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SAMPAIO MOREIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Sampaio Moreira
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°21’16″S 47°16’19″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, bem conservado, porém vazio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Sampaio Moreira acompanhado por dois amigos, o Miguel e o Luiz André, num dia lindo de inverno e o que vi naquele lugar me encheu os olhos. A estação construída em 1912 pela Companhia Mogiana no Ramal de Cajuru, servia para escoamento de produtos da região, em especial o café e era a penúltima no sentido final, o de Cajuru. Localizada dentro da Fazenda Santa Cecília, está em pé, mantendo sua arquitetura original e relativamente bem cuidada, apesar de não haver um uso específico para o prédio. Plataformas, dísticos, frontões, assoalhos, guichês, lousas e algumas construções ao fundo, compõem o cenário ferroviário do local. Da caixa-d’água, apenas a base está lá e os trilhos já se foram também. Ali, o trecho foi desativado em 1966 e de lá para cá, a sorte da estação, foi estar numa propriedade onde visivelmente se dá valor ao passado. Andei pelo lugar, vi uma espécie de museu composto por ruínas de usina, terreiros, a própria estação, enfim, tudo conservado e exposto a quem ali conseguir chegar. Muito embora haja uma cerca e um portão enorme, entrei sem problemas e pude conhecer toda aquela riqueza histórica de perto. Me encantou a igrejinha cuja estrada longa e reta acaba bem na sua frente, com postes de luz e uma linda árvore que aparentemente foi atingida por um raio a sua margem. No momento em que lá estive, jamais imaginaria que um dia voltaria para falar sobre o tema ferroviário, mas isso aconteceu. Depois de uns 3 anos, fui convidado para palestrar num evento em homenagem aos 100 anos do Ramal de Cajuru, e como já havia estado em todas as estações do ramal, pude falar com propriedade de cada uma delas, seu passado e o seu presente, visto que algumas, certamente não possuirão um futuro. Ainda sobre Sampaio Moreira, descobri mais adiante, ser de propriedade do pai de uma maiga, o que me deixou ainda mais satisfeito. Enfim, de lá, segui para Corredeira, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SAMPAIO_MOREIRA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CHAVE DA TAQUARA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2014
DESTINO: Chave da Taquara (parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Cristais Paulista – SP
COORDENADAS: 20°21’19″S 47°25’48″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: Entre 1888 e 1905 (data estimada)
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Nunca houve, era uma parada simples, com um desvio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Visitamos a Chave da Taquara de forma bastante casual pois, seguíamos de Cristais Paulista, sentido Pedregulho, quando vimos uma placa indicando o local e então, entramos para ver o que havia por lá. É uma vilinha simples, pequena, bastante tímida mesmo, por lá são pouquíssimas casas (provavelmente menos de dez), e não há sinais nem da linha, e muito menos do “famoso” desvio que originou o nome “Chave da Taquara”. O povoado nasceu a partir da chegada de trabalhadores do café e da ferrovia, sendo em sua maioria, baianos e italianos. Era muito cedo, o sol estava nascendo e não havia ninguém por ali para nos esclarecer aonde de fato a linha passava e de onde saia o pequeno ramal lenheiro. Andamos pelo lugarejo, sob o clima ameno da manhã, vimos cada detalhe, desde a bela igreja, até o galpão de festas e um campo de futebol, então seguimos viagem, pois esta era apenas a segunda estação, de quatorze que percorreríamos naquele dia. Abaixo, segue um texto publicado no portal GCN de Franca em 2006, que ilustra bem a história do lugar. Eu gostei.

A Secretaria de Educação e Cultura de Cristais Paulista desenvolve o Projeto Memória, que conta a história da criação do município, e, como não poderia deixar de ser, um tópico inteiro é sobre a Chave da Taquara. Um dos entrevistados é Dahul Pelizaro, antigo morador que conta com emoção sobre a época em que sua família se instalou no bairro rural. Do tempo de sua infância ele recorda da escola, da Festa Bom Jesus da Lapa e, é claro, do trem de ferro, a maior atração do vilarejo. Por volta de 1905, os avós de Pelizaro se mudaram da Itália para o Brasil para trabalhar nas lavouras de café e acabaram se instalando na região da Chave da Taquara. Com o passar dos anos, a família comprou um pedaço de terra no vilarejo, no qual construiu uma casa onde hoje reside a família de Júlio Pelizaro, tio de Dahul. Na época, o trem já estava em operação. Foi justamente por conta do trem de ferro que surgiu o nome do bairro. “A Maria-fumaça parava no vilarejo para se abastecer de mais madeira. No local, também ficava a chave para o desvio do trem e como tinha muito bambu lá, então ficou Chave da Taquara (espécie de bambu)”, explica o antigo morador. Os anos passaram. Hoje não tem mais Maria-fumaça, não tem mais bambu, mas o nome e as histórias ficaram. Dahul Pelizaro lembra, por exemplo, do tempo em que se gastava mais de 1h30 para ir até Franca. Hoje praticamente em meia hora já se chega à cidade. A animação no bairro ficava por conta das festas de Bom Jesus da Lapa, que aconteciam uma vez por ano. A data era e, é até hoje, 6 de agosto. Também foi motivo de festa a chegada da luz elétrica ao bairro. Por volta de 1960, os moradores trocaram as lamparinas pelas lâmpadas, mas a rua continua às escuras, dando ao lugar um “jeitão” de fazenda.

IMPORTANTE: NESTE DIA, PERDI TODO O MATERIAL CAPTADO PELO CELULAR (E O PRÓPRIO CELULAR), POR ISSO, CONSEGUI APENAS DISPONIBILIZAR AS IMAGENS FEITAS COM A “GOPRO” QUE, SE NÃO É O EQUIPAMENTO IDEAL PARA ISSO, PELO MENOS GARANTIU ESTA POSTAGEM.  

FOTOS DO LOCAL:


 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
CHAVE_TAQUARA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

GUARÁ NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.05.2014
DESTINO: Estação Guará Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Guará – SP
COORDENADAS:  20°26’34.98″S  47°50’13.90″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1983
CONSTRUÇÃO: Ferrovia Paulista S.A.
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda estão no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Rodrigo Flores

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Guará Nova acompanhado pelo também pesquisador ferroviário Rodrigo Flores, uma pessoa verdadeiramente interessada no universo ferroviário, porém de características particulares, que requerem muita paciência dos que estão à sua volta. Mas como o intuito do Projeto é fazer amizades e conhecer pessoas das mais diversas personalidades, convidei-o para me acompanhar não só nessa, mas em outras tantas expedições pela nossa região, onde vivemos grandes momentos. Guará Nova, está localizada às margens da Rodovia Anhanguera, no sentido de São Paulo atrás de um posto onde se vê uma enorme árvore na frente (Figueira?). Lá localizamos o ponto exato da plataforma aonde existiu o prédio da estação, que foi construído por volta de 1986 segundo pesquisas que fiz no site: www.estacoesferroviarias.com.br. Ali ainda existem as placas com os nomes da estação, já bastante enferrujadas por sinal e quase sem leitura, também vimos fundações que deveriam ser do prédio, e um grande recuo certamente utilizado pelos desvios, quando existiram, claro. Apesar de não haver nenhum prédio ali atualmente, imagino que o seu projeto deva ter sido semelhante aos demais construídos na época pela Fepasa, a maioria deles, sem alma e extremamente pragmáticos, com telhas de amianto e tijolos à vista, sem grandes acabamentos e nenhum adorno. Explorar o local foi interessante, havia trem estacionado, dia ensolarado e bastante motivação da nossa parte, o que garantiu boa aventura. Infelizmente Guará Nova é apenas uma lembrança para nós, pois nem mesmo para o maquinista da composição ela faz ou fez alguma diferença. Daquela expedição, aprendi que devemos ir até o fim nas nossas buscas, pois se estivéssemos desistido logo ao entrarmos no pátio repleto de mato, não teríamos encontrado o seu local exato e também percebi que nem sempre as pessoas são o que aparentam. Mas é a vida!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_GUARA_NOVA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER GUARA NOVA

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CORONEL PEREIRA LIMA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.10.2011
DESTINO: Estação Coronel Pereira Lima Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Sales Oliveira – SP
COORDENADAS: 20°89’39″S 47°88’95″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1987
CONSTRUÇÃO: Ferrovia Paulista S.A.
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, abandonado e depredado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na pequena estaçãozinha pragmática, bem ao estilo Fepasa, junto com o meu tio Zé, e por lá zanzamos um pouco, a fim de colhermos materiais para o site e quem sabe, alguns bons causos de quem estivesse por lá. Mas necas. Nadinha de encontrar alguém por ali, que não fossem os funcionários terceirizados da concessionária do trecho, fazendo a manutenção da linha e utilizando o prédio como base de apoio (leia-se, refeitório e dormitório improvisado para um cochilo pós almoço). “Coronelzinho” apelidado assim por mim, devido ao tamanho diminuto, muito menor que a versão antiga dela, que está situada pouco a frente e fora do leito atual, foi por uns cinco anos apenas um vagão e só depois tornou-se de fato um ponto de “alvenaria”. Ao que parece, teve vida curta e funcionou por cerca de dez anos, tendo sido desativada com o fim dos trens de passageiros em 1997. Acho-a simpática, pequenina, resistente, enfim, sou um sonhador…. Por lá, aguardamos alguma composição para ver se o maquinista nos dava mais alguma informação relevante mas, a que passou sentido Ribeirão Preto, não parou, e então seguimos rumo à versão antiga, a Coronel Pereira Lima Velha, esta sim, mais complexa, charmosa e esquecida…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CEL PEREIRA LIMA NOVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

EFSPM – POSTERS 01 E 02

EFSPM  –  POSTERS TEMÁTICOS E COLECIONÁVEIS.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral.

O valor da venda de cada poster, financiará a produção da edição seguinte, e assim seguiremos, de forma contínua até conseguirmos viabilizar a confecção da coleção toda, com os seus 22 números.
Para a aquisição, os interessados deverão entrar em contato com o próprio RODRIGO FLORES, através destes contatos:

www.facebook.com/rodrigoflores78
rodrigo_78@terra.com.br

Abaixo a primeira e segunda edições:

01 – BENTO QUIRINO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

02 – SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

EFSPM_POSTER_S_SEB_PARAISO_PEB POSTERS_TEMPLATE_02_PEB

EFSPM_POSTER_S_SEB_PARAISO_PEB1 EFSPM_POSTER_BENTO_QUIRINO_PEB

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ALFA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Alfa (Guaxupé)
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°17’49″S 46°42’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: Entre 1904 e 1930 (período estimado)
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como moradia particular
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Alfa era uma estaçãozinha acanhada, que estava situada a poucos metros da estação Guaxupé, talvez um quilômetro, ou pouco mais a frente, no sentido de Júlio Tavares, e era utilizada para manobras. Hoje no local por onde o leito ferroviário passava, existe uma avenida, mas o prediozinho continua lá. O dístico estava quase que totalmente apagado, mas com uma dose de boa vontade, ainda era possível ler a palavra “Alfa” grafada ali. Andei pelo local, vi a estaçãozinha por todos os seus lados, ela estava cercada e fechada, servia como residência, mas aparentemente não havia ninguém lá naquele momento. Nada de lousas, placas ou plataforma, somente o prédio de tijolos aparentes com uma cerquinha branca, ocupavam o local. A construção, bem simples e diminuta, lembra uma “casinha de bonecas”, e está relativamente bem conservada. De lá, seguimos para Guaxupé…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ALFA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ITAOCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.08.2012
DESTINO: Estação Itaoca
LOCALIZAÇÃO: Município Cajuru – SP
COORDENADAS: 21°19’03″S 47°17’44″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, absolutamente nada restou no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Miguel Iacovelo El Debs e Luiz André Barbosa de Melo

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos na fazenda Santa Helena da Ytaoca, no município de Cajuru, aonde procuramos por todos os cantos o local exato e o que ainda pudesse existir da antiga estação da Cia. Mogiana, mas nada encontramos. O Ramal de Cajuru, era composto por oito estações, e Itaoca era a penúltima delas, apenas Cajuru vinha depois, finalizando o ramal. A estaçãozinha durou pouco mais de 45 anos e foi demolida por volta de 1957, segundo relatos. Entramos na fazenda, percorremos bons quilômetros por lá, conhecemos cachoeiras lindíssimas (vide fotos e mini-filme), morros e até a própria sede da fazenda, aonde pudemos conversar com o morador, que nos disse já ter ouvido falar a respeito desta estação, mas que há muito tempo nada mais restara dela. Fomos até o local exato da nossa referência e realmente, por lá existe apenas cana. Sendo assim, documentamos o local, o entorno, o antigo leito e seguimos viagem para Sampaio Moreira na fazenda Santa Cecília, logo a frente. Neste dia, fui acompanhado pelos amigos: Miguel Iacovelo El Debs e Luiz André Barbosa de Melo.

EU NA ESTAÇÃO:
Alguns momentos meus nos locais visitados.
EU ITAOCA

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITAOCA

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CORONEL MANOEL JOAQUIM

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Coronel Manoel Joaquim
LOCALIZAÇÃO: Município Guaxupé – MG
COORDENADAS: 21°18’35″S 46°39’48″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1913
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, particular e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Coronel Manoel Joaquim em Guaxupé, em dupla com o meu amigo e xará Marcelo Freitas e de antemão já adianto, não foi nada fácil chegar até ela. Desde informações desencontradas, passando por porteiras fechadas, cercas de arame farpado por todo lado, imensidões de pés de café morro acima e abaixo dificultando a nossa navegação, até desembocarmos num lamaçal horrível (pois havia chovido torrencialmente do dia anterior por aquela região), tudo parecia jogar contra a localização da velha estação naquele dia. Mas nada disso nos deteve. Ziguezagueando no entremeio do cafezal de uma fazenda (de nome Nova Floresta se não me engano), encontramos resquícios do antigo leito, uma ponte pequena, aonde a linha passava por baixo, e que ainda guardava parte importante da sua essência, como o gradil e uma espécie de corrimão. Tudo obviamente muito desgastado pela ação do tempo, mas que, ao olharem pelas fotos e mini-filme, verão o quão charmosa é a estrutura, e de lá, conseguimos sair bem em frente ao prédio, porém ao chegarmos mais perto, percebemos que ele estava cercado e fechado. Buzinamos, batemos palmas, gritamos, os cães latiram muito, tentamos como foi possível chamar algum morador e pedir para que nos deixassem fotografar e filmar o local, mas infelizmente não tinha ninguém por lá. Como não é nosso hábito invadir propriedade de ninguém, documentamos o pouco que pudemos ver e seguimos adiante na nossa jornada. Por lá, vimos a estação ainda com o dístico, porém apagado, uma casinha menor pouco à frente, e a antiga caixa-d’água (Ransomes & Rapier, claro), mas tenho a impressão de que vimos mais a parte dos fundos do prédio do que a frente, e sendo assim, não pudemos saber como está a plataforma, ou as lousas, placas de quilometragem e altitude, enfim, quase nada de detalhes. No passado o local foi cenário de batalha da revolução de 1932, e seu nome se deve a um dos homens que ajudaram a financiar a expansão da Cia. Mogiana por aquelas terras. É um lugar belíssimo e aproveito para pedir que, se alguém possuir material da estação e quiser enviar para complementarmos este post, será muito bem vindo. Obrigado!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL MANOEL JOAQUIM

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VISCONDE DE PARNAÍBA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2013
DESTINO: Estação Visconde de Parnaíba
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS: 21°01’45″S 47°42’27″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, fechado e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Lara Caroline de Marchi de Castro Moreira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Visconde de Parnaíba é uma estação da antiga Linha do Rio Grande localizada no município de Jardinópolis. Era a segunda no sentido de Minas Gerais e ficava logo após as de Entroncamento (tronco original) e de Jurucê, quando a linha ainda existia e era ativa. Estivemos lá e vimos de perto cada detalhe do prédio, que ainda conta com dístico legível, lousas, plataforma coberta, caixa-d’água e o recuo do leito ainda bem delineado à frente do prédio. As placas de quilometragem e de altitude não estão mais por ali e o galpão está sendo utilizado com depósito e está fechado. É uma construção típica da Cia.Mogiana, sendo um prédio de tijolos aparentes e, diferentemente de outros tantos da região, ele possui um segundo pavimento, o que lhe dá maior imponência e até, certo requinte. Andamos, fotografamos, filmamos, perguntamos, porém pouco se sabe a respeito dela por ali. Sabe-se que chamava-se Rio Pardo, que foi construída por um engenheiro polonês chamado Brodowski (Sim, provavelmente o mesmo que batizou a estação seguinte da mesma linha), que a linha foi extinta por volta de 1988 e desde então a velha estação está abandonada no meio do mato. Ao que me pareceu ela ainda deve estar envolvida em algum imbróglio judicial, pois apesar de estar junto da sede e de uma pequena colônia, os moradores não a tratam como propriedade. É um lugar bonito, no meio de vários canaviais, que preserva aquele ar de passado e que está cada vez mais raro. Para os interessados, Visconde de Parnaíba é uma boa pedida de roteiro ferroviário, pois seu acesso não é difícil, e depois de visitá-la neste clima quente típico da região de Ribeirão Preto, uma cerveja gelada e um filé no arado, do “Bar da Tigrinha” no distrito de Jurucê é uma ótima pedida. Permitam-se!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER VISCONDE DE PARNAIBA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ELIHU ROOT

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Elihu Root
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°18’19″S 47°19’51″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1877
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e completamente abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Elihu Root convenhamos não é um nome comum, pelo menos não aqui no interior de São Paulo, então, partindo desta enorme curiosidade, fui em busca da velha estação, para saber um pouco mais a seu respeito e também trazer boas histórias para dividir com vocês. Elihu Root era o nome de um advogado, secretário de estado norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Paz, o que não é pouco, mas daí a tornar-se nome de estação ferroviária no Brasil, existe um longa distância não é mesmo? Bem, Elihu Root esteve no Brasil em meados de 1906 para presidir uma conferência no Rio de Janeiro e nesta mesma viagem veio até Araras-SP de trem, para visitar uma fazenda produtora de café, desembarcando na estação, até então conhecida como Guabiroba. Após conhecer a produção cafeeira, também foi recepcionado por imigrantes do sul dos Estados Unidos que residiam na região de Americana, o que tornou ainda mais marcante a sua estadia aqui pelos lados interioranos do estado. Sendo assim, numa época em que este tipo de visita não era um fato costumeiro, resolveu-se homenagear o ilustre visitante, convertendo o nome da estação de Guabiroba para Elihu Root. Isso posto, voltemos ao local nos dias atuais. O local está abandonado e praticamente em ruínas, os trens de passageiros cessaram suas viagens em 1977 e em 1998 os trilhos foram retirados, restando assim, apenas o complexo composto pelo prédio da estação, algumas casas de turma e um grande armazém às margens da rodovia. Andamos por lá, entramos no armazém, na estação, vimos os dísticos ainda marcantes, porém sem legibilidade, exploramos cada detalhe do local e disponibilizamos tudo nas fotos e mini-filme, na intenção de transmitir com o máximo de fidelidade os sentimentos que tivemos naquele lugar. O prédio está em pé, possui a plataforma ainda coberta parcialmente, os guichês de venda de bilhetes, os espaços das placas de quilometragem e altitude vazios, o telhado bastante comprometido, enfim, é de dar dó uma construção daquela, com a carga histórica que tem, amargurar um fim deste. Ao chegarmos, uma placa de apelo (vide mini-filme) que alguém escreveu (mal por sinal), pedia por alguma atitude da prefeitura a fim de preservar Elihu Root, o que pelo visto, foi solenemente ignorado. De Guabiroba à Elihu Root, não importa em que época ou denominação, por lá passaram desde a família real inglesa, até o elenco do filme Sinhá-Moça, além dos muitos anônimos cujas histórias certamente não são tão interessantes assim, mas que merecem a citação, pois a história não é feita somente pelo viés dos mais importantes não é mesmo? Elihu Root é um lugar forte, é uma viagem ao passado, um elo interessante, que ainda hoje une um país em formação a outro maduro, cheio de história e respeito pela história. Espero que nosso jovem país aprenda isso, e que a estação Elihu Root sirva como um sinal de despertar neste sentido. Se é que alguém está prestando atenção nela ou em mim, né? De lá, seguimos para Loreto…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

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Vista frontal de Elihu Root.

PANORAMICA_ELIHU_ROOT_02

Plataforma vista por trás.

PANORAMICA_ELIHU_ROOT_01

Close da estação ainda resistindo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ELIHU ROOT
POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_09

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.