19/08/15

SERRA AZUL

SERRA AZUL

Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa… >>

02/07/15

TAMANDUAZINHO

TAMANDUAZINHO

Hoje no lugar há uma chácara/sítio e, ao que me pareceu, também uma piscicultura. Andei por lá mas não vi nehum resquício da antiga linha da EFSPM e muito menos do prédio (que em tese nunca existiu de fato), da antiga estaçãozinha. Tamanduazinho diziam ser uma espécie de cabine telefônica, e estava bem ao lado do córrego homônimo e um pouco antes da subida sentido Serra Azul. Perguntei ali por onde passei, mas sequer imaginavam que por ali havia existido uma estação… >>

01/07/15

EFSPM – POSTERS 01 E 02

POSTERS_APLICS_PEB

Saiu o segundo poster da coleção EFSPM ETERNA e ele é de SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO. Garanta o seu e ajude-nos a manter essa busca pelo resgate da história ferroviária do Brasil viva. Obrigado.

28/06/15

ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO E MINAS

Imagem Ilustrativa.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral… >>

15/06/15

GARZÓN*

DCIM100GOPRO

Pueblo Garzón é uma cidadezinha ao melhor estilo “Velho Oeste” americano, situada no Departamento (estado/província) de Maldonado – UY e por lá vivem hoje, cerca de 198 pessoas, que pelos idos de 1908 eram em torno de 2.000 e muito dessa densidade populacional provavelmente deveu-se à ferrovia. Hoje a cidade (Pueblo ou Vila, como quiserem) está praticamente abandonada e o principal atrativo é o Restaurante e Bodega “El Garzon” do Chef argentino Francis Mallmman, local aonde pudemos conhecer rapidamente, pois tínhamos que seguir nossa jornada. Também existem vinícolas por lá. A estação, hoje desativada, está localizada fora da vila, porém logo na entrada, vindo por uma estrada de terra batida. Está em pé, com placas, pátio, plataforma e um frontão de entrada lindíssimo. Outro elemento de charme são as enormes palmeiras que nos acompanham até o prédio e lá nos fazem companhia durante a exploração do lugar… >>

13/06/15

BALNEARIO SOLÍS*

DCIM100GOPRO

Não consegui imagens de detalhes dela, pois 3 Pitbulls faziam a guarda da estação, e só me dei conta, quando já estavam ao meu redor, então usei a estratégia de fazer cara feia, não arredar o pé, tirar as minhas fotos e sair tranquilamente. Deu certo, mas deu medo, rerere… Por lá, reside uma família, mas não consegui conversar com eles, apenas vi uma mulher e uma criança, que logo entraram na estação, atual casa deles… >>

09/06/15

FONTIBÓN*

FONTIBON

Ter estado lá foi uma experiência incrível, ter visto como é difícil conviver com o abandono, a sujeira e o descaso, também foi um tapa na minha cara que, por vezes, achava que este tipo de coisa acontecia só aqui no Brasil. Pelas minhas andanças, tenho constatado que o abandono, seja ele justificável ou não do transporte ferroviário (especialmente de passageiros), é uma constante pelo mundo afora, e o que ameniza essa realidade, é a destinação que se dá ao que restou deste universo. Em lugares aonde a educação NÃO FALTA, tudo é melhor, prédios antigos não morrem, viram museus, escolas, centros culturais, bibliotecas ganham ainda mais vida, os entornos não viram depósitos de lixo, viram parques, sua gente não vive remoendo um passado que não voltará mais, vive olhando para o futuro espelhado nas gerações porvindouras, enfim… Espero que gostem de ver Fontibón por aqui, pois lá, a história é bem outra.

18/05/15

LA SABANA*

LA_SABANA

O entorno é bastante popular, com muita gente por todo lado e, o motorista do táxi me alertou por diversas vezes, sobre o perigo de se fotografar ali, pois os meliantes poderiam me abordar a qualquer momento, visando não só o meu celular, como também a minha carteira ou mesmo algum possível dinheiro que estivesse levando. Como não sou covarde mas também não sou besta, tratei de fazer cara de mau, estufar o peito, colher rapidamente o material e seguir a vida. Deu certo… >>

17/05/15

TEOTIHUACAN*

TEOTIHUACAN

Quando fiquei sabendo que iria para o México, esta estação me chamou a atenção logo de cara, pela sua localização, praticamente ao lado das famosas Pirâmides de Teotihuacan (ou Teotihuacán, como queiram). Situada às margens da rodovia que liga a Cidade do México à Teotihuacan, num acesso um pouco confuso que nem mesmo o motorista do nosso táxi conhecia, lá estava a velha estação, construída a 2.280m de altitude, distando 45 km da estação Buenavista na Cidade do México, com o seu prédio ainda em pé, e suas linhas ainda servindo de forma plena. Por lá, vi apenas cargueiros e uma edificação semi-abandonada, que contava com dois funcionários da ferrovia… >>

24/03/15

ARANTES

ARANTES

Encontrar a estação Arantes era um desejo antigo. Por estar tão perto de casa, por ter uma história tão discreta, por ter feito parte de um pedaço tão rico da história cafeeira da região, enfim, motivos é que não faltaram para que eu fosse atrás dela. Neste dia, eu e a Néia, minha mulher, passeávamos sem destino, pelas trilhas dos arredores de Ribeirão Preto, como fazemos normalmente nos finais de semana e então, pensei: Por que não tentarmos localizar a estaçãozinha “Do Arantes” (é assim que a tratam nos arredores). Então lá fomos nós… Depois de algumas tentativas e erros, entrar e sair de fazendas e plantações, encontramos um senhor que nos deu algumas informações (preciosas por sinal), e que nos levaram até o local exato aonde, um dia existiu a estação. “Lá, você só vai encontrar a figueira e um amontoado de entulhos, pois a casinha da estação, foi derrubada já faz tempo” – disse o senhor… >>