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26/01/17

CHAVE DA TAQUARA

CHAVE TAQUARA

Visitamos a Chave da Taquara de forma bastante casual pois, seguíamos de Cristais Paulista, sentido Pedregulho, quando vimos uma placa indicando o local e então, entramos para ver o que havia por lá. É uma vilinha simples, pequena, bastante tímida mesmo, por lá são pouquíssimas casas (provavelmente menos de dez), e não há sinais nem da linha, e muito menos do “famoso” desvio que originou o nome “Chave da Taquara”. O povoado nasceu a partir da chegada de trabalhadores do café e da ferrovia, sendo em sua maioria, baianos e italianos. Era muito cedo, o sol estava nascendo e não havia ninguém por ali para nos esclarecer aonde de fato a linha passava e de onde saia o pequeno ramal lenheiro. Andamos pelo lugarejo, sob o clima ameno da manhã, vimos cada detalhe, desde a bela igreja, até o galpão de festas e um campo de futebol, então seguimos viagem, pois esta era apenas a segunda estação, de quatorze que percorreríamos naquele dia… >>

03/09/16

CATITÓ

POSTER CATITO

Chegamos a Catitó depois de muitas tentativas e erros durante o percurso, vindos de Guaranésia. Ao chegarmos, nos demos conta do quão importante é, quando as pessoas tem noção do valor histórico de uma construção daquele porte. Chegamos, entramos, descemos da “Pretona” e fomos andando lentamente até o prédio, sempre de forma pausada e curtindo cada detalhe daquele lindo e conservado lugar. Obviamente fomos tirando fotos e filmando com o celular a beleza do prédio e o seu entorno, sempre tomando todo cuidado para não interferir na privacidade de ninguém e muito menos invadir um lugar particular, mas ao mesmo tempo, documentando para compartilhar a beleza histórica de tudo aquilo ali, com pessoas, que talvez, nunca teriam essa possibilidade… >>

17/12/15

CORONEL PEREIRA LIMA NOVA

CEL PEREIRA LIMA NOVA

“Coronelzinho” apelidado assim por mim, devido ao tamanho diminuto, muito menor que a versão antiga dela, que está situada pouco a frente e fora do leito atual, foi por uns cinco anos apenas um vagão e só depois tornou-se de fato um ponto de “alvenaria”. Ao que parece, teve vida curta e funcionou por cerca de dez anos, tendo sido desativada com o fim dos trens de passageiros em 1997. Acho-a simpática, pequenina, resistente, enfim, sou um sonhador…>>

09/10/15

COSTA AZUL*

COSTA_AZUL

Ela está 27 metros acima do nível do mar, segue ainda forte, com sua placa de identificação em concreto (padrão por lá, como pude ver em muitas outras também visitadas), estava fechada e obviamente bastante envelhecida pela exposição ao clima e ao tempo. Não consegui saber se serve de moradia ou tem alguma outra função mas, para mim, apenas ter tido a oportunidade de olhá-la de perto, mesmo que por alguns minutos somente, já foi gratificante demais. De lá, seguimos para La Paloma, esta sim fica bem de frente para o mar, ops, para o Rio da Prata… ou seria mar mesmo? Rerere, vai saber né? …>>

17/09/15

CEDRAL MERCADORIA

CEDRAL_MERCADORIA

Quando chegamos, o que nos marcou profundamente, além dos olhares desconfiados dos moradores, foi a enorme silhueta da mulher, que contrastava com a luz da porta entreaberta do galpão, num misto de tristeza, desesperança e abandono. Olhá-la nos olhos é uma tarefa difícil, pela sua condição (vide fotos e mini-filme), pela falta de perspectiva e, pela agonia decorrente do pouco caso com todos ali. Cedral Mercadoria foi desativada pouco antes de 1986 e até hoje está lá, ainda marcando presença na realidade ferroviária local. E eu vi isso frente-a-frente! Infelizmente nada ali anima ninguém, nem nós… >>

02/03/15

CAPÃO DA CRUZ

CAPAO DA CRUZ

Num desses finais de semana sem nada para fazer, resolvi pegar a minha família e ir até a estação Capão da Cruz. Não muito distante de Ribeirão Preto, o local está na cidade vizinha de Luís Antônio, e o motivo para uma pequena viagem, fora do lugar comum, já se fez presente e justificou toda a “quizumba” de se levar dois Schnauzers a tiracolo pelo meio dos canaviais ensolarados. Saímos em busca de uma estação que sabíamos já não mais existir, porém ainda tínhamos um fio de esperança de podermos encontrar resquícios de sua construção, ou quem sabe, até algum antigo morador do local, para nos “nutrir” de histórias, mas tudo em vão. Por lá, pelo caminho, algumas casas abandonadas, um lindo lago e mais nada. Cana e mais cana ilhavam o local da velha estação da Mogiana do restante do mundo…>>

04/10/14

CASCATA

CASCATA

Fui até a estação Cascata com vários amigos e também pesquisadores ferroviários especializados naquele trecho. Aproveito inclusive, para deixar aqui o agradecimento aos parceiros: Douglas Bulhões, Junior Alvarenga e Luis Fernando Pecchiore Bastos, pela companhia, pelo conhecimento compartilhado, pela disponibilidade, presteza e também pelo ideal, que os mantém até hoje na linha. Cascata está em pé, porém fechada e abandonada à sua própria sorte. Andamos por lá, vimos cada detalhe do prédio, e o quão triste é a constatação daquele descaso visto de perto e sem filtro algum. É um prédio grande, com a plataforma parcialmente sem cobertura, com as mãos-francesas já enferrujadas, portas e janelas em frangalhos, enfim, uma lástima. Por lá, ainda estão os dísticos, com uma tipografia marcante, no estilo Art Déco… >>

14/09/14

CARLOS GOMES NOVA

CARLOS GOMES NOVA

Hoje, uma estação turística, também funciona como oficina de manutenção e restauração de trens antigos. Estivemos lá num dia calmo, fora de temporada e durante a semana, o que nos facilitou demais a vida, Tivemos tempo e liberdade para visitá-la e explorá-la com calma, curiosidade e muita parcimônia. Andamos pelo local, conhecemos o prédio do final da década de 1920, extremamente bem conservado (vide galeria de fotos e mini-filme), vimos cada uma das locomotivas à vapor e a diesel, a plataforma, os dísticos, a sinalização, guichês de vendas de bilhetes, sino, placas, “meu Deus”, estava tudo lá, parecia um sonho. O trabalho realizado pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) naquele trecho é notável… >>

30/12/13

CACIQUE

CACIQUE

A Estação Cacique (Parada), já não é utilizada pelos trens turísticos da E.F.C.J. há muito tempo. Hoje é apenas um estribo de cimento e tijolos (quebrados), ao lado da placa que marca o local, como o ponto ferroviário culminante do Brasil. Já foi ponto final da linha de trens de subúrbio de campos do Jordão, pelos idos de 1950/60. Hoje, está às margens da estrada velha que liga Campos do Jordão à estação Eugênio Lefèvre em Santo Antônio do Pinhal… >>

12/12/13

CASA BRANCA NOVA

CASA BRANCA NOVA

Enquanto andava pela plataforma, ia narrando para o garotinho o que acontecia com o “trenzão”. Aquela cena, naquele horário (sim, era muito cedo mesmo), foi impagável, e me fez crer que podem até tentar acabar com a história ferroviária do Brasil, como aliás estão fazendo com louvor, mas ainda assim, haverá gente obstinada como aquele pai, fazendo o seu papel e transmitindo experiências e valores ao seu rebento seja através do tema ferroviário ou qualquer outro, que dificultarão e muito a tarefa destes obtusos… >>