24/03/16

BOSA*

BOSA

Inaugurada em 1899 a estação de Bosa tem, por onde quer que se pesquise, uma relevância interessante no tocante a sua arquitetura (?) que, sinceramente, estive no local e pude ver que não é nada demais, perto dos espetaculares prédios que temos enfurnados pelo interior do Brasil. Mas enfim, voltemos a Bosa, que era uma estação para escoamento de produtos agrícolas da região e que hoje fica as margens de uma grande rodovia denominada Autopista Sur. Chegar até ela não foi fácil, ninguém em Bogotá (motoristas de taxis) sabia muito a seu respeito, meu espanhol é parco, mas meu gestual e minha perseverança compensaram tudo isso… >>

24/03/16

ASSIS

ASSIS

Estive em Assis enquanto seguia viagem para o Mato Grosso do Sul e me acompanhavam pela jornada, a minha mulher Claudinéia de Marchi, meu sobrinho, e mais antigo parceiro de expedições, Jeferson Tomaz e a minha irmã, Carolina Tomaz. Mesmo assim, fiz questão de que parássemos em Assis para documentarmos a antiga estação da Sorocabana que, sinceramente já não inspira mais tantos olhares, como certamente já fez há tempos. Andei por lá, vi detalhes, senti na pele a energia que emana do lugar, andei sob o sol pelo seu grande pátio, vi a vila ferroviária, seus galpões antigos, os desvios, as placas na plataforma, a indicação da data de inaguração na porta em concreto, os detalhes das mãos-francesas em ferro, o prédio em dois pavimentos, a antiga locomotiva manobreira ornamental ao seu lado, tudo abandonado ou, se não, bastante descuidado… >>

20/02/16

PEDREIRA

PEDREIRA

Estive em Pedreira por três vezes e em todas elas pude ver um “mundaréu” de gente ao redor do prédio da velha estaçãozinha do ramal de Amparo. Como o local hoje é uma referência em comércio de artigos de artesanato, cerâmicas e afins, a vida ferve por ali nos finais de semana e feriados. O prédio está bem conservado, foi pintado recentemente de amarelo, e pelo que pesquisei, já foi azul e bege antes de assumir essa cor atual. Fica no meio de uma avenida/rodovia que liga Jaguaríuna a Amparo e chama a atenção de quem passa por ali. Andei, entrei, fotografei, filmei, especulei, admirei e vivi aquele momento da melhor maneira que pude, para que, exatamente como agora, eu o pudesse reviver em detalhes ao escrever este texto. Por lá, não havia placas de altitude, nem de quilometragem, também não encontrei a antiga caixa-d’água, e nem trechos de linha, desvios ou qualquer coisa que lembrasse o universo férreo, exceto claro, a própria estação. Plataforma, dísticos legíveis e cobertura suportada por mãos-francesas na entrada dos banheiros ainda estão lá e ao que parece… >>

10/01/16

JACARÉ

JACARE

Vai daqui, volta dali, numa dessas embrenhadas, eis que me deparo com nada menos do que um apiário, sim, eu estava dentro de uma criação de abelhas e obviamente isso não era nada bom. Alertei-os de forma comedida, sem fazer muito tropel e agradeci por ter conseguido sair daquela situação sem nenhuma picada. Desviamos daquela rota e voltamos ao curso do antigo leito. A uns 200 metros dali, conseguimos localizar os restos da estação, sua fundações, pisos e algumas paredes que ainda em pé, resistiam bravamente. Tudo ali estava tomado pelo mato e um calor monumental nos desetimulava a permanecer por muito tempo… >>

17/12/15

CORONEL PEREIRA LIMA NOVA

CEL PEREIRA LIMA NOVA

“Coronelzinho” apelidado assim por mim, devido ao tamanho diminuto, muito menor que a versão antiga dela, que está situada pouco a frente e fora do leito atual, foi por uns cinco anos apenas um vagão e só depois tornou-se de fato um ponto de “alvenaria”. Ao que parece, teve vida curta e funcionou por cerca de dez anos, tendo sido desativada com o fim dos trens de passageiros em 1997. Acho-a simpática, pequenina, resistente, enfim, sou um sonhador…>>

12/11/15

ARARAÍ

ARARAI

Explorei o lugar a pé, tirei fotos, andei pela velha plataforma, encarei de frente o grande prédio surrado pelo tempo, mas que não acusa o golpe e, como em tantas outras vezes, pude sentir dentro de mim aquele prazer enorme de mais uma missão cumprida. Pelo que pesquisei, os trilhos foram retirados em 1964 e a linha cessou as suas atividades dois anos antes. Por lá, da vila de Araraí, apenas a estação e mais quatro casas seguem… >>

26/10/15

EFSPM – POSTERS 03 E 04

EFSPM_POSTERS_DESTAC

Acabaram de ficar prontos os posters 03 e 04 da coleção EFSPM ETERNA. São eles: Águas Virtuosas e Biagípolis, serão 22 no total, e ao final, haverá uma exposição em homenagem à EFSPM e a sua riquíssima história. Quem se interessar, basta entrar em contato com o Rodrigo Flores (contato no post).

23/10/15

IBITIUVA

IBITIUVA

Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não… >>

19/10/15

SAN CARLOS*

SAN CARLOS

O prédio hoje serve como residência porém, seus moradores não estavam presentes e, apenas um cão fazia as vezes de vigia, como já é praxe nestas incursões a que me proponho a fazer. Plataforma, linhas, placas de concreto, postes, armazém metálico (típico daquele país e também da Argentina), casa do chefe da estação, enfim, tudo ainda lá, agonizando mas vivo. Não existem os dísticos (talvez pela arquitetura do prédio? Enfim, não sei o motivo…), nem vagões, nem trens, nem nada sobre os trilhos por ali. Andei, explorei, fotografei, filmei, tentei encontrar alguém a quem recorrer para obter informações mais detalhadas, mas não consegui. Enfim, as informações são mesmo escassas, espero que curtam pelo menos as imagens… >>

15/10/15

DR. LORENZO CARNELLI*

DCIM100GOPRO

Dr. Lorenzo Carnelli está pouco à frente da estação central (General Artigas), no sentido do bairro Peñarol. Seu nome é uma homenagem a um político e advogado uruguaio falecido em 1960. A estação, pelo que pude perceber, é uma base de controle da AFE (Administración de Ferrocarriles del Estado) e por lá, existem vários desvios e ramais ainda ativos. O lugar é bem no meio da zona portuária de Montevideo e deve possuir um movimento relativamente alto de trens de carga, porém no dia em que estive por lá, não havia trens em atividade. Andei pelo local, fui logo colhendo imagens e vídeos, pois um segurança que estava “me mirando” de dentro de uma cabine, de bate-pronto já me olhou e ficou me acompanhando o tempo todo, bem desconfiado das minhas intenções por aquelas bandas. Depois de alguns poucos minutos explorando, fui até próximo dele e, adivinhem? Fui convidado a retirar-me dali… >>