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LAGOA BRANCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Lagoa Branca
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°53’32.76″S  47° 2’5.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1891
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, relativamente bem cuidado, é um espaço multiuso, serve como museu e sede de uma associação local dentre outras ocupações
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira, Vinicius Costa e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação fez parte da minha infância justamente pelo inusitado do seu nome: Lagoa Branca! Mas como uma lagoa pode ser branca, perguntava eu ao meu saudoso avô Pedro, em muitas das nossas viagens entre Ribeirão Preto e Aguaí. Eu passava por Casa Branca, por Lagoa Branca e daí já imaginava qual outra “Branca” surgiria pela frente naquelas viagens maravilhosas que fazíamos mensalmente. Que tempo! Lagoa Branca é um distrito de Casa Branca, e ali nas redondezas também existe um vilarejo chamado “Venda Branca”, também componente do clã “Branca”, imagino eu. Mas de volta a estação, tudo ali está parado no tempo, o prédio relativamente bem conservado, a plataforma coberta e funcional, os dísticos, caixa-d’água, ladrilhos, frontões, placa de altitude e quilometragem, desvios, enfim, um pátio ferroviário completo. Lagoa Branca teve como uma das suas principais funções, servir de entroncamento para o Ramal de Vargem Grande, um ramal composto apenas pela estação homônima, que servia para o escoamento de produtos daquela cidade e região. O ramal foi extinto em 1961 e dali em diante, Lagoa Branca ficou apenas como mais uma estação da linha-tronco da Mogiana. Andei bastante por lá, colhi imagens e pude voltar 30 anos em 30 segundos. Hoje o prédio é uma mistura de propósitos, é sede de uma associação local, uma biblioteca, um museu, um albergue, um depósito, enfim, o que vale é que está servindo e ativo, e pasmem, por mais de 125 anos! Lagoa Branca, assim como Casa Branca e Venda Branca, jamais sairão do meu imaginário e, dela, seguimos em frente, rumo a Miragaia…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
LAGOA_BRANCA_POSTER_OFICIALnet

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A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CASA BRANCA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Casa Branca Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’18″S 47°05’58″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1951
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercada, fechada e com uma parte servindo como academia de Judô
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Casa Branca juntamente com o meu companheiro de expedições e fotógrafo Jorge Caleffi, aonde encontramos o nosso futuro amigo e até então guia local, Douglas Bulhões. Era de manhãzinha, num dia feio e cinzento, mas que reservava inúmeras aventuras e desventuras que serão gradativamente compartilhadas por aqui nesta e em outras tantas postagens porvindouras. Isso posto, logo partimos para a estação, e a minha reação ao vê-la, foi de imensa tristeza. Esta estação juntamente com algumas outras do trecho fazia parte da minha infância, passei por ali inúmeras vezes vindo de Ribeirão Preto e seguindo para Aguaí acompanhando o meu saudoso avô Pedro, e sempre me chamou a atenção o fato dela possuir duas plataformas de embarque, pois as demais, tinham apenas uma. Fechada, semi-abandonada, cercada e em alguns pontos tomada pelo mato, ainda assim aquele prédio me dizia algo, ele tinha relação antiga comigo e isso contava muito. Andei por lá, vi tudo, a escadaria frontal, os dísticos, as lousas, as duas plataformas, trens manobrando, as placas com os nomes da estação anterior e posterior, uma de cada lado da plataforma. Porém, o que me chamou muito a atenção, foi sem dúvida, um pai com o seu filhinho no colo, atravessando um buraco da cerca (bem precária por sinal), para mostrar a ele o trem em atividade. Enquanto andava pela plataforma, ia narrando para o garotinho o que acontecia com o “trenzão”. Aquela cena, naquele horário (sim, era muito cedo mesmo), foi impagável, e me fez crer que podem até tentar acabar com a história ferroviária do Brasil, como aliás estão fazendo com louvor, mas ainda assim, haverá gente obstinada como aquele pai, fazendo o seu papel e transmitindo experiências e valores ao seu rebento seja através do tema ferroviário ou qualquer outro, que dificultarão e muito a tarefa destes obtusos. Por lá, o Douglas que também é um pesquisador ferroviário, nos contou histórias e demonstrou bastante frustração pela forma com que tudo caminha, andamos pelo leito, vimos o grande pátio bem em frente ao prédio da estação, reservado para um tal “Porto seco” que acabei não sabendo se de fato foi ativo ou não, e então seguimos rumo a Briaréu, uma velha estação pouco adiante desta, mas com um charme todo especial.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER CASA BRANCA NOVA

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ORINDIÚVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Orindiúva
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°57’57.16″S 47° 1’23.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1899
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, mas ainda em pé
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Raul Otuzi de Oliveira e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Orindiúva era uma das estações que mais me marcaram na infância, pois logo após estava Aguaí, destino mensal, meu e do meu saudoso avô Pedro. Entre Orindiúva e Aguaí, existiu uma outra estação chamada Engenheiro Mendes, mas no período em que nós viajávamos, ela já não existia mais, por isso Orindiúva ficou marcada mais fortemente na minha memória. Hoje está completamente abandonada, com o telhado caindo, sem assoalho e com o mato tomando conta de tudo. A linha ainda está ativa e ao redor da estação, apenas uma chácara e mais nada. Caixa-d’água, lousas e dísticos ainda resistem, mas por quanto tempo? Andamos bastante pelos arredores, inclusive mato adentro, mas nada de relevante foi encontrado, também não conseguimos contato com nenhum morador local. Lá fizemos fotos, filmes, passamos bastante calor e seguimos viagem para Miragaia.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.