28/01/15

BENTO CARVALHO

BENTO CARVALHO

Estive no local exato aonde a antiga estação Bento Carvalho teria existido, mas, lá no local, absolutamente nada indicava que, um dia ali houve uma estação do antigo ramal de Santa Rita. Olhando com extrema boa vontade, um recuo ao lado da pequena estrada de terra batida parecia indicar que pudesse ter um dia existido uma estação naquele espaço, um pequeno pátio, enfim, mas de concreto mesmo, nada. Como nem sempre as indicações e as pistas que obtemos são totalmente confiáveis, fica na minha mente que talvez pudéssemos ter errado de lugar… >>

13/01/15

HAMMOND

HAMMOND

Hammond é um lugar daqueles em que a gente demora a perceber que é real. Há muito, eu estava para ir até lá, tudo me fascinava a respeito do local, sua história, o seu nome imponente e ímpar, o fato de ainda estar preservado, enfim, tudo isso me atiçava a ir o quanto antes, e assim fiz. A velha estação está preservada dentro de uma fazenda, “Barreiro” se não me falha a memória, e após visitarmos a estação de Guariba, conseguimos várias dicas de como encontrar Hammond. Chegando lá, uma simpática senhora, cujo nome me foge agora, nos recebeu com um largo sorriso no rosto e se ofereceu para nos mostrar todo o local, pois segundo ela, o trabalho que estávamos fazendo, era de imensa importância para a história do local e do país. Depois de ouvir isso, eu assumo, quase chorei de emoção… >>

07/01/15

ITATINGA PORTO

ITATINGA PORTO

Há muito, a Usina Hidrelétrica de Itatinga me desperta curiosidade e fascínio e, foi por isso que resolvi ir até lá para vê-la de perto. Apenas a título de curiosidade, o lugar une o universo ferroviário e o hidrelétrico, que era o tema original deste Projeto, que no seu início chamaria-se “Projeto Hidrelétricas Brasileiras”, mas no decorrer do período, tudo mudou, e cá estamos. O local está situado em Bertioga – SP, com o Rio Itapanhaú separando o acesso entre a Usina e a cidade, fazendo com que pouquíssimos possam acessá-la. A Usina fazia parte do município de Santos e teve o início da sua construção em 1906, com o seu término em 1910. Uma linha de bondes foi construída para levar funcionários e moradores do porto no Rio Itapanhaú até a usina, cerca de 7,5km à frente, dentro da mata e aos pés da Serra do Mar. Estive lá na margem do lado de Bertioga, no porto, porém não tive autorização para atravessar para o outro lado, pois me disseram que uma epidemia de Malária recente, fez com que o local fosse interditado para visitação… >>

16/12/14

TAJÁ

TAJA

Das mais de 420 estações que eu visitei até agora, Tajá certamente foi uma das mais desejadas. Simplesmente pelo fato do acesso ser restrito, e consequentemente poucos conseguirem chegar até ela, o imaginário não parava sequer um segundo de funcionar, até o momento em que decidi ir até lá. Tajá era uma pequena estação de cruzamento no alto dos morros que separam Águas da Prata – SP de Poços de Caldas – MG, construída pela Companhia Mogiana na década de 1930, para pequenos cruzamentos, visto que a capacidade do seu desvio era de apenas 6 vagões. Com a chegada da modernidade, as composições cresceram e Tajá sumiu. Vasculhando sobre esta exótica estaçãozinha, encontrei um vídeo de dois pesquisadores ferroviários da região de Casa Branca, que construíram um Trolley em 2005… >>

25/11/14

PEÑAROL*

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A estação Peñarol, está localizada no bairro homônimo na cidade de Montevideo e, hoje serve como base local da AFE – Administración de Ferrocarriles del Estado e também como um museu. O prédio da estação assim como o seu entorno foi restaurado recentemente e está em boas condições. Por lá o clima ferroviário se faz presente por todo lado, pois bem em frente, existe um grande pátio férreo, casas de conserva, oficinas… >>

13/11/14

200 ESTAÇÕES POSTADAS

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Olá pessoal, tudo bem? Hoje o projeto completa 200 estações postadas e, apesar de já ter visitado mais de 420, o ritmo das expedições e postagens tem diminuído, pois as distâncias tem ficado maiores, o tempo mais escasso, o trabalho mais duro enfim, nada inesperado, porém de certa forma, é um pouco doloroso imaginar que com […]

07/11/14

GUARANTÃ

GUARANTA

Guarantã em Tupi significa “madeira dura” e é também o nome desta estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que não só batizou a pequena cidade, como também a fez nascer. Na estação, encontrei pessoas morando na parte de trás da plataforma, na face voltada para a rua, enquanto um escritório da concessionária do trecho ocupava a parte da plataforma. Andei por lá, vi tudo com cuidado, seus frontões, dísticos legíveis, a plataforma, as linhas, uma casa que provavelmente era do chefe da estação, com uma “garagem” ao lado, aonde estava estacionada uma máquina de manutenção férrea, que não sei para qual finalidade específica ela serve, a caixa-d’água, o amplo recuo de calçamento basáltico… >>

04/10/14

CASCATA

CASCATA

Fui até a estação Cascata com vários amigos e também pesquisadores ferroviários especializados naquele trecho. Aproveito inclusive, para deixar aqui o agradecimento aos parceiros: Douglas Bulhões, Junior Alvarenga e Luis Fernando Pecchiore Bastos, pela companhia, pelo conhecimento compartilhado, pela disponibilidade, presteza e também pelo ideal, que os mantém até hoje na linha. Cascata está em pé, porém fechada e abandonada à sua própria sorte. Andamos por lá, vimos cada detalhe do prédio, e o quão triste é a constatação daquele descaso visto de perto e sem filtro algum. É um prédio grande, com a plataforma parcialmente sem cobertura, com as mãos-francesas já enferrujadas, portas e janelas em frangalhos, enfim, uma lástima. Por lá, ainda estão os dísticos, com uma tipografia marcante, no estilo Art Déco… >>

01/10/14

JOAQUIM EGÍDIO

JOAQUIM EGIDIO

Estive na estação de Joaquim Egídio depois de ter ouvido muita gente falar a respeito da beleza do pequeno distrito da cidade de Campinas. Joaquim Egídio por volta de 1890, possuia grandes engenhos de cana e, que com o passar dos anos, foram cedendo vez às fazendas de café. Com isso, por volta de 1889 foi preciso construir um ramal férreo para facilitar o transporte da produção das fazendas e ligar a então vila até a Estação Ferroviária de Campinas. O então recém-criado Ramal Férreo Campineiro (RFC) tinha 33 Km de extensão… >>

25/09/14

VARGEM GRANDE

Arame protetor?

Terra natal do meu saudoso pai Luiz Carlos Tomaz, a quem devo todo o reconhecimento pela forma incrível que me criou. Vargem Grande do Sul sempre foi uma cidade que me intrigou, afinal de contas, era um lugar cuja a estação ficava fora da linha-tronco da antiga Mogiana e Fepasa na minha infância, pois quando seguíamos viagem para Aguaí (terra natal da minha mãe), nós nunca passávamos por Vargem Grande (terra do meu pai), e isso sempre me soou um pouco injusto. Afinal, por que passávamos em uma, e não na outra? Décadas depois, vim a descobrir que Vargem Grande estava situada num pequeno ramal homônimo, e que tinha na cidade o seu ponto final, e por isso, lá existia um fluxo muito menor de trens. O ramal foi desativado em 1961 e de lá para cá, o abandono foi o que restou… >>