Posts encontrados com a Tag: "PARANAPIACABA"

SAMARITÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Samaritá
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°59’23.90″S 46°28’38.75″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado e aparentemente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Samaritá me despertou a atenção primeiro pela sonoridade do seu nome, depois por ser um enorme pátio de entroncamento, que ligava a linha que vinha de Juquiá a que seguia para Mairinque e que que gerava um trânsito intenso, tanto de cargas quanto de passageiros. O lugar é afastado de São Vicente, mas hoje, as distâncias já não são um grande problema, portanto, foi fácil chegar até ela. Andei por lá, vi o estado de abandono total em que tudo se encontra, localizei a estação, toda pintada de cores gritantes (me lembrou o Pelourinho) e, ao que parece, servindo de moradia, estando cercada apenas em um dos lados, o do fundo. Samaritá era uma vila distante e na década de 60, teria servido de depósito de lixo tóxico da Rhodia, aonde eram jogados toda sorte de resíduos químicos, inclusive o Pentaclorofenol ou Pó-da-China, que acabou por contaminar toda aquela região e muitos dos seus moradores, tanto que alguns andavam a pé somente sobre os trilhos, pois havia casos de contaminação por toda a região, e o único lugar minimamente seguro era o leito ferroviário, pois ali embaixo, certamente ninguém tinha enterrado detritos, lixo ou qualquer outra substância tóxica. Sabendo disso tudo, entende-se a carga negativa que sente-se no local. Muito disso provavelmente vem do ar de abandono, mas não só dele. Lá existem composições enferrujando por todo o pátio tomado pelo mato, algumas ainda na linha e outras fora. Os prédios relacionados ao universo férreo, estão em ruínas e por ali já não circulam trens há muito tempo. Subindo na passarela que existe ao lado da antiga estação e olhando para os lados, tem-se uma noção exata do que aquele lugar é hoje, e também pode-se imaginar o que ele foi um dia. Obviamente que tomando alguns cuidados, pois por ali, encontrei alguns rapazes, que não me pareciam dispostos a colaborar com o Projeto Estações Brasileiras não, mas segui em frente, afinal estava lá para aquilo e era o que seria feito naquele momento, com ou sem o “auxílio” deles. De lá, seguimos para Doutor Alarico, pouco à frente, no sentido São Vicente…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SAMARITA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

PARANAPIACABA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Paranapiacaba
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS: 23°46’32.65″S 46°18’12.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Destruído por um incêndio, hoje existe somente uma cabine de controle no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui sozinho até Paranapiacaba, conhecer de perto o famoso universo ferroviário do qual tanto se fala. É uma cidadezinha dividida em duas partes, a “cidade alta” e a “Baixa” que é a vila propriamente dita. Divididas pelo pátio de manobras, o acesso entre os dois lados é feito através de uma passarela já bem envelhecida, desgastada e por que não dizer, praticamente abandonada. Descobri isso de uma maneira bem chata, pois como cheguei por cima (parte alta), achei que estacionaria facilmente a “Pretona” e andaria por lá tranquilamente. Ledo engano, além de não poder estacionar naquelas estreitas vielas, ainda tive que voltar pela rodovia por alguns quilômetros, para aí sim, pegar uma estrada de terra “não muito boa” e conseguir chegar a vilinha inglesa, lá embaixo. Dei sorte, pois cheguei ao local uns 15 minutos antes do nevoeiro, que cobriu totalmente o lugar num espaço de poucos minutos, e assim pude ver e colher imagens daquele local que um dia foi um símbolo inconteste da pujança ferroviária nacional. É uma vila que tem um ar de abandono muito forte, tudo por lá está enferrujado, muitas linhas desativadas, com composições abandonadas há anos, e o pior, para os que vivem por lá, isso parece não fazer nenhum efeito, parece tudo normal, tudo comum, tudo certo. Até o fato de terem uma réplica do Big Ben no meio do seu quintal, e o típico fog londrino compondo o seu cotidiano, não parece tocar os funcionários da concessionária, que trabalhavam e agiam como robôs (pelo menos enquanto estive lá, foi assim). A vila é de uma beleza ímpar, com o casario de madeira, ainda da época da sua construção resistindo da forma que dá. Lá convivem lado-a-lado a história quase morta do sonho ferroviário nacional, e as operações práticas da atual concessionária do trecho, que o mantém em pleno funcionamento, mas ao que parece, sem se preocupar muito com o local e suas raízes (ao que parece, eu disse…). Paranapiacaba está no alto da serra, daí o significado do seu nome: “Local de onde se vê o mar” (com aquele nevoeiro, eu não via meio palmo a frente, imaginem então o mar a quilômetros de distância?), e está ligada a estação de Raiz da Serra (também estive lá) por um trecho de linha com cremalheira, para poder vencer a enorme barreira da inclinação. Andei por lá, conversei com guias turísticos que me disseram maravilhas sobre os atributos naturais do lugar, fui na parte alta da cidade, na vila, entrei no pátio e até nas composições abandonadas, aí a chuva apertou e tive que correr de lá. Não só Paranapiacaba, como Campo Grande, que é um enorme estacionamento de locomotivas que fica um pouco antes dela, são passeios obrigatórios para os aficcionados pelo tema ferroviário. Valeu muito a pena ter ido até lá, vejam as fotos e mini-filme, vocês gostarão.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PARANAPIACABA

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.
PARANAPIACABA_01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

AREAIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.11.2012
DESTINO: Estação Areais
LOCALIZAÇÃO: Município Cubatão – SP
COORDENADAS:  23°51’43.31″S 46°23’48.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, um entroncamento em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1897
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, hoje no local apenas um container serve como abrigo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Nossa Senhora! Foi isso que disse a mim mesmo quando vi o acesso a Areais. Uma forte chuva nos acompanhou o tempo todo, estradas movimentadíssimas por caminhões entrando e saindo de indústrias e pátios de carga na região de Cubatão, muito barro, buracos, quedas de barreiras, enfim, ali entendi que deveria estar mesmo decidido a encontrar Areais para superar tudo aquilo. O local da antiga estação é hoje um entroncamento, que une as linhas da ALL com as da MRS e fica atrás da Ecopátio Logística, da Usiminas e próximo da Yara Fertlizantes (vide mapa abaixo). Lá apenas um container faz a função de abrigar um funcionário responsável pelo local, pois é muito movimentado (por trens, claro). Até perguntei para o funcionário se existia uma saída mais fácil dali, mas a resposta foi negativa e tive que voltar por onde vim, o que definitivamente não foi legal não. Areais hoje é isso, um container, desvios, britas e dormentes empilhados. O prédio da estação se um dia houve um, não deixou nenhum sinal por lá.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

PIAÇAGÜERA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2012
DESTINO: Estação Piaçagüera
LOCALIZAÇÃO: Município Cubatão – SP
COORDENADAS: 23°51’4.66″S 46°22’25.99″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1902
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, operacional, bem conservado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Deixamos Praia Grande num dia de tempo feio e chuvoso, para conhecer as estações de Raiz da Serra, Perequê e Piaçagüera. Esta última é hoje um pátio de manobras com um pequeno prédio de monitoramento e controle da concessionária atual. Fica cercada e vigiada, por isso o acesso não é tão fácil, mas, com a já tão praticada “habilidade social”, conseguimos acessá-la para compartilhar com vocês as informações (vide galeria e mini-filme) que obtivemos. Pragmática, Piaçagüera serve hoje apenas como uma espécie de corredor ferroviário para o porto de Santos, e ali pude ver de fato, um movimento intenso. O prédio atual é relativamente recente, tendo sido construído alguns metros antes da velha estação (sentido da Serra do Mar), que hoje já não existe mais. Piaçagüera nada tem a ver com as imagens românticas que vemos das décadas de 40, 50 ou até 60, fica hoje no meio de indústrias e de um emaranhado viário que confunde quem quer chegar até ela, nós não só conseguimos desatar estes nós, como também seguimos de lá até Raiz da Serra, um pouco à frente, morro acima, que foi bastante desafiadora e gratificante.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

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A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CAMPO GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Campo Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS:  23°46’4.74″S 46°20’29.79″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (um imenso pátio, em plena utilização)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway (SPR)
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive sozinho em Campo Grande, quando seguia rumo à Paranapiacaba, até então um sonho de consumo. Conhecer a antiga vila operária inglesa situada ali no alto da Serra do Mar, era uma grande vontade, e Campo Grande fez parte dessa jornada. Estacionei a “Pretona” ao lado da P.N. (passagem de nível) da estrada de terra que liga Campo Grande à Paranapiacaba e fui explorar o local. Logo de cara, uma placa não muito amistosa visava desestimular os curiosos a andar pelas redondezas (vide mini-filme), comigo não deu muito certo, afinal tinha viajado mais de 500 quilômetros para estar ali e poder ver de perto o estado daquele lugar. Campo Grande é um imenso pátio de manobras ao lado de Paranapiacaba, e sua estacão e toda a infra-estrutura construída para o transporte de passageiros estão completamente abandonadas e destruídas, andar por lá foi uma tristeza só. O prédio da velha estação ainda existe (vide fotos e mini-filme), a plataforma de embarque e desembarque também, porém já sem telhas (todas em cacos, espalhados pelo chão), e a passarela típica da SPR também está lá, semi-destruída, mas lá. A área estava “protegida” pela famigerada placa hostil com cara de caveira e uma fita amarela e preta toda rasgada, daquelas utilizadas para isolar áreas, e eu que não sou tonto nem nada, a partir destes indícios, explorei o local com o máximo de cuidado. Subi até a capelinha no alto do morro ao lado da estação para ver se conseguia melhores ângulos, mas o tempo estava muito nublado, o que só piorou as coisas. Por lá, muitas locomotivas da MRS aguardando, ou manobrando, e também inúmeros vagões em movimento, tiravam um pouco daquele “ar apocalíptico do local”, mas seres humanos mesmo, via-se muito pouco. O certo é que após o sucateamento das estradas de ferro brasileiras e o fim do transporte de passageiros no local, Campo Grande tornou-se apenas um corredor  de escoamento de carga para o porto de Santos e mais nada. Detalhes visuais maravilhosos resultantes da ação do tempo e do esquecimento, estão na galeria abaixo, não deixem de conferí-la, ok? Por enquanto, é isso pessoal.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.