Posts encontrados na categoria: SP

17/12/16

ALFERES RODRIGUES

ALFERES_RODRIGUES

Com a porteira fechada, uma placa de Jesus e outra de um Pitbull bravo fixadas nela, eu deveria decidir o quanto queria mesmo conhecê-la de perto, pois dali em diante, tudo o que acontecesse obviamente seria de minha total “irresponsabilidade”. Aguardei alguns momentos e ao ver um veículo passar, questionei-os (eram dois), sobre se poderia entrar no local e me disseram que apesar dos avisos, eu deveria tentar (hummm…), sendo assim, lá fui eu para os braços de Jesus ou para a boca do Pitbull. Pulei a porteira e segui por uns 400, 500 metros no recorte por onde a linha passava até ver de frente o prédio e seus frontões. Cheguei devagar, quieto e quando estava bem próximo, pensei: E o Pitbull? Como correr 500 metros de um animal desses? (Lembrando que peso uns 125kg) Enfim, bati palmas a fim de encontrar Jesus antes do Pitbull, pois sempre vejo pessoas batendo palmas em igrejas e templos e isso costuma dar certo, e deu. Saiu da estação depois de um tempo, um homem de aproximadamente 50 e poucos anos, muito ressabiado…>>

29/10/16

JAGUARIÚNA (MOGIANA)

JAGUARIUNA MOGIANA

Andei por cada lugar ali e acompanhei a linha a pé até a Parada Jaguary, que fica depois da enorme ponte de concreto que leva a linha da ABPF até Carlos Gomes e Anhumas, tudo num calor de matar e encontrando um pessoal “não muito amistoso” embaixo da ponte, mas no final, tudo deu certo. Meu sobrinho Jeferson me acompanhou nessa caminhada escaldante e dela, trouxemos grandes momentos. Jaguariúna é um lugar cativante, com um ar clássico, tradicional, histórico e saudosista. As palmeiras imperiais dão um toque todo especial e são a cereja do bolo do lugar. O prédio foi modificado em relação ao original, tendo sido fechado nas extremidades, mas sinceramente, perto dos absurdos que estou acostumado a ver por este país sem memória, nem acho que ficou ruim não. Por lá há muita vida, um ar de atualidade em meio ao passado explícito e essa amálgama me fez bem. De lá, seguimos para Carlos Gomes Nova, que é uma outra história… >>

03/10/16

RECANTO

RECANTO

Recanto possui uma cabine de controle em madeira, que está se desmanchando, mantém dísticos em relevo e legíveis, placas de quilometragem e altitude, plataforma, mãos-francesas típicas da Companhia Paulista, enfim, está ali, afundada num nível abaixo da rodovia, quase que misturada ao mato que a cerca. Pouco a frente da cabine, há a saída do ramal de Piracicaba, há tempos desativado e muita coisa jogada ao lado da linha, num cenário digamos, não muito agradável. Enquanto estávamos por ali, pudemos refletir sobre o que realmente estes pequenos lugares significam hoje em dia. Seriam eles “oásis” históricos, onde se guardam memórias e fragmentos importantes de um tempo que não volta mais, ou são apenas restos que teimam em não ruir, desafiando o pragmatismo humano pelo tempo que conseguirem? … >>

14/07/16

SUINANA

POSTER SUINANA

Estava voltando de uma reunião de trabalho em São José do Rio Preto sentido Ribeirão Preto, quando decidi encontrar Suinana. Suinana? Mas o que seria Suinana afinal? Não sei até agora. Mesmo depois de boas pesquisas não consegui descobrir o significado da palavra. Poderia especular que seja algum nome de origem indígena, de algum tipo de planta, árvore, cobra? Enfim, como saber? Suinana fazia parte do Ramal de Nova Granada, desativado em 1966 e desde então a pequenina sobrevive, e digo mais, de forma louvável, pois está bem conservada e ainda servindo aos moradores da pequena vilinha…>>

24/03/16

ASSIS

ASSIS

Estive em Assis enquanto seguia viagem para o Mato Grosso do Sul e me acompanhavam pela jornada, a minha mulher Claudinéia de Marchi, meu sobrinho, e mais antigo parceiro de expedições, Jeferson Tomaz e a minha irmã, Carolina Tomaz. Mesmo assim, fiz questão de que parássemos em Assis para documentarmos a antiga estação da Sorocabana que, sinceramente já não inspira mais tantos olhares, como certamente já fez há tempos. Andei por lá, vi detalhes, senti na pele a energia que emana do lugar, andei sob o sol pelo seu grande pátio, vi a vila ferroviária, seus galpões antigos, os desvios, as placas na plataforma, a indicação da data de inaguração na porta em concreto, os detalhes das mãos-francesas em ferro, o prédio em dois pavimentos, a antiga locomotiva manobreira ornamental ao seu lado, tudo abandonado ou, se não, bastante descuidado… >>

20/02/16

PEDREIRA

PEDREIRA

Estive em Pedreira por três vezes e em todas elas pude ver um “mundaréu” de gente ao redor do prédio da velha estaçãozinha do ramal de Amparo. Como o local hoje é uma referência em comércio de artigos de artesanato, cerâmicas e afins, a vida ferve por ali nos finais de semana e feriados. O prédio está bem conservado, foi pintado recentemente de amarelo, e pelo que pesquisei, já foi azul e bege antes de assumir essa cor atual. Fica no meio de uma avenida/rodovia que liga Jaguaríuna a Amparo e chama a atenção de quem passa por ali. Andei, entrei, fotografei, filmei, especulei, admirei e vivi aquele momento da melhor maneira que pude, para que, exatamente como agora, eu o pudesse reviver em detalhes ao escrever este texto. Por lá, não havia placas de altitude, nem de quilometragem, também não encontrei a antiga caixa-d’água, e nem trechos de linha, desvios ou qualquer coisa que lembrasse o universo férreo, exceto claro, a própria estação. Plataforma, dísticos legíveis e cobertura suportada por mãos-francesas na entrada dos banheiros ainda estão lá e ao que parece… >>

10/01/16

JACARÉ

JACARE

Vai daqui, volta dali, numa dessas embrenhadas, eis que me deparo com nada menos do que um apiário, sim, eu estava dentro de uma criação de abelhas e obviamente isso não era nada bom. Alertei-os de forma comedida, sem fazer muito tropel e agradeci por ter conseguido sair daquela situação sem nenhuma picada. Desviamos daquela rota e voltamos ao curso do antigo leito. A uns 200 metros dali, conseguimos localizar os restos da estação, sua fundações, pisos e algumas paredes que ainda em pé, resistiam bravamente. Tudo ali estava tomado pelo mato e um calor monumental nos desetimulava a permanecer por muito tempo… >>

17/12/15

CORONEL PEREIRA LIMA NOVA

CEL PEREIRA LIMA NOVA

“Coronelzinho” apelidado assim por mim, devido ao tamanho diminuto, muito menor que a versão antiga dela, que está situada pouco a frente e fora do leito atual, foi por uns cinco anos apenas um vagão e só depois tornou-se de fato um ponto de “alvenaria”. Ao que parece, teve vida curta e funcionou por cerca de dez anos, tendo sido desativada com o fim dos trens de passageiros em 1997. Acho-a simpática, pequenina, resistente, enfim, sou um sonhador…>>

12/11/15

ARARAÍ

ARARAI

Explorei o lugar a pé, tirei fotos, andei pela velha plataforma, encarei de frente o grande prédio surrado pelo tempo, mas que não acusa o golpe e, como em tantas outras vezes, pude sentir dentro de mim aquele prazer enorme de mais uma missão cumprida. Pelo que pesquisei, os trilhos foram retirados em 1964 e a linha cessou as suas atividades dois anos antes. Por lá, da vila de Araraí, apenas a estação e mais quatro casas seguem… >>

23/10/15

IBITIUVA

IBITIUVA

Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não… >>