22/09/12

CAMPO GRANDE

DATA DA EXPEDIÇÃO: 10.02.2012
DESTINO: Estação Campo Grande
LOCALIZAÇÃO: Município Santo André – SP
COORDENADAS:  23°46’4.74″S 46°20’29.79″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim (um imenso pátio, em plena utilização)
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1889
CONSTRUÇÃO: São Paulo Railway (SPR)
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive sozinho em Campo Grande, quando seguia rumo à Paranapiacaba, até então um sonho de consumo. Conhecer a antiga vila operária inglesa situada ali no alto da Serra do Mar, era uma grande vontade, e Campo Grande fez parte dessa jornada. Estacionei a “Pretona” ao lado da P.N. (passagem de nível) da estrada de terra que liga Campo Grande à Paranapiacaba e fui explorar o local. Logo de cara, uma placa não muito amistosa visava desestimular os curiosos a andar pelas redondezas (vide mini-filme), comigo não deu muito certo, afinal tinha viajado mais de 500 quilômetros para estar ali e poder ver de perto o estado daquele lugar. Campo Grande é um imenso pátio de manobras ao lado de Paranapiacaba, e sua estacão e toda a infra-estrutura construída para o transporte de passageiros estão completamente abandonadas e destruídas, andar por lá foi uma tristeza só. O prédio da velha estação ainda existe (vide fotos e mini-filme), a plataforma de embarque e desembarque também, porém já sem telhas (todas em cacos, espalhados pelo chão), e a passarela típica da SPR também está lá, semi-destruída, mas lá. A área estava “protegida” pela famigerada placa hostil com cara de caveira e uma fita amarela e preta toda rasgada, daquelas utilizadas para isolar áreas, e eu que não sou tonto nem nada, a partir destes indícios, explorei o local com o máximo de cuidado. Subi até a capelinha no alto do morro ao lado da estação para ver se conseguia melhores ângulos, mas o tempo estava muito nublado, o que só piorou as coisas. Por lá, muitas locomotivas da MRS aguardando, ou manobrando, e também inúmeros vagões em movimento, tiravam um pouco daquele “ar apocalíptico do local”, mas seres humanos mesmo, via-se muito pouco. O certo é que após o sucateamento das estradas de ferro brasileiras e o fim do transporte de passageiros no local, Campo Grande tornou-se apenas um corredor  de escoamento de carga para o porto de Santos e mais nada. Detalhes visuais maravilhosos resultantes da ação do tempo e do esquecimento, estão na galeria abaixo, não deixem de conferí-la, ok? Por enquanto, é isso pessoal.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

ILUSTRAÇÃO DO LOCAL:
Tendo como base as imagens reais de cada local colhidas pelo Projeto Estações Brasileiras, eu desenvolvo uma ilustração que retrate emocionalmente o espírito de cada estação/parada, ou mesmo do seu entorno, no caso de já não existirem mais. A intenção é que sirva de estímulo para a interpretação crítica de cada um, seja de forma positiva, negativa, carregada de saudosismo, ou mesmo de forma contemplativa apenas. Espero que curtam.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

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4Comentários

  1. 01/05/13 às 0:00
    irineu de souza soaes:

    que trabalho magnífico meu irmão ,meu rapaz ,meu senhor . poderia incluir fundo musical em seus filmes .Sem música já causou emoção ,imaginecom musica . sugiro bolero de Ravel.
    parabéns !!!

  2. 01/05/13 às 12:56
    marcelo:

    Tenho um amigo que é um estupendo músico, arranjador, maestro, enfim… Ele disse que vai me ajudar nisso. E o melhor, com trilhas compostas exclusivamente para cada mini-filme. Devagarinho vou melhorando os conteúdos. Abs

  3. 17/08/13 às 2:09
    marcos antonio silva.:

    está empresa logistica que atua neste trajeto tem que levar uma multa alta na conservação deste patrimonio que tanto deu lucro na epóca para os governo passado e presente e hoje o que estamo vendo e muito descaso.passarela toda enferrujada sem nenhuma conservação a estação toda caindo aos pedaços também sem nenhuma conservação por issso o que vemos são governo que entra e sai e ninguém dá uma solução para esté descaso que aqui vemos nessas reportagem sobre nossas ferrovias. (alias nossa não são destá empresas que ai estáo tomando conta náquilo que for de enteresse deles igual está que vemos M.R.S.O QUE SIGNIFICA APENAS LUCROS E MAIS LUCROS)

  4. 02/12/15 às 14:22
    Bruno:

    A MRS assim como o governo segue a lógica do mercado!

    O que dá lucro tem investimento, o que não dá lucro se descarta. Não sei se a concessão do trecho a MRS incluí também a restauração do entorno dela, como estações, ligações e no caso de Paranapiacaba, as casas de máquinas e os patamares, mas seria legal como incentivo a cultura e preservação da memória de nosso país.

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