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TAJÁ

DATA DA EXPEDIÇÃO: 15.12.2013
DESTINO: Estação Tajá
LOCALIZAÇÃO: Município Águas da Prata – SP
COORDENADAS:  21°53’5.47″S 46°41’21.14″W
TRILHOS NO LOCAL: Sim, em uso
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1930
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Demolido
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, Pedro Gandra de Carvalho, José Antonio Thomaz, Roberto Baptista Piteri, Luis Fernando Pecchiore Bastos, Humberto Alvarenga Junior e Douglas Bulhões

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Das mais de 420 estações que eu visitei até agora, Tajá certamente foi uma das mais desejadas. Simplesmente pelo fato do acesso ser restrito, e consequentemente poucos conseguirem chegar até ela, o imaginário não parava sequer um segundo de funcionar, até o momento em que decidi ir até lá. Tajá era uma pequena estação de cruzamento no alto dos morros que separam Águas da Prata – SP de Poços de Caldas – MG, construída pela Companhia Mogiana na década de 1930, para pequenos cruzamentos, visto que a capacidade do seu desvio era de apenas 6 vagões. Com a chegada da modernidade, as composições cresceram e Tajá sumiu. Vasculhando sobre esta exótica estaçãozinha, encontrei um vídeo de dois pesquisadores ferroviários da região de Casa Branca, que construíram um Trolley  em 2005 e se aventuraram numa corajosa (e arriscada) descida entre a estação de Cascata e Águas da Prata, foi então que a minha vontade de conhecer o local quintuplicou. Douglas Bulhões e Junior Alvarenga, são estes os nomes dos dois responsáveis diretos por esta bem sucedida expedição, pois nos guiaram até o local exato aonde um dia existiu Tajá. Como na vida nada nunca vem de graça, tivemos alguns percalços pelo caminho, desde a definição da melhor estratégia para se otimizar o trajeto, que numa hora nos empurrava morro acima, na outra, morro abaixo, até como e, de que maneira cruzaríamos cada obstáculo que teimava em aparecer pela frente. De cafezais repletos de cascavéis (fomos alertados por um morador da abundante existência delas por ali), a encostas desmoronadas, tudo era novidade e o espírito de aventura dominava a todos. Após idas e vindas, utilizando como na maioria das vezes o método da tentaviva e erro, optamos por irmos até Cascata e descermos a pé pelo leito da linha até o local de Tajá, e assim fizemos. Alguns quilômetros e muitos marimbondos depois, fomos recompensados com este farto material do que restou da pequenina estação. Para muitos, nada. Para quem viveu as histórias do trecho muito. Para mim, ah, para mim, foi tudo. Tajá reuniu não só aficcionados pelo tema ferroviário, reuniu gente da melhor qualidade, gente que faz pelo ideal, que faz sem querer nada em troca, enfim, gente que quer edificar, construir algo maior, enfim re-a-li-zar. Tajá no meu imaginário sempre foi mais do que uma simples estação, e só agora, eu sei que ela é um “lugar de amigos”… bons amigos. Ressalto a companhia do meu sempre presente tio Zé, do meu amigo Pedro Gandra, sem o qual este site não existiria, do Roberto Piteri, grande parceiro de expedições, do Pecchiore, guardião do trecho, ao qual recorro quando tenho dúvidas sobre a região e ao Indiana e o Douglas, incansáveis defensores do tema. Valeu muito turma!

PANORÂMICAS DA ESTAÇÃO:
Com o compromisso de oferecer o máximo de detalhes que puder colher em cada local visitado, agora disponibilizo também imagens panorâmicas, para que tenham a sensação não só da estação, como também do seu entorno, espero que curtam.

PANORAMICA_TAJA_01

Restos de Tajá.

PANORAMICA_TAJA_02

Detalhes das ruínas.

PANORAMICA_TAJA_03

Seria uma espécie de muro de arrimo?

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.
POSTER TAJA

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