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EFSPM – POSTERS 03 E 04

EFSPM  –  POSTERS TEMÁTICOS E COLECIONÁVEIS.

A partir da idéia do pesquisador ferroviário RODRIGO FLORES, especialista na história da ferrovia Simonense EFSPM (Estrada de Ferro São Paulo e Minas), está sendo desenvolvida uma coleção com 22 posters em homenagem à cada uma das estações que compunham esta lendária companhia ferroviária. Este é o primeiro projeto em parceria que realizo e espero que renda bons frutos através da geração de novos conteúdos e fomento de discussões acerca do cenário férreo da região aonde a EFSPM atuava. Mais do que uma ação específica, este é o primeiro passo em direção a um trabalho coletivo de reunião, organização e difusão da história ferroviária entre os interessados e também para o público de forma geral.

O valor da venda de cada poster, financiará a produção da edição seguinte, e assim seguiremos, de forma contínua até conseguirmos viabilizar a confecção da coleção toda, com os seus 22 números.
Para a aquisição, os interessados deverão entrar em contato com o próprio RODRIGO FLORES, através destes contatos:

www.facebook.com/rodrigoflores78
rodrigo_78@terra.com.br

Abaixo a primeira e segunda edições:

01 – BENTO QUIRINO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

02 – SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

03 – ÁGUAS VIRTUOSAS
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

04 – BIAGÍPOLIS
Formato: A3 (29,7 x 42cm)
Papel: Couché 230g (podendo variar de acordo com a disponibilidade)
Impressão: Digital

EFSPM_POSTERS

IBITIUVA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 19.06.2013
DESTINO: Estação Ibitiuva
LOCALIZAÇÃO: Município Pitangueiras – SP
COORDENADAS: 20°59’49.28″S 48°19’29.54″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1912
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Roberto Baptista Piteri

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Passamos por Ibitiuva vindos de Pitangueiras e seguindo para Viradouro. Era um dia bem agradável e o meu amigo Roberto Piteri me acompanhava nas expedições daquele dia. Andamos pelo local que faz parte do município de Pitangueiras, procuramos resquícios da antiga estação da Estrada de Ferro São Paulo-Goyaz de 1912, ou mesmo da versão mais atual dela, construída pela Companhia Paulista por volta de 1930 mas, por lá, apenas um amplo espaço vazio com algumas casas da vilinha ferroviária ainda resta. Ibitiuva me pareceu um lugarejo pacato, o dia de céu azul nos deu belas imagens e, por ali, ninguém sabia muito da história ferroviária local para nos contar não. Sabe-se que era uma estação de onde saia um ramal sentido Terra Roxa e que este mesmo ramal foi desativado em 1966. Por volta de 1997 os trens de passageiros cessaram e isso foi preponderante para o fim de todo o complexo naquele ponto. A estação perdurou até 2002 e funcionou, como tantas outras, por um tempo como rodoviária. Por lá, ainda se encontra alguns pedaços da antiga plataforma (se procurarem com calma), mas fora isso, somente as casinhas mesmo que fazem menção ao período ferroviário, nada mais. Abaixo, tomei a liberdade de incluir algumas informações retiradas do site da própria localidade, que esclarecem curiosidades acerca do nome e do surgimento do vilarejo:

A Estrada de Ferro, causa da formação do povoado
A Rede Ferroviária no Estado de São Paulo surgiu após a primeira metade do Século XIX e ocupou geograficamente todos os pontos cardeais do Estado, montando uma verdadeira rede de captação de café em direção ao porto de Santos. Em 1907, devido aos desbravamentos para a construção da Ferrovia pela construtora Peti & Catoni, posteriormente Estrada de Ferro São Paulo-Goiáz,* Vila Dama, povoado embrião do distrito de Ibitiúva, tomou um novo e grande impulso. Com o objetivo de escoar a produção de café da região, a Ferrovia foi construída pelos irmãos Bernardino e Francisco de Queiros Catoni, ambos engenheiros. Ela atingia inicialmente os povoados vizinhos de Viradouro, Terra Roxa e Pitangueiras, sendo que depois de alguns anos atingiu Bebedouro. Mais tarde, em 1912, o trecho de ferrovia foi incorporado à Companhia Ferroviária de São Paulo-Goiáz*, empresa presidida pelo Barão Homem de Mello, que tinha como objetivo a ligação entre os Estados de São Paulo e Goiás, a partir de Bebedouro. Devido às condições de relevo, com a grande baixada, seria necessário um aterro que encareceria a obra. A ferrovia não passou próxima ao povoado da então Vila Dama, fazendo com que o local de constituição do povoado mudasse gradativamente para as margens da ferrovia, mais precisamente próximo à Estação Ferroviária. A construção da estrada de ferro foi a causa da formação de Ibitiúva, pois ela mudou gradativamente o povoado da Vila Dama, que era composto de pequenos produtores de café, comerciantes e operários da obra do grupo da construtora Peti & Catoni.

Fundação do Distrito
Em 1909 existiam várias famílias que residiam no então povoado de Ibitiúva, como as famílias de Joaquim Prudêncio da Silva, Antonio Quintino de Oliveira, Marcos e Elisio Teixeira, Deocleciano Pulino, Major Sultério de Camargo Barbosa, Antonio Ferraz Dutra, Moyses de Mello, dentre outras. Já em 1910 foi fincado um cruzeiro no local onde hoje é a Praça da Matriz de Ibitiúva, sendo um marco de fundação do povoado que crescia às margens da Ferrovia. Atualmente esse cruzeiro encontra-se no cemitério local. Pelo documento mais antigo que se tem notícia sobre a fundação de Ibitiúva, sabe-se que em 1912 o Major Joaquim Prudêncio da Silva e sua esposa Maria Rodrigues Barbosa doaram o terreno e as pedras para a construção da primeira Capela ao Padroeiro Sagrado Coração de Jesus Cristo. Em 1912 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Ibitiúva pela Empresa Ferroviária São Paulo-Goiáz*. Em 1913 foi constituída uma diretoria com a finalidade de conseguir fundos monetários para a construção da primeira igreja do povoado. A diretoria era formada pelo Major Sotério de Camargo Barbosa, Coronel Joaquim Silvério dos Reis Neves, Sijenando Garcia Lopes, Marcos Teixeira, Major Joaquim Rodrigues, Capitão Antonio Quintino de Oliveira e Major Joaquim Prudêncio da Silva. Relatos indicam que a conclusão da construção da primeira igreja do povoado ocorreu em 1918. Na época, as casas eram construídas de madeira com o chão em terra nua. A primeira casa de tijolos de Ibitiúva foi a Cooperativa de Consumo Popular.

A origem do nome
Segundo moradores antigos, a palavra Ibitiúva é formada pela junção de duas outras palavras: Ibi – o nome de uma ave; e Tiuva – o nome de uma planta semelhante à mandioca, muito comum encontrada nessa localidade e assim chamada pelos moradores. Pesquisando em dicionários que tratam sobre os termos indígenas, foi constatado que o termo “ibi” tem significado de “terra”. Já quanto à ave, no dicionário português, os Íbis são aves pernaltas com pescoço longo e bico comprido e encurvado para baixo. São na maioria dos casos animais gregários, que vivem e se alimentam em grupo. Vivem em zonas costeiras ou perto de água, ricas nos seus alimentos preferenciais: crustáceos e moluscos. A palavra “tiuva” não foi encontrada em nenhum dicionário, em português ou indígena, entretanto, pode ser um termo que derivou de outro. Não há registros que mostram com precisão o motivo que levou ao nome Ibitiúva; se foi em virtude da “terra de tiuva” ou “ave de tiuva” e quem primeiro a chamou por esse nome.”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER IBITIUVA

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

SAN CARLOS*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN SAN CARLOS / Outubro de 2014
San Carlos é uma estação bem bonita da linha que liga a capital Montevideo a cidade (província) de Rocha, ao norte do país. Estive lá e pude ver cada detalhe do que sobrou do universo ferroviário uruguaio por aqueles lados. Pelo que puder apurar por lá, os trens cessaram naquele trecho por volta de 1987 (dezembro) e de lá para cá, tudo foi sendo esquecido e o tempo foi se encarregando de consumir o que restou. O prédio hoje serve como residência porém, seus moradores não estavam presentes e, apenas um cão fazia as vezes de vigia, como já é praxe nestas incursões a que me proponho a fazer. Plataforma, linhas, placas de concreto, postes, armazém metálico (típico daquele país e também da Argentina), casa do chefe da estação, enfim, tudo ainda lá, agonizando mas vivo. Não existem os dísticos (talvez pela arquitetura do prédio? Enfim, não sei o motivo…), nem vagões, nem trens, nem nada sobre os trilhos por ali. Andei, explorei, fotografei, filmei, tentei encontrar alguém a quem recorrer para obter informações mais detalhadas, mas não consegui. Enfim, as informações são mesmo escassas, espero que curtam pelo menos as imagens.

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:

PANORAMICA_SAN_CARLOS_02

Reviver é viver.

PANORAMICA_SAN_CARLOS_01

Bela vista.

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

DR. LORENZO CARNELLI*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN DR. LORENZO CARNELLI / Outubro de 2014
Dr. Lorenzo Carnelli está pouco à frente da estação central (General Artigas), no sentido do bairro Peñarol. Seu nome é uma homenagem a um político e advogado uruguaio falecido em 1960. A estação, pelo que pude perceber, é uma base de controle da AFE (Administración de Ferrocarriles del Estado) e por lá, existem vários desvios e ramais ainda ativos. O lugar é bem no meio da zona portuária de Montevideo e deve possuir um movimento relativamente alto de trens de carga, porém no dia em que estive por lá, não havia trens em atividade. Andei pelo local, fui logo colhendo imagens e vídeos, pois um segurança que estava “me mirando” de dentro de uma cabine, de bate-pronto já me olhou e ficou me acompanhando o tempo todo, bem desconfiado das minhas intenções por aquelas bandas. Depois de alguns poucos minutos explorando, fui até próximo dele e, adivinhem? Fui convidado a retirar-me dali, sob os argumentos de que é uma área privativa e portanto, proibido de se filmar qualquer coisa. Tentei argumentar num portunhol sofrível, na esperança de despertar nele um sentimento de piedade (pela vergonha/vergüenza*) que eu estava passando ali naquele momento, mas nem isso o abalou e, sendo assim, tive que partir. Ainda enrolei um pouco, andei pelos trilhos, fotografei a cabine de controle, a plataforma, as placas e plaquetas e pude respirar um pouco daquele ar portuário/ferroviário exalado num dia de céu azul maravilhoso. Espero que gostem das imagens (o mini-filme, estará disponível num momento futuro, pois é mais complexo de se fazer, o que demanda mais tempo e cuidado) e, se forem a Montevideo, forem fãs do tema férreo, dêem uma passadinha por Lorenzo Carnelli, nem que for para encher a paciência daquele segurança emburrado, rerere… Abaixo um pouco mais de informação sobre Dr. Lorenzo Carnelli, retirada da Wikipédia:

“Diputado electo por Montevideo en 1913, aunque no ocupó su banca; posteriormente fue electo por Durazno en 1917; integró la Asamblea Constituyente en 1916 y 1919; en 1921 fue miembro del Directorio de la Caja de Jubilaciones.En su labor parlamentaria cabe destacar: ley de la Caja de Jubilaciones y Pensiones, ley de trabajo nocturno, ley de vivienda decorosa, prevención de accidentes, descanso semanal, licencia obligatoria, salario vacacional, además de su prédica por la acción organizada de los trabajadores en los sindicatos. Se afiliaba ideológicamente a los postulados del socialismo utópico; admiraba a Robert Owen, Charles Fourier y Louis Blanc. Aún siendo blanco, era pues cercano en su pensamiento al batllismo, aunque considerándose “adelantado a éste en ideas”. Es recordado por su ruptura con el Partido Nacional, para fundar el Partido Blanco Radical (1925-1933). Una notoria consecuencia de las mismas, se vio en las elecciones de 1926, en las cuales perdió Luis Alberto de Herrera por apenas un 1%, y habiendo obtenido Carnelli un 2,2%. Escribió varias obras de carácter jurídico, entre las cuales se destacan Cuestiones de procedimiento civil, La premeditación en el Código Penal uruguayo; y obras de carácter historiográfico, como Oribe y su época o sus notas sobre Pablo de María.”

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
PANORAMICA_LORENZO_CARNELLI

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

COSTA AZUL*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN COSTA AZUL / Outubro de 2014
Costa Azul é uma estaçãozinha bem simpática, que me chamou a atenção pela sua simplicidade e capacidade de resistir por anos da mesma maneira que sempre existiu, como um simples vagão de madeira ao lado do leito da antiga linha que já não existe mais. Costa Azul é uma vila ao lado do porto de La Paloma e, por lá, o vagãozinho se exibe solitário ao lado de uma estrada de terra clara e batida que liga a vilinha a cidade de La Paloma, pouco a frente. Encontrá-la foi fácil, mas deixá-la foi um pouco mais difícil, pois fiquei ali por alguns minutos me deliciando com aquela cena exótica, do vagãozinho sob um céu maravilhosamente azul, sabendo que a poucos metros dali, estava o mar (ou o Rio da Prata), pois por lá, nunca se sabe se é o mar ou o rio que você vê. Ela está 27 metros acima do nível do mar, segue ainda forte, com sua placa de identificação em concreto (padrão por lá, como pude ver em muitas outras também visitadas), estava fechada e obviamente bastante envelhecida pela exposição ao clima e ao tempo. Não consegui saber se serve de moradia ou tem alguma outra função mas, para mim, apenas ter tido a oportunidade de olhá-la de perto, mesmo que por alguns minutos somente, já foi gratificante demais. De lá, seguimos para La Paloma, esta sim fica bem de frente para o mar, ops, para o Rio da Prata… ou seria mar mesmo? Rerere, vai saber né?

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_COSTA_AZUL

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

GENERAL ARTIGAS*

ESPECIAL URUGUAI
Nas seções especiais, diferentemente das demais, o intuito é mostrar de forma rápida, algumas estações em que estive fora do Brasil. É somente uma forma de compartilhar informação e vivências acerca do tema ferroviário, de forma breve, leve e descontraída. Espero que curtam.

 

ESTACIÓN GENERAL ARTIGAS / Outubro de 2014
Inaugurada em 1897, a Estação Central General Artigas encontra-se atualmente abandonada e servindo apenas como abrigo de mendigos ao redor da sua imensa e imponente fachada/marquise. Pilastras grandiosas, sinalização dos guichês de venda de bilhetes, suportes das placas da época, mãos-francesas, enfim, tudo isso ainda resiste por lá, junto com o incrivelmente forte odor de urina e fezes, que satura o local. Andei por toda a estação mas não pude entrar, pois estava trancada e pelo que pude constatar, não há atividade dentro dela, restando por parte da população a esperança de uma reativação para algum fim comercial, o que sinceramente não sei se acontecerá num futuro próximo. Projetada pelo engenheiro e arquiteto italiano Luigi Andreoni a estação homenageia o General José Gervasio Artigas, uma sumidade por lá, visto que a principal avenida da cidade (a que leva a gente para todo lugar) também leva o seu nome, e logo de cara, me levou a perceber que o homem era de extrema relevância para aquele país (me instigando a pesquisar mais sobre a vida dele no meu retorno ao Brasil). A estação foi fechada ao público em 2003 e desde então agoniza em silêncio. Eu, como vejo beleza em tudo (ou quase), quando o assunto é relacionado ao tema ferroviário, me deliciei andando e observando cada detalhe por lá, mesmo tendo que inspirar aquele odor fétido que o lugar exalava. Para os interessados, abaixo um pouco da história do local, que retirei da Wikipedia:

“La Estación Central General Artigas (Montevideo, Uruguay) fue inaugurada el 23 de junio de 1897, siendo librada al servicio público el 15 de julio de ese año y clausurada el 1 de marzo de 2003, reemplazada por un apeadero 500 metros hacia el norte. A consecuencia de esto, los trenes perdieron 100.000 pasajeros por año. El 14 de diciembre de 1891 un incendio destruyó la antigua estación de Montevideo. El Ferrocarril Central comenzó entonces a construir el edificio actual. Los trabajos se iniciaron en 1892 y la piedra fundamental fue colocada el 27 de agosto de 1893. Entre el incendio y la inauguración, se instaló una estación provisoria detrás de la obra.

El edificio actual.
La Estación Central fue inaugurada el 23 de junio de 1897, siendo librada al servicio público el 15 de julio de ese año. El diseño fue del ingeniero Luis Andreoni. En 1912, con la culminación de las obras del puerto de Montevideo, se conecta la vía de la calle Río Negro con las vías de la terminal marítima, a la altura de la calle Río Branco. Posteriormente, una vez ganado terreno al mar al costado de la rambla, se construye otra conexión del lado de la rambla casi la calle Guatemala. En 1930 las boleterías, que se encontraban sobre la calle Río Negro, fueron trasladadas al gran hall central, hasta ese entonces ocupado por el restaurante. El 31 de enero de 1949 se coloca una placa en homenaje a la nacionalización de los ferrocarriles. El 19 de noviembre de 1952 el Ferrocarril Central del Uruguay (FCCU) y los Ferrocarriles y Tranvías del Estado (FTE) se fusionan en la Administración de Ferrocarriles del Estado (AFE). En 1955 el Poder Legislativo le dio el nombre de “Estación Central José Artigas”. El nombre actual, “Estación Central General Artigas”, data de 1974. Fue declarada Monumento Histórico Nacional por la Resolución 1097/975 del 8 de julio de 1975. En 1977, coincidiendo con la puesta en servicio de los trenes rápidos Ganz Mavag, el hall de la Estación fue modernizado, dándole el aspecto que hoy presenta. El 2 de enero de 1988, al suprimirse todos los servicios de pasajeros, la estación se utilizó para exposiciones de diversa índole, mientras que las oficinas permanecieron allí y su playa de carga y de maniobras estuvo continuamente en actividad. Conciertos de Duran Duran y Iron Maiden (entre otros) fueron ofrecidos allí, utilizando la zona de vías como escenario y platea. A partir de 1991 comenzaron a circular trenes especiales de pasajeros hacia diversos puntos del país partiendo de Estación Central. El 25 de agosto de 1993 se reiniciaban los servicios regulares de pasajeros entre Montevideo y 25 de Agosto partiendo desde la Estación Central.”

Abaixo seguem fotos e o mapa de sua localização:

FOTOS DO LOCAL:

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_GEN_ARTIGAS

MAPA DO LOCAL:

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.