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LOUZADÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 14.04.2012
DESTINO: Estação Louzadópolis
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS:  21°24’8.89″S  47°35’39.78″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1898
CONSTRUÇÃO: Viação Férrea São Simão
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restou apenas uma plataforma semi-enterrada sob um pé de Jenipapo
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jeferson Tomaz Querino

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Louzadópolis está localizada na estrada que liga Serra Azul a Bento Quirino (distrito de São Simão), dentro de uma estação ecológica chamada Santa Maria, que é (ou era) o nome da fazenda que ocupava o local. Hoje um assentamento de lotes toma parte do lugar, que está todo fatiado e ocupado por famílias carentes. O local aonde a plataforma ainda sobrevive é a sede administrativa e base operacional da estação ecológica e, lá andando e especulando, deparei-me com um morador (Sr. José, se não me falha a memória, mas ainda assim é muito vago né?), que me levou até a árvore (pé de Jenipapo, vide mini-filme) aonde embaixo repousa a pequenina plataforma. Esta estação, que afirmam ter sido apenas um vagão e um estribo de concreto (que este, pelo menos ainda está lá), era responsável pelo embarque dos moradores da fazenda com destino tanto para Serra Azul, quanto para Bento Quirino e, segundo o mesmo Sr. José (tenho quase certeza ser este mesmo o nome dele), a velocidade das composições era tão lenta que as pessoas desciam para apanhar tangerinas e laranjas pelo caminho e ainda assim retornavam aos seus lugares com o trem em movimento, pasmem. Fuligem, fumaça, barulho e lentidão eram as características dos trens que por ali zanzavam, mas de uma coisa eu tenho certeza, devia ter sido uma época muito bacana, ah se deve. Também zanzei por ali, documentei o local da melhor maneira que pude e segui com o meu sobrinho Jeferson para Canaã Nova, que fica assentamento adentro.O que não me ficou claro, era se Louzadópolis era uma estação e Santa Maria era outra, ou se ambas eram uma só e o nome foi se alterando informalmente com o passar dos anos. Vi que o nome Louzadópolis era devido a um coronel local chamado Louzada, sendo assim: “Cidade do Louzada”, bem como em outros lugares há Biagípolis, Pradópolis, Martinópolis… Tudo isso ressaltando claramente a humildade do pessoal da época, rerere…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER LOUZADOPOLIS

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

ITAIPU

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.01.2014
DESTINO: Estação Itaipu
LOCALIZAÇÃO: Município Limeira – SP
COORDENADAS: 22°36’17.38″S 47°22’19.21″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1896
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc, Amarildo Lopez e Luciano Rossi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estivemos em Itaipu num dia pós chuvas torrenciais, o que dificultou muito o nosso acesso até o local em que ela se encontra, às margens do Ribeirão do Tatu. Tentei entrar numa plantação de milho com a “Pretona” mas acreditem, em menos de 4 metros percorridos, afundamos na terra fofa (sim, nem era barro) e, se não fosse uma roda ter ficado na grama e o 4×4, não teríamos saído de lá de jeito nenhum. Bem, a partir daí, voltamos com a “Pretona” para o asfalto e seguimos a pé até o leito da linha que margeia o córrego, mas ainda assim atolamos a pé mesmo, rerere… O Daniel Franc, o Luciano Rossi e o Amarildo Lopez me acompanharam nessa jornada, o que foi fundamental, pois para encontrarmos de fato, os restos da plataforma, foi necessário que podássemos um matagal que escondia as ruínas, só assim conseguimos documentá-la. A habilidade ímpar destes 3 com os facões era percebida a cada golpe, o que me fez prontamente pensar em nunca mais deixar de levá-los comigo para as minhas incursões mato adentro. O Luciano Rossi que é um “Mountain Biker” da região se dispôs a nos acompanhar e isso facilitou bastante a nossa expedição naquele dia. Andamos por lá, percebemos que sempre que o Ribeirão enche e transborda a linha fica praticamente submersa naquele trecho, pouco mas fica, deixando o local com um acesso bastante prejudicado. Por lá, apenas restos de uma plataforma pequena agoniza no meio do mato. Nada de recuos, nada de restos de desvios, nada de caixa-d’água, enfim, estão lá a plataforma e uma pontezinha metálica pequena, para escoamento de água para o riacho. Para quem nnao tinha nada, a pontezinha foi o que nos chamou a atenção, mas nada além disso. Sendo assim, chamei de volta os meus amigos “Mateiros” e seguimos para a estação Tatu pouco à frente, esta sim, bem mais interessante…

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITAIPU

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ESTRELA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Estrela
LOCALIZAÇÃO: Município Itirapina – SP
COORDENADAS: 22°12’9.92″S 47°48’29.52″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1926
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Para chegarmos ao local aonde um dia existiu a estação Estrela (sim, a com um “L” só, pois ali perto, no Ramal de Analândia, havia uma outra que se chamava “Estrella” com dois “Ls”, que era um posto telegráfico, e viria futuramente com sua demolição ceder o nome a ela), tivemos que perambular por todo lado ali na região de Itirapina, pois pelos nossos mapas baseados no Google Earth, Wikimapia e muita especulação, a sua marcação estava entre uma área de plantação de cana particular, cercada, vigiada e fechada e uma enorme reserva florestal de pinheiros e, obviamente, foi por ali que tentamos acessá-la logo de cara, mas não deu certo não. Eu e meus parceiros de expedição Daniel Franc e Amarildo Lopez, tivemos um trabalho infernal para conseguirmos autorização para chegar até o ponto exato, atravessando a enorme área de cultivo de cana e só então chegando até o tão desejado lugar. De um lado do leito, ainda ativo e plenamente operacional, está a mata de árvores (pinheiros), e é uma região de terra fina e clara como areia, aonde as estradinhas vão se afunilando mais e mais, até que, quando se vê, pronto! Já é trade, e você está atolado no areião. Tentamos muito por este caminho, mas não deu e tivemos que retornar e tentar o acesso pelas vias diplomáticas, ou seja, pedindo autorização para os responsáveis pela área particular, do lado da cana. Existia também a alternativa de virmos caminhando pelo leito, mas como bons preguiçosos que somos, preferimos argumentar sobre a importância histórica do que estávamos fazendo ali, a caminhar quilômetros sobre a linha, sob um sol de mais de 42º, então, foi isso que fizemos e deu certo. Por fim, chegamos ao local exato e somente um recuo tomado por bambus, que imagino ter sido a sua exata localização, e um desvio marcavam presença por lá. Por ser o tronco da antiga Cia. Paulista e estar praticamente ao lado de um “Porto Seco” (terminal multimodal) da Cosan (Raizen?), o trecho é movimentado e está bem cuidado, mas nada há para se ver ali. A estação deixou de existir por volta do início da década de 1980 conforme relata o site www.estacoesferroviarias.com.br e tanto o seu nome, quanto o do posto telegráfico citado acima, são derivados de uma fazenda na região que também tinha o nome de “Estrela”. A partir daquele dia, Estrela deixou de viver no meu imaginário e passou a ser mais um ponto geográfico no qual estive. De lá, seguimos para Analândia.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.
PANORAMICA_ESTRELA_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ESTRELA

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BUTIÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 20.10.2012
DESTINO: Estação Butiá
LOCALIZAÇÃO: Município Descalvado – SP
COORDENADAS: 21°51’11″S 47°34’22″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1920
CONSTRUÇÃO: Companhia Paulista de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, apenas restos da plataforma ainda resistem no local
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Vinicius Costa

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive no acanhado vilarejo de Butiá junto com o meu amigo, também designer e parceiro esporádico de expedições Vinicius Costa. Bem, para se chegar a Butiá, andamos um bom trecho em estrada de terra, pois o acesso para a vilinha só se dá por ela, mas, apesar disso, não tivemos grandes problemas não (além do calor infernal, é claro). Ao chegarmos em Butiá, nos deparamos logo com a pequena Igreja Santa Terezinha (cercada e fechada), que chama bastante a atenção, pelo seu estado de conservação, muito bom por sinal, mas também pelo fato da diminuta vila não oferecer grandes atrativos turísticos, apesar de um pesque-pague famoso por lá, que acabamos por não conhecer, pois o tempo estava curto naquele dia. Andamos, vimos um bar que estava fechado (Bar da Nita), exploramos um pouco as ruas do lugar, não tivemos como passar incólumes pela grande caixa-d’água em fibra de vidro azul, que mais parecia uma piscina, suspensa na frente da igrejinha, até que percebemos num amplo recuo logo a frente os restos da antiga estação ferroviária de Butiá. Sim, restos mesmo, e apenas da plataforma com as aberturas de ar do porão ainda lá, tudo debaixo de uma árvore bem num entroncamento de vias na entrada do vilarejo. A estação com data de construção de 1920 foi destaivada por volta de 1986 e, a partir disso, só o abandono, o esquecimento e, por fim a demolição se fizeram presentes. O nome dessa estação da Cia. Paulista é derivado de uma fruta (um coquinho amarelo) que dá em palmeiras que levam este nome, o que no universo ferroviário é uma constante pelo que tenho observado nestas minhas andanças. Ou são nomes de engenheiros e funcionários das próprias companhias, ou nomes dos proprietários das terras aonde as estações se encontram, ou nomes de árvores, ou algum termo indígena, e não costuma fugir muito disso não. Em Butiá, ficamos com o que restou da plataforma, com nosso sentimento de missão cumprida por tê-la encontrado em seu local exato e então seguimos em frente no sentido de Porto Ferreira.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BUTIA

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ITAPETI

DATA DA EXPEDIÇÃO: 12.09.2014
DESTINO: Estação Itapeti
LOCALIZAÇÃO: Município Mogi das Cruzes – SP
COORDENADAS: 23°24’30.78″S 46°11’3.22″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1952
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Central do Brasil
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonado e em ruínas
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Claudinéia de Marchi e Magali Mezadre Souza de Jesus

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Itapeti sempre foi objeto de desejo. Toda vez que passávamos pela SP-070 indo para o litoral norte de São Paulo, lá estava ela, ao lado, pouco acima do nível da rodovia, sempre despertando curiosidade e instigando o meu desejo exploratório. Certo dia, chegou o momento e fui lá. Itapeti está em pé apenas por obra do acaso (descaso?) e da boa qualidade da construção da época, salvo isso, nada mais há de se ver por lá. Um prédio pelo que percebi, que segue os padrões da Estrada de Ferro Central do Brasil para estações pequenas, sem armazéns, sem caixa d’água, sem telhado, enfim, sem futuro nenhum. Andei sozinho pelo local, entrei, saí, documentei-a da forma que pude, vi os dísticos ainda legíveis, as placas de quilometragem e altitude pintadas na parede ainda teimam em continuar ali, apesar da degradação da pintura, enfim, mais um local aonde o tempo passou e o abandono se instalou. Não nego que vê-la a partir da rodovia trazia mais romantismo e alimentava um sentimento de busca bem mais interessante do que estar nela propriamente. Parei na sua plataforma, olhei a paisagem, refleti por alguns segundos e continuei em busca de algo que não fosse apenas um conjunto de paredes pichadas e janelas fechadas por tijolos. Por ali, trens de passageiros trafegaram até aproximadamente 1978, depois só cargueiros, como os atuais da MRS. Fiquei por lá algum tempo a fim de ver um destes comboios, mas infelizmente só “assei” naquele calor infernal. Itapeti foi um daqueles casos em que a gente fica feliz em poder realizar um desejo (bobo?) de longa data, mas depois pensa se não teria sido melhor tê-lo nutrido na mente mesmo, ao invés de encará-lo e se decepcionar. Bem, pelo menos, eu fui lá e fiz o que tinha que fazer. De lá, segui viagem para a estação Remédios, mais à frente…

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_ITAPETI_01

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER ITAPETI

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ANALÂNDIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 27.12.2013
DESTINO: Estação Analândia
LOCALIZAÇÃO: Município Analândia – SP
COORDENADAS: 22°08’03″S 47°40’31″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1884
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Rioclarense
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, cercado, conservado e servindo como moradia particular.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Daniel Franc e Amarildo Lopez.

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Analândia outrora foi Annapolis, hoje é um tributo muito bem conservado ao cenário ferroviário ferroviário local. Ali, próxima ao Morro do Cuscuzeiro, o qual algumas pessoas dizem tê-la batizado como homônima, lá nos primórdios, o que aparentemente não corresponde a realidade, pois pelo que apurei, a estaçãozinha de “Cuscuzeiro” existiu sim, porém em outro local, pouco à frente dali no sentido de Visconde do Rio Claro Velha. Enfim, todas essas especulações hoje, misturam-se a fatos e causos, dificultando bastante a obtenção de informações confiáveis acerca dos atores daquele cenário e suas respectivas épocas. Andei por lá juntamente com meus amigos e parceiros expedicionários: Daniel Franc e Amarildo Lopez, vimos os dísticos, o amplo recuo do pátio aonde provavelmente existiam os desvios, a casa do chefe, lindinha, bem ao lado do prédio da estação, placas, plataforma, cobertura, um vagão que pertencia ao trecho, tudo extremamente bem cuidado pelo atual proprietário do lugar, que disseram ter interesse em transformá-lo numa espécie de museu para visitação, o que não sei se é realmente verdade, pois não pude confirmar isso com ele. O local estava fechado, portanto as imagens que fizemos são de fora dos limites da cerca que protegem o lugar dos maus elementos, mas também o priva dos bons, como nós. O início do fim do ramal foi por volta de 1953, tendo sido desativado em 1966 e a estação e o seu complexo, leiloado na década de 1970. Analândia foi uma estação de muita sorte, pois outras tantas não passaram nem perto deste cuidado e respeito que ela goza, para poder continuar nos lembrando da nossa história e nos alertando da nossa falta de respeito e educação com o nosso passado. Ali é um lugar bom.

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_ANALANDIA

A estação e o Morro do Cuscuzeiro ao fundo do lado direito.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
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POSTER ANALANDIA

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CEDRAL MERCADORIA

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.05.2014
DESTINO: Estação Cedral Mercadoria
LOCALIZAÇÃO: Município Cedral – SP
COORDENADAS: 20°55’14.77″S 49°15’40.32″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em pleno uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1950
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Araraquara
STATUS DO PRÉDIO: Demolido, restando apenas a base da plataforma e um grande armazém ao lado
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Marlon Queiroz e João Batista Agonia

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Estive na estação Cedral Mercadoria juntamente com o meu amigo Marlon e o seu pai, João Batista Agonia. Estávamos vindo de Engenheiro Schmitt, quando resolvemos procurar pelos restos de mais esta estação. Já sabíamos de antemão que ela estava demolida, mas ainda assim, tínhamos a missão de localizá-la para vermos de perto a sua condição atual, seu entorno, enfim, o que ainda estivesse por lá. Andamos por todo o local, conversamos com um casal de moradores, muito atencioso por sinal, que nos contou sobre o descaso do governo com o lugar, também deixou claro que estava ali por mera falta de opção, e em dado momento, até pensou que estávamos ali para removê-lo, o que prontamente neguei. Infelizmente não me recordo o nome do casal, mas a esposa, uma mulher de olhar triste, porém muito articulada, nos contou sobre os trânsitos diários dos cargueiros, da falta de manutenção adequada no trecho e da sua torcida pela legalização do lugar, dando-lhe de fato uma função, como alguma espécie de moradia para os que necessitam, como ela. Enquanto eu andava e explorava o lugar atrás de resquícios da estação, o Marlon e o Seu João, batiam papo com os moradores, mais ouvindo os seus causos, do que contando os nossos. Fui até a antiga plataforma, que hoje está coberta pelo mato alto, vi os seus restos e documentei-os, também fotografei e filmei o enorme galpão em tijolos aparentes, que era o tal depósito das “mercadorias”, nome que batizava o local. Por lá, apenas vive o galpão, invadido por pessoas necessitadas e serve como uma espécie de deposito de material reciclável, ou algo semelhante. Quando chegamos, o que nos marcou profundamente, além dos olhares desconfiados dos moradores, foi a enorme silhueta da mulher, que contrastava com a luz da porta entreaberta do galpão, num misto de tristeza, desesperança e abandono. Olhá-la nos olhos é uma tarefa difícil, pela sua condição (vide fotos e mini-filme), pela falta de perspectiva e, pela agonia decorrente do pouco caso com todos ali. Cedral Mercadoria foi desativada pouco antes de 1986 e até hoje está lá, ainda marcando presença na realidade ferroviária local. E eu vi isso frente-a-frente! Infelizmente nada ali anima ninguém, nem nós.

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

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BONFINÓPOLIS

DATA DA EXPEDIÇÃO: 01.08.2015
DESTINO: Estação Bonfinópolis
LOCALIZAÇÃO: Município Bonfinópolis – GO
COORDENADAS: 16°37’3.66″S  48°58’11.40″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1950
CONSTRUÇÃO: Estrada de Ferro Goiaz
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, porém abandonado e quase desabando
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Cheguei a Bonfinópolis vindo de outras 12 estações visitadas e documentadas naquele mesmo dia, o que foi uma alegria e tanto, pois a expedição rendeu muito. Deixo aqui já explícito, um enorme agradecimento ao arquiteto, fotógrafo, poeta e também expedicionário ferroviário Glaucio Henrique Chaves, que gentilmente me enviou as marcações de todas as estações do trecho, o que me poupou um enorme tempo e otimizou demais a expedição. O Glaucio já havia visitado os locais e me alertou do que iria encontrar, mas mesmo assim, segui viagem rumo a Goiás, um estado até então desconhecido para mim. Bem, em Bonfinópolis encontrei uma estaçãozinha construída na década de 1950, com dísticos ainda mantidos, plataforma, desvios, cobertura caindo aos pedaços, placas de quilometragem e altitude, conforme mostradas no mini-filme e, também um auto de linha (fabricado nas oficinas de Araguari, como me garantiu o Glaucio), que estava estacionado ali, provavelmente o mesmo que inspeciona o trecho, já tão judiado. A cidadezinha é pequena e está bem próxima da capital Goiânia. Andei por lá, mas não encontrei nenhuma pessoa a qual pudesse conseguir maiores informações. O prédio está aberto, abandonado e agoniza esperando o seu fim. Abaixo, um trecho informativo sobre o local, extraído da prefeitura da cidade:

“O nome Bonfinópolis foi dado por Dom Emanuel, então arcebispo da região. Uma referência a Senhor do Bonfim. Como os demais municípios da região da Estrada de Ferro, Bonfinópolis experimentou um momento de crescimento quando os trilhos chegaram, trazendo moradores de outras regiões e incrementando o comércio. Até setembro de 1948, o povoado de “36” pertencia ao município de Silvânia e também a Leopoldo de Bulhões. Neste mesmo ano, Leopoldo de Bulhões conseguiu sua emancipação e “36” ou Bonfinópolis desmembrou-se de Silvânia e virou distrito de Leopoldo de Bulhões.Para chegar à condição de município, Bonfinópolis teve de se submeter às urnas. Sua autonomia foi conquistada por meio de um plebiscito realizado em 1987. A instalação do município aconteceu somente em 1º de junho de 1989.”

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
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PANORAMICA_01

Olhem este lugar!

PANORAMICA_02

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER BONFINOPOLIS

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