10/10/12

BABILÔNIA

Estivemos em Babilônia e pudemos ver de perto, tanto o prédio da velha estação quanto todo o seu entorno, que pouco lembra o seu passado movimentado pelos carregamentos de leite e café das fazendas da região. Lá, conversei com os atuais moradores da estação, que hoje é uma residência, e eles me mostraram fotos de como era o prédio original (vide galeria de fotos abaixo), que pouco lembra o atual, bastante desfigurado, tanto na construção quanto nas cores. Babilônia está situada ao lado da estrada, que segue o leito da antiga linha do ramal de Água Vermelha, sim, aquele que não termina propriamente em Água Vermelha, mas em Santa Eudóxia… >>

09/10/12

BOA VISTA VELHA

Estive sozinho em Boa Vista Velha quando vinha de Cordeirópolis e seguia para Paranapiacaba. Passar por lá, foi uma experiência interessante, o local é um antigo entroncamento da Companhia Paulista e por lá, vê-se muito da situação atual das ferrovias no país, que é uma mistura de abandono e utilização extrema. Abandono de tudo que não serve mais, como material rodante e o antigo prédio, e o uso extremo das vias ainda ativas até o seu limite, explorando tudo o que pode ser explorado de forma fria e pragmática… >>

06/10/12

RAIZ DA SERRA

O prédio está abandonado, com o telhado quebrado, sem dísticos e sem função alguma. O curioso é que está pintado de vermelho vivo por fora e no frontão, a data de 1891 está em em azul e amarelo, “coincidentemente” as cores da concessionária. Esta combinação cromática se destaca muito diante o verde da serra do mar e o cinza da poluição, que não sei se é bom ou ruim… feio não ficou não. Bem, conhecemos o depósito/oficina das locomotivas Hitachi da cremalheira, andamos pela ampla plataforma, colhemos imagens e seguimos viagem. Naquele dia escuro e chuvoso, Raiz da Serra foi a nossa diversão, e eu recomendo… >>

04/10/12

PARQUE REINO DAS ÁGUAS CLARAS

Vínhamos de Campos do Jordão sentido Pindamonhangaba quando decidimos conhecer a Parada do Parque Reino das Águas Claras. Pelo que vimos, outrora o local devia ser movimentado, mas naquele dia estava interditado devido a uma chuva (enchente se não me engano), e não pudemos ver nenhum fluxo de pessoas por ali. É uma parada simples, com telhas de amianto sobre uma estrutura de ferro e alguns bancos, está bem conservada, mas ao que parece o trem suburbano já não trafega mais por ali, restando apenas o trem turístico da E.F.C.J. que passa sem parar… >>

03/10/12

AMÉRICO BRASILIENSE

Américo Brasiliense hoje, mais parece um prédio fantasma se visto pela linha. Se visto de fora, lembra um antigo armazém. Se visto pelos dois ângulos, como vimos, lembra o descaso com que tratamos o nosso passado e a nossa história. É isso. De lá seguimos para Tutóia… >>

03/10/12

CANCHIM

Para encontrar a localização exata da antiga estação Canchim, tive que quebrar a cabeça um pouco mais do que de costume. E sinceramente, não sei até agora se consegui, mas enfim, vamos lá. Existem duas localizações distintas para a mesma estação, por isso tive que verificar “in loco” (nos dois locais) através de relatos de moradores, qual dos dois era de fato a localização correta de Canchim. As coordenadas marcadas tanto no mapa (Google Earth), quanto na ficha técnica, referem-se ao lugar que me pareceu mais provável, depois de muita exploração e conversa. Estive na primeira marcação, uns 3 quilômetros à frente (sentido de Água Vermelha), conversei com o morador do local aonde, em tese existiu a estação, e ele me garantiu que a estação Canchim, nunca foi lá… >>

02/10/12

CHIBARRO

Estivemos em Chibarro vindos das estações Ouro e Tamoio, onde pudemos colocar em prática o nosso método de localização mais constante, o da tentativa e erro, rerere. Chegando em Chibarro, pudemos perceber o estado crítico do local, o abandono, que é tão frequente, e já nem nos espanta mais. É um local calmo, sem moradores ocupando nem o prédio da estação, nem o de monitoramento, que fica um pouco à frente, o grande armazém na estrada de Chibarro (vide mini-filme), também não estava ocupado, enfim, no local éramos apenas nós naquele dia. Chibarro estava tomada pelo mato alto, os dísticos ainda estão lá, a plataforma também, mas nem sinal das lousas e placas de quilometragem e altitude. No dístico dava para ler ainda o nome “Fortaleza” bem apagado… >>

01/10/12

FRADINHOS

Estivemos em Fradinhos num dia quente e úmido, e entrar mato adentro num dia destes, sinceramente não foi muito agradável não. Depois de desbravarmos a Trilha das Águas (Chanflora) na região de Altinópolis/Serrana/Cajuru, a bordo do “Pretinho”, e atolarmos na areia, conseguimos encontrar o local da antiga estação Fradinhos, bem no meio de um horto, que para mim, mais parecia uma plantação de eucaliptos, mas, enfim. Atravessamos porteiras, pulamos cercas, desatolamos o carro (vide mini-filme), seguimos mato adentro sem facão, apenas com um canivete (sim, foi um erro, mas como iríamos saber?), e enfim, encontramos o local. Hoje nada mais existe por lá… >>

26/09/12

BIFURCAÇÃO

Estivemos em Bifurcação num dia de calor extremo, até aí, nada de anormal aqui na região de Ribeirão Preto. Era um dia lindo, com uma luz maravilhosa, o que facilitou muito a captação de belas imagens da velha estaçãozinha e sua redondeza. Bifurcação fica a poucos metros da rodovia que liga Cravinhos à Serrana, mas está num desnível, e quando a cana está alta, é impossível vê-la (já é bem difícil com ela baixa). É tão próxima da cidade e ao mesmo tempo tão distante do nosso tempo… >>

23/09/12

GATO PRETO

A antiga estação Gato Preto levava o nome do bairro homônimo situado na cidade de Cajamar, e foi construída para transportar a cal produzida ali, para a linha da São Paulo Railway em Perus, São Paulo. Depois de muita pesquisa em diversos sites, decidi ir até lá e ver de perto tudo o que tinha sobrado daquele projeto, que inicialmente tinha o intuito, ou melhor, pretexto de ligar Perus a Pirapora do Bom Jesus, para transportar romeiros, mas que jamais foi concluída, tendo assim, Gato Preto como seu ponto final e nunca Pirapora do Bom Jesus. Segui para lá juntamente com meu sócio Daniel Calil, andamos pelos arredores, aonde fomos bem recebidos pelos moradores locais e tivemos até o apoio de um deles como guia (vide a voz dele no mini-filme, descrevendo o local), o que facilitou muito a nossa expedição… >>