Posts encontrados com a Tag: "FERROVIÁRIA"

SANTA VIRGINIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 21.04.2015
DESTINO: Estação Santa Virginia
LOCALIZAÇÃO: Município Ponta Porã – MS
COORDENADAS: 22°20’07″S 55°43’07″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos seccionados
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1953
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, abandonada e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Santa Virginia fica próxima a Ponta Porã, na divisa do Brasil com o Paraguai, bem perto ou talvez até mesmo dentro da Fazenda Itamarati, onde existe um assentamento homônimo. Pesquisando sua localização, encontrei marcações conflitantes e ao chegar no local, pude comprovar que realmente estavam equivocadas, mas ainda assim, foram de grande ajuda pois me levaram praticamente ao lado dela. Distando cerca de 1km da marcação que encontrei na internet, no sentido de Ponta Porã, o prédio ainda está de pé e resiste ao tempo da maneira que dá. Completamente abandonado e com o telhado já caído, do complexo arquitetônico da estação, apenas a sua caixa-d’água ainda tem utilidade, servindo a uma chácara vizinha. Andei por lá, explorei, vi a tristeza que é companheira presente nesse cenário, andei pela plataforma já sem cobertura, li seus dísticos ainda bem perceptíveis, pois quando são feitos no estilo “relevo” dificilmente se acabam, a não ser que derrubem os frontões. Vi ainda lá os suportes dos mastros que supus serem para bandeiras nacionais, visto que estávamos na divisa do Brasil, também vi restos de um mundo perdido, que no caso específico do Ramal de Ponta Porã, talvez nem devesse realmente ter sido construído, pois pelas pesquisas que fiz, nunca teve muito movimento e foi abandonado pelos idos de 1996, pelo menos pelos trens de passageiros. Os cargueiros deixaram de trafegar por ali pouco depois, pois imagino que sua viabilidade econômica e logística não devese existir, mas em se tratando de Brasil, vai saber né? Depois de mais de 1.200km rodados, eu consegui conhecer a estação santa Virginia e pude contar a minha versão sobre ela. Espero ter feito bem. Dali segui para Pedro Juan Caballero – PY, para fazer algumas compras, afinal não sou de ferro como as estradas que percorro…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_SANTA_VIRGINIA01

Localizá-la de verdade deu um trabalhinho, mas está aí!

FOTOS DO LOCAL:

 
MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
SANTA_VIRGINIA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

JAGUARIÚNA (MOGIANA)

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.03.2014
DESTINO: Estação Jaguariúna (Mogiana)
LOCALIZAÇÃO: Município Jaguariúna – SP
COORDENADAS: 22°42’17″S  46°59’30″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, ainda em uso pelo trem turístico da ABPF
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1945
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, em bom estado, serve como museu, estação turística da ABPF e também como choperia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Quando vi a estação de Jaguariúna pela primeira vez, parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um brinquedo novo. Era exatamente assim que me sentia. Parei a “Pretona” num estacionamento amplo, bem atrás do imponente prédio e ansiosamente me pus a explorá-la em todos os seus cantos. Tudo ali está bem conservado, é um tributo ao passado ferroviário de uma maneira muito bem ordenada. Andei por lá, conversei com pessoas, entrei nas salas, subi no trem, caminhei pela ampla plataforma, via a enorme caixa-d’água, os dísticos, as placas, a linha, as mãos-francesas, os pisos, guichês, palmeiras, relógio, uau! Infelizmente naquele dia não pude fazer o passeio turístico entre Jaguariúna e Anhumas, mas como já havia estado nas duas pontas do passeio e também em Carlos Gomes Nova (estação/depósito/oficina da ABPF) que fica entre as duas, nem me doeu tanto assim. Jaguariúna, outrora Jaguary, foi inaugurada em 1945 e dali saia o ramal de Amparo, o qual também percorri por inteiro, e que foi desativado em 1967. A própria estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, tendo voltado a ativa em 1981 (de forma não muito plena, mas enfim…) como estação de passageiros, depósito de locomotivas e vagões da VFCJ (Viação Férrea Campinas-Jaguariúna), mas os trilhos não mais se conectavam ao tronco da Fepasa, o que a deixou isolada no trecho até Anhumas. Andei por cada lugar ali e acompanhei a linha a pé até a Parada Jaguary, que fica depois da enorme ponte de concreto que leva a linha da ABPF até Carlos Gomes e Anhumas, tudo num calor de matar e encontrando um pessoal “não muito amistoso” embaixo da ponte, mas no final, tudo deu certo. Meu sobrinho Jeferson me acompanhou nessa caminhada escaldante e dela, trouxemos grandes momentos. Jaguariúna é um lugar cativante, com um ar clássico, tradicional, histórico e saudosista. As palmeiras imperiais dão um toque todo especial e são a cereja do bolo do lugar. O prédio foi modificado em relação ao original, tendo sido fechado nas extremidades, mas sinceramente, perto dos absurdos que estou acostumado a ver por este país sem memória, nem acho que ficou ruim não. Por lá há muita vida, um ar de atualidade em meio ao passado explícito e essa amálgama me fez bem. De lá, seguimos para Carlos Gomes Nova, que é uma outra história.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_01

Joia rara no Brasil.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_02

Morri de vontade de tomar um chope aí!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER JAGUARIUNA MOGIANA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

RECANTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.01.2014
DESTINO: Estação Recanto
LOCALIZAÇÃO: Município Nova Odessa – SP
COORDENADAS: 22°76’673″S  47°31’389″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Amarildo Lopez, Daniel Franc e Luciano Rossi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Recanto vindos de Americana e conseguimos localizar a estaçãozinha a partir de um ponto mais alto da rodovia que liga Nova Odessa a Americana e, sendo assim, paramos a “Pretona” alguns metros à frente e voltamos correndo a pé, sob um sol escaldante de não menos que uns 43ºC a fim de vermos de perto e em detalhes o que aquele prédio nos reservava. Andamos por lá, vimos que ela serve hoje como moradia, porém não havia ninguém ali para nos contar um pouco da história local. Recanto possui uma cabine de controle em madeira, que está se desmanchando, mantém dísticos em relevo e legíveis, placas de quilometragem e altitude, plataforma, mãos-francesas típicas da Companhia Paulista, enfim, está ali, afundada num nível abaixo da rodovia, quase que misturada ao mato que a cerca. Pouco a frente da cabine, há a saída do ramal de Piracicaba, há tempos desativado e muita coisa jogada ao lado da linha, num cenário digamos, não muito agradável. Enquanto estávamos por ali, pudemos refletir sobre o que realmente estes pequenos lugares significam hoje em dia. Seriam eles “oásis” históricos, onde se guardam memórias e fragmentos importantes de um tempo que não volta mais, ou são apenas restos que teimam em não ruir, desafiando o pragmatismo humano pelo tempo que conseguirem? Fica aqui registrado o meu agradecimento aos companheiros de jornada: Amarildo Lopez, Daniel Franc e o nosso guia local, Luciano Rossi, um “pedalador” de mão cheia, que conhece a região em detalhes. Valeu galera!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_RECANTO_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER RECANTO

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CATITÓ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Catitó
LOCALIZAÇÃO: Município Guaranésia – MG
COORDENADAS: 21°16’38″S 46°52’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas algumas partes seccionadas
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, particular, servindo como sede da Fazenda Catitó
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Chegamos a Catitó depois de muitas tentativas e erros durante o percurso, vindos de Guaranésia. Ao chegarmos, nos demos conta do quão importante é, quando as pessoas tem noção do valor histórico de uma construção daquele porte. Chegamos, entramos, descemos da “Pretona” e fomos andando lentamente até o prédio, sempre de forma pausada e curtindo cada detalhe daquele lindo e conservado lugar. Obviamente fomos tirando fotos e filmando com o celular a beleza do prédio e o seu entorno, sempre tomando todo cuidado para não interferir na privacidade de ninguém e muito menos invadir um lugar particular, mas ao mesmo tempo, documentando para compartilhar a beleza histórica de tudo aquilo ali, com pessoas, que talvez, nunca teriam essa possibilidade. Andamos por lá, pedimos autorização para duas senhoras que trabalhavam no escritório para conhecermos a estação e prontamente fomos atendidos, mas antes, eu me apresentei como sendo o idealizador e mantenedor do Projeto Estações Brasileiras, para que elas ficassem tranquilas de que tudo seria feito de forma correta e para um fim de valor. Andamos pela plataforma coberta, pela linha (seccionada, mas ainda ali), fomos até a caixa-d’água, vimos as placas de quilometragem e altitude, os frontões, os dísticos… Nossa, que lugar! A estação foi inaugurada em 1912 e o último trem esteve por ali em 1976, um ano após o meu nascimento, 40 anos se passaram, e magicamente tudo continua em perfeito estado de conservação. Percebam que eu disse per-fei-to, não muito bom, ou somente bom. Estão de parabéns todos que de alguma maneira fazem da estação Catitó esse monumento à história ferroviária que ela é hoje. Sou um cara de sorte… Catitó é uma estação idem…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
CATITO_POSTER_OFICIALnet

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TAGUAÚNA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.07.2014
DESTINO: Estação Taguaúna
LOCALIZAÇÃO: Município Passos – MG
COORDENADAS: 20°42’56″S  46°39’47″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1921
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, abandonado dentro de uma propriedade particular
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Pedro Gandra e Vinicius Costa

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Íamos para um encontro anual em Furnas. Encontro de amigos de longa data e foi então que convenci alguns deles a me acompanharem nessa busca pela estaçãozinha de Taguaúna, a fim de resgatar um pouco da nossa memória ferroviária, levar um pouco de cultura aos amigos (que estavam a procura de um bom final de semana regado a cerveja e churrasco) e também espairecer um pouco a mente, andando pelos caminhos que outrora foram de ferro, hoje como pude ver de perto, são de terra e mato. Taguaúna é um prediozinho pequeno, no meio de uma propriedade particular cercada e, para entrarmos lá, tentamos pedir autorização, mas não encontramos ninguém próximo. Bem, daí, o que nos restou, foi atravessar a cerca de arame farpado e seguir mato adentro em direção do que achávamos ser o local exato da pequenina. E era! Taguaúna está em ruínas, mas seus dísticos ainda estão lá, legíveis e imponentes, pois não foram apenas pintados nos frontões, mas sim, esculpidos em relevo, o que deu vida “quase” eterna a eles, coisa do capricho de outros tempos e quem acompanha este universo, sabe bem do que falo! Andamos por lá, apreciamos a paisagem, subimos em árvores ao redor da estaçãozinha para encontrarmos bons ângulos para as fotos e os filmes, enfim, voltamos por alguns instantes à infância, e foi bom. A estação pela proximidade de Passos, que era a ponta de linha e, pelo que li, nunca foi muito movimentada por pessoas, basicamente se mantinha pelo despacho de mercadorias e cargas, com destaque para o café, riqueza agrícola da região na época. Em 1968 transformou-se em parada e pelos idos de 1976 foi desativada. O nome “Taguaúna” claramente nos remete a um termo indígena, talvez um nome de árvore, mas sinceramente, foi mais um termo que não encontrei significado exato e aceito contribuições para esclarecê-lo. Pelas fotos e mini-filme vocês poderão ter uma ideia do entorno e do interior da pequenina, mas infelizmente a energia que sentimos no local, essa só indo lá mesmo! De lá, seguimos para o nosso final de semana, regado a boa comida, amigos e cervejas… Ah, agora regado a histórias mil sobre o universo ferroviário sul-mineiro.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_TAGUAUNA01

Taguaúna foi um desafio.

PANORAMICA_TAGUAUNA02

Chegar a essa vista foi uma aventurazinha boa.

PANORAMICA_TAGUAUNA03

Depois de uma caminhada, eis que surge Taguaúna.

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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MARACAJU

DATA DA EXPEDIÇÃO: 20.04.2014
DESTINO: Estação Maracaju
LOCALIZAÇÃO: Município Maracaju – MS
COORDENADAS: 21°60.7’86.8″S 55°26.9’16.6″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1944
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, mal conservado, com o telhado desabando e abandonado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino e Gilton Marques

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Maracaju foi durante cinco anos o fim do Ramal de Ponta Porã, inaugurada em 1944, tendo como função prioritária o embarque e desembarque de passageiros e não de cargas, a estação foi, ao que parece um reflexo de todo o ramal, um ponto de pouco movimento durante praticamente toda a sua existência, numa linha que visava aprofundar as relações entre Brasil e Paraguai, visto que ligava a capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande à Ponta Porã, uma cidade brasileira dividida por apenas uma avenida de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Hoje, o complexo ferroviário está completamente abandonado, sendo uma parte grande dele, em ruínas. Por lá, vagam toda sorte de pessoas, e nada é de ninguém. Andei por lá, vi tudo com cuidado, cada detalhe, desde a plataforma, passando pela enorme e ainda imponente caixa-d’água com a inscrição “NOB”, pela “garagem” do auto de linha em bom estado bem em frente à estação, procurei o triângulo de reversão que já não existe mais, mas seu local está lá, tomado parcialmente pelo mato, dísticos ainda sobrevivem, enfim, pelas imagens que captei vocês terão uma ótima ideia do estado do local. Nunca fui um romântico e entendo perfeitamente as circunstâncias que levaram muitos trechos, ramais, linhas-tronco à extinção, mas não me peçam para ignorar isso. Simplesmente não consigo. É muito valor, história, trabalho e vida sendo destruídos pela falta de criatividade e capacidade de gestão do bem público. Maracaju teve seu último trem de passageiros há 20 anos, depois disso, nem cargas mais. Será mesmo possível isso num mar de grãos que é aquela região? Será mesmo? De lá, seguimos pelo ramal até Ponta Porã, a poucos metros do Paraguai…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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Fachada da estação. Uma tristeza…

 

PANORAMICA_MARACAJU01

Armazém, caixa-d’água…

 

PANORAMICA_MARACAJU02

Vista geral do pátio, plataforma, galpões…

 

PANORAMICA_MARACAJU03

Pátio… Ah, o pátio!

 

PANORAMICA_MARACAJU04

Vista a partir da caixa-d’água…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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PANDO*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN PANDO / Outubro de 2014
Estive em Pando vindo de Punta del Este e seguindo para Montevideo. É uma cidade pequena, com cerca de 30 mil habitantes e que está localizada na região metropolitana da capital uruguaia. Andei por uns 10 minutos até que encontrei a estação, que, não para a minha surpresa, encontrava-se abandonada e depredada. Pichações, abandono, cheiro de urina e alguns adolescentes curtindo a sua maconha, e bem desconfiados de mim, visto que lá, o consumo é permitido. Fora isso, a realidade ferroviária do nosso vizinho não se difere muito da nossa. Linhas extintas, prédios em ruínas ou abandonados a própria sorte e material rodante enferrujando ou apodrecendo nos pátios dos “talleres” que ainda restam em operação por lá. Andei por toda a estação, apreciei a sua bela arquitetura, lamentei o seu estado e segui viagem. Infelizmente Pando não oferecia muitos atrativos além deste velho prédio. Abaixo um texto que encontrei na inernet explicando um pouco do local:

Ubicación: Pando
Dirección: Iturria entre Gral. Artigas y 18 de Julio
Autor: Ingeniero Luis Andreoni
Año: 1882

La inauguración de la vía férrea a Pando fue producto de un largo proceso. El trazado primitivo de la línea comenzó en 1874, bajo el gobierno del Dr. José Ellauri. Al año siguiente, las obras se detuvieron. El gobierno de Latorre decidió reanudar la obra, y concedió una subvención al nuevo concesionario, Luis Ma Baena. En 1879 se culminó el tramo a Toledo, y nuevamente se paralizaron las obras hasta su concreción en 1882.

El edificio de la estación de trenes de Pando fue obra del Ing. Andreoni. Desde su inauguración no ha sido modificado. En la ceremonia oficial de inauguración del tramo de vía que unía Toledo y Pando, realizada el 12 de junio de 1882, participó el presidente de la república de entonces, el general Máximo Santos. La recepción social se realizó en el salón del teatro Apolo, congregando a autoridades y a la sociedad pandense de la época. La comitiva oficial arribó en un tren engalanado para la ocasión acompañado de una banda militar.

Al Ing. Andreoni, corresponden otras obras vinculadas al ferrocarril, como el tramo que conecta Pando a Minas, del Ferrocarril Uruguayo del Este, Pando–Minas, proyectada en 1881 e inaugurado el 6 de enero de 1889.

Luis Andreoni era originario de Vercelli, Italia, y residió en Pando durante algunos años, contribuyendo al progreso industrial de la localidad. Fue propietario del Molino Harinero del Este, y realizó varias obras de gran envergadura en el país, como la desecación del Bañado de India Muerta en Rocha, la Estación Central de Ferrocarriles, el Hospital Italiano, el club Uruguay, la Embajada de Francia y el teatro Stella de Italia.

La llegada del ferrocarril a esta región fue un gran impulso para la el desarrollo de la producción industrial que históricamente ha caracterizado a esta región del departamento de Canelones. Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_PANDO

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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VICTOR SUDRIERS*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN VICTOR SUDRIERS / Outubro de 2014
O complexo da estação Victor Sudriers é sem dúvida o cenário ferroviário mais espetacular em que já estive fora do Brasil. Andar por lá é uma volta absurda no tempo e um festival de surpresas, espantos e tristezas. O lugar é um depósito de locomotivas e um ponto de entroncamento, que até 1944 chamava-se Empalme Olmos, “Empalme” que por lá significa algo como bifurcação/entroncamento e Olmos, que é o nome do local, em homenagem a Octavio Olmos, que foi quem doou as terras para a ferrovia. Pensem numa criança que acabou de ganhar um brinquedo novo no natal! Mas não era somente um brinquedo qualquer, era o complexo todinho de Victor Sudriers, e isso, sinceramente, só vão entender os apaixonados pelo tema ferroviário e quem explorar cada cantinho do lugar, como eu fiz. Trouxe fotos em quantidade e também vídeos, que futuramente editarei e publicarei aqui para enriquecer ainda mais a postagem, mas por enquanto, venham comigo viajar nas fotos deliciosas, de um passado ferroviário tão decadente quanto o nosso, e tudo aqui, bem do ladinho, no belo, charmoso e pequenino Uruguai. As oficinas dali foram fechadas em 1953 e tiveram suas atividades mudadas para os “talleres” de Peñarol, onde também estive. Mais tarde, em 1975 retornaram numa configuração bem mais modesta. A ferrugem é abundante, o grande girador, a enorme caixa-d’água, os vagões de madeira, as flores que crescem sobre os antigos desvios abandonados, que cenário! Corri por lá, enquanto a Néia (minha mulher) me seguia e me fotografava com todo aquele furor. Guindaste, plataforma, dísticos, placas, oficinas, cabine de controle, aço, ferro, madeira velha, tudo ali, pronto para ser registrado e, creiam, se eu pudesse, dormiria ali para poder explorar mais e mais, porém, tinha que seguir adiante e novamente acelerei o passo para registrar o máximo que pudesse. Fica aqui registrado o meu agradecimento ao segurança do local, cujo nome me foge da memória, que foi extremamente cordial e me deixou andar pelo local sem ressalvas, ato que, nos dias futuros, eu perceberia ser bastante raro, pois no complexo de Peñarol, nem entrar alguns metros eu pude. Normalmente publico aqui apenas as minhas percepções acerca dos temas e locais visitados, porém acho que este trecho retirado da Wikipedia pode ser complementar e ajudar a criar um clima adequado para quem se puser a ver todas as fotos com olhos atentos e espírito receptivo, espero que façam uma grande viagem, assim como eu fiz quando estive lá e também agora, ao escrever este post. Abaixo o texto:

“El primer asentamiento moderno data del siglo XIX aunque su establecimiento definitivo está relacionado con la instalación del ferrocarril. Si bien se pueden encontrar referencias al paraje desde 1726, en el reparto de tierras a los primeros pobladores de Montevideo, que realizó Pedro Millán.

La historia de Empalme Olmos comienza en 1890 cuando en la zona comenzaron los trabajos para construir el empalme de la ya existente línea férrea denominada North Eastern Uruguay Railway (Ferrocarril a Minas desde 1889), con una nueva línea hacia el este (Maldonado y Rocha) que se donominaba Uruguay Great Eastern Railway (UGER). Los campos ubicados en la séptima sección judicial del departamento de Canelones, donde se llevaban a cabo estos trabajos fueron donados por Octavio Olmos, es así que en agradecimiento a él, el lugar pasó a denominarse Empalme Olmos. Poco tiempo después en el mismo lugar se construyó una precaria estación, y más tarde en 1890 se construyeron algunos galpones que oficiaban como talleres, donde las empresas realizaban la reparación y mantenimiento del material rodante.

En 1894 y luego de que la empresa Uruguay Great Eastern Railway abandonara los trabajos en la línea a Rocha por conflictos con el Estado, la empresa North Eastern Uruguay Railway retoma esos trabajos. Esto llevó a la ampliación de los talleres en el empalme, atrayendo nuevos pobladores a la zona. Además la propia empresa construyó viviendas y oficinas para su personal.

Finalmente el 21 de mayo de 1895 se inauguró el tramo entre Empalme Olmos y la estación La Sierra (hoy Gregorio Aznárez), la que sería destino de línea hasta el año 1909. En ese mismo año la empresa decidó además instalar allí sus grandes talleres, encargados de la reparación y mantenimiento de todo el material perteneciente a la línea.

Es así que por convención se toma la fecha del 21 de mayo de 1895 como fecha de fundación de la localidad de Empalme Olmos, ya que fue el tren y las compañías las que atrajeron a sus pobladores.

El 1 de enero de 1919 la línea pasa a manos del Estado, mientras que en 1920 se creó la Administración de Ferrocarriles y Tranvías del Estado (FTE), por lo que la línea pasó a ser administrada por este organismo.5 Para ese momento Empalme Olmos era un próspero pueblo que ya contaba con varios comercios. Por lo que hoy es la ruta 8, pasaba en aquel entonces el camino a Maldonado, el cual se unía a la localidad a través de un modesto camino que posteriormente se convertiría en la actual Avda. Luis A. De Herrera. Este camino pasó a ser de cemento para el año 1926, material fue importado desde Alemania.

En 1931 se inauguró el actual edificio de la escuela en predio donado por la FTE, mientras que el servicio de energía eléctrica para toda la población llegó en 1934, ya que hasta ese momento la empresa de ferrocarril suministraba corriente a las viviendas de sus empleados. En 1935 se inaugura el actual edificio del Club Social Uruguayo del Este, centro de la actividad social del pueblo.

El 26 de marzo de 1937 comenzó a funcionar en la localidad una empresa de azulejos, cuyos pioneros fueron Carlos von Metzen von Bülow, Ricardo Rodolfo Bayer y su hijo Rodolfo Ricardo. Más tarde en 1942 con la expansión de la compañía surge la marca Olmos. En 1945 Oscar Sena pasa a formar parte de la compañía, surgiendo así Metzen y Sena. En años posteriores esta empresa local pasó a producir además, porcelana sanitaria y vajilla de porcelana.

El 24 de abril de 1944 la estación Empalme Olmos cambió su nombre al de Estación Ingeniero Víctor Sudriers. En 1953 se desmanteló gran parte de los talleres trasladándose toda la actividad a los talleres de Peñarol, ya que para el año 1949 se había llevado a cabo la fusión de los ferrocarriles británicos adquiridos en 1949, con los Ferrocarriles y Tranvías del Estado y se había creado la Administración de Ferrocarriles del Estado (AFE). Estos talleres fueron reabiertos el 28 de octubre de 1975 pero con un número inferior de trabajadores.

En 1961 se termina de construir la Parroquia Santa Rosa de Lima, centro religioso de la localidad. El 26 de febrero de 1971 OSE inaugura la red de distribución de agua potable con una longitud de 1500 metros y su tanque de depósito con 40.000 litros de capacidad. En 1987 se oficializa el Liceo de Empalme Olmos. El 2 de enero de 1988 se suprimen todos los servicios de trenes de pasajeros generando problemas de transporte. En 1990 comienzan los cursos de la UTU a formar jóvenes para distintas especialidades.”

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
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MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

BOSA*

ESPECIAL COLÔMBIA
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN BOSA / Maio de 2013
Inaugurada em 1899 a estação de Bosa tem, por onde quer que se pesquise, uma relevância interessante no tocante a sua arquitetura (?) que, sinceramente, estive no local e pude ver que não é nada demais, perto dos espetaculares prédios que temos enfurnados pelo interior do Brasil. Mas enfim, voltemos a Bosa, que era uma estação para escoamento de produtos agrícolas da região e que hoje fica as margens de uma grande rodovia denominada Autopista Sur. Chegar até ela não foi fácil, ninguém em Bogotá (motoristas de taxis) sabia muito a seu respeito, meu espanhol é parco, mas meu gestual e minha perseverança compensaram tudo isso. Andamos bastante num trânsito lazarento, passamos por lugares de fazer inveja a quaisquer subúrbios brasileiros, até que chegamos a pequena estação Bosa. Tudo lá estava lacrado, muita gente ao seu redor transitando freneticamente e pelo que pude ver, ela hoje é uma fundação cultural local. De lá, voltei para o hotel em Bogotá, numa jornada bastante turbulenta, lenta e cansativa de carro pelo trânsito colombiano, mas certamente, valeu cada dissabor.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ASSIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.04.2014
DESTINO: Estação Assis
LOCALIZAÇÃO: Município Assis – SP
COORDENADAS: 22°66’83″S  50°42’56″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como museu ferroviário e centro cultural local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Assis enquanto seguia viagem para o Mato Grosso do Sul e me acompanhavam pela jornada, a minha mulher Claudinéia de Marchi, meu sobrinho, e mais antigo parceiro de expedições, Jeferson Tomaz e a minha irmã, Carolina Tomaz. Mesmo assim, fiz questão de que parássemos em Assis para documentarmos a antiga estação da Sorocabana que, sinceramente já não inspira mais tantos olhares, como certamente já fez há tempos. Andei por lá, vi detalhes, senti na pele a energia que emana do lugar, andei sob o sol pelo seu grande pátio, vi a vila ferroviária, seus galpões antigos, os desvios, as placas na plataforma, a indicação da data de inaguração na porta em concreto, os detalhes das mãos-francesas em ferro, o prédio em dois pavimentos, a antiga locomotiva manobreira ornamental ao seu lado, tudo abandonado ou, se não, bastante descuidado. Os trens de passageiros pararam por ali em 1999 e sinceramente, hoje, nem sei de fato se a linha está ativa para cargas. Estacionar lá foi difícil, encontrar alguém para relatar histórias idem, mas devo reconhecer aqui, que pelo tempo escasso que tive, a busca também não foi das melhores. A seguir, um pequeno trecho da Wikipédia que define em linhas gerais a situação do local:

“A Estação Ferroviária de Assis passou a integrar a linha-tronco da companhia a partir de 1914, em 1926 ganhou um novo prédio (já com a construção atual) e a estação antiga foi adaptada como morada do tráfego, em 1927. Contou com oficinas (hoje parcialmente utilizadas pela Incubadora de Empresas de Assis, o restante, está em deterioramento total). Estas construções existem ainda hoje no município nas proximidades da estação, onde fica o bairro chamado Vila Operária, conhecido por sua tradição ferroviária. A estação recebeu reforma em 1938 e em janeiro de 1999 foi desativada pela Ferroban (hoje parte da ALL). Em maio de 2005, a estação, reformada, transformou-se em centro cultural, e em 2006 foi transformada em um Museu dos Ferroviários locais, denominado Museu dos Ferroviários “Agenor Ferraz Felizardo”, graças a isso impediu-se que houvesse a deterioração de objetos, documentos, máquinas e mobiliário expostos à ação do tempo, o que demonstra que houve uma ação dos órgãos responsáveis para preservar a memória da cidade.”

De lá, seguimos em frente, sentido Presidente Prudente.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ASSIS_02

Que vista!

PANORAMICA_ASSIS_01

Estar aqui foi mágico.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ASSIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.