07/05/13

EMAS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.11.2012
DESTINO: Estação Emas
LOCALIZAÇÃO: Município Pirassununga – SP
COORDENADAS: 21°93’91.84″S 47°36’55.85″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1886
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi, Thiago Samarino Lages, Roseléia Pereira, Fabiano Pessôa, Priscila Savoia, Christiano Pessôa, Juliana Grisi, Felipe Pessôa, Diego Costa e Valter Fabrício Dari

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
A estação Emas está atualmente localizada dentro da antiga Fazenda da Barra, hoje, da A.F.A. (Academia da Força Aérea), e isso, por si só já dificultava e muito a nossa tarefa de documentá-la. Por lá tudo é controlado, re-controlado e o acesso é extremamente difícil (provavelmente Emas, seja a estação em que eu tive a maior dificuldade de acesso dentre todas as visitadas até agora), obviamente por ser uma área militar e estratégica. Como nossa missão lá era de paz, cultural, educacional e histórica, conseguimos o acesso e pudemos documentar mais este ponto remoto da era de ouro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Hoje o prédio está abandonado, em ruínas e fica bem em frente ao grande armazém de tijolos aparentes aonde, provavelmente eram estocadas as cargas que seguiam para o Ramal de Descalvado ou outros destinos próximos. A estação está ainda com as coberturas, tanto do prédio quanto da plataforma, os dísticos apagados porém ainda lá, boa parte do assoalho de madeira foi-se há algum tempo, os pilares da plataforma feitos de trilhos também seguem resistindo, vimos telhas francesas legítimas de Marselha em cacos, jogadas pelo chão do armazém, portas e janelas lacradas por algumas tábuas, imagino que, para evitar a entrada de estranhos, mas me pergunto: “Que estranhos entrariam ali, numa instalação militar, supervigiada e toda cercada?”. Próximo ao prédio da estação, ainda há uma casa que imagino ter sido do chefe da estação, ou mesmo de alguma turma de conservação de linha (vulgo “conserva”), porém tudo tomado pelo mato, conserva, estação, armazém, e partes do leito da antiga linha. Nada de placas de quilometragem, nem de altitude e também não vi a caixa-d’água. Por lá, os trens de passageiros cessaram por volta de 1976 e a linha foi extinta na década de 80. Partindo de Emas sentido Baguassu ainda existe uma bela ponte de ferro por onde, ainda hoje circulam caminhões carregados de cana, aonde numa expedição anterior, encontramos algumas pegadas enormes, que na hora, pensamos ser de lobo, onça ou até mesmo lobisomem, rerere… brincadeiras à parte, vejam a estação Baguassu e tirem suas próprias conclusões. Foi um dia incrível, com uma expedição familiar, que partiu de um almoço na cachoeira e culminou na estação mais rara já documentada por este projeto… até agora.

* Agradecimentos especiais ao Fabiano Pessôa, Christiano Pessôa e Diego Costa, cuja ajuda foi fundamental para que este post tivesse sido produzido.

CURIOSIDADE SOBRE A LOCALIZAÇÃO:
EMAS_EARTH

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER EMAS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

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5Comentários

  1. 07/05/13 às 13:00
    Marcelo Marchiodi:

    Muito interessante! Belo post como sempre!
    Gostei dos trilhos “curvados” usados como coluna, com certeza feitos na forja, imagino o trabalho que deu e a força “braçal”, coisa de tempos antigos mesmo, onde as pessoas não tinham medo nem preguiça de trabalho pesado!

  2. 07/05/13 às 13:10
    marcelo:

    Muito obrigado Marcelo. Estou sempre atrás de novas estações (novas? rerere…) Abs.

  3. 14/07/13 às 1:23
    marcos antonio silva:

    MARCELO quantas propriedades abandonadas serviria como moradias para tantas pessoas em nosso estado ao contrario deixar ficar nessas situaçao sem nenhuma utilidade.

  4. 04/08/13 às 23:41
    marcos antonio silva.:

    mais uma visita sobre esté predio que estámos vendo por equanto. marcelo quanto esforço foram necessario para contruir está estação daquela não muito distante vendo por dentro dele olhando cada detalhe dessa estrutura e corbetura toda feita com ferro com armação para todos os lados e hojé está nessa situação esperando apenas cair quanto pessoas precisando de uma moradia nesse pais e nós vendo mais uma vez o descaso de nossas autoridade que ai estão. boa sorte nós precissamos.

  5. 04/08/13 às 23:59
    marcos antonio silva.:

    ola marcelo só uma pergunta sobre estes prédio terrenos que aqui estámos vendo na sua reportagem documentario sobre nossas ferrovia a quem pertençe esté patrimonio esquecido voce tem essa resposta para nós nos seus arquivos.

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