Posts encontrados com a Tag: "FERROVIÁRIA"

CHAVE DA TAQUARA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2014
DESTINO: Chave da Taquara (parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Cristais Paulista – SP
COORDENADAS: 20°21’19″S 47°25’48″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: Entre 1888 e 1905 (data estimada)
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Nunca houve, era uma parada simples, com um desvio
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Visitamos a Chave da Taquara de forma bastante casual pois, seguíamos de Cristais Paulista, sentido Pedregulho, quando vimos uma placa indicando o local e então, entramos para ver o que havia por lá. É uma vilinha simples, pequena, bastante tímida mesmo, por lá são pouquíssimas casas (provavelmente menos de dez), e não há sinais nem da linha, e muito menos do “famoso” desvio que originou o nome “Chave da Taquara”. O povoado nasceu a partir da chegada de trabalhadores do café e da ferrovia, sendo em sua maioria, baianos e italianos. Era muito cedo, o sol estava nascendo e não havia ninguém por ali para nos esclarecer aonde de fato a linha passava e de onde saia o pequeno ramal lenheiro. Andamos pelo lugarejo, sob o clima ameno da manhã, vimos cada detalhe, desde a bela igreja, até o galpão de festas e um campo de futebol, então seguimos viagem, pois esta era apenas a segunda estação, de quatorze que percorreríamos naquele dia. Abaixo, segue um texto publicado no portal GCN de Franca em 2006, que ilustra bem a história do lugar. Eu gostei.

A Secretaria de Educação e Cultura de Cristais Paulista desenvolve o Projeto Memória, que conta a história da criação do município, e, como não poderia deixar de ser, um tópico inteiro é sobre a Chave da Taquara. Um dos entrevistados é Dahul Pelizaro, antigo morador que conta com emoção sobre a época em que sua família se instalou no bairro rural. Do tempo de sua infância ele recorda da escola, da Festa Bom Jesus da Lapa e, é claro, do trem de ferro, a maior atração do vilarejo. Por volta de 1905, os avós de Pelizaro se mudaram da Itália para o Brasil para trabalhar nas lavouras de café e acabaram se instalando na região da Chave da Taquara. Com o passar dos anos, a família comprou um pedaço de terra no vilarejo, no qual construiu uma casa onde hoje reside a família de Júlio Pelizaro, tio de Dahul. Na época, o trem já estava em operação. Foi justamente por conta do trem de ferro que surgiu o nome do bairro. “A Maria-fumaça parava no vilarejo para se abastecer de mais madeira. No local, também ficava a chave para o desvio do trem e como tinha muito bambu lá, então ficou Chave da Taquara (espécie de bambu)”, explica o antigo morador. Os anos passaram. Hoje não tem mais Maria-fumaça, não tem mais bambu, mas o nome e as histórias ficaram. Dahul Pelizaro lembra, por exemplo, do tempo em que se gastava mais de 1h30 para ir até Franca. Hoje praticamente em meia hora já se chega à cidade. A animação no bairro ficava por conta das festas de Bom Jesus da Lapa, que aconteciam uma vez por ano. A data era e, é até hoje, 6 de agosto. Também foi motivo de festa a chegada da luz elétrica ao bairro. Por volta de 1960, os moradores trocaram as lamparinas pelas lâmpadas, mas a rua continua às escuras, dando ao lugar um “jeitão” de fazenda.

IMPORTANTE: NESTE DIA, PERDI TODO O MATERIAL CAPTADO PELO CELULAR (E O PRÓPRIO CELULAR), POR ISSO, CONSEGUI APENAS DISPONIBILIZAR AS IMAGENS FEITAS COM A “GOPRO” QUE, SE NÃO É O EQUIPAMENTO IDEAL PARA ISSO, PELO MENOS GARANTIU ESTA POSTAGEM.  

FOTOS DO LOCAL:


 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
CHAVE_TAQUARA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

GUARÁ NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.05.2014
DESTINO: Estação Guará Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Guará – SP
COORDENADAS:  20°26’34.98″S  47°50’13.90″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1983
CONSTRUÇÃO: Ferrovia Paulista S.A.
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda estão no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Rodrigo Flores

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Guará Nova acompanhado pelo também pesquisador ferroviário Rodrigo Flores, uma pessoa verdadeiramente interessada no universo ferroviário, porém de características particulares, que requerem muita paciência dos que estão à sua volta. Mas como o intuito do Projeto é fazer amizades e conhecer pessoas das mais diversas personalidades, convidei-o para me acompanhar não só nessa, mas em outras tantas expedições pela nossa região, onde vivemos grandes momentos. Guará Nova, está localizada às margens da Rodovia Anhanguera, no sentido de São Paulo atrás de um posto onde se vê uma enorme árvore na frente (Figueira?). Lá localizamos o ponto exato da plataforma aonde existiu o prédio da estação, que foi construído por volta de 1986 segundo pesquisas que fiz no site: www.estacoesferroviarias.com.br. Ali ainda existem as placas com os nomes da estação, já bastante enferrujadas por sinal e quase sem leitura, também vimos fundações que deveriam ser do prédio, e um grande recuo certamente utilizado pelos desvios, quando existiram, claro. Apesar de não haver nenhum prédio ali atualmente, imagino que o seu projeto deva ter sido semelhante aos demais construídos na época pela Fepasa, a maioria deles, sem alma e extremamente pragmáticos, com telhas de amianto e tijolos à vista, sem grandes acabamentos e nenhum adorno. Explorar o local foi interessante, havia trem estacionado, dia ensolarado e bastante motivação da nossa parte, o que garantiu boa aventura. Infelizmente Guará Nova é apenas uma lembrança para nós, pois nem mesmo para o maquinista da composição ela faz ou fez alguma diferença. Daquela expedição, aprendi que devemos ir até o fim nas nossas buscas, pois se estivéssemos desistido logo ao entrarmos no pátio repleto de mato, não teríamos encontrado o seu local exato e também percebi que nem sempre as pessoas são o que aparentam. Mas é a vida!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_GUARA_NOVA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER GUARA NOVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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IBATÉ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ibaté
LOCALIZAÇÃO: Município Ibaté – SP
COORDENADAS:  21°56’48.08″S  48° 0’1.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1885
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, com o teto desabado, completamente abandonado e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Ibaté em 2011, numa fase ainda bastante embrionária do Projeto e comigo foram o Tio Zé e o meu amigo Raul Otuzi. Por lá, vimos o abandono absoluto do prédio que, pelo que pude apurar, desde idos de 1985, 1986, já estava dessa maneira, sem função. Andamos por todo o local, vimos a plataforma, grande por sinal, com uma parte ainda coberta por uma estrutura metálica envelhecida e enferrujada, os dísticos ainda estão lá, porém pintados no mesmo tom amarelo-gema do prédio, pouco se destaca, passando quase despercebido por quem se propõe a ir lá visitá-la. Telhas quebradas, aquelas que geram um som característico ao pisar, davam o tom do descaso com o legado ferroviário ali naquele local. Ibaté é um prédio vandalizado, numa linha ativa e de tráfego frequente, mas que é simplesmente ignorada diariamente pelos trens de hoje. Para um local que um dia chamou-se: Visconde do Pinhal, seu presente é dolorido e seu futuro, incerto. Dali, seguimos para Chibarro, o que já é uma outra história…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
IBATE_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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PIEDRAS DE AFILAR*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN PIEDRAS DE AFILAR / Outubro de 2014
Fui até Piedras de Afilar para ver de perto a antiga estação que fica na linha que liga Montevidéu a Rocha ao norte do país, numa viagem em que visitei 25 estações. Piedras de Afilar é um povoado pequeno, que em 2011 contava com apenas 132 habitantes e em 2014 não me pareceu ser muito diferente disso. Chegar até o povoado envolve boa dose de espírito aventureiro, já que a estrada de terra batida não era tão batida assim e o veículo em que estávamos não era o mais adequado para a tarefa. Chegando, vi um prédio simpático, bem ao estilo de outros da mesma linha que havia visitado anteriormente, feito de chapas de lata e madeira, com um telhado vermelho que dava um charme ao local (para quem conhece, lembra o estilo construtivo do antigo casario do bairro argentino de La Boca, onde as casas eram feitas com restos de material náutico, pois está ao lado de um porto e este era um material barato e farto na época). Não havia dísticos no prédio, mas sua plataforma estava lá, a linha que há muito não é usada também marca presença, um grande armazém (também de lata) construído pouco a frente da estação chama a atenção pelo seu tamanho, e indica que por ali antigamente deveriam ter escoado bons volumes de mercadorias, os mastros altos e imponentes, embora enferrujados se fazem notar de longe, as placas de quilometragem e altitude em concreto que nem o tempo foi capaz de vencer dão a identificação ao lugarejo, de uma maneira bem simpática e saudosa. Piedras de Afilar dista 83Km da capital Montevidéu, pelo menos é o que a placa diz, e está no município de Soca, no estado de Canelones. Explorei todo o lugar, gastei o meu “portunhol” com o pessoal de lá, mas pouco sabiam sobre a história do trecho e de lá continuei viagem sentido capital. Piedras de Afilar é daqueles lugares em que o tempo parou e justamente por isso, eu parei por lá.

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_PIEDRAS_DE_AFILAR_01

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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ALFERES RODRIGUES

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.07.2015
DESTINO: Estação Alferes Rodrigues
LOCALIZAÇÃO: Município Amparo – SP
COORDENADAS: 22°39’29″S 46°46’32″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, conservado e servindo como residência particular
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Alferes Rodrigues desde o momento em que foi incluída no roteiro despertava curiosidade. Acho que pelo termo “Alferes” que sempre me chamou a atenção, pois era o posto de Tiradentes no exército brasileiro e também de Carter Hall (Katar Hol), o Gavião Negro, heroi da DC Comics, mas o que importa mesmo é que isso serviu para trazer mais luz à esta estação no momento de visitá-la e isso foi muito bom! Seguindo pela rodovia que liga Amparo a Serra Negra, a estação fica poucos quilômetros a frente, próxima da Fazenda Atalaia, a direita e num nível acima do da rodovia, tendo um recorte grande de terra (talude?) para acessá-la. Com a porteira fechada, uma placa de Jesus e outra de um Pitbull bravo fixadas nela, eu deveria decidir o quanto queria mesmo conhecê-la de perto, pois dali em diante, tudo o que acontecesse obviamente seria de minha total “irresponsabilidade”. Aguardei alguns momentos e ao ver um veículo passar, questionei-os (eram dois), sobre se poderia entrar no local e me disseram que apesar dos avisos, eu deveria tentar (hummm…), sendo assim, lá fui eu para os braços de Jesus ou para a boca do Pitbull. Pulei a porteira e segui por uns 400, 500 metros no recorte por onde a linha passava até ver de frente o prédio e seus frontões. Cheguei devagar, quieto e quando estava bem próximo, pensei: E o Pitbull? Como correr 500 metros de um animal desses? (Lembrando que peso uns 125kg) Enfim, bati palmas a fim de encontrar Jesus antes do Pitbull, pois sempre vejo pessoas batendo palmas em igrejas e templos e isso costuma dar certo, e deu. Saiu da estação depois de um tempo, um homem de aproximadamente 50 e poucos anos, muito ressabiado e, de longe, me perguntou o que eu queria lá. Eu prontamente perguntei onde estava o Pitbull e ele disse, para o meu alívio, que ele estava de folga naquele dia e tinha ido para uma fazenda. Ufa! Momentos de tensão vencidos, estabeleci uma boa conversa com o homem cujo nome me foge da memória, numa falha imperdoável, pois as histórias que ele me contou sobre a sua vida e aquele lugar, certamente valeriam um livro. Escritor de novelas de rádio durante grande parte da vida, ele mudou-se para lá há poucos anos, uns 2 ou 3, e mora ali com a sua mãe e mais uma família (de caseiros?) na casa que fica ao fundo da estação, que era do chefe na época. Andei pelo local, vi tudo em detalhes, seus dísticos apagados pelo tempo, a plataforma em bom estado, com algumas caixas-d’água em cima (itens da reforma), as lousas, enfim, o local estava bem cuidado e passaria por melhorias em breve. Conversando, o homem me disse que gostaria que ali fosse um museu dedicado ao universo ferroviário (e eu pensei: Por que não a memória escrita também, já que ele é um escritor?), o que me deixou esperançoso, mas como tudo esbarra no dinheiro e eles sozinhos não tem essa capacidade de investimento, talvez a coisa não ande. Alferes Rodrigues está lá desde 1889, no Ramal de Serra Negra, que antes chamava-se Ramal de Silveiras e sempre foi de bitola estreita (60cm), servindo para o escoamento de café e em menor escala de outros produtos. É uma região de características belíssimas pelo seu relevo e vegetação, contando com um clima agradabilíssimo. Sobre quem foi Alferes Rodrigues? Bem, fora saber que foi um componente do exército com o nome de Rodrigues, nada mais consegui a seu respeito. Aguardo ansiosamente colaborações, ok? Dali, segui para Serra Negra, para finalizar o dia com boa cerveja e boa comida, bem ali, no alto da montanha, ops, serra…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ALFERES_RODRIGUES_01

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ALFERES RODRIGUES

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SANTA VIRGINIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 21.04.2015
DESTINO: Estação Santa Virginia
LOCALIZAÇÃO: Município Ponta Porã – MS
COORDENADAS: 22°20’07″S 55°43’07″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos seccionados
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1953
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, abandonada e sem função
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Santa Virginia fica próxima a Ponta Porã, na divisa do Brasil com o Paraguai, bem perto ou talvez até mesmo dentro da Fazenda Itamarati, onde existe um assentamento homônimo. Pesquisando sua localização, encontrei marcações conflitantes e ao chegar no local, pude comprovar que realmente estavam equivocadas, mas ainda assim, foram de grande ajuda pois me levaram praticamente ao lado dela. Distando cerca de 1km da marcação que encontrei na internet, no sentido de Ponta Porã, o prédio ainda está de pé e resiste ao tempo da maneira que dá. Completamente abandonado e com o telhado já caído, do complexo arquitetônico da estação, apenas a sua caixa-d’água ainda tem utilidade, servindo a uma chácara vizinha. Andei por lá, explorei, vi a tristeza que é companheira presente nesse cenário, andei pela plataforma já sem cobertura, li seus dísticos ainda bem perceptíveis, pois quando são feitos no estilo “relevo” dificilmente se acabam, a não ser que derrubem os frontões. Vi ainda lá os suportes dos mastros que supus serem para bandeiras nacionais, visto que estávamos na divisa do Brasil, também vi restos de um mundo perdido, que no caso específico do Ramal de Ponta Porã, talvez nem devesse realmente ter sido construído, pois pelas pesquisas que fiz, nunca teve muito movimento e foi abandonado pelos idos de 1996, pelo menos pelos trens de passageiros. Os cargueiros deixaram de trafegar por ali pouco depois, pois imagino que sua viabilidade econômica e logística não devese existir, mas em se tratando de Brasil, vai saber né? Depois de mais de 1.200km rodados, eu consegui conhecer a estação santa Virginia e pude contar a minha versão sobre ela. Espero ter feito bem. Dali segui para Pedro Juan Caballero – PY, para fazer algumas compras, afinal não sou de ferro como as estradas que percorro…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_SANTA_VIRGINIA01

Localizá-la de verdade deu um trabalhinho, mas está aí!

FOTOS DO LOCAL:

 
MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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SANTA_VIRGINIA_POSTER_OFICIALnet

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ITAÚ DE MINAS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 31.07.2014
DESTINO: Estação Itaú de Minas
LOCALIZAÇÃO: Município Itaú de Minas – MG
COORDENADAS: 20°44’16″S  46°45’06″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos seccionados
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1921
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como centro cultural local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Pedro Gandra e Vinicius Costa

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Era um dia maravilhoso e passávamos por Itaú de Minas seguindo para Furnas, daí o mais natural foi realmente pararmos para conhecer aquela joia que é a velha estaçãozinha da Mogiana em terras mineiras. Tudo muito conservado (fora reformada recentemente), linha, vagões, plataforma, postes, placas, caixa-d’água, dísticos… Nossa, quanta memória preservada! Estavam comigo amigos queridos e exploramos cada detalhe que ela nos permitiu. Fotos, vídeos, conversa com moradores, o sol no rosto, enfim, tudo fluiu de maneira perfeita naquele dia e lugar. Itaú foi inagurada em 1921, batizou a cidade e também a indústria de cimento que se localizava ali ao lado da estação. Itaú foi de fato, ponta do ramal de Passos por anos, pois com a retirada dos trilhos que seguiam após a cidade no sentido de Passos, nada mais mantinha a linha viável então, só restava a extinção do deficitário trecho. Os trens de passageiros cessaram em 1976 e desde então apenas a cimenteira era a razão de ser da linha naquele lugar. Há até hoje, rumores da volta do trem por aqueles lados, mas isso acontece sempre e em muitos casos, não passa de saudosismo e especulação, visto que tudo é mágico quando tratamos do cenário ferroviário e isso conta muito na mente das pessoas que viveram aquilo tudo na pele. A indústria hoje, apesar de ainda na cidade, está localizada fora do centro, junto a rodovia que liga a cidade a Passos e se, porventura a reativação da linha fosse verdade, seu curso atual seria outro. Itaú está de parabéns por manter viva a história ferroviária e poder usufruir dela todos os dias, pois ali enquanto documentávamos o lugar, crianças chegavam de ônibus escolar, desciam e entravam na estação, num cenário bastante incomum e promissor. Adorei os momentos que passamos em Itaú. De lá, seguimos para Passos…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_ITAU_01

Linda e conservada.

PANORAMICA_ITAU_02

O dia estava maravilhoso.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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JAGUARIÚNA (MOGIANA)

DATA DA EXPEDIÇÃO: 03.03.2014
DESTINO: Estação Jaguariúna (Mogiana)
LOCALIZAÇÃO: Município Jaguariúna – SP
COORDENADAS: 22°42’17″S  46°59’30″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, ainda em uso pelo trem turístico da ABPF
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1945
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, em bom estado, serve como museu, estação turística da ABPF e também como choperia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Quando vi a estação de Jaguariúna pela primeira vez, parecia uma criança que tinha acabado de ganhar um brinquedo novo. Era exatamente assim que me sentia. Parei a “Pretona” num estacionamento amplo, bem atrás do imponente prédio e ansiosamente me pus a explorá-la em todos os seus cantos. Tudo ali está bem conservado, é um tributo ao passado ferroviário de uma maneira muito bem ordenada. Andei por lá, conversei com pessoas, entrei nas salas, subi no trem, caminhei pela ampla plataforma, via a enorme caixa-d’água, os dísticos, as placas, a linha, as mãos-francesas, os pisos, guichês, palmeiras, relógio, uau! Infelizmente naquele dia não pude fazer o passeio turístico entre Jaguariúna e Anhumas, mas como já havia estado nas duas pontas do passeio e também em Carlos Gomes Nova (estação/depósito/oficina da ABPF) que fica entre as duas, nem me doeu tanto assim. Jaguariúna, outrora Jaguary, foi inaugurada em 1945 e dali saia o ramal de Amparo, o qual também percorri por inteiro, e que foi desativado em 1967. A própria estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, tendo voltado a ativa em 1981 (de forma não muito plena, mas enfim…) como estação de passageiros, depósito de locomotivas e vagões da VFCJ (Viação Férrea Campinas-Jaguariúna), mas os trilhos não mais se conectavam ao tronco da Fepasa, o que a deixou isolada no trecho até Anhumas. Andei por cada lugar ali e acompanhei a linha a pé até a Parada Jaguary, que fica depois da enorme ponte de concreto que leva a linha da ABPF até Carlos Gomes e Anhumas, tudo num calor de matar e encontrando um pessoal “não muito amistoso” embaixo da ponte, mas no final, tudo deu certo. Meu sobrinho Jeferson me acompanhou nessa caminhada escaldante e dela, trouxemos grandes momentos. Jaguariúna é um lugar cativante, com um ar clássico, tradicional, histórico e saudosista. As palmeiras imperiais dão um toque todo especial e são a cereja do bolo do lugar. O prédio foi modificado em relação ao original, tendo sido fechado nas extremidades, mas sinceramente, perto dos absurdos que estou acostumado a ver por este país sem memória, nem acho que ficou ruim não. Por lá há muita vida, um ar de atualidade em meio ao passado explícito e essa amálgama me fez bem. De lá, seguimos para Carlos Gomes Nova, que é uma outra história.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_01

Joia rara no Brasil.

PANORAMICA_JAGUARIUNA_MOGIANA_02

Morri de vontade de tomar um chope aí!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER JAGUARIUNA MOGIANA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

RECANTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.01.2014
DESTINO: Estação Recanto
LOCALIZAÇÃO: Município Nova Odessa – SP
COORDENADAS: 22°76’673″S  47°31’389″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Amarildo Lopez, Daniel Franc e Luciano Rossi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Recanto vindos de Americana e conseguimos localizar a estaçãozinha a partir de um ponto mais alto da rodovia que liga Nova Odessa a Americana e, sendo assim, paramos a “Pretona” alguns metros à frente e voltamos correndo a pé, sob um sol escaldante de não menos que uns 43ºC a fim de vermos de perto e em detalhes o que aquele prédio nos reservava. Andamos por lá, vimos que ela serve hoje como moradia, porém não havia ninguém ali para nos contar um pouco da história local. Recanto possui uma cabine de controle em madeira, que está se desmanchando, mantém dísticos em relevo e legíveis, placas de quilometragem e altitude, plataforma, mãos-francesas típicas da Companhia Paulista, enfim, está ali, afundada num nível abaixo da rodovia, quase que misturada ao mato que a cerca. Pouco a frente da cabine, há a saída do ramal de Piracicaba, há tempos desativado e muita coisa jogada ao lado da linha, num cenário digamos, não muito agradável. Enquanto estávamos por ali, pudemos refletir sobre o que realmente estes pequenos lugares significam hoje em dia. Seriam eles “oásis” históricos, onde se guardam memórias e fragmentos importantes de um tempo que não volta mais, ou são apenas restos que teimam em não ruir, desafiando o pragmatismo humano pelo tempo que conseguirem? Fica aqui registrado o meu agradecimento aos companheiros de jornada: Amarildo Lopez, Daniel Franc e o nosso guia local, Luciano Rossi, um “pedalador” de mão cheia, que conhece a região em detalhes. Valeu galera!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_RECANTO_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER RECANTO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CATITÓ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 05.01.2013
DESTINO: Estação Catitó
LOCALIZAÇÃO: Município Guaranésia – MG
COORDENADAS: 21°16’38″S 46°52’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas algumas partes seccionadas
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, particular, servindo como sede da Fazenda Catitó
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Marcelo Freitas

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Chegamos a Catitó depois de muitas tentativas e erros durante o percurso, vindos de Guaranésia. Ao chegarmos, nos demos conta do quão importante é, quando as pessoas tem noção do valor histórico de uma construção daquele porte. Chegamos, entramos, descemos da “Pretona” e fomos andando lentamente até o prédio, sempre de forma pausada e curtindo cada detalhe daquele lindo e conservado lugar. Obviamente fomos tirando fotos e filmando com o celular a beleza do prédio e o seu entorno, sempre tomando todo cuidado para não interferir na privacidade de ninguém e muito menos invadir um lugar particular, mas ao mesmo tempo, documentando para compartilhar a beleza histórica de tudo aquilo ali, com pessoas, que talvez, nunca teriam essa possibilidade. Andamos por lá, pedimos autorização para duas senhoras que trabalhavam no escritório para conhecermos a estação e prontamente fomos atendidos, mas antes, eu me apresentei como sendo o idealizador e mantenedor do Projeto Estações Brasileiras, para que elas ficassem tranquilas de que tudo seria feito de forma correta e para um fim de valor. Andamos pela plataforma coberta, pela linha (seccionada, mas ainda ali), fomos até a caixa-d’água, vimos as placas de quilometragem e altitude, os frontões, os dísticos… Nossa, que lugar! A estação foi inaugurada em 1912 e o último trem esteve por ali em 1976, um ano após o meu nascimento, 40 anos se passaram, e magicamente tudo continua em perfeito estado de conservação. Percebam que eu disse per-fei-to, não muito bom, ou somente bom. Estão de parabéns todos que de alguma maneira fazem da estação Catitó esse monumento à história ferroviária que ela é hoje. Sou um cara de sorte… Catitó é uma estação idem…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
CATITO_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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