24/09/15

BUTIÁ

BUTIA

Estive no acanhado vilarejo de Butiá junto com o meu amigo, também designer e parceiro esporádico de expedições Vinicius Costa. Bem, para se chegar a Butiá, andamos um bom trecho em estrada de terra, pois o acesso para a vilinha só se dá por ela, mas, apesar disso, não tivemos grandes problemas não (além do calor infernal, é claro). Ao chegarmos em Butiá, nos deparamos logo com a pequena Igreja Santa Terezinha (cercada e fechada), que chama bastante a atenção, pelo seu estado de conservação, muito bom por sinal, mas também pelo fato da diminuta vila não oferecer grandes atrativos turísticos, apesar de um pesque-pague famoso por lá, que acabamos por não conhecer, pois o tempo estava curto naquele dia. Andamos, vimos um bar que estava fechado (Bar da Nita)… >>

20/09/15

ITAPETI

ITAPETI

Itapeti sempre foi objeto de desejo. Toda vez que passávamos pela SP-070 indo para o litoral norte de São Paulo, lá estava ela, ao lado, pouco acima do nível da rodovia, sempre despertando curiosidade e instigando o meu desejo exploratório. Certo dia, chegou o momento e fui lá. Itapeti está em pé apenas por obra do acaso (descaso?) e da boa qualidade da construção da época, salvo isso, nada mais há de se ver por lá. Um prédio pelo que percebi, que segue os padrões da Estrada de Ferro Central do Brasil para estações pequenas, sem armazéns, sem caixa d’água, sem telhado, enfim, sem futuro nenhum. Andei sozinho pelo local, entrei, saí, documentei-a da forma que pude… >>

20/09/15

ANALÂNDIA

ANALANDIA

Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós… >>

17/09/15

CEDRAL MERCADORIA

CEDRAL_MERCADORIA

Quando chegamos, o que nos marcou profundamente, além dos olhares desconfiados dos moradores, foi a enorme silhueta da mulher, que contrastava com a luz da porta entreaberta do galpão, num misto de tristeza, desesperança e abandono. Olhá-la nos olhos é uma tarefa difícil, pela sua condição (vide fotos e mini-filme), pela falta de perspectiva e, pela agonia decorrente do pouco caso com todos ali. Cedral Mercadoria foi desativada pouco antes de 1986 e até hoje está lá, ainda marcando presença na realidade ferroviária local. E eu vi isso frente-a-frente! Infelizmente nada ali anima ninguém, nem nós… >>

14/09/15

BONFINÓPOLIS

BONFINOPOLIS

Cheguei a Bonfinópolis vindo de outras 12 estações visitadas e documentadas naquele mesmo dia, o que foi uma alegria e tanto, pois a expedição rendeu muito. Deixo aqui já explícito, um enorme agradecimento ao arquiteto, fotógrafo, poeta e também expedicionário ferroviário Glaucio Henrique Chaves, que gentilmente me enviou as marcações de todas as estações do trecho, o que me poupou um enorme tempo e otimizou demais a expedição. O Glaucio já havia visitado os locais e me alertou do que iria encontrar, mas mesmo assim, segui viagem rumo a Goiás, um estado até então desconhecido para mim… >>

19/08/15

SERRA AZUL

SERRA AZUL

Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa… >>

02/07/15

TAMANDUAZINHO

TAMANDUAZINHO

Hoje no lugar há uma chácara/sítio e, ao que me pareceu, também uma piscicultura. Andei por lá mas não vi nehum resquício da antiga linha da EFSPM e muito menos do prédio (que em tese nunca existiu de fato), da antiga estaçãozinha. Tamanduazinho diziam ser uma espécie de cabine telefônica, e estava bem ao lado do córrego homônimo e um pouco antes da subida sentido Serra Azul. Perguntei ali por onde passei, mas sequer imaginavam que por ali havia existido uma estação… >>

01/07/15

EFSPM – POSTERS 01 E 02

POSTERS_APLICS_PEB

Saiu o segundo poster da coleção EFSPM ETERNA e ele é de SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO. Garanta o seu e ajude-nos a manter essa busca pelo resgate da história ferroviária do Brasil viva. Obrigado.

28/06/15

ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO E MINAS

Imagem Ilustrativa.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral… >>

15/06/15

GARZÓN*

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Pueblo Garzón é uma cidadezinha ao melhor estilo “Velho Oeste” americano, situada no Departamento (estado/província) de Maldonado – UY e por lá vivem hoje, cerca de 198 pessoas, que pelos idos de 1908 eram em torno de 2.000 e muito dessa densidade populacional provavelmente deveu-se à ferrovia. Hoje a cidade (Pueblo ou Vila, como quiserem) está praticamente abandonada e o principal atrativo é o Restaurante e Bodega “El Garzon” do Chef argentino Francis Mallmman, local aonde pudemos conhecer rapidamente, pois tínhamos que seguir nossa jornada. Também existem vinícolas por lá. A estação, hoje desativada, está localizada fora da vila, porém logo na entrada, vindo por uma estrada de terra batida. Está em pé, com placas, pátio, plataforma e um frontão de entrada lindíssimo. Outro elemento de charme são as enormes palmeiras que nos acompanham até o prédio e lá nos fazem companhia durante a exploração do lugar… >>