24/09/15

BUTIÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 20.10.2012
DESTINO: Estação Butiá
LOCALIZAÇÃO: Município Descalvado – SP
COORDENADAS: 21°51’11″S 47°34’22″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no acanhado vilarejo de Butiá junto com o meu amigo, também designer e parceiro esporádico de expedições Vinicius Costa. Bem, para se chegar a Butiá, andamos um bom trecho em estrada de terra, pois o acesso para a vilinha só se dá por ela, mas, apesar disso, não tivemos grandes problemas não (além do calor infernal, é claro). Ao chegarmos em Butiá, nos deparamos logo com a pequena Igreja Santa Terezinha (cercada e fechada), que chama bastante a atenção, pelo seu estado de conservação, muito bom por sinal, mas também pelo fato da diminuta vila não oferecer grandes atrativos turísticos, apesar de um pesque-pague famoso por lá, que acabamos por não conhecer, pois o tempo estava curto naquele dia. Andamos, vimos um bar que estava fechado (Bar da Nita), exploramos um pouco as ruas do lugar, não tivemos como passar incólumes pela grande caixa-d’água em fibra de vidro azul, que mais parecia uma piscina, suspensa na frente da igrejinha, até que percebemos num amplo recuo logo a frente os restos da antiga estação ferroviária de Butiá. Sim, restos mesmo, e apenas da plataforma com as aberturas de ar do porão ainda lá, tudo debaixo de uma árvore bem num entroncamento de vias na entrada do vilarejo. A estação com data de construção de 1920 foi destaivada por volta de 1986 e, a partir disso, só o abandono, o esquecimento e, por fim a demolição se fizeram presentes. O nome dessa estação da Cia. Paulista é derivado de uma fruta (um coquinho amarelo) que dá em palmeiras que levam este nome, o que no universo ferroviário é uma constante pelo que tenho observado nestas minhas andanças. Ou são nomes de engenheiros e funcionários das próprias companhias, ou nomes dos proprietários das terras aonde as estações se encontram, ou nomes de árvores, ou algum termo indígena, e não costuma fugir muito disso não. Em Butiá, ficamos com o que restou da plataforma, com nosso sentimento de missão cumprida por tê-la encontrado em seu local exato e então seguimos em frente no sentido de Porto Ferreira.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BUTIA

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1Comentários

  1. 13/11/15 às 22:11
    marcos antonio silva:

    aqui quantos kilometros de malhas ferroviarais foram retiradas para qual finalidade por qual razão ja se perguntou quantas estações aqui em são paulo foram desativadas no seculo passado por diversos governos que jamais se preocupou com essa riqueza construidas por nossos pioneiros nesse setor para que se constroi e ao mesmo tempo tudo e retirado como se fosse entulhos historias que foram apagadas por completo sem explicações sem hora marcadas esse e o retrato desse pais que chama brasil pais de tantas corrupção em tudo que podemos se imaginar aqui nesse municipio sua historia foi apagada por completo para onde foi os trilhos dessa região numa epoca de prosperidade e luta em transportar tudo por ferrovias hoje o cenario e outro rodovias e o que importa para eles ferrovias e passado por esse empresas logisticas abs marcelo de marcos silva carapicuiba sp.

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