Posts encontrados com a Tag: "AGUAÍ"

LAGOA BRANCA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Lagoa Branca
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°53’32.76″S  47° 2’5.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1891
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, relativamente bem cuidado, é um espaço multiuso, serve como museu e sede de uma associação local dentre outras ocupações
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Raul Otuzi de Oliveira, Vinicius Costa e José Antonio Thomaz

O FILME:
“Aguardem!”

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação fez parte da minha infância justamente pelo inusitado do seu nome: Lagoa Branca! Mas como uma lagoa pode ser branca, perguntava eu ao meu saudoso avô Pedro, em muitas das nossas viagens entre Ribeirão Preto e Aguaí. Eu passava por Casa Branca, por Lagoa Branca e daí já imaginava qual outra “Branca” surgiria pela frente naquelas viagens maravilhosas que fazíamos mensalmente. Que tempo! Lagoa Branca é um distrito de Casa Branca, e ali nas redondezas também existe um vilarejo chamado “Venda Branca”, também componente do clã “Branca”, imagino eu. Mas de volta a estação, tudo ali está parado no tempo, o prédio relativamente bem conservado, a plataforma coberta e funcional, os dísticos, caixa-d’água, ladrilhos, frontões, placa de altitude e quilometragem, desvios, enfim, um pátio ferroviário completo. Lagoa Branca teve como uma das suas principais funções, servir de entroncamento para o Ramal de Vargem Grande, um ramal composto apenas pela estação homônima, que servia para o escoamento de produtos daquela cidade e região. O ramal foi extinto em 1961 e dali em diante, Lagoa Branca ficou apenas como mais uma estação da linha-tronco da Mogiana. Andei bastante por lá, colhi imagens e pude voltar 30 anos em 30 segundos. Hoje o prédio é uma mistura de propósitos, é sede de uma associação local, uma biblioteca, um museu, um albergue, um depósito, enfim, o que vale é que está servindo e ativo, e pasmem, por mais de 125 anos! Lagoa Branca, assim como Casa Branca e Venda Branca, jamais sairão do meu imaginário e, dela, seguimos em frente, rumo a Miragaia…

FOTOS DO LOCAL:

 

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
LAGOA_BRANCA_POSTER_OFICIALnet

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

TAJÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Tajá
LOCALIZAÇÃO: Município Águas da Prata – SP
COORDENADAS:  21°53’5.47″S 46°41’21.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Das mais de 420 estações que eu visitei até agora, Tajá certamente foi uma das mais desejadas. Simplesmente pelo fato do acesso ser restrito, e consequentemente poucos conseguirem chegar até ela, o imaginário não parava sequer um segundo de funcionar, até o momento em que decidi ir até lá. Tajá era uma pequena estação de cruzamento no alto dos morros que separam Águas da Prata – SP de Poços de Caldas – MG, construída pela Companhia Mogiana na década de 1930, para pequenos cruzamentos, visto que a capacidade do seu desvio era de apenas 6 vagões. Com a chegada da modernidade, as composições cresceram e Tajá sumiu. Vasculhando sobre esta exótica estaçãozinha, encontrei um vídeo de dois pesquisadores ferroviários da região de Casa Branca, que construíram um Trolley  em 2005 e se aventuraram numa corajosa (e arriscada) descida entre a estação de Cascata e Águas da Prata, foi então que a minha vontade de conhecer o local quintuplicou. Douglas Bulhões e Junior Alvarenga, são estes os nomes dos dois responsáveis diretos por esta bem sucedida expedição, pois nos guiaram até o local exato aonde um dia existiu Tajá. Como na vida nada nunca vem de graça, tivemos alguns percalços pelo caminho, desde a definição da melhor estratégia para se otimizar o trajeto, que numa hora nos empurrava morro acima, na outra, morro abaixo, até como e, de que maneira cruzaríamos cada obstáculo que teimava em aparecer pela frente. De cafezais repletos de cascavéis (fomos alertados por um morador da abundante existência delas por ali), a encostas desmoronadas, tudo era novidade e o espírito de aventura dominava a todos. Após idas e vindas, utilizando como na maioria das vezes o método da tentaviva e erro, optamos por irmos até Cascata e descermos a pé pelo leito da linha até o local de Tajá, e assim fizemos. Alguns quilômetros e muitos marimbondos depois, fomos recompensados com este farto material do que restou da pequenina estação. Para muitos, nada. Para quem viveu as histórias do trecho muito. Para mim, ah, para mim, foi tudo. Tajá reuniu não só aficcionados pelo tema ferroviário, reuniu gente da melhor qualidade, gente que faz pelo ideal, que faz sem querer nada em troca, enfim, gente que quer edificar, construir algo maior, enfim re-a-li-zar. Tajá no meu imaginário sempre foi mais do que uma simples estação, e só agora, eu sei que ela é um “lugar de amigos”… bons amigos. Ressalto a companhia do meu sempre presente tio Zé, do meu amigo Pedro Gandra, sem o qual este site não existiria, do Roberto Piteri, grande parceiro de expedições, do Pecchiore, guardião do trecho, ao qual recorro quando tenho dúvidas sobre a região e ao Indiana e o Douglas, incansáveis defensores do tema. Valeu muito turma!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_TAJA_01

Restos de Tajá.

PANORAMICA_TAJA_02

Detalhes das ruínas.

PANORAMICA_TAJA_03

Seria uma espécie de muro de arrimo?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAJA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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VARGEM GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Vargem Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Vargem Grande do Sul – SP
COORDENADAS: 21°49’48″S 46°53’50″W
TRILHOS NO LOCAL: Não, nada restou
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1909
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, quase em ruínas, abandonado e fechado (foi demolido alguns dias após nossa visita)
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Terra natal do meu saudoso pai Luiz Carlos Tomaz, a quem devo todo o reconhecimento pela forma incrível que me criou. Vargem Grande do Sul sempre foi uma cidade que me intrigou, afinal de contas, era um lugar cuja a estação ficava fora da linha-tronco da antiga Mogiana e Fepasa na minha infância, pois quando seguíamos viagem para Aguaí (terra natal da minha mãe), nós nunca passávamos por Vargem Grande (terra do meu pai), e isso sempre me soou um pouco injusto. Afinal, por que passávamos em uma, e não na outra? Décadas depois, vim a descobrir que Vargem Grande estava situada num pequeno ramal homônimo, e que tinha na cidade o seu ponto final, e por isso, lá existia um fluxo muito menor de trens. O ramal foi desativado em 1961 e de lá para cá, o abandono foi o que restou. Utilizada como agência rodoferroviária pela própria Companhia Mogiana, também serviu de armazém e de oficina por anos, até que em 2014, mais precisamente no mês de fevereiro, foi completamente demolida. Eu tive a sorte de ter estado lá alguns meses antes disso, e ter podido documentá-la ainda com “vida”, extremamente debilitada, mas ainda em pé. Ainda assim, pouco se via de encanto por lá, o dístico ainda legível (com muito esforço) apenas de um lado, um arremedo de plataforma na parte interna, que estava fechada, algumas portas e janelas, todas quebradas, enfim, uma tristeza só. Ali era o local onde o meu pai brincava em parte da sua infância, e ter estado ali, me trouxe uma enxurrada de sentimentos e lembranças dele. Como eu nasci em 1975, nunca tive o privilégio de ver a estação funcionando, mas pelo menos, pude salvar um pouquinho dela para quem um dia se interessar. Adeus velha estação.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_VARGEM_GRANDE_01

A estação era assim, foi demolida em fevereiro de 2014.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER VARGEM GRANDE DO SUL

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BRIARÉU

DATA DA EXPEDIÇÃO: 17.03.2013
DESTINO: Estação Briaréu
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°47’29.5″S 47°06’08.1″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1911
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, particular e servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Jorge Luís Caleffi e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Briaréu foi a segunda estação que visitamos naquele dia, tínhamos encontrado o Douglas Bulhões, que foi um dos nossos guias locais por aquela região (riquíssima em velhas estações por sinal), e de lá seguimos nosso roteiro partindo de Casa Branca Nova, que é praticamente ao lado de Briaréu. Chegando lá, pudemos ver o quão belo é o prediozinho que ainda resiste no meio do canavial e do milharal que o cercam. Construído no típico padrão Mogiana, com tijolinhos a vista, como o armazém logo a frente e possui um acabamento da cobertura da plataforma em madeira, bem bonito por sinal. Seus dísticos não estão mais lá, nem as placas de sinalização e quilometragem, a caixa-d’água também não foi localizada e os moradores muito menos, e olha que tentamos contato de todas as maneiras possíveis, a fim de obtermos maiores detalhes sobre o lugar. Briaréu significa “composto vegetal parcialmente decomposto e inflamável”, e pelo jeito, aquela região era repleta disso, daí o nome da estação. O Douglas (exímio guia, que nos levou a lugares incríveis além Briaréu, inclusive nos trazendo de volta, sem “nenhum” problema) nos contou histórias sobre o local, e também compartilhou informações obtidas na época em que mantinha um grupo de estudos ferroviários locais, que nos foi de muita valia. Ainda em Briaréu, andamos por todo o local, vimos e documentamos tudo o que podíamos, buscamos o Jr. Alvarenga, o outro guia local, este uma espécie de Indiana Jones implacável, que apesar de ter trabalhado a noite toda, resistiu bravamente ao desafio de percorrer quase 10 estações num só dia com a gente. E assim seguimos para Papagaios, o que já é uma outra história…

COMPLEMENTO ADICIONADO EM 02.07.2013 – Gentilmente enviado por Douglas Bulhões
“Estas fotos de Briaréu foram tiradas no ano de 2004. São fotos simples e não muito grande, pois nesta época eu não tinha câmera digital, então foram tiradas de câmera com filme de revelação e depois foram digitalizadas, mas dá para vc ver como ela está. A Briaréu hj é uma casa de morada. Vale lembrar que estas fotos foram tiradas por mim (Douglas) e também por um amigo que gosta muito de estações chamado Humberto (Jr. Alvarenga)..”


FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BRIARÉU

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_11

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ASTRAPÉIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Astrapéia
LOCALIZAÇÃO: Município Aguaí – SP
COORDENADAS: 22°10’29.05″S 46°94’58.22″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, somente alguns restos de tijolos ainda marcam o local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, José Antonio Thomaz e Raul Otuzi de Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Bem, de forma não usual, vou começar este resumo pelo significado do nome “Astrapéia”, visto que despertou a minha curiosidade desde o meu primeiro contato com ele (achei-o extremamente sonoro e diferente), alguém aí já ouviu falar, ou sabe o que é uma Astrapéia? “A astrapéia é uma arvoreta ou arbusto de ótimas características ornamentais, que se espalhou pelo mundo por sua exuberância e popularidade.” Isso posto, vamos falar um pouco do que vimos no local da velha estação, há muito demolida. Hoje, o que mais chama a atenção é a pequena capela que existe bem em frente aonde um dia a estação existiu, fora isso, apenas uma grande árvore (seria ela a tal Astrapéia?) marca o ponto da plataforma e possivelmente também do prédio. Por lá apenas alguns restos de pedras, que dificilmente seriam da estação, alguns postes da rede de eletrificação ferroviária, e mais nada. Percebe-se porém com clareza, que por ali existiu alguma construção no passado, pois há um recuo e um descampado típicos de áreas de demolição. Andamos por lá, falamos com um motorista de trator que estava parado por ali, mas que nada nos acrescentou a não ser que a estação de Mato Seco era mais a frente (?), mas de Astrapéia mesmo, nada. Fotografamos e filmamos o local, andamos até a P.N. (passagem de nível) ali ao lado, vimos a placa de cruzamento de via férrea, tentamos ainda encontrar mais algum indício, mas realmente por lá nada restou. Para que tenham idéia, quando eu era criança e ia até Aguaí de trem com o meu saudoso avô Pedro (isso em idos de 1985), ele sempre falava de Mato Seco, Orissanga, Mogi-Guaçu, localizadas mais a frente, mas nunca de Astrapéia, então acho que desde esta época ela já deveria ter sido demolida. Enfim, espero que curtam o que pudemos trazer de lá. Por enquanto é isso, mas se alguém tiver mais materiais de lá para contribuir, basta me enviar que publico, ok?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ASTRAPEIA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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AGUAÍ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Aguaí
LOCALIZAÇÃO: Município Aguaí – SP
COORDENADAS: 22°3’18.67″S 46°58’40.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1887
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, bem conservado, é um posto operacional da FCA
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Vinicius Costa, Raul Otuzi e José Antonio Thomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Esta estação foi a responsável direta pelo meu interesse acerca do tema ferroviário, sendo assim, certamente contribuiu de forma decisiva para o nascimento deste Projeto. Isto posto, voltemos à Aguaí, que me ofereceu uma infância sensacional, rica de histórias, vivências, e sensações incríveis. Correr pelo pátio repleto de composições, entrar e sair das locomotivas, subir e descer dos vagões, conversar com antigos funcionários da antiga Fepasa, enfim, era isso o que eu fazia junto com o meu primo Ricardo, quando eu ia à Aguaí acompanhar o meu saudoso avô Pedro. Ele ia receber sua aposentadoria e me levava junto, passávamos por todas as estações do trecho entre Ribeirão e Aguaí e ele pacientemente ia me dizendo o nome de todas elas: “Ribeirão, Evangelina, Cravinhos, Canaã, São Simão, Santos Dumont, Tambaú, Coronel Corrêa, Casa Branca, Lagoa Branca, Orindiúva e por fim, Aguaí”… Algumas estações do trecho, já estavam desativadas e até demolidas, por isso ele não as citava, mas me mostrava os resquícios delas quando passávamos pelos seus locais. Era curioso como o fato de sempre “apiarmos” em Aguaí, e o trem seguir adiante, me deixava fantasiando como seriam as próximas estações, como Astrapéia, Mato Seco, Orissanga… Para mim, a nossa viagem nunca terminava ali, pois eu sempre a continuava na minha cabeça, imaginando cada estação seguinte a partir dos seus nomes estranhos, e isso para uma criança de 8 ou nove anos era digamos, me-mo-rá-vel. Em tempos de estações mortas e iPads em profusão, eu optei por ir até cada uma elas, e expô-las através deles. Quem sabe eu consiga subverter a ordem das coisas, e através da modernidade, eu resgate a antiguidade… nem que for apenas para poucos interessados no tema. Bem, voltemos então, Aguaí está ativa, serve de base operacional da FCA, que é a concessionária do trecho e está bem cuidada. É uma estação de entroncamento, de onde ainda partem trens para o Ramal de Caldas que, se já não chega até Poços (razão do nome), vai até Bauxita, uma estação anterior. As imagens e o mini-filme neste caso, mostram com detalhes o que talvez eu não tenha conseguido transmitir neste texto. Aguaí foi boa para mim, e de lá segui para Astrapéia, uma daquelas de nome estranho…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER AGUAÍ

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CORONEL CORRÊA NOVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Coronel Corrêa Nova
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS: 21°45’30.33″S 47°11’0.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1948
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, assim como todo o seu entorno
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Raul Otuzi de Oliveira e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Coronel Corrêa Nova remonta a minha infância, é um lugar por onde passei mensalmente junto com o meu saudoso avô Pedro, quando entre 1982 e 1990 ele ia de Ribeirão Preto a Aguaí para receber a sua aposentadoria. Por quase 10 anos eu viajei por aquele trecho, por isso quando cheguei a Coronel Corrêa Nova e a vi naquele estado, quase chorei. Apesar de ser uma estação pequena, sempre me chamou a atenção, pois ficava no meio do nada e mesmo criança eu pensava: “Mas afinal de contas, por quê construiram uma estação aqui?”. Andamos por lá, vimos o prédio por dentro, por fora, as casas ao fundo já tomadas pelo mato altíssimo, vagão abandonado num desvio desativado, a caixa-d’água sobre uma base de concreto, e claro, um poço bem grande e profundo nos fundos da estaçãozinha, repleto de samambaias crescendo por entre os tijolos. Tudo lá está quebrado, desgastado, esquecido ou enferrujado e o abandono impera há anos. Depois de tanto tempo, somente agora soube que em Coronel Corrêa Nova, antigamente existiam linhas dos 2 lados da estação, mesmo tendo passado por lá quando criança, nunca havia me alertado a este fato. Talvez porque naquela época (meados da década de 80), a linha dos fundos da estação já tivesse sido removida. Chegar lá não foi fácil, andar por lá num calor sufocante também não, entrar na base do facão no meio do matagal para tentar obter alguma imagem de dentro das casas abandonadas tampouco, mas, como quase sempre acontece, fomos agraciados com belas imagens e pudemos sentir na pele o que o tempo com uma grande ajuda do descaso, podem fazer a um lugar. Coronel Corrêa Nova é hoje um pequeno monumento à história ferroviária da Mogiana na região de Casa Branca… Bem como tantos outros em outros lugares, sobre outras companhias ferroviárias… Coitados.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER CORONEL CORRÊA NOVA

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São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_05

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ORINDIÚVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 06.04.2012
DESTINO: Estação Orindiúva
LOCALIZAÇÃO: Município Casa Branca – SP
COORDENADAS:  21°57’57.16″S 47° 1’23.80″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (em uso)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1899
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas, mas ainda em pé
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz, Raul Otuzi de Oliveira e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Orindiúva era uma das estações que mais me marcaram na infância, pois logo após estava Aguaí, destino mensal, meu e do meu saudoso avô Pedro. Entre Orindiúva e Aguaí, existiu uma outra estação chamada Engenheiro Mendes, mas no período em que nós viajávamos, ela já não existia mais, por isso Orindiúva ficou marcada mais fortemente na minha memória. Hoje está completamente abandonada, com o telhado caindo, sem assoalho e com o mato tomando conta de tudo. A linha ainda está ativa e ao redor da estação, apenas uma chácara e mais nada. Caixa-d’água, lousas e dísticos ainda resistem, mas por quanto tempo? Andamos bastante pelos arredores, inclusive mato adentro, mas nada de relevante foi encontrado, também não conseguimos contato com nenhum morador local. Lá fizemos fotos, filmes, passamos bastante calor e seguimos viagem para Miragaia.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

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