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IBATÉ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ibaté
LOCALIZAÇÃO: Município Ibaté – SP
COORDENADAS:  21°56’48.08″S  48° 0’1.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1885
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, com o teto desabado, completamente abandonado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Ibaté em 2011, numa fase ainda bastante embrionária do Projeto e comigo foram o Tio Zé e o meu amigo Raul Otuzi. Por lá, vimos o abandono absoluto do prédio que, pelo que pude apurar, desde idos de 1985, 1986, já estava dessa maneira, sem função. Andamos por todo o local, vimos a plataforma, grande por sinal, com uma parte ainda coberta por uma estrutura metálica envelhecida e enferrujada, os dísticos ainda estão lá, porém pintados no mesmo tom amarelo-gema do prédio, pouco se destaca, passando quase despercebido por quem se propõe a ir lá visitá-la. Telhas quebradas, aquelas que geram um som característico ao pisar, davam o tom do descaso com o legado ferroviário ali naquele local. Ibaté é um prédio vandalizado, numa linha ativa e de tráfego frequente, mas que é simplesmente ignorada diariamente pelos trens de hoje. Para um local que um dia chamou-se: Visconde do Pinhal, seu presente é dolorido e seu futuro, incerto. Dali, seguimos para Chibarro, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
IBATE_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

OURO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ouro
LOCALIZAÇÃO: Município Araraquara – SP
COORDENADAS: 21°49’20.42″S 48° 6’18.28″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1897
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, somente algumas paredes ainda restam
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Raul Otuzi de Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação Ouro e pude ver de perto o completo estado de abandono em que ela se encontra. Eu, o meu tio Zé e o meu amigo Raul, andamos por lá e vimos cada detalhe do local, desde as ruínas do prédio, até a composição cargueira que estava parada lá, imagino que aguardando algum tipo de liberação para partir. Ouro está toda depredada, com mato alto ao seu redor, sem telhado, sem portas, sem janelas, sem caixa d’água, sem placas de quilometragem e altitude, enfim, sem dignidade nenhuma. Ouro é um grande prédio amarelo (Ouro?) no meio do mato e da cana, ao lado de uma linha com desvios e algumas chácaras em frente. Lá, fomos abordados por seguranças particulares da operadora ferroviária local, que queriam saber os porquês de estarmos ali e tal. Tudo explicado, seguimos fotografando e filmando o local sem problemas. O nome Ouro é derivado de um Riacho próximo, que por sua vez tem o nome derivado de uma Sesmaria homônima que englobava toda a região de Araraquara. Próximo dali, um entroncamento em construção desviará o fluxo da cidade direto para Tutóia (onde também estivemos), tirando assim a estação de Araraquara da linha. Chegar até Ouro foi relativamente fácil, mas o calor e a composição lá estacionada fechando as passagens de nível, tornou nossa missão um pouco mais complexa… Enfim, nada demais. De lá, seguimos para Chibarro, mas encontramos antes Tamoio… >>

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER OURO

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CHIBARRO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Chibarro
LOCALIZAÇÃO: Município Araraquara – SP
COORDENADAS:  21°52’32.40″S 48° 3’23.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1922
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonado e bastante depredado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Raul Otuzi de Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Chibarro vindos das estações Ouro e Tamoio, onde pudemos colocar em prática o nosso método de localização mais constante, o da tentativa e erro, rerere. Chegando em Chibarro, pudemos perceber o estado crítico do local, o abandono, que é tão frequente, e já nem nos espanta mais. É um local calmo, sem moradores ocupando nem o prédio da estação, nem o de monitoramento, que fica um pouco à frente, o grande armazém na estrada de Chibarro (vide mini-filme), também não estava ocupado, enfim, no local éramos apenas nós naquele dia. Chibarro estava tomada pelo mato alto, os dísticos ainda estão lá, a plataforma também, mas nem sinal das lousas e placas de quilometragem e altitude. No dístico dava para ler ainda o nome  “Fortaleza” bem apagado, que era de uma outra estação ali perto, mas não foi mantido, e nos fundos, ao que me pareceu, uma espécie de alojamento um enorme pomar. Um fato curioso, foi a data escrita no dístico, que marcava 1921 como data de construção, mas nos demais dados, a data era 1922, enfim, talvez a obra tenha começado num ano e terminado do outro, né? Placas de patrimônio da extinta FEPASA demarcavam os prédios do local, o que soava bem irônico. Eu, meu tio Zé e meu amigo Raul, andamos por todo o local, desfrutamos das frutas do pomar (desfrutamos das frutas, entenderam?) e exploramos o interior da estação, que só tinha abandono para nos oferecer. Era um dia de calor intenso, um sol escaldante, e isso fez com que partíssemos atrás de água e cerveja para nos refrescarmos e seguirmos em frente. De lá, fomos para Ibaté, mas um dia terei que voltar para encontrar a antiquíssima estação Fortaleza, que não me sai da cabeça desde então.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

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TAMOIO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Tamoio
LOCALIZAÇÃO: Município Ibaté – SP
COORDENADAS:  21°54’50.67″S 48° 3’6.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fomos para Tamoio com a cara e a coragem, apesar de mais ou menos sabermos a sua localização, a tentativa e erro naquele dia foi o nosso método mais eficaz. Tanto que acabamos chegando à Usina Tamoio ao invés da estação Tamoio, que era o nosso destino desejado. Lá, descobrimos que outrora, também havia uma ferrovia que ligava a usina a estação da Cia. Paulista, e também casualmente acabamos conhecendo a linda igreja de São Pedro (vide foto na galeria), que hoje fica dentro dos limites da usina. A partir de lá, seguimos para a estação propriamente dita, que fica às margens da rodovia Washington Luis, onde encontramos mais abandono e descaso. Num dia lindo, conseguimos belos registros do prédio, que apesar de destruído ainda se fez imponente nas imagens que captamos. Por lá, tudo inspirava tristeza, eram resquícios do fim de um tempo romântico, por onde hoje, só pragmatismo trafega a bordo dos vagões de carga. Chegar lá é fácil (vide mapa abaixo) e podem ter certeza, que um breve momento naquele local, olhando aquilo tudo como está, de forma nua e crua, fará uma grande diferença para os sensíveis. Para o demais, talvez sejam apenas tijolos, ferro e mato ao sol. De lá seguimos para Ibaté…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

 

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