20/09/15

ANALÂNDIA

ANALANDIA

Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós… >>

17/09/15

CEDRAL MERCADORIA

CEDRAL_MERCADORIA

Quando chegamos, o que nos marcou profundamente, além dos olhares desconfiados dos moradores, foi a enorme silhueta da mulher, que contrastava com a luz da porta entreaberta do galpão, num misto de tristeza, desesperança e abandono. Olhá-la nos olhos é uma tarefa difícil, pela sua condição (vide fotos e mini-filme), pela falta de perspectiva e, pela agonia decorrente do pouco caso com todos ali. Cedral Mercadoria foi desativada pouco antes de 1986 e até hoje está lá, ainda marcando presença na realidade ferroviária local. E eu vi isso frente-a-frente! Infelizmente nada ali anima ninguém, nem nós… >>

14/09/15

BONFINÓPOLIS

BONFINOPOLIS

Cheguei a Bonfinópolis vindo de outras 12 estações visitadas e documentadas naquele mesmo dia, o que foi uma alegria e tanto, pois a expedição rendeu muito. Deixo aqui já explícito, um enorme agradecimento ao arquiteto, fotógrafo, poeta e também expedicionário ferroviário Glaucio Henrique Chaves, que gentilmente me enviou as marcações de todas as estações do trecho, o que me poupou um enorme tempo e otimizou demais a expedição. O Glaucio já havia visitado os locais e me alertou do que iria encontrar, mas mesmo assim, segui viagem rumo a Goiás, um estado até então desconhecido para mim… >>

19/08/15

SERRA AZUL

SERRA AZUL

Estive em Serra Azul com o meu sobrinho Jeferson e pudemos ver o estado do velho prédio da sua antiga estação. Numa parte, vivia uma família, na outra estava fechado. A estação está em bom estado, com a plataforma, cobertura, placas de altitude e quilometragem, dístico, portas, batentes, enfim, tudo ainda lá. Pouco à frente, perto de um bar, sob uma grande árvore, possivelmente uma Figueira, está a caixa-d’água e sua base de tijolos aparentes, ao que pareceu, ainda em uso. Lembro-me como se fosse hoje, da vontade que tive de tomar uma cerveja gelada ali naquele bar, embaixo daquela árvore imensa… >>

02/07/15

TAMANDUAZINHO

TAMANDUAZINHO

Hoje no lugar há uma chácara/sítio e, ao que me pareceu, também uma piscicultura. Andei por lá mas não vi nehum resquício da antiga linha da EFSPM e muito menos do prédio (que em tese nunca existiu de fato), da antiga estaçãozinha. Tamanduazinho diziam ser uma espécie de cabine telefônica, e estava bem ao lado do córrego homônimo e um pouco antes da subida sentido Serra Azul. Perguntei ali por onde passei, mas sequer imaginavam que por ali havia existido uma estação… >>

01/07/15

EFSPM – POSTERS 01 E 02

POSTERS_APLICS_PEB

Saiu o segundo poster da coleção EFSPM ETERNA e ele é de SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO. Garanta o seu e ajude-nos a manter essa busca pelo resgate da história ferroviária do Brasil viva. Obrigado.

28/06/15

ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO E MINAS

Imagem Ilustrativa.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral… >>

15/06/15

GARZÓN*

DCIM100GOPRO

Pueblo Garzón é uma cidadezinha ao melhor estilo “Velho Oeste” americano, situada no Departamento (estado/província) de Maldonado – UY e por lá vivem hoje, cerca de 198 pessoas, que pelos idos de 1908 eram em torno de 2.000 e muito dessa densidade populacional provavelmente deveu-se à ferrovia. Hoje a cidade (Pueblo ou Vila, como quiserem) está praticamente abandonada e o principal atrativo é o Restaurante e Bodega “El Garzon” do Chef argentino Francis Mallmman, local aonde pudemos conhecer rapidamente, pois tínhamos que seguir nossa jornada. Também existem vinícolas por lá. A estação, hoje desativada, está localizada fora da vila, porém logo na entrada, vindo por uma estrada de terra batida. Está em pé, com placas, pátio, plataforma e um frontão de entrada lindíssimo. Outro elemento de charme são as enormes palmeiras que nos acompanham até o prédio e lá nos fazem companhia durante a exploração do lugar… >>

13/06/15

BALNEARIO SOLÍS*

DCIM100GOPRO

Não consegui imagens de detalhes dela, pois 3 Pitbulls faziam a guarda da estação, e só me dei conta, quando já estavam ao meu redor, então usei a estratégia de fazer cara feia, não arredar o pé, tirar as minhas fotos e sair tranquilamente. Deu certo, mas deu medo, rerere… Por lá, reside uma família, mas não consegui conversar com eles, apenas vi uma mulher e uma criança, que logo entraram na estação, atual casa deles… >>

09/06/15

FONTIBÓN*

FONTIBON

Ter estado lá foi uma experiência incrível, ter visto como é difícil conviver com o abandono, a sujeira e o descaso, também foi um tapa na minha cara que, por vezes, achava que este tipo de coisa acontecia só aqui no Brasil. Pelas minhas andanças, tenho constatado que o abandono, seja ele justificável ou não do transporte ferroviário (especialmente de passageiros), é uma constante pelo mundo afora, e o que ameniza essa realidade, é a destinação que se dá ao que restou deste universo. Em lugares aonde a educação NÃO FALTA, tudo é melhor, prédios antigos não morrem, viram museus, escolas, centros culturais, bibliotecas ganham ainda mais vida, os entornos não viram depósitos de lixo, viram parques, sua gente não vive remoendo um passado que não voltará mais, vive olhando para o futuro espelhado nas gerações porvindouras, enfim… Espero que gostem de ver Fontibón por aqui, pois lá, a história é bem outra.