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CERRADO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.09.2011
DESTINO: Estação Cerrado
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°32’56.21″S 47°27’38.36″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1892
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, muito bem conservado, particular e servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e João Julio Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontramos Cerrado por acaso. Estávamos atrás de Santos Dumont Nova, já havíamos passado por São Simão, entrado numa enorme mata de eucaliptos, quase atolado o carro num areião, até que nos deparamos com a estação que julgávamos ser Santos Dumont, mas não, era Cerrado. Assim, de novo fomos testar nossas habilidades sociais, eu e o João Julio tínhamos que entrar no local que hoje é um sítio, para conseguirmos as imagens que queríamos e assim foi feito. Tivemos que gesticular da porteira que fica bem longe da sede do sítio, até que o caseiro pudesse nos ver e ir até lá nos atender. A partir daí conseguimos conversar com o proprietário que nos autorizou a colher imagens do local, não sem antes comentar que há algum tempo andaram fotografando por lá sem o seu consentimento e as fotos foram para na internet, fato que não o agradou muito. Mas conosco foi diferente, ele até nos acompanhou pelo local, contando um pouco da história e nos mostrando diversos detalhes da velha estação. Lá estavam bem conservados, a caixa-d’água, o prédio, seus dísticos, as placas das passagens de nível, as placas de altitude e quilometragem, as casas da vila ferroviária e até uma singela capelinha com detalhes bem interessantes (vide imagens da galeria e mini-filme). Foi uma grata surpresa termos encontrado Cerrado e valeu cada minuto, de lá seguimos para Santos Dumont Nova, mas isso já é outra história.

UPDATE DO POST EM 22.09.2015:
Enviado por Manuel Pacheco Neto.
“Esta estação tem uma história conhecida na região. Foi lá que o célebre matador Diogo da Rocha Figueira (Dioguinho) cometeu o famoso “Crime da Estação de Cerrado” no final do século XIX, juntamente com seu irmão João Dabney e Silva (Joãzinho). Diogo foi contratado pelo fazendeiro Manoel Ferreira, para que matasse Marciliano Pereira Machado Sobrinho, pois o mesmo estava flertando com Balbina de Jesus, que era amante do já nomeado proprietário rural. Diogo, seu irmão e alguns capangas se dirigiram à estação, foram à casa de Balbina (que morava nas proximidades) e deram nela uma forte surra de rabo de tatu, além de raspar-lhe a cabeça. Depois foram à cavalo até as proximidades da plataforma da estação de Cerrado, para aguardar a chegada de Marciliano, o homem que deveriam matar. Ao chegar à estação Marciliano avistou Diogo e tentou evadir-se entre os trens que estavam estacionados no pátio, mas foi alcançado pelo bando e atingido com cinco tiros de carabina, dois disparados por Diogo e três pelo seu irmão. O cadáver do executado foi conduzido mato adentro, até a divisa dos municípios de São Simão e Santa Rita do Passa Quatro, onde foi deixado. Os detalhes da crueldade de Dioguinho são muitos e célebres neste episódio da Estação de Cerrado. Por isso não os narraremos aqui. O crime ocorreu em fevereiro de 1897 e foi decisivo para que a polícia da capital viesse para a região de Ribeirão Preto e iniciasse uma caçada sem tréguas, até que o famoso criminoso e seu irmão foram emboscados no rio Mogí Guassú e fuzilados, no início de maio do mesmo ano. O corpo de Dioguinho, que caiu da canoa e afundou, nunca foi achado. O de seu irmão foi encontrado dois dias depois. Até hoje uma cruz existe nas margens do Mogí, assinalando o final da carreira de crimes de Diogo e seu bando, nas terras nomeadas Santa Eudoxia, de propriedade do Visconde de Cunha Bueno e de seu filho, o senador Alfredo Ellis…”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

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