Posts encontrados com a Tag: "CAMPOS DO JORDÃO"

VISCONDE DE PARNAÍBA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.02.2013
DESTINO: Estação Visconde de Parnaíba
LOCALIZAÇÃO: Município Jardinópolis – SP
COORDENADAS: 21°01’45″S 47°42’27″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, fechado e aparentemente servindo de depósito
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Lara Caroline de Marchi de Castro Moreira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Visconde de Parnaíba é uma estação da antiga Linha do Rio Grande localizada no município de Jardinópolis. Era a segunda no sentido de Minas Gerais e ficava logo após as de Entroncamento (tronco original) e de Jurucê, quando a linha ainda existia e era ativa. Estivemos lá e vimos de perto cada detalhe do prédio, que ainda conta com dístico legível, lousas, plataforma coberta, caixa-d’água e o recuo do leito ainda bem delineado à frente do prédio. As placas de quilometragem e de altitude não estão mais por ali e o galpão está sendo utilizado com depósito e está fechado. É uma construção típica da Cia.Mogiana, sendo um prédio de tijolos aparentes e, diferentemente de outros tantos da região, ele possui um segundo pavimento, o que lhe dá maior imponência e até, certo requinte. Andamos, fotografamos, filmamos, perguntamos, porém pouco se sabe a respeito dela por ali. Sabe-se que chamava-se Rio Pardo, que foi construída por um engenheiro polonês chamado Brodowski (Sim, provavelmente o mesmo que batizou a estação seguinte da mesma linha), que a linha foi extinta por volta de 1988 e desde então a velha estação está abandonada no meio do mato. Ao que me pareceu ela ainda deve estar envolvida em algum imbróglio judicial, pois apesar de estar junto da sede e de uma pequena colônia, os moradores não a tratam como propriedade. É um lugar bonito, no meio de vários canaviais, que preserva aquele ar de passado e que está cada vez mais raro. Para os interessados, Visconde de Parnaíba é uma boa pedida de roteiro ferroviário, pois seu acesso não é difícil, e depois de visitá-la neste clima quente típico da região de Ribeirão Preto, uma cerveja gelada e um filé no arado, do “Bar da Tigrinha” no distrito de Jurucê é uma ótima pedida. Permitam-se!

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER VISCONDE DE PARNAIBA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CÓRREGO RICO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.09.2011 e 23.11.2013
DESTINO: Estação Córrego Rico
LOCALIZAÇÃO: Município Jaboticabal – SP
COORDENADAS: 21°17’29.36″S 48°15’43.86″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1894
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e servindo como residência, sede de igreja e obra social
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino, Edson Souza de Jesus e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Córrego Rico por duas vezes, sendo a primeira delas logo no início das expedições deste projeto, e a outra agora, recentemente, para captar os vídeos, pois naquela época, documentávamos os locais visitados apenas através de fotos e relatos, sem os mini-filmes. Bom, a velha estação hoje serve como residência, sede de uma igreja e também de um projeto social, possui uma grande horta que ocupa o local aonde percorria o antigo leito do Ramal de Jaboticabal, isso há muito tempo atrás, visto que hoje por lá não há sinais de trilhos e mal se percebe por onde passava a antiga linha. A velha estação está encravada entre grandes árvores e sua visualização da rua de acesso é bem prejudicada, para encontrá-la da primeira vez, mesmo com o mapa, tivemos que pedir informação a um morador, que a princípio receoso, não fez questão de se muito simpático, porém ao saber o que procurávamos, e para quê procurávamos, desfez a sisudez e imediatamente abriu um largo e receptivo sorriso, nos fornecendo assim a informação que precisávamos. Curiosamente estávamos a uns vinte metros do prédio naquele momento e aquele senhor pareceu não acreditar que perguntávamos algo tão perceptível e óbvio… para ele talvez, não para nós. O Prédio é grande, está próximo de antigos galpões que eram armazéns de café e ao lado de uma casa que me pareceu ser do chefe da estação ou mesmo de alguma turma de “conserva”, também destacam-se as mãos-francesas lindíssimas (vide fotos e mini-filme) que ainda resistem suportando (não sei por quanto tempo) a cobertura da plataforma. Por lá, não vimos lousas, nem caixa-d’água, nem placas de altitude ou quilometragem, sendo que os dísticos estavam marcados nos frontões, porém apagados. Córrego Rico é um vilarejo de Jaboticabal e nos pareceu um lugar bastante calmo, pelo menos enquanto lá estivemos. De lá, seguimos para Guariba e Hammond…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

Parte de trás da estação.

Parte de trás da estação.

EU NA ESTAÇÃO:
Alguns momentos meus nos locais visitados.

Chegar até esta posição foi um tanto difícil, mas está aí.

Chegar até esta posição foi um tanto difícil, mas está aí.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORREGO RICO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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HIPÓDROMO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.04.2013
DESTINO: Estação Hipódromo
LOCALIZAÇÃO: Município São Carlos – SP
COORDENADAS: 22°2’4″S 47°53’23″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Zeri e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Hipódromo é um ex-posto telegráfico e uma pequenina construção próxima à estação principal de São Carlos e que fica entre ela e Conde do Pinhal, ainda dentro dos limites urbanos da cidade. Está na Vila Prado, local aonde antigamente havia um clube social e um Hipódromo e que há muito foram demolidos, não tendo restado absolutamente nada deles no local e nem nos arredores. Andamos por lá, vimos as casas da antiga Vila Ferroviária, o leito da linha atual em pleno uso, tendo sido através dele que tivemos acesso visual à estaçãozinha de Hipódromo. É um prédio diminuto, acanhado, por vezes parecendo até uma casinha de bonecas, está cercado e servindo como moradia para alguma família. Quando estávamos lá, fomos abordados por uma senhora que nos perguntou se estávamos ali para tirá-los de lá, o que me mostrou que de fato, aquele pessoal encontra-se ali de forma irregular, bem como tantos outros que conhecemos nessas incontáveis jornadas pelas estações brasileiras. Obviamente não estávamos lá para isso e pude tranquilizá-la, tendo ela saído com um ar bem mais aliviado depois da nossa conversa. Bem, por lá vimos e documentamos a estação e seguimos para Conde do Pinhal.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER HIPODROMO

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BAIRRO DOS PRADOS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 11.02.2012
DESTINO: Estação Bairro dos Prados (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Peruíbe – SP
COORDENADAS: 24°16’20″S 46°56’55″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960/70 (período provável)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Ainda em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Bairro dos Prados foi uma parada da Estrada de Ferro Sorocabana, localizada no Ramal de Juquiá, hoje dentro dos limites urbanos de Peruíbe. É apenas uma pequena plataforma (estribo) com estrutura de ferro e cobertura de telhas de amianto (vide fotos e mini-filme), e por lá, o mato alto tomou todo o leito da linha, desativada definitivamente por volta de 2003. Andei por lá, vi de perto aquela singela “homenagem” degradada a um passado esquecido e o máximo que pude fazer, foi documentá-la da maneira que dispunha, para que um dia alguém possa ver o quanto este país se preocupa com a sua história. Bairro dos Prados continua lá, definhando aos poucos… Será que ela merecia isso?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BAIRRO DOS PRADOS

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LUÍS ANTÔNIO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.11.2012
DESTINO: Estação Luís Antônio
LOCALIZAÇÃO: Município Luís Antônio – SP
COORDENADAS: 21°33’09″S 47°42’03″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado e servindo à prefeitura municipal
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Dog e Junior

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive em Luís Antônio (antiga Jataí) junto com minha família (Néia, Dog e Junior), sim, eles me acompanham com freqüencia, quando as expedições permitem. Hoje o prédio da antiga estação serve como garagem e uma espécie de depósito da prefeitura local, está murado e com portões altos e fechados. Tentamos entrar para documentar o prédio em detalhes, porém não foi possível. Ainda assim, andamos pelo local, observamos o que dava para ser observado, fotografamos, filmamos e aqui está: tudo compartilhado em detalhes. A pequenina cidade tinha aquele típico clima interiorano, com pessoas andando pela praça, senhores jogando baralho e um jogo de futebol acontecendo num campinho próximo. O calor era escaldante e o céu azul anil, o que deixou as imagens extremamente belas. A estação de Luís Antônio é uma construção típica da Cia. Mogiana, com seus belos frontões  imponentes (já sem os dísticos) e uma ampla cobertura de plataforma lateral. Seu nome (Luís Antônio) deriva-se do nome do antigo proprietário da Fazenda Jataí, que antes, também cedeu o seu nome à estação (Jataí). Por lá ninguém sabia muito mais a respeito dela, que foi desativada por volta de 1976, então de lá, seguimos para Santa Elisa, pouco à frente no sentido de São Simão…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LUIS ANTONIO

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IPOMÉIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.07.2012
DESTINO: Estação Ipoméia
LOCALIZAÇÃO: Município São Sebastião do Paraíso – MG
COORDENADAS: 21°00’02.7″S 47°00’50.9″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, completamente abandonado no meio do mato
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, José Antonio Thomaz, Pedro Gandra de Carvalho, Giuliano Martins Thomaz, Rodrigo Faustino e Alexandre Neves

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Ipoméia é uma planta da família das trepadeiras, e também uma estação localizada entre Tapir e São Sebastião do Paraíso, fica próxima a uma antiga pedreira da Fepasa, e ao seu redor existem várias construções abandonadas, como escola, galpões, casas de moradia, e uma vilinha ferroviária também. Tudo por lá está abandonado, o acesso é difícil, tanto que tivemos que estacionar a “Pretona” a uns 500, 600 metros, passar pela cerca de arame farpado enferrujado e abrir caminho mato adentro, até chegarmos ao local do prédio da antiga estacão, que também já foi conhecida como “Leôncio” no período da sua construção. Até chegarmos a ela, perguntamos a algumas pessoas que encontramos pelo caminho, se sabiam algo a respeito, mas nenhuma nos disse nada, simplesmente nunca tinham ouvido falar em estação por aqueles lados. Incrível, pois o local é enorme, com construções por todo lado e, mesmo tomado pelo mato, ainda é imponente, pujante, notável. Desbravamos cada canto do lugar, o Rodrigo, meu sócio e amigo, tomou  a frente e foi o primeiro a encontrar a estação, então fomos todos conferir o prédio, a caixa-d’água, as lousas, o frontão, os dísticos, a plataforma… tudo lá, ainda em pé e até que relativamente conservado, visto o seu estado de abandono. As placas de quilometragem e altitude não estavam por lá e os trilhos também não, entramos no prédio, na casa ao lado que deveria ter sido do chefe da estação (imagino eu) e pudemos sentir a energia do local. Em Ipoméia pude sentir o quão importante é este Projeto, sua força e relevância. A cada passo que eu dava por lá, um filme passava na minha cabeça imaginando quantas vidas e histórias aquele lugar abrigou, e olhar tudo aquilo reduzido a ruínas foi muito triste. De lá, seguimos para São Sebastião do Paraíso…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER IPOMÉIA

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COBIÇA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.05.2012
DESTINO: Estação Cobiça
LOCALIZAÇÃO: Município Altinópolis – SP
COORDENADAS: 20°59’08″S 47°14’53″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1927
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo e Minas
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, um rancho foi construído sobre a sua base
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jeferson Tomaz Querino e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Localizada entre as estações de Pio Alves e Antonio Justino, Cobiça nos deu trabalho para ser encontrada. Na primeira tentativa, a chuva intensa e o barro nos venceram facilmente, pois transitar por lá era muito difícil e a navegação impossível (talvez pelas ondas da enxurrada, até pudesse ser, rerere…). Brincadeiras à parte, voltemos a Cobiça, hoje por lá, existem alguns ranchinhos, e não deu para saber se a área foi alvo de posseiros, ou a ocupação é legal. Isso posto, o fato é que as casas estavam fechadas, nos impossibilitando de conseguir melhores imagens da velha estação, que já nem existe mais. No seu lugar, uma casinha simples foi erguida (provavelmente aproveitando a antiga plataforma), e é a sede de um dos ranchos. Em frente, uma capelinha em ruínas ainda dá o tom religioso ao local. Andamos por lá, vimos tudo, os restos da linha, ainda com trilhos aparentes, algumas placas denominando os ranchos, sempre com o tom ferroviário (vejam o mini-filme e as fotos abaixo) bastante presente. Era de manhãzinha e o frio era nosso companheiro por lá, o que ajudou bastante a compor o clima nostálgico e aventureiro. As exuberantes plantações de café nos arredores de Cobiça, são um capítulo à parte, lindas de morrer, pena não ter trazido algumas imagens delas para vocês. Eu e o meu sobrinho Jeferson fomos o trajeto todo na caçamba da “Pretona” curtindo o vento no rosto e as paisagens nos olhos, enquanto o “Benício” dirigia. Cobiça não existe mais enquanto estação ferroviária da antiga Estrada de Ferro São Paulo e Minas, mas pelo que vi, continuará ainda existindo por muito tempo, como refúgio de alguém, que valoriza a história ferroviária. Nem que seja apenas mantendo a plaquinha temática na entrada…

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER COBIÇA

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CAIXA-D’ÁGUA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 11.02.2012
DESTINO: Estação Caixa-D’água (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município Itariri – SP
COORDENADAS: 24°17’43″S 47°06’29″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1937
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, é apenas um estribo com cobertura de telhas de amianto
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação (parada) Caixa D’Água foi construída pela Estrada de Ferro Sorocabana, no Ramal de Juquiá, e está localizada entre as estações Ana Dias e Raposo Tavares, todas elas no município de Itariri, próximo a Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Foi erguida com a finalidade de ser o último ponto de abastecimento das locomotivas antes da subida da serra, daí a origem do seu nome. Estivemos lá, vimos com riqueza de detalhes quase todo o ramal, mas nesta parada especialmente, pudemos explorar com mais cuidado. Andamos, vimos a plataforma (um estribo com cobertura de ferro coberto por telhas), a marcação de quilometragem feita à mão por algum entusiasta ferroviário no banco de cimento, dava um ar de vida ao local. Ali, cercado por bananeiras, num clima úmido e quente, a sensação era de que estávamos naqueles filmes de guerra do vietnã, rerere… Caixa D’Água é um lugar bonito, tem uma estradinha de acesso que leva à rodovia principal que liga Peruíbe a Itariri (vide mapa abaixo), e que sai bem próximo de uma passagem de nível aonde ainda dá para se ver os trilhos do ramal. Por lá, documentamos a plataforma, a caixa d’água, o entorno e seguimos para Ana Dias, pouco à frente.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER CAIXA DAGUA

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MONTALVERNE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 04.07.2013
DESTINO: Estação Montalverne
LOCALIZAÇÃO: Município Muzambinho – MG
COORDENADAS: 21°20’10″S 46°29’55″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1916
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restaram apenas algumas pedras no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Alexandre Neves, Rodrigo Faustino e Pedro Gandra de Carvalho

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Montalverne foi uma estacão daquelas difíceis de encontrar. Uma porque já não existe mais, e outra, porque ninguém sabia ao certo o local aonde ela teria existido. Ainda assim, mediante às informações que tínhamos, fomos atrás, e mais uma vez, a combinação: Google + Google Earth + Wikimapia + Site Estações Ferroviárias do Brasil + Pesquisa de campo no local + Perguntas e perguntas, nos fez bem sucedidos no nosso objetivo. Por lá, nada restou a não ser alguns amontoados de pedras, resquícios da demolição do prédio e plataforma realizada pela prefeitura, para evitar que indigentes tomassem posse dele. Na referência encontrada nas nossas pesquisas (Wikimapia), a localização indicada está a uns 300 ou 400 metros do local exato, apontado para nós por uma moradora que passava a pé pelo local. Vendo os escombros, o amplo recuo e a foto de um senhor apoiando os pés nos restos da estação (Site Estações Ferroviárias do Brasil), percebemos enfim se tratar do mesmo local e assim documentamos o que havia por lá. Chegar até ela foi uma experiência incrível, vários desencontros, alguns desmatamentos, muito barro e lindas paisagens (vide mini-filme), assim costumam ser as nossas expedições, exigentes, porém gratificantes. Montalverne foi aberta em 1916, dois anos depois da inauguração do Ramal de Tuiuti (Juréia), durante o período de 2 anos da sua construção, chamou-se Santa Anna, e o nome definitivo Montalverne veio em homenagem a um frei local, de ascendência italiana (imagino eu). Também era o nome de uma grande fazenda da região. Por lá, fora aquela moradora que andava a passos largos e nos deu esta valiosa informação acerca do local, nada nem ninguém mais apareceu. De lá, seguimos para a estação central de Muzambinho, aonde fomos abordados pela polícia militar local e tudo mais, mas esta já é uma outra história…

CURIOSIDADE SOBRE A LOCALIZAÇÃO:
MONTALVERNE_EARTH

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

Local correto da antiga estação.

Local correto da antiga estação.

PAN_05

Local aonde seria Montalverne (errado).

Local correto da antiga estação.

Local correto da antiga estação.

Ao centro teria sido Montalverne (local errado).

Ao centro teria sido Montalverne (local errado).

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER MONTALVERNE

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BRIARÉU

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Briaréu
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’29.5″S 47°06’08.1″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1911
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, particular e servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Briaréu foi a segunda estação que visitamos naquele dia, tínhamos encontrado o Douglas Bulhões, que foi um dos nossos guias locais por aquela região (riquíssima em velhas estações por sinal), e de lá seguimos nosso roteiro partindo de Casa Branca Nova, que é praticamente ao lado de Briaréu. Chegando lá, pudemos ver o quão belo é o prediozinho que ainda resiste no meio do canavial e do milharal que o cercam. Construído no típico padrão Mogiana, com tijolinhos a vista, como o armazém logo a frente e possui um acabamento da cobertura da plataforma em madeira, bem bonito por sinal. Seus dísticos não estão mais lá, nem as placas de sinalização e quilometragem, a caixa-d’água também não foi localizada e os moradores muito menos, e olha que tentamos contato de todas as maneiras possíveis, a fim de obtermos maiores detalhes sobre o lugar. Briaréu significa “composto vegetal parcialmente decomposto e inflamável”, e pelo jeito, aquela região era repleta disso, daí o nome da estação. O Douglas (exímio guia, que nos levou a lugares incríveis além Briaréu, inclusive nos trazendo de volta, sem “nenhum” problema) nos contou histórias sobre o local, e também compartilhou informações obtidas na época em que mantinha um grupo de estudos ferroviários locais, que nos foi de muita valia. Ainda em Briaréu, andamos por todo o local, vimos e documentamos tudo o que podíamos, buscamos o Jr. Alvarenga, o outro guia local, este uma espécie de Indiana Jones implacável, que apesar de ter trabalhado a noite toda, resistiu bravamente ao desafio de percorrer quase 10 estações num só dia com a gente. E assim seguimos para Papagaios, o que já é uma outra história…

COMPLEMENTO ADICIONADO EM 02.07.2013 – Gentilmente enviado por Douglas Bulhões
“Estas fotos de Briaréu foram tiradas no ano de 2004. São fotos simples e não muito grande, pois nesta época eu não tinha câmera digital, então foram tiradas de câmera com filme de revelação e depois foram digitalizadas, mas dá para vc ver como ela está. A Briaréu hj é uma casa de morada. Vale lembrar que estas fotos foram tiradas por mim (Douglas) e também por um amigo que gosta muito de estações chamado Humberto (Jr. Alvarenga)..”


FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BRIARÉU

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_11

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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