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CAMPO GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Campo Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS:  23°46’4.74″S 46°20’29.79″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (um imenso pátio, em plena utilização)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway (SPR)
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive sozinho em Campo Grande, quando seguia rumo à Paranapiacaba, até então um sonho de consumo. Conhecer a antiga vila operária inglesa situada ali no alto da Serra do Mar, era uma grande vontade, e Campo Grande fez parte dessa jornada. Estacionei a “Pretona” ao lado da P.N. (passagem de nível) da estrada de terra que liga Campo Grande à Paranapiacaba e fui explorar o local. Logo de cara, uma placa não muito amistosa visava desestimular os curiosos a andar pelas redondezas (vide mini-filme), comigo não deu muito certo, afinal tinha viajado mais de 500 quilômetros para estar ali e poder ver de perto o estado daquele lugar. Campo Grande é um imenso pátio de manobras ao lado de Paranapiacaba, e sua estacão e toda a infra-estrutura construída para o transporte de passageiros estão completamente abandonadas e destruídas, andar por lá foi uma tristeza só. O prédio da velha estação ainda existe (vide fotos e mini-filme), a plataforma de embarque e desembarque também, porém já sem telhas (todas em cacos, espalhados pelo chão), e a passarela típica da SPR também está lá, semi-destruída, mas lá. A área estava “protegida” pela famigerada placa hostil com cara de caveira e uma fita amarela e preta toda rasgada, daquelas utilizadas para isolar áreas, e eu que não sou tonto nem nada, a partir destes indícios, explorei o local com o máximo de cuidado. Subi até a capelinha no alto do morro ao lado da estação para ver se conseguia melhores ângulos, mas o tempo estava muito nublado, o que só piorou as coisas. Por lá, muitas locomotivas da MRS aguardando, ou manobrando, e também inúmeros vagões em movimento, tiravam um pouco daquele “ar apocalíptico do local”, mas seres humanos mesmo, via-se muito pouco. O certo é que após o sucateamento das estradas de ferro brasileiras e o fim do transporte de passageiros no local, Campo Grande tornou-se apenas um corredor  de escoamento de carga para o porto de Santos e mais nada. Detalhes visuais maravilhosos resultantes da ação do tempo e do esquecimento, estão na galeria abaixo, não deixem de conferí-la, ok? Por enquanto, é isso pessoal.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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