12/10/12

CESÁRIO BASTOS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2012
DESTINO: Estação Cesário Bastos
LOCALIZAÇÃO: Município Araraquara – SP
COORDENADAS: 21°42’41.41″S 48° 9’25.30″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em plena utilização
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Araraquara
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, praticamente nada restou
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Cesário Bastos e pudemos constatar que hoje, o local não passa de uma P.N. bloqueada pela concessionária com montes de terra, para que veículos não sejam atropelados pelos trens, conforme os carvoeiros que ocupam o lugar nos disseram. Um dele inclusive nos contou que mesmo bêbado, conseguiu alertar um carro que estava parado no local sobre a chegada de um trem em alta velocidade e assim, o motorista conseguiu salvar-se. Realmente o local é perigoso, pois além dos vagões descarrilhados e abandonados pelos arredores, a P.N. (passagem de nível) está coberta pelo mato dos dois lados e a visualização é precária. Daí, se o “causo” contado pelo carvoeiro é verdade, não posso garantir, mas me pareceu sim. Ao lado da P.N. encontramos a plataforma e as placas com o nome da velha estação (vide galeria de imagens e mini-filme), um pouco mais à frente, os restos do antigo armazém, e nada mais. Tudo coberto pelo mato alto, dificultando o acesso até o local exato. Hoje, estão construídos alguns fornos de carvão (provavelmente clandestinos), bem ao lado da antiga estação, o que nos deixou receosos quando lá chegamos, mas com nossas habilidades sociais já bem desenvolvidas, conseguimos não só documentar o local, como ouvir boas histórias dos carvoeiros. Outro detalhe relevante foi a grafia do nome, Cesário Bastos, ora escrito com “Z”, ora com “S”, como não consegui nenhuma fonte inquestionável, decidi manter a grafia da placa encontrada no local, que grafava “Cesário”. Enfim, é isso e de lá fomos comer as famosas coxinhas de Bueno de Andrada, hummm…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

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3Comentários

  1. 13/08/13 às 0:25
    marcos antonio silva.:

    está não restou nada da estação pelo menos a ferrovia está em atividade nessa região. mais mesmo assim e um descaso com este vagoes abandonados em volta dos trilhos como estamos vendo nas fotos 2/3/4 será que está até hoje nessa situção ou foram retirados.abs

  2. 13/04/16 às 4:38
    clelia corrêa e silva pedrosa:

    Morei nessa estação nos anos de 1956/59, tinha oito anos, mas me lembro muito bem como ela era
    .Meu pai era um ferroviario apaixonado pelo telegrafo e por isso foi um excelente telegrafista.
    Devo destacar a acesso facil que os empregados tinham com os engenheiros chefes quando precisavam resolver suas dificuldades.
    Justamente por esse motivo,meus pais solicitaram morar proximo Araraquara, para possibilitar que estudássemos, eu e meus três irmãos.
    Viajei nos trens de madeira e locomotiva a lenha e também vi a primeira locomotiva diesel chegar; viajava todos os dias para ir ao grupo escolar “CARLOS BATISTA MAGALHÃES”,o grupo da rua UM.
    Boas lembranças que mesmo com a estação destruída,não apagam de nossa memória.
    Boa Noite.

    Obs. pulei muito pra me pendurar nessa placa que restou, qdo brincava na plataforma.

  3. 15/05/16 às 23:49
    clelia correa e silva pedrosa:

    tenho fotos da estacão, da época que morei lá,(1956-1959)

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