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RECANTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.01.2014
DESTINO: Estação Recanto
LOCALIZAÇÃO: Município Nova Odessa – SP
COORDENADAS: 22°76’673″S  47°31’389″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, serve como moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Amarildo Lopez, Daniel Franc e Luciano Rossi

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Recanto vindos de Americana e conseguimos localizar a estaçãozinha a partir de um ponto mais alto da rodovia que liga Nova Odessa a Americana e, sendo assim, paramos a “Pretona” alguns metros à frente e voltamos correndo a pé, sob um sol escaldante de não menos que uns 43ºC a fim de vermos de perto e em detalhes o que aquele prédio nos reservava. Andamos por lá, vimos que ela serve hoje como moradia, porém não havia ninguém ali para nos contar um pouco da história local. Recanto possui uma cabine de controle em madeira, que está se desmanchando, mantém dísticos em relevo e legíveis, placas de quilometragem e altitude, plataforma, mãos-francesas típicas da Companhia Paulista, enfim, está ali, afundada num nível abaixo da rodovia, quase que misturada ao mato que a cerca. Pouco a frente da cabine, há a saída do ramal de Piracicaba, há tempos desativado e muita coisa jogada ao lado da linha, num cenário digamos, não muito agradável. Enquanto estávamos por ali, pudemos refletir sobre o que realmente estes pequenos lugares significam hoje em dia. Seriam eles “oásis” históricos, onde se guardam memórias e fragmentos importantes de um tempo que não volta mais, ou são apenas restos que teimam em não ruir, desafiando o pragmatismo humano pelo tempo que conseguirem? Fica aqui registrado o meu agradecimento aos companheiros de jornada: Amarildo Lopez, Daniel Franc e o nosso guia local, Luciano Rossi, um “pedalador” de mão cheia, que conhece a região em detalhes. Valeu galera!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_RECANTO_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER RECANTO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

COSTA AZUL*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN COSTA AZUL / Outubro de 2014
Costa Azul é uma estaçãozinha bem simpática, que me chamou a atenção pela sua simplicidade e capacidade de resistir por anos da mesma maneira que sempre existiu, como um simples vagão de madeira ao lado do leito da antiga linha que já não existe mais. Costa Azul é uma vila ao lado do porto de La Paloma e, por lá, o vagãozinho se exibe solitário ao lado de uma estrada de terra clara e batida que liga a vilinha a cidade de La Paloma, pouco a frente. Encontrá-la foi fácil, mas deixá-la foi um pouco mais difícil, pois fiquei ali por alguns minutos me deliciando com aquela cena exótica, do vagãozinho sob um céu maravilhosamente azul, sabendo que a poucos metros dali, estava o mar (ou o Rio da Prata), pois por lá, nunca se sabe se é o mar ou o rio que você vê. Ela está 27 metros acima do nível do mar, segue ainda forte, com sua placa de identificação em concreto (padrão por lá, como pude ver em muitas outras também visitadas), estava fechada e obviamente bastante envelhecida pela exposição ao clima e ao tempo. Não consegui saber se serve de moradia ou tem alguma outra função mas, para mim, apenas ter tido a oportunidade de olhá-la de perto, mesmo que por alguns minutos somente, já foi gratificante demais. De lá, seguimos para La Paloma, esta sim fica bem de frente para o mar, ops, para o Rio da Prata… ou seria mar mesmo? Rerere, vai saber né?

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_COSTA_AZUL

MAPA DO LOCAL:

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GUARANTÃ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.04.14
DESTINO: Estação Guarantã
LOCALIZAÇÃO: Município Guarantã – SP
COORDENADAS: 21°53’58″S 49°35’20″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo como escritório e posto de manutenção da concessionária do trecho
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Carolina Rodrigues Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Guarantã em Tupi significa “madeira dura” e é também o nome desta estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que não só batizou a pequena cidade, como também a fez nascer. Na estação, encontrei pessoas morando na parte de trás da plataforma, na face voltada para a rua, enquanto um escritório da concessionária do trecho ocupava a parte da plataforma. Andei por lá, vi tudo com cuidado, seus frontões, dísticos legíveis, a plataforma, as linhas, uma casa que provavelmente era do chefe da estação, com uma “garagem” ao lado, aonde estava estacionada uma máquina de manutenção férrea, que não sei para qual finalidade específica ela serve, a caixa-d’água, o amplo recuo de calçamento basáltico que serve de estacionamento na frente do prédio, as placas, enfim, quase tudo estava por lá. Como cheguei ao local muito cedo, a luz da manhã me presenteou com imagens incríveis, e também pude contar com uma leve e fria brisa, que serviu de combustível para o restante do meu dia de expedição. Guarantã ainda está no seu lugar original no leito da linha, e para uma estaçãozinha que foi construída para ser apenas um desvio para um ramal “lenheiro”, até que não está ruim não. De lá segui rumo ao Mato Grosso do Sul, numa loooonga jornada…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_GUARANTA_01

Estação Guarantã vista da linha.

PANORAMICA_GUARANTA_02

Estacionamento da estação.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER GUARANTA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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MONTE CRISTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 04.07.2013
DESTINO: Estação Monte Cristo
LOCALIZAÇÃO: Município Monte Belo – MG
COORDENADAS: 21°21’18″S 46°24’01″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, servindo como residência e depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Neves, Pedro Gandra de Carvalho e Rodrigo Faustino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Monte Cristo vindos de Monte Belo, enquanto explorávamos o Ramal de Juréia. A estação estava fechada, servindo de moradia de um lado e aparentemente de depósito do outro. Por lá, vimos muitos sacos espalhados pelo chão, que acredito eu, continham materiais para a reforma que estava em curso naquele momento. O local está cercado e fechado por uma porteira. Depois de muito esforço, conseguimos entrar e fomos autorizados a conhecer a estação. A plataforma coberta, ainda se encontra em bom estado, as  lousas de avisos também ainda resistem, os dísticos nos frontões, os recuos por onde passava o leito da linha, enfim, é um lugar que foi minimamente preservado. Não soube o motivo da reforma, nem o grau dela, e nem o quanto desfiguraria o local, mas não me pareceu que iriam mudá-la estruturalmente, e torci para que não mudassem mesmo. A estação foi desativada pelos idos de 1966 juntamente com o restante do ramal. Ela estava dentro dos limites da Fazenda Monte Cristo, hoje não sei ao certo se ainda está, mas bem próximo da sua entrada, há uma sinalização num pneu de trator (vide fotos) indicando a entrada da fazenda. Logo após a estação, no sentido de Monte Belo, há uma curva bem acentuada do antigo leito, que passa por uma mina d’água, aonde infelizmente não conseguimos chegar, e que diziam ter servido para o abastecimento das antigas locomotivas à vapor e também para os passageiros e trabalhadores da região. De lá, seguimos para Palméia, um lugar também bastante agradável…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_MONTE_CRISTO_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MONTE CRISTO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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LORETO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.03.2013
DESTINO: Estação Loreto
LOCALIZAÇÃO: Município Araras – SP
COORDENADAS: 22°20’45″S 47°20’37″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1899
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, nada restou no local a não ser o leito da linha sem trilhos
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Fabiano Pessôa e Priscila Savoia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontrar o local exato em que Loreto existiu foi uma tarefa bastante difícil. As referências existentes, além de poucas, não eram tão precisas e a própria região também está bastante modificada, o que ajudou a complicar ainda mais a nossa missão. Mas ainda assim, fomos até lá e conseguimos chegar até o ponto aonde as marcações apontavam. A estação ao que me consta, foi demolida na década de 1980 e os trilhos, retirados em 1997. Ali também localizava-se um horto da Companhia Paulista, servido pela estação. Normalmente as Companhias Ferroviárias da época mantinham vários hortos para a produção e utilização de lenhas para dormentes e combustível de locomotivas a vapor. Andamos por todo o local, que fica atrás de uma Companhia de fertilizantes, fomos até a ponte férrea, sobre um rio que passa a uns 300 metros do local da estação, no sentido de Araras, atravessamos a ponte, procuramos por indícios mais consistentes, mas nada encontramos. Os recortes do leito, as pedras, e o próprio caminhos dos trilhos em si estão ainda bem marcados naquela região, e graças a isso, pudemos ter acesso ao local. De Loreto, nada restou. Mas ter estado lá, foi uma boa experiência.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LORETO

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CACIQUE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.01.2012
DESTINO: Estação Cacique (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Campos do Jordão – SP
COORDENADAS: 22°46’32″S 45°36’06″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Campos do Jordão
STATUS DO PRÉDIO: Não há prédio, somente uma pequena plataforma quebrada (estribo)
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A Estação Cacique (Parada), já não é utilizada pelos trens turísticos da E.F.C.J. há muito tempo. Hoje é apenas um estribo de cimento e tijolos (quebrados), ao lado da placa que marca o local, como o ponto ferroviário culminante do Brasil. Já se chamou Alto do Lajeado e foi ponto final da linha de trens de subúrbio de campos do Jordão, pelos idos de 1950/60. Hoje, está às margens da estrada velha que liga Campos do Jordão à estação Eugênio Lefèvre em Santo Antônio do Pinhal, bem próximo mesmo da estrada, numa passagem de nível aonde se tem uma entrada de serviço do Hotel Toriba. Andamos por lá, vimos cada detalhe, passamos frio, documentamos tudo e seguimos para Gaviã0 Gonzaga, que certamente vale o clique!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CACIQUE

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BAIRRO DOS PRADOS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 11.02.2012
DESTINO: Estação Bairro dos Prados (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Peruíbe – SP
COORDENADAS: 24°16’20″S 46°56’55″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960/70 (período provável)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Ainda em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Bairro dos Prados foi uma parada da Estrada de Ferro Sorocabana, localizada no Ramal de Juquiá, hoje dentro dos limites urbanos de Peruíbe. É apenas uma pequena plataforma (estribo) com estrutura de ferro e cobertura de telhas de amianto (vide fotos e mini-filme), e por lá, o mato alto tomou todo o leito da linha, desativada definitivamente por volta de 2003. Andei por lá, vi de perto aquela singela “homenagem” degradada a um passado esquecido e o máximo que pude fazer, foi documentá-la da maneira que dispunha, para que um dia alguém possa ver o quanto este país se preocupa com a sua história. Bairro dos Prados continua lá, definhando aos poucos… Será que ela merecia isso?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BAIRRO DOS PRADOS

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ANTONIO JUSTINO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.05.2012
DESTINO: Estação Antonio Justino
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS: 20°57’16.74″S 47°12’19.93″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1924
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restando apenas a caixa-d’água e a plataforma de concreto no meio do mato
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Antonio Justino está demolida e tomada pelo mato alto ao seu redor. Quando estivemos lá, antes de encontrá-la de fato, nos deparamos com um prédio, que somente depois viemos saber, que era o de uma escola, e por isso, quase o documentamos de forma equivocada. Graças ao espírito inquieto do “Benício”, parceiro de várias expedições, encontramos o ponto exato aonde se localizam os antigos restos da plataforma, um pouco adiante e mais “embrenhado” no mato, o que dificultou sensivelmente o acesso. Bem, andamos por todo o local, que é lindíssimo por sinal, pudemos ver as montanhas do sul de Minas Gerais, por onde serpenteava a linha da E.F.S.P.M. que ligava São Simão (e Ribeirão Preto)  à São Sebastião do Paraíso, tudo isso, ao som de um vento gostoso e um céu azul memorável. Por lá, ainda encontram-se a base da plataforma em frangalhos, a caixa-d’água e alguns pórticos, que não sei ao certo o que são. Próximo dali existe um lugar chamado: Serra da Mesa, que é um platô, com um “Cristinho” e uma capelinha em cima, de onde se tem uma vista maravilhosa e que vale a pena ser compartilhada. Depois de explorarmos todo o local, seguimos para nosso próximo destino, que era Guardinha, já postado aqui no site. É isso.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ANTONIO JUSTINO

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AGUAÍ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Aguaí
LOCALIZAÇÃO: Município Aguaí – SP
COORDENADAS: 22°3’18.67″S 46°58’40.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1887
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, bem conservado, é um posto operacional da FCA
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, Raul Otuzi e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação foi a responsável direta pelo meu interesse acerca do tema ferroviário, sendo assim, certamente contribuiu de forma decisiva para o nascimento deste Projeto. Isto posto, voltemos à Aguaí, que me ofereceu uma infância sensacional, rica de histórias, vivências, e sensações incríveis. Correr pelo pátio repleto de composições, entrar e sair das locomotivas, subir e descer dos vagões, conversar com antigos funcionários da antiga Fepasa, enfim, era isso o que eu fazia junto com o meu primo Ricardo, quando eu ia à Aguaí acompanhar o meu saudoso avô Pedro. Ele ia receber sua aposentadoria e me levava junto, passávamos por todas as estações do trecho entre Ribeirão e Aguaí e ele pacientemente ia me dizendo o nome de todas elas: “Ribeirão, Evangelina, Cravinhos, Canaã, São Simão, Santos Dumont, Tambaú, Coronel Corrêa, Casa Branca, Lagoa Branca, Orindiúva e por fim, Aguaí”… Algumas estações do trecho, já estavam desativadas e até demolidas, por isso ele não as citava, mas me mostrava os resquícios delas quando passávamos pelos seus locais. Era curioso como o fato de sempre “apiarmos” em Aguaí, e o trem seguir adiante, me deixava fantasiando como seriam as próximas estações, como Astrapéia, Mato Seco, Orissanga… Para mim, a nossa viagem nunca terminava ali, pois eu sempre a continuava na minha cabeça, imaginando cada estação seguinte a partir dos seus nomes estranhos, e isso para uma criança de 8 ou nove anos era digamos, me-mo-rá-vel. Em tempos de estações mortas e iPads em profusão, eu optei por ir até cada uma elas, e expô-las através deles. Quem sabe eu consiga subverter a ordem das coisas, e através da modernidade, eu resgate a antiguidade… nem que for apenas para poucos interessados no tema. Bem, voltemos então, Aguaí está ativa, serve de base operacional da FCA, que é a concessionária do trecho e está bem cuidada. É uma estação de entroncamento, de onde ainda partem trens para o Ramal de Caldas que, se já não chega até Poços (razão do nome), vai até Bauxita, uma estação anterior. As imagens e o mini-filme neste caso, mostram com detalhes o que talvez eu não tenha conseguido transmitir neste texto. Aguaí foi boa para mim, e de lá segui para Astrapéia, uma daquelas de nome estranho…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER AGUAÍ

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PARANAPIACABA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Paranapiacaba
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS: 23°46’32.65″S 46°18’12.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Destruído por um incêndio, hoje existe somente uma cabine de controle no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui sozinho até Paranapiacaba, conhecer de perto o famoso universo ferroviário do qual tanto se fala. É uma cidadezinha dividida em duas partes, a “cidade alta” e a “Baixa” que é a vila propriamente dita. Divididas pelo pátio de manobras, o acesso entre os dois lados é feito através de uma passarela já bem envelhecida, desgastada e por que não dizer, praticamente abandonada. Descobri isso de uma maneira bem chata, pois como cheguei por cima (parte alta), achei que estacionaria facilmente a “Pretona” e andaria por lá tranquilamente. Ledo engano, além de não poder estacionar naquelas estreitas vielas, ainda tive que voltar pela rodovia por alguns quilômetros, para aí sim, pegar uma estrada de terra “não muito boa” e conseguir chegar a vilinha inglesa, lá embaixo. Dei sorte, pois cheguei ao local uns 15 minutos antes do nevoeiro, que cobriu totalmente o lugar num espaço de poucos minutos, e assim pude ver e colher imagens daquele local que um dia foi um símbolo inconteste da pujança ferroviária nacional. É uma vila que tem um ar de abandono muito forte, tudo por lá está enferrujado, muitas linhas desativadas, com composições abandonadas há anos, e o pior, para os que vivem por lá, isso parece não fazer nenhum efeito, parece tudo normal, tudo comum, tudo certo. Até o fato de terem uma réplica do Big Ben no meio do seu quintal, e o típico fog londrino compondo o seu cotidiano, não parece tocar os funcionários da concessionária, que trabalhavam e agiam como robôs (pelo menos enquanto estive lá, foi assim). A vila é de uma beleza ímpar, com o casario de madeira, ainda da época da sua construção resistindo da forma que dá. Lá convivem lado-a-lado a história quase morta do sonho ferroviário nacional, e as operações práticas da atual concessionária do trecho, que o mantém em pleno funcionamento, mas ao que parece, sem se preocupar muito com o local e suas raízes (ao que parece, eu disse…). Paranapiacaba está no alto da serra, daí o significado do seu nome: “Local de onde se vê o mar” (com aquele nevoeiro, eu não via meio palmo a frente, imaginem então o mar a quilômetros de distância?), e está ligada a estação de Raiz da Serra (também estive lá) por um trecho de linha com cremalheira, para poder vencer a enorme barreira da inclinação. Andei por lá, conversei com guias turísticos que me disseram maravilhas sobre os atributos naturais do lugar, fui na parte alta da cidade, na vila, entrei no pátio e até nas composições abandonadas, aí a chuva apertou e tive que correr de lá. Não só Paranapiacaba, como Campo Grande, que é um enorme estacionamento de locomotivas que fica um pouco antes dela, são passeios obrigatórios para os aficcionados pelo tema ferroviário. Valeu muito a pena ter ido até lá, vejam as fotos e mini-filme, vocês gostarão.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PARANAPIACABA

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.
PARANAPIACABA_01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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