Posts encontrados na categoria: A

17/12/16

ALFERES RODRIGUES

ALFERES_RODRIGUES

Com a porteira fechada, uma placa de Jesus e outra de um Pitbull bravo fixadas nela, eu deveria decidir o quanto queria mesmo conhecê-la de perto, pois dali em diante, tudo o que acontecesse obviamente seria de minha total “irresponsabilidade”. Aguardei alguns momentos e ao ver um veículo passar, questionei-os (eram dois), sobre se poderia entrar no local e me disseram que apesar dos avisos, eu deveria tentar (hummm…), sendo assim, lá fui eu para os braços de Jesus ou para a boca do Pitbull. Pulei a porteira e segui por uns 400, 500 metros no recorte por onde a linha passava até ver de frente o prédio e seus frontões. Cheguei devagar, quieto e quando estava bem próximo, pensei: E o Pitbull? Como correr 500 metros de um animal desses? (Lembrando que peso uns 125kg) Enfim, bati palmas a fim de encontrar Jesus antes do Pitbull, pois sempre vejo pessoas batendo palmas em igrejas e templos e isso costuma dar certo, e deu. Saiu da estação depois de um tempo, um homem de aproximadamente 50 e poucos anos, muito ressabiado…>>

24/03/16

ASSIS

ASSIS

Estive em Assis enquanto seguia viagem para o Mato Grosso do Sul e me acompanhavam pela jornada, a minha mulher Claudinéia de Marchi, meu sobrinho, e mais antigo parceiro de expedições, Jeferson Tomaz e a minha irmã, Carolina Tomaz. Mesmo assim, fiz questão de que parássemos em Assis para documentarmos a antiga estação da Sorocabana que, sinceramente já não inspira mais tantos olhares, como certamente já fez há tempos. Andei por lá, vi detalhes, senti na pele a energia que emana do lugar, andei sob o sol pelo seu grande pátio, vi a vila ferroviária, seus galpões antigos, os desvios, as placas na plataforma, a indicação da data de inaguração na porta em concreto, os detalhes das mãos-francesas em ferro, o prédio em dois pavimentos, a antiga locomotiva manobreira ornamental ao seu lado, tudo abandonado ou, se não, bastante descuidado… >>

12/11/15

ARARAÍ

ARARAI

Explorei o lugar a pé, tirei fotos, andei pela velha plataforma, encarei de frente o grande prédio surrado pelo tempo, mas que não acusa o golpe e, como em tantas outras vezes, pude sentir dentro de mim aquele prazer enorme de mais uma missão cumprida. Pelo que pesquisei, os trilhos foram retirados em 1964 e a linha cessou as suas atividades dois anos antes. Por lá, da vila de Araraí, apenas a estação e mais quatro casas seguem… >>

20/09/15

ANALÂNDIA

ANALANDIA

Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós… >>

24/03/15

ARANTES

ARANTES

Encontrar a estação Arantes era um desejo antigo. Por estar tão perto de casa, por ter uma história tão discreta, por ter feito parte de um pedaço tão rico da história cafeeira da região, enfim, motivos é que não faltaram para que eu fosse atrás dela. Neste dia, eu e a Néia, minha mulher, passeávamos sem destino, pelas trilhas dos arredores de Ribeirão Preto, como fazemos normalmente nos finais de semana e então, pensei: Por que não tentarmos localizar a estaçãozinha “Do Arantes” (é assim que a tratam nos arredores). Então lá fomos nós… Depois de algumas tentativas e erros, entrar e sair de fazendas e plantações, encontramos um senhor que nos deu algumas informações (preciosas por sinal), e que nos levaram até o local exato aonde, um dia existiu a estação. “Lá, você só vai encontrar a figueira e um amontoado de entulhos, pois a casinha da estação, foi derrubada já faz tempo” – disse o senhor… >>

03/08/14

ALFA

ALFA

O dístico estava quase que totalmente apagado, mas com uma dose de boa vontade, ainda era possível ler a palavra “Alfa” grafada ali. Andei pelo local, vi a estaçãozinha por todos os seus lados, ela estava cercada e fechada, servia como residência, mas aparentemente não havia ninguém lá naquele momento. Nada de lousas, placas ou plataforma, somente o prédio de tijolos aparentes com uma cerquinha branca, ocupavam o local. A construção, bem simples e diminuta, lembra uma “casinha de bonecas”… >>

04/09/13

ANTONIO JUSTINO

ANTONIO JUSTINO

Bem, andamos por todo o local, que é lindíssimo por sinal, pudemos ver as montanhas do sul de Minas Gerais, por onde serpenteava a linha da E.F.S.P.M. que ligava São Simão (e Ribeirão Preto) à São Sebastião do Paraíso, tudo isso, ao som de um vento gostoso e um céu azul memorável. Por lá, ainda encontram-se a base da plataforma em frangalhos, a caixa-d’água e alguns pórticos, que não sei ao certo o que são. Próximo dali existe um lugar chamado: Serra da Mesa, que é um platô, com um “Cristinho” e uma capelinha em cima… >>

13/08/13

ANHUMAS NOVA

ANHUMAS NOVA

Esta foi sem dúvida, uma das mais importantes expedições que eu realizei nestes quase 3 anos de Projeto. Tanto pelo número de estações visitadas (23 no total), quanto pela importância das mesmas. Ter estado em Anhumas Nova e poder ter sentido na pele aquele “clima ferroviário” foi uma sensação indescritível. Provavelmente por ter ido sozinho, numa jornada um tanto introspectiva, as experiências vividas possam ter ganhado mais relevância e densidade… >>

29/06/13

ASTRAPÉIA

ASTRAPEIA

Por lá apenas alguns restos de pedras, que dificilmente seriam da estação, alguns postes da rede de eletrificação ferroviária, e mais nada. Percebe-se porém com clareza, que por ali existiu alguma construção no passado, pois há um recuo e um descampado típicos de áreas de demolição. Andamos por lá, falamos com um motorista de trator que estava parado por ali, mas que nada nos acrescentou a não ser que a estação de Mato Seco era mais a frente (?), mas de Astrapéia mesmo, nada… >>

30/04/13

ANA DIAS

ANA DIAS

Ana Dias é uma estação construída pela Southern São Paulo Railway, e está localizada praticamente na divisa de municípios, entre Itariri e Peruíbe, no bairro homônimo. Por lá encontramos uma vila situada entre a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e uma outra vicinal, que percorre o antigo leito do Ramal de Juquiá, passando por dentro de Peruíbe, a qual não me recordo o nome. Hoje a estação serve de moradia, e ao que me pareceu, pelos escritos nas suas paredes externas, também como uma escola de artes… >>