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MATÉRIA REVIDE ONLINE

 


Matéria REVIDE ONLINE – 19/07/2012

Perdidas entre escombros e florestas estão os restos esquecidos do transporte ferroviário brasileiro. A implantação das primeiras linhas ferroviárias foi incentivada pelo regente Diogo Antônio Feijó, através da Lei Imperial nº 101 de 1835. A lei concedia privilégios a quem construísse e explorasse estradas de ferro ligando o estado do Rio de Janeiro às capitais de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia. A malha ferroviária implantada aqui ajudou no  desenvolvimento da indústria brasileira, mas encontrou o seu declínio em meados da década de 1950, quando o país abriu as portas para o parque automobilístico. Por décadas sem investimento, não demorou muito para que as grandiosas máquinas caíssem no ostracismo e se tornassem sucatas. Pensando em manter viva a lembrança e contribuir de alguma maneira para a preservação da história da ferrovia brasileira, o publicitário ribeirãopretanao Marcelo Tomaz se lançou num projeto ambicioso. Com o Projeto Estações Brasileiras, Marcelo pretende visitar e catalogar todas as estações existentes ou que já existiram no território brasileiro. “A minha história tem muito a ver com a ferrovia. Quando era pequeno, costumava viajar de trem com o meu avô para Aguaí, aonde ele ia mensalmente receber sua aposentadoria”, explica o publicitário. A ideia inicial do projeto, como conta Tomaz, era catalogar as usinas hidrelétricas e não as estações ferroviárias, mas segundo ele o lado emocional falou mais alto. No entanto, focar a pesquisa nas estações ferroviárias elevou o nível de dificuldade do projeto, pois o número de usinas é infinitamente menor que o número de estações. São mais de 5  mil estações, contra aproximadamente 100 usinas. Para o publicitário o apoio que ele recebe do público é maior que a dificuldade e se torna compensatório.
Aventuras
Viajar a regiões isoladas traz ao projeto um pouco de adrenalina, Marcelo conta que já atolou no barro, na areia, no meio de eucaliptos, canavial, cafezal, subiram encostas, desceram ladeiras, atravessaram grutas e cachoeiras e dentre todas as surpresas presentes em cada expedição, Marcelo também encontra famílias vivendo de maneira marginalizada e esquecidas em meio à arquitetura imperial. “São pessoas carentes, que se alojaram num espaço que não lhes pertence, mas que apostam que no futuro será deles de alguma forma. O que nem sempre é verdade”, relata. Para encontrar as Estações, o publicitário usa a internet para pesquisar e mapear os caminhos que deverá percorrer. Marcelo Tomaz utiliza o site do pesquisador ferroviário Ralph Giesbrecht. O trabalho de Tomaz se difere do de Giesbrecht no seguinte aspecto: o espírito de aventura. “Quero levar para o público a experiência vivida em cada expedição”, afirma. Com as próprias pernas Marcelo Tomaz realiza o projeto sem nenhum patrocínio e, pelas contas dele, o projeto levará aproximadamente 25 anos para ficar pronto e diz: “Caso eu consiga apoio, quem sabe eu não reduza esse tempo pela metade”, espera.

Revide On-line
Texto: Bruno Silva
Fotos: Marcelo Tomaz

 

Para a matéria completa, acessem: http://www.revide.com.br/gerais/heranca-imperial/

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1Comentários

  1. 22/04/14 às 12:58
    Eva cartao de credito bradesco:

    Fui recomendado neste blog pelo meu primo. nao estou certo se este post eh escrito por ele.Muito gratidao!

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