fazer. Plataforma, linhas, placas de concreto, postes, armazém metálico (típico daquele país e também da Argentina), casa do chefe da estação, enfim, tudo ainda lá, agonizando mas vivo. Não existem os dísticos (talvez pela arquitetura do prédio? Enfim, não sei o motivo…), nem vagões, nem trens, nem nada sobre os trilhos por ali. Andei, explorei, fotografei, filmei, tentei encontrar alguém a quem recorrer para obter informações mais detalhadas, mas não consegui. Enfim, as informações são mesmo escassas, espero que curtam pelo menos as imagens.

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:

PANORAMICA_SAN_CARLOS_02

Reviver é viver.

PANORAMICA_SAN_CARLOS_01

Bela vista.

MAPA DO LOCAL:

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