Posts encontrados com a Tag: "BAIXADA SANTISTA"

ITATINGA PORTO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.09.2014
DESTINO: Estação Itatinga Porto
LOCALIZAÇÃO: Município Bertioga – SP
COORDENADAS: 23°49’2.34″S 46° 9’12.70″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso pelo bonde de Itatinga
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1906
CONSTRUÇÃO: Companhia Docas de Santos
STATUS DO PRÉDIO: Em pé e em pleno uso
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Magali Mezadre Souza de Jesus

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Há muito, a Usina Hidrelétrica de Itatinga me desperta curiosidade e fascínio e, foi por isso que resolvi ir até lá para vê-la de perto. Apenas a título de curiosidade, o lugar une o universo ferroviário e o hidrelétrico, que era o tema original deste Projeto, que no seu início chamaria-se “Projeto Hidrelétricas Brasileiras”, mas no decorrer do período, tudo mudou, e cá estamos. O local está situado em Bertioga – SP, com o Rio Itapanhaú separando o acesso entre a Usina e a cidade, fazendo com que pouquíssimos possam acessá-la. A Usina fazia parte do município de Santos e teve o início da sua construção em 1906, com o seu término em 1910. Uma linha de bondes foi construída para levar funcionários e moradores do porto no Rio Itapanhaú até a usina, cerca de 7,5km à frente, dentro da mata e aos pés da Serra do Mar. Estive lá na margem do lado de Bertioga, no porto, porém não tive autorização para atravessar para o outro lado, pois me disseram que uma epidemia de Malária recente, fez com que o local fosse interditado para visitação. O local é riquíssimo em história e de uma beleza ímpar, fruto da sua arquitetura e obviamente do local em que está inserida. O fato de saber que a linha de bondes continua ativa, apesar de quase desconhecida, me deu um alento, e numa próxima ocasião, com mais tempo e estrutura, certamente irei até a administração da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), a fim de obter a autorização, para poder ir até a usina e vivenciar de perto os seus encantos e histórias. Infelizmente por enquanto, só posso oferecer à vocês este material, mas continuem por aqui, que prometo continuar na luta, documentando, publicando e compartilhando absolutamente tudo o que conseguir, sobre o universo ferroviário brasileiro. Esteja ele aonde estiver. Abraços e Feliz 20015!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ITATINGA_PORTO_01

Rio Itapanhaú e a estação ao fundo.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITATINGA PORTO

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

VILA MARGARIDA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Vila Margarida (Parada)
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°57’39″S 46°24’17″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1960/70 (período provável)
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas alguns restos de trilhos ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A parada Vila Margarida está exatamente aonde a linha que segue para Samaritá cruza com a Rodovia do Imigrantes em São Vicente. Estive no local e pude ver o quanto é precário (pelo menos em termos de limpeza) e imagino que tenha sido até mais anteriormente, pelos relatos que contam sobre as pedras, que eram atiradas pelos moradores nos trens de cargas e principalmente de passageiros, o que obviamente não demonstra que o lugar contava com um nível elevado de educação e infra-estrutura básica não é mesmo? Andei por lá, vi aonde a plataforma estava localizada, sim, era apenas uma plataforma de estrutura metálica coberta por telhas de amianto e um pequeno alambrado cercando a parte de trás. Em 1999 cessou por ali o transporte de passageiros e em 2008 o de cargas, sobrando apenas o que vimos, trilhos cobertos pelo mato e pelo asfalto, e muita sujeira. Um projeto de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), tramita ali na região com promessas e boatos, mas nada de concreto foi visto por mim  enquanto estive lá. Em resumo, é um lugar que ficou no passado ferroviário da região, estagnado, como tantos outros.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
POSTER VILA MARGARIDA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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PERUÍBE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 11.02.2012
DESTINO: Estação Peruíbe
LOCALIZAÇÃO: Município Peruíbe – SP
COORDENADAS: 24°19’7.90″S 47° 0’27.95″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, porém só em alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1914
CONSTRUÇÃO: Southern São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, restaurado e servindo à prefeitura local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação de Peruíbe passou por uma reforma há pouco tempo, cerca de três anos se não me engano, e hoje, serve como um departamento da prefeitura. Estivemos lá, vindos de Ana Dias, num dia de chuvoso e nublado, mas ainda assim, conseguimos colher fotos e boas imagens do local. É uma estação pequena, porém o espaço à sua frente é amplo, o que dá a impressão de que ali havia um pátio de manobras com dois ou três desvios talvez. Andamos por lá, vimos o prédio pintado de amarelo escuro, um tom meio ocre, cor diferente das originais, que eram branco e azul, também vimos a plataforma, a placa de quilometragem sem altitude, mas não me recordo de ter visto a caixa-d’água por lá. Uma pequena casinha ao lado da estação me chamou bastante a atenção, por ser simétrica, com um telhadinho de duas águas, enfim, uma charme só. Por isso utilizei-a no poster, para representar o local, ela estava trancada, mas imagino que deva ser uma espécie de depósito. Atrás da estação passa uma avenida bem movimentada e como já disse, o largo à sua frente valoriza aquele sentimento saudosista, que sempre nos traz a sensação de que uma hora o trem surgirá lá ao longe da linha (que ainda está lá em alguns trechos), apitando e trazendo gente, carga, histórias e… esperança.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER PERUIBE

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ITAPEMA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.11.2012
DESTINO: Estação Itapema
LOCALIZAÇÃO: Município Guarujá – SP
COORDENADAS: 23°56’22.81″S 46°18’28.65″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1893
CONSTRUÇÃO: Companhia Balneária da Ilha de Santo Amaro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, é hoje ponto de travessia de barcas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação Itapema continua lá, exatamente no local em que sempre esteve, só que a diferença agora, é que não serve mais como estação de embarque das barcas por um lado, e do Tramway (bonde que circulava na via urbana) pelo outro. Tendo hoje restado apenas o lado das das balsas. Inicialmente eu havia pensado que o ponto da linha tinha o seu início no local atual de embarque das balsas entre o Guarujá e Santos, então fui até lá para documentar o local, porém, olhando um conjunto de mapas e confrontando algumas informações locais, percebi um equívoco e consegui corrigí-lo a tempo. A linha não passava no embarque de balsas atual, mas sim, na antiga “Estação das Barcas”, que fica do outro lado do Guarujá, mais precisamente em Vicente de Carvalho, e que com este nome, não deixava margens para dúvidas acerca de sua função férrea. Então, sendo assim, para lá rumamos. Chegamos até ela através da Avenida Santos Dumont, que era por onde o tramway passava até chegar ao centro do Guarujá, tendo o seu ponto final quase que em frente ao Hotel Casa Grande, que a propósito, já existia naquela época, idos de 1893. Itapema está em plena atividade e serve a muita gente, fazendo o papel de chegada e partida das muitas travessias de passageiros entre Santos e Vicente de Carvalho, distrito do Guarujá. É um prédio simples, com um telhado de “2 águas”, e três portões frontais, sendo o central maior e os outros 2 menores. Lembra um relógio “Cuco” quando visto de frente. Itapema era o nome daquela região quando a estação foi construída, e ainda hoje é o nome do bairro em que ela está, sendo um bairro bastante popular, com muitos vendedores ambulantes e trânsito confuso, pois ônibus, motos, pedestres, carros, pequenos caminhões, carroças e bicicletas circulam o tempo todo. Estacionar a “Pretona” por lá, foi uma epopéia, mas conseguimos e o local foi documentado. Hoje nada mais resta da parte ferroviária de Itapema, e é quase imperceptível o fato de um dia ter existido um trem urbano por ali. Itapema foi e ainda é um ponto importantíssimo para a história do Guarujá, de Santos e, provavelmente para boa parte da baixada santista. Ter estado lá foi muito bom e de lá, seguimos para Bento Pedro, outro mistério que teria que ser desvendado por nós…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITAPEMA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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SAMARITÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 08.11.2012
DESTINO: Estação Samaritá
LOCALIZAÇÃO: Município São Vicente – SP
COORDENADAS: 23°59’23.90″S 46°28’38.75″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, apenas alguns trechos
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Sorocabana
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, fechado e aparentemente servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Samaritá me despertou a atenção primeiro pela sonoridade do seu nome, depois por ser um enorme pátio de entroncamento, que ligava a linha que vinha de Juquiá a que seguia para Mairinque e que que gerava um trânsito intenso, tanto de cargas quanto de passageiros. O lugar é afastado de São Vicente, mas hoje, as distâncias já não são um grande problema, portanto, foi fácil chegar até ela. Andei por lá, vi o estado de abandono total em que tudo se encontra, localizei a estação, toda pintada de cores gritantes (me lembrou o Pelourinho) e, ao que parece, servindo de moradia, estando cercada apenas em um dos lados, o do fundo. Samaritá era uma vila distante e na década de 60, teria servido de depósito de lixo tóxico da Rhodia, aonde eram jogados toda sorte de resíduos químicos, inclusive o Pentaclorofenol ou Pó-da-China, que acabou por contaminar toda aquela região e muitos dos seus moradores, tanto que alguns andavam a pé somente sobre os trilhos, pois havia casos de contaminação por toda a região, e o único lugar minimamente seguro era o leito ferroviário, pois ali embaixo, certamente ninguém tinha enterrado detritos, lixo ou qualquer outra substância tóxica. Sabendo disso tudo, entende-se a carga negativa que sente-se no local. Muito disso provavelmente vem do ar de abandono, mas não só dele. Lá existem composições enferrujando por todo o pátio tomado pelo mato, algumas ainda na linha e outras fora. Os prédios relacionados ao universo férreo, estão em ruínas e por ali já não circulam trens há muito tempo. Subindo na passarela que existe ao lado da antiga estação e olhando para os lados, tem-se uma noção exata do que aquele lugar é hoje, e também pode-se imaginar o que ele foi um dia. Obviamente que tomando alguns cuidados, pois por ali, encontrei alguns rapazes, que não me pareciam dispostos a colaborar com o Projeto Estações Brasileiras não, mas segui em frente, afinal estava lá para aquilo e era o que seria feito naquele momento, com ou sem o “auxílio” deles. De lá, seguimos para Doutor Alarico, pouco à frente, no sentido São Vicente…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER SAMARITA

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AREAIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 09.11.2012
DESTINO: Estação Areais
LOCALIZAÇÃO: Município Cubatão – SP
COORDENADAS:  23°51’43.31″S 46°23’48.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, um entroncamento em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1897
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, hoje no local apenas um container serve como abrigo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Nossa Senhora! Foi isso que disse a mim mesmo quando vi o acesso a Areais. Uma forte chuva nos acompanhou o tempo todo, estradas movimentadíssimas por caminhões entrando e saindo de indústrias e pátios de carga na região de Cubatão, muito barro, buracos, quedas de barreiras, enfim, ali entendi que deveria estar mesmo decidido a encontrar Areais para superar tudo aquilo. O local da antiga estação é hoje um entroncamento, que une as linhas da ALL com as da MRS e fica atrás da Ecopátio Logística, da Usiminas e próximo da Yara Fertlizantes (vide mapa abaixo). Lá apenas um container faz a função de abrigar um funcionário responsável pelo local, pois é muito movimentado (por trens, claro). Até perguntei para o funcionário se existia uma saída mais fácil dali, mas a resposta foi negativa e tive que voltar por onde vim, o que definitivamente não foi legal não. Areais hoje é isso, um container, desvios, britas e dormentes empilhados. O prédio da estação se um dia houve um, não deixou nenhum sinal por lá.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

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A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.