23/10/15

IBITIUVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2013
DESTINO: Estação Ibitiuva
LOCALIZAÇÃO: Município Pitangueiras – SP
COORDENADAS: 20°59’49.28″S 48°19’29.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não. Sabe-se que era uma estação de onde saia um ramal sentido Terra Roxa e que este mesmo ramal foi desativado em 1966. Por volta de 1997 os trens de passageiros cessaram e isso foi preponderante para o fim de todo o complexo naquele ponto. A estação perdurou até 2002 e funcionou, como tantas outras, por um tempo como rodoviária. Por lá, ainda se encontra alguns pedaços da antiga plataforma (se procurarem com calma), mas fora isso, somente as casinhas mesmo que fazem menção ao período ferroviário, nada mais. Abaixo, tomei a liberdade de incluir algumas informações retiradas do site da própria localidade, que esclarecem curiosidades acerca do nome e do surgimento do vilarejo:

A Estrada de Ferro, causa da formação do povoado
A Rede Ferroviária no Estado de São Paulo surgiu após a primeira metade do Século XIX e ocupou geograficamente todos os pontos cardeais do Estado, montando uma verdadeira rede de captação de café em direção ao porto de Santos. Em 1907, devido aos desbravamentos para a construção da Ferrovia pela construtora Peti & Catoni, posteriormente Estrada de Ferro São Paulo-Goiáz,* Vila Dama, povoado embrião do distrito de Ibitiúva, tomou um novo e grande impulso. Com o objetivo de escoar a produção de café da região, a Ferrovia foi construída pelos irmãos Bernardino e Francisco de Queiros Catoni, ambos engenheiros. Ela atingia inicialmente os povoados vizinhos de Viradouro, Terra Roxa e Pitangueiras, sendo que depois de alguns anos atingiu Bebedouro. Mais tarde, em 1912, o trecho de ferrovia foi incorporado à Companhia Ferroviária de São Paulo-Goiáz*, empresa presidida pelo Barão Homem de Mello, que tinha como objetivo a ligação entre os Estados de São Paulo e Goiás, a partir de Bebedouro. Devido às condições de relevo, com a grande baixada, seria necessário um aterro que encareceria a obra. A ferrovia não passou próxima ao povoado da então Vila Dama, fazendo com que o local de constituição do povoado mudasse gradativamente para as margens da ferrovia, mais precisamente próximo à Estação Ferroviária. A construção da estrada de ferro foi a causa da formação de Ibitiúva, pois ela mudou gradativamente o povoado da Vila Dama, que era composto de pequenos produtores de café, comerciantes e operários da obra do grupo da construtora Peti & Catoni.

Fundação do Distrito
Em 1909 existiam várias famílias que residiam no então povoado de Ibitiúva, como as famílias de Joaquim Prudêncio da Silva, Antonio Quintino de Oliveira, Marcos e Elisio Teixeira, Deocleciano Pulino, Major Sultério de Camargo Barbosa, Antonio Ferraz Dutra, Moyses de Mello, dentre outras. Já em 1910 foi fincado um cruzeiro no local onde hoje é a Praça da Matriz de Ibitiúva, sendo um marco de fundação do povoado que crescia às margens da Ferrovia. Atualmente esse cruzeiro encontra-se no cemitério local. Pelo documento mais antigo que se tem notícia sobre a fundação de Ibitiúva, sabe-se que em 1912 o Major Joaquim Prudêncio da Silva e sua esposa Maria Rodrigues Barbosa doaram o terreno e as pedras para a construção da primeira Capela ao Padroeiro Sagrado Coração de Jesus Cristo. Em 1912 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Ibitiúva pela Empresa Ferroviária São Paulo-Goiáz*. Em 1913 foi constituída uma diretoria com a finalidade de conseguir fundos monetários para a construção da primeira igreja do povoado. A diretoria era formada pelo Major Sotério de Camargo Barbosa, Coronel Joaquim Silvério dos Reis Neves, Sijenando Garcia Lopes, Marcos Teixeira, Major Joaquim Rodrigues, Capitão Antonio Quintino de Oliveira e Major Joaquim Prudêncio da Silva. Relatos indicam que a conclusão da construção da primeira igreja do povoado ocorreu em 1918. Na época, as casas eram construídas de madeira com o chão em terra nua. A primeira casa de tijolos de Ibitiúva foi a Cooperativa de Consumo Popular.

A origem do nome
Segundo moradores antigos, a palavra Ibitiúva é formada pela junção de duas outras palavras: Ibi – o nome de uma ave; e Tiuva – o nome de uma planta semelhante à mandioca, muito comum encontrada nessa localidade e assim chamada pelos moradores. Pesquisando em dicionários que tratam sobre os termos indígenas, foi constatado que o termo “ibi” tem significado de “terra”. Já quanto à ave, no dicionário português, os Íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. A palavra “tiuva” não foi encontrada em nenhum dicionário, em português ou indígena, entretanto, pode ser um termo que derivou de outro. Não há registros que mostram com precisão o motivo que levou ao nome Ibitiúva; se foi em virtude da “terra de tiuva” ou “ave de tiuva” e quem primeiro a chamou por esse nome.”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER IBITIUVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

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1Comentários

  1. 08/11/15 às 22:10
    marcos antonio silva:

    aqui mais uma historia ferroviaria que um dia prosperou neste municipio mais infelismente com o passar dos anos nada restou desde seu sugirmento a historia foi completamente apagada neste lugar apenas seu vilarejo ainda continua como no inicio de sua historia ferroviaria por aqui hoje em muitos lugares não existe politicas de conservação neste segmento que estamos falando tudo e apagado por completo pela mesma mãos que constroi e destroi com o passar dos anos para que tudo isso se apagar esta historia tão bela e cheia de historia e conquista lutas de um povo que se dedicou a levar progresso a tantos lugares desconhecidos e hoje em 2015 essa realidade e outra neste pais cheio de violencia aqui neste lugar onde existiu a famosa historia ferroviaria ainda existe belo cenario que a natureza conserva ate o presente momento desta reportagens abs marcelo continui com este trabalho magnifico de marcos silva carapicuiba sp.

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