Posts encontrados com a Tag: "CAMPOS DO JORDÃO"

BROTAS NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Brotas Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Brotas – SP
COORDENADAS: 22°17’16″S 48°06’42″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1929
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo com secretaria de obras da prefeitura
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Chegamos à estação de Brotas vindos de Itirapina, e logo de cara, a rua de Paralelepídos que dá acesso a ela nos chamou bastante a atenção. Um clima nostálgico se fez presente por ali, acho que em boa parte por causa das construções antigas do prédio da estação e do grande armazém ao seu lado. Por lá, andamos, colhemos fotos e vídeos, conversamos com alguns trabalhadores do local que nos contaram suas lembranças, sempre com uma grande carga saudosista, típico de quem viveu o universo ferroviário a fundo. Por lá funciona hoje um departamento da prefeitura municipal, (o de infra-estrutura, se não me engano) suas oficinas e também a garagem. É um prédio bonito e o contraste do seu amarelo com o azul do céu, nos deu belas imagens daquele conjunto arquitetônico, que um dia foi de suma importância para a localidade, certamente hoje, não mais. Andei por lá, vi a plataforma em detalhes, as plaquetas de sinalização, a cabine de controle, mas não havia por lá as placas nem de quilometragem, nem de altitude. Fiquei sabendo que a estação esteve abandonada por vários anos e foi reformada pela prefeitura para abrigar seções do órgão. Esta é a terceira estação da cidade, tendo sido construída pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro em 1929, juntamente com a mudança (retificação) do trecho que segue até Jaú. Trens de passageiros passaram por ali até 2001, e até hoje a linha é utilizada para o escoamento de cargas no sentido Santos, pela ALL e MRS. Foi bom ter conhecido aquele local, a energia emanada por lá é perceptível, enfim, por enquanto é isso.


PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:

Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BROTAS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

BUENÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Buenópolis
LOCALIZAÇÃO: Município Cravinhos – SP
COORDENADAS:  21°19’2.03″S 47°45’49.17″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1897
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, algumas paredes ainda resistem
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontrar Buenópolis não foi muito fácil, tivemos que achar um antigo morador de Cravinhos, que nos indicou o caminho das pedras literalmente, pois da velha estação, somente algumas pedras restaram no local. Um esqueleto em ruínas encravado no meio do mato, cercado por um mar de cana por todos os lados. Foi exatamente esta visão que tivemos ao chegar no lugar aonde um dia existiu um ponto de embarque de pessoas e sacarias de café. A estação foi construída para atender a Fazenda Buenópolis, que até hoje mantém o mesmo nome e tem a sua entrada principal voltada para a Rodovia Anhangüera, um tanto longe do local da estação. A primeira pista que tivemos, era de que ela estaria bem ao lado de uma enorme fileira de mangueiras que ficam atrás da cidade de Cravinhos. Chegando lá, já pelo aclive acentuado da estradinha das tais mangueiras, vi que por ali jamais poderia ter passado uma linha, pelo menos não sem cremalheira. Então fomos atrás de novas informações pela cidade afora. Conseguimos através de um andarilho que passava próximo de onde estávamos, que nos indicou exatamente, aonde segundo ele, estariam os “paredões” de tijolos aparentes, com o descritivo “Buenópolis” ainda pintado neles. Sendo assim, encontramos as ruínas do prédio, seu interior e plataforma cobertos pelo mato alto, os frontões ainda em pé, ostentando em um dos lados o nome da estação e mais nada. Tentamos entrar, cortando o mato alto com nossos facões, inclusive, foi lá que o Jeferson, meu sobrinho de 15 anos recebeu os seus primeiros ensinamentos da arte do corte com facão em canaviais, rerere… brincadeiras à parte, conseguimos documentar o local e seguimos para Bifurcação, do outro lado da cidade.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BUENOPOLIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SAMARITÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Samaritá
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°59’23.90″S 46°28’38.75″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado e aparentemente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Samaritá me despertou a atenção primeiro pela sonoridade do seu nome, depois por ser um enorme pátio de entroncamento, que ligava a linha que vinha de Juquiá a que seguia para Mairinque e que que gerava um trânsito intenso, tanto de cargas quanto de passageiros. O lugar é afastado de São Vicente, mas hoje, as distâncias já não são um grande problema, portanto, foi fácil chegar até ela. Andei por lá, vi o estado de abandono total em que tudo se encontra, localizei a estação, toda pintada de cores gritantes (me lembrou o Pelourinho) e, ao que parece, servindo de moradia, estando cercada apenas em um dos lados, o do fundo. Samaritá era uma vila distante e na década de 60, teria servido de depósito de lixo tóxico da Rhodia, aonde eram jogados toda sorte de resíduos químicos, inclusive o Pentaclorofenol ou Pó-da-China, que acabou por contaminar toda aquela região e muitos dos seus moradores, tanto que alguns andavam a pé somente sobre os trilhos, pois havia casos de contaminação por toda a região, e o único lugar minimamente seguro era o leito ferroviário, pois ali embaixo, certamente ninguém tinha enterrado detritos, lixo ou qualquer outra substância tóxica. Sabendo disso tudo, entende-se a carga negativa que sente-se no local. Muito disso provavelmente vem do ar de abandono, mas não só dele. Lá existem composições enferrujando por todo o pátio tomado pelo mato, algumas ainda na linha e outras fora. Os prédios relacionados ao universo férreo, estão em ruínas e por ali já não circulam trens há muito tempo. Subindo na passarela que existe ao lado da antiga estação e olhando para os lados, tem-se uma noção exata do que aquele lugar é hoje, e também pode-se imaginar o que ele foi um dia. Obviamente que tomando alguns cuidados, pois por ali, encontrei alguns rapazes, que não me pareciam dispostos a colaborar com o Projeto Estações Brasileiras não, mas segui em frente, afinal estava lá para aquilo e era o que seria feito naquele momento, com ou sem o “auxílio” deles. De lá, seguimos para Doutor Alarico, pouco à frente, no sentido São Vicente…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SAMARITA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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PARANAPIACABA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Paranapiacaba
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS: 23°46’32.65″S 46°18’12.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1867
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Destruído por um incêndio, hoje existe somente uma cabine de controle no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Fui sozinho até Paranapiacaba, conhecer de perto o famoso universo ferroviário do qual tanto se fala. É uma cidadezinha dividida em duas partes, a “cidade alta” e a “Baixa” que é a vila propriamente dita. Divididas pelo pátio de manobras, o acesso entre os dois lados é feito através de uma passarela já bem envelhecida, desgastada e por que não dizer, praticamente abandonada. Descobri isso de uma maneira bem chata, pois como cheguei por cima (parte alta), achei que estacionaria facilmente a “Pretona” e andaria por lá tranquilamente. Ledo engano, além de não poder estacionar naquelas estreitas vielas, ainda tive que voltar pela rodovia por alguns quilômetros, para aí sim, pegar uma estrada de terra “não muito boa” e conseguir chegar a vilinha inglesa, lá embaixo. Dei sorte, pois cheguei ao local uns 15 minutos antes do nevoeiro, que cobriu totalmente o lugar num espaço de poucos minutos, e assim pude ver e colher imagens daquele local que um dia foi um símbolo inconteste da pujança ferroviária nacional. É uma vila que tem um ar de abandono muito forte, tudo por lá está enferrujado, muitas linhas desativadas, com composições abandonadas há anos, e o pior, para os que vivem por lá, isso parece não fazer nenhum efeito, parece tudo normal, tudo comum, tudo certo. Até o fato de terem uma réplica do Big Ben no meio do seu quintal, e o típico fog londrino compondo o seu cotidiano, não parece tocar os funcionários da concessionária, que trabalhavam e agiam como robôs (pelo menos enquanto estive lá, foi assim). A vila é de uma beleza ímpar, com o casario de madeira, ainda da época da sua construção resistindo da forma que dá. Lá convivem lado-a-lado a história quase morta do sonho ferroviário nacional, e as operações práticas da atual concessionária do trecho, que o mantém em pleno funcionamento, mas ao que parece, sem se preocupar muito com o local e suas raízes (ao que parece, eu disse…). Paranapiacaba está no alto da serra, daí o significado do seu nome: “Local de onde se vê o mar” (com aquele nevoeiro, eu não via meio palmo a frente, imaginem então o mar a quilômetros de distância?), e está ligada a estação de Raiz da Serra (também estive lá) por um trecho de linha com cremalheira, para poder vencer a enorme barreira da inclinação. Andei por lá, conversei com guias turísticos que me disseram maravilhas sobre os atributos naturais do lugar, fui na parte alta da cidade, na vila, entrei no pátio e até nas composições abandonadas, aí a chuva apertou e tive que correr de lá. Não só Paranapiacaba, como Campo Grande, que é um enorme estacionamento de locomotivas que fica um pouco antes dela, são passeios obrigatórios para os aficcionados pelo tema ferroviário. Valeu muito a pena ter ido até lá, vejam as fotos e mini-filme, vocês gostarão.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PARANAPIACABA

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.
PARANAPIACABA_01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

FRANCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 04.02.2012
DESTINO: Estação Franca
LOCALIZAÇÃO: Município Franca – SP
COORDENADAS: 20°31’58.89″S 47°24’46.21″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1887
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo à prefeitura e também de terminal rodoviário
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, Pedro Gandra de Carvalho, Fábio F. Rivaben e Fernando F. Rivaben

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Chegamos em Franca ouvindo uma “pregação” ao vivo numa rádio local, que de tão fervorosa, e espalhafatosa, beirava um número circense (beirava…) e depois de alguns minutos ouvindo aquela gritaria invocando divindades, finalmente chegamos na estação de Franca e pudemos ver de perto a situação atual daquele trecho da Linha do Rio Grande. É um prédio comprido, bonito, com um estilo diferenciado (Art Nouveau?), com dísticos legíveis, compostos por uma família tipográfica bastante moderna para a época, tem uma plataforma enorme, coberta por telhas metálicas e suportada por inúmeras mãos francesas pintadas de vermelho vivo, destacando-se no meio daquele lugar acinzentado e semi-abandonado. Mas tem um arremedo de caixa-d’água de um lado do prédio, que hoje é usado por uma companhia rodoviária como terminal. Trilhos, há muito já não existem. Hoje o entorno da estação é um local movimentado, pois uma grande avenida ocupa o local do antigo pátio de manobras, está repleto de bancos e empresas diversas, enfim, completamente urbanizado. Andamos por lá, vimos promessas de inclusão digital por meio de uma placa do governo (vide mini-filme e fotos), embora achássemos que aquele local é quem devesse ser incluído novamente na vida das pessoas, servindo a algo maior, mais importante e mais nobre do que apenas um “abrigo de mendigos” ou grande provedor “wi-fi”. Enfim, de lá, seguimos para Restinga… >>

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER FRANCA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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CORONEL CORRÊA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Coronel Corrêa Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°45’30.33″S 47°11’0.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1948
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, assim como todo o seu entorno
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Raul Otuzi de Oliveira e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Coronel Corrêa Nova remonta a minha infância, é um lugar por onde passei mensalmente junto com o meu saudoso avô Pedro, quando entre 1982 e 1990 ele ia de Ribeirão Preto a Aguaí para receber a sua aposentadoria. Por quase 10 anos eu viajei por aquele trecho, por isso quando cheguei a Coronel Corrêa Nova e a vi naquele estado, quase chorei. Apesar de ser uma estação pequena, sempre me chamou a atenção, pois ficava no meio do nada e mesmo criança eu pensava: “Mas afinal de contas, por quê construiram uma estação aqui?”. Andamos por lá, vimos o prédio por dentro, por fora, as casas ao fundo já tomadas pelo mato altíssimo, vagão abandonado num desvio desativado, a caixa-d’água sobre uma base de concreto, e claro, um poço bem grande e profundo nos fundos da estaçãozinha, repleto de samambaias crescendo por entre os tijolos. Tudo lá está quebrado, desgastado, esquecido ou enferrujado e o abandono impera há anos. Depois de tanto tempo, somente agora soube que em Coronel Corrêa Nova, antigamente existiam linhas dos 2 lados da estação, mesmo tendo passado por lá quando criança, nunca havia me alertado a este fato. Talvez porque naquela época (meados da década de 80), a linha dos fundos da estação já tivesse sido removida. Chegar lá não foi fácil, andar por lá num calor sufocante também não, entrar na base do facão no meio do matagal para tentar obter alguma imagem de dentro das casas abandonadas tampouco, mas, como quase sempre acontece, fomos agraciados com belas imagens e pudemos sentir na pele o que o tempo com uma grande ajuda do descaso, podem fazer a um lugar. Coronel Corrêa Nova é hoje um pequeno monumento à história ferroviária da Mogiana na região de Casa Branca… Bem como tantos outros em outros lugares, sobre outras companhias ferroviárias… Coitados.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL CORRÊA NOVA

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_05

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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OURO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 30.12.2011
DESTINO: Estação Ouro
LOCALIZAÇÃO: Município Araraquara – SP
COORDENADAS: 21°49’20.42″S 48° 6’18.28″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1897
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, somente algumas paredes ainda restam
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Raul Otuzi de Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação Ouro e pude ver de perto o completo estado de abandono em que ela se encontra. Eu, o meu tio Zé e o meu amigo Raul, andamos por lá e vimos cada detalhe do local, desde as ruínas do prédio, até a composição cargueira que estava parada lá, imagino que aguardando algum tipo de liberação para partir. Ouro está toda depredada, com mato alto ao seu redor, sem telhado, sem portas, sem janelas, sem caixa d’água, sem placas de quilometragem e altitude, enfim, sem dignidade nenhuma. Ouro é um grande prédio amarelo (Ouro?) no meio do mato e da cana, ao lado de uma linha com desvios e algumas chácaras em frente. Lá, fomos abordados por seguranças particulares da operadora ferroviária local, que queriam saber os porquês de estarmos ali e tal. Tudo explicado, seguimos fotografando e filmando o local sem problemas. O nome Ouro é derivado de um Riacho próximo, que por sua vez tem o nome derivado de uma Sesmaria homônima que englobava toda a região de Araraquara. Próximo dali, um entroncamento em construção desviará o fluxo da cidade direto para Tutóia (onde também estivemos), tirando assim a estação de Araraquara da linha. Chegar até Ouro foi relativamente fácil, mas o calor e a composição lá estacionada fechando as passagens de nível, tornou nossa missão um pouco mais complexa… Enfim, nada demais. De lá, seguimos para Chibarro, mas encontramos antes Tamoio… >>

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER OURO

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QUILÔMETRO 19

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.01.2012
DESTINO: Estação Quilômetro 19 (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Pindamonhangaba – SP
COORDENADAS: 22°51’56.45″S 45°35’4.22″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso pela E.F.C.J.)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Campos do Jordão
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, e ainda em uso
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A Parada do Quilômetro 19 fica ao lado do Rio Piracuama, bem próxima da Parada Vovó Laurinda, na estrada de ferro que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão. É uma parada simples, feita de ferro e coberta por telhas (vide fotos abaixo), sobre uma pequena plataforma de cimento e tijolos. Ao seu redor podemos ver o Rio Piracuama e suas águas cristalinas (pelo menos quando estive lá, estavam bem limpas), que dão um toque de beleza ao lugar. O barulho das águas, o ar nostálgico e a estrada de ferro cortando o asfalto fazem do Quilômetro 19 um lugar aprazível ainda hoje. A Parada serviu como ponto de chegada para banhistas que vinham ao Rio Piracuama e pelo que li, também servia para escoamento de leite de uma fazenda próxima. Eu estive lá e pude obter boas imagens da paradinha para vocês, espero que gostem. De lá seguimos para Vovó Laurinda… >>

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER QUILÔMETRO 19

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CORRUPIRA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 13.02.2012
DESTINO: Estação Corrupira
LOCALIZAÇÃO: Município Jundiaí – SP
COORDENADAS: 23° 7’23.50″S 46°55’55.70″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1896
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, mas lá ainda existem restos da plataforma
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Corrupira é hoje apenas uma base de cimento tomada pelo mato alto, passamos por lá quando vínhamos de Jundiaí sentido Louveira. O acesso ao local da antiga estação não é dos mais fáceis, mas com atenção chegamos ao ponto exato. Fotografamos, filmamos, andamos por lá em busca de algum outro sinal do que um dia foi uma estação ferroviária, mas nada. Por lá, apenas uma pequena caixa-d’água sobre um alto suporte de concreto, a plataforma coberta pelo mato, uma escada de cimento, um poste semafórico enferrujado ao lado dos trilhos e uma casa amarela (provavelmente da turma de conserva) num nível abaixo ao da linha (por onde conseguimos o acesso até a estação) foi o que restou de Corrupira. Um jovem morador da casa foi bastante prestativo e nos levou ao ponto onde estava a plataforma, bem no Km 10.469 (demarcado num poste em frente), de onde pude ver, após uma grande curva, uma igreja ao lado de um pequeno pontilhão. Corrupira foi apenas um prédio de madeira com cobertura metálica, por isso me surpreendi por ainda existir tantos resquícios dela no local. De lá seguimos para Louveira, Vinhedo, Valinhos…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

EXPEDICIONÁRIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 18.01.2012
DESTINO: Estação Expedicionária
LOCALIZAÇÃO: Município Pindamonhangaba – SP
COORDENADAS:  22°53’13.60″S 45°32’52.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Campos do Jordão
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, bem conservado, porém fechado e possivelmente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação Expedicionária vindo de Campos do Jordão sentido Pindamonhangaba, cheguei até ela a pé, após uma pequena caminhada, já que tinha deixado a “Pretona” estacionada numa P.N. uns 300 metros à frente. É uma estação bonita, está bem cuidada, deve estar servindo de moradia para alguém, pois estava limpa, pintada e com uma cortina florida cobrindo a porta que dá saída para a plataforma. Andei pela região e vi muitas pessoas passando por ali a pé, provavelmente indo e vindo do trabalho pelo leito da linha. Os dísticos estão lá, firmes, fortes e legíveis, as marcações de quilometragem e altitude também, há um estribo entre a linha e o desvio bem em frente da estação, há um banco de madeira bem conservado na plataforma que ainda serve aos trens suburbanos da E.F.C.J. enfim, há vida no local. Gostei de passar alguns minutos ali observando a rotina das pessoas que vem e vão pela linha, mesmo que sem o trem… Expedicionária é um prato cheio para quem gosta do assunto e, claro, estiver lá por perto. Vale uma parada, uma sentada naquele banco e uma refletida nas “coisas da vida”… ah, se vale. De lá, seguimos para Agente Hely…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.
EXPEDICIONÁRIA 01

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.