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MANUEL AMARO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 22.10.2011
DESTINO: Estação Manuel Amaro
LOCALIZAÇÃO: Município Cravinhos – SP
COORDENADAS: 21°16’39.17″S 47°40’24.40″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1910
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, conservado, particular, cercado e servindo como armazém e possível moradia.
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e Jorge Luis Caleffi

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Manuel Amaro foi uma grata surpresa, veio ao nosso encontro de forma despretensiosa, obra do acaso, eu diria que foi uma dessas gratas coincidências que acontecem de vez em quando nas nossas vidas. Bem, estávamos eu e o Caleffi (Jorge Caleffi), meu parceiro de expedição naquele dia, fazendo nosso roteiro na região, quando ao passarmos pela estrada que liga Serrana a Cravinhos, avistamos Manuel Amaro bem ao nosso lado direito. A princípio, não sabíamos se era ou não uma estação, pois ela não constava no nosso roteiro inicial, mas ao nos aproximarmos, não restou mais nenhuma dúvida, prédio bem conservado, padrão típico da Mogiana, caixa-d’água, dísticos (um pouco apagados, mas lá), enfim, era sem dúvida a estação Manuel Amaro. Conseguimos de lá boas imagens, não pudemos entrar no prédio, nem chegar muito perto, pois ela está cercada e hoje é uma propriedade particular, mas mesmo assim, obtivemos boas imagens, não só da estação, como também de uma espécie de “vilinha” no seu entorno. Manuel Amaro fica num local baixo em relação a rodovia de onde se pode facilmente avistá-la, e atrás dela existe um antigo pesque-pague, uma roda-d’água, uma capelinha e várias casinhas típicas das antigas vilas, de onde conseguimos belas imagens (vide galeria de fotos). Manuel Amaro em si é relativamente simples, mas seguindo a estradinha de terra que dá acesso a ela por mais uns 200 metros a frente, encontra-se um belo e esquecido cenário, que reflete bem o que um dia foi aquele local. Gratíssima surpresa.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
A partir da publicação de cada post inicial pelo autor, fica aberto aos colaboradores e interessados, o envio de materiais para mantermos atualizadas as informações sobre cada estação. Este site tem como principal objetivo resgatar através imagens, vídeos e textos um pouco da história ferroviária do país. Todo o conteúdo de cada post inicial é original e produzido pelo próprio autor e sua equipe de viagem, visando contribuir de fato, para o crescimento do acervo de informações sobre cada estação, sua história e seus personagens.

CERRADO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 24.09.2011
DESTINO: Estação Cerrado
LOCALIZAÇÃO: Município São Simão – SP
COORDENADAS: 21°32’56.21″S 47°27’38.36″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1892
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Em pé, muito bem conservado, particular e servindo de moradia
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz e João Julio Oliveira

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Encontramos Cerrado por acaso. Estávamos atrás de Santos Dumont Nova, já havíamos passado por São Simão, entrado numa enorme mata de eucaliptos, quase atolado o carro num areião, até que nos deparamos com a estação que julgávamos ser Santos Dumont, mas não, era Cerrado. Assim, de novo fomos testar nossas habilidades sociais, eu e o João Julio tínhamos que entrar no local que hoje é um sítio, para conseguirmos as imagens que queríamos e assim foi feito. Tivemos que gesticular da porteira que fica bem longe da sede do sítio, até que o caseiro pudesse nos ver e ir até lá nos atender. A partir daí conseguimos conversar com o proprietário que nos autorizou a colher imagens do local, não sem antes comentar que há algum tempo andaram fotografando por lá sem o seu consentimento e as fotos foram para na internet, fato que não o agradou muito. Mas conosco foi diferente, ele até nos acompanhou pelo local, contando um pouco da história e nos mostrando diversos detalhes da velha estação. Lá estavam bem conservados, a caixa-d’água, o prédio, seus dísticos, as placas das passagens de nível, as placas de altitude e quilometragem, as casas da vila ferroviária e até uma singela capelinha com detalhes bem interessantes (vide imagens da galeria e mini-filme). Foi uma grata surpresa termos encontrado Cerrado e valeu cada minuto, de lá seguimos para Santos Dumont Nova, mas isso já é outra história.

UPDATE DO POST EM 22.09.2015:
Enviado por Manuel Pacheco Neto.
“Esta estação tem uma história conhecida na região. Foi lá que o célebre matador Diogo da Rocha Figueira (Dioguinho) cometeu o famoso “Crime da Estação de Cerrado” no final do século XIX, juntamente com seu irmão João Dabney e Silva (Joãzinho). Diogo foi contratado pelo fazendeiro Manoel Ferreira, para que matasse Marciliano Pereira Machado Sobrinho, pois o mesmo estava flertando com Balbina de Jesus, que era amante do já nomeado proprietário rural. Diogo, seu irmão e alguns capangas se dirigiram à estação, foram à casa de Balbina (que morava nas proximidades) e deram nela uma forte surra de rabo de tatu, além de raspar-lhe a cabeça. Depois foram à cavalo até as proximidades da plataforma da estação de Cerrado, para aguardar a chegada de Marciliano, o homem que deveriam matar. Ao chegar à estação Marciliano avistou Diogo e tentou evadir-se entre os trens que estavam estacionados no pátio, mas foi alcançado pelo bando e atingido com cinco tiros de carabina, dois disparados por Diogo e três pelo seu irmão. O cadáver do executado foi conduzido mato adentro, até a divisa dos municípios de São Simão e Santa Rita do Passa Quatro, onde foi deixado. Os detalhes da crueldade de Dioguinho são muitos e célebres neste episódio da Estação de Cerrado. Por isso não os narraremos aqui. O crime ocorreu em fevereiro de 1897 e foi decisivo para que a polícia da capital viesse para a região de Ribeirão Preto e iniciasse uma caçada sem tréguas, até que o famoso criminoso e seu irmão foram emboscados no rio Mogí Guassú e fuzilados, no início de maio do mesmo ano. O corpo de Dioguinho, que caiu da canoa e afundou, nunca foi achado. O de seu irmão foi encontrado dois dias depois. Até hoje uma cruz existe nas margens do Mogí, assinalando o final da carreira de crimes de Diogo e seu bando, nas terras nomeadas Santa Eudoxia, de propriedade do Visconde de Cunha Bueno e de seu filho, o senador Alfredo Ellis…”

FOTOS DO LOCAL:

MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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CÓRREGO FUNDO

DATA DA EXPEDIÇÃO: 02.11.2011
DESTINO: Estação Córrego Fundo
LOCALIZAÇÃO: Município Tambaú – SP
COORDENADAS: 21°37’40.82″S 47°21’55.67″W
TRILHOS NO LOCAL: Não
ANO DA CONSTRUÇÃO: 1882
CONSTRUÇÃO: Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
STATUS DO PRÉDIO: Abandonado, mas ainda em pé
EQUIPE DE VIAGEM: Marcelo Tomaz, José Antonio Thomaz e Daniel Franc

O FILME:

RESUMO DA EXPEDIÇÃO:
Que lugar bonito. Com essa frase eu pontuei toda a narrativa deste local, que é realmente de uma beleza ímpar. A estação de Córrego Fundo, fica localizada numa região conhecida como Mina Rica, onde ainda existe um vilarejo e uma igrejinha, reformados recentemente. Por lá andamos bastante, vimos cada detalhe e colhemos o máximo de informações. O dia estava lindo, o céu azul e o clima ameno, o que melhorou muito a nossa percepção do local. De acesso bem difícil, a estação está hoje cercada e para se chegar até ela, é necessário passar por dentro de uma casa ao lado, e foi aí novamente que entrou a necessidade de sermos hábeis socialmente, e assim seguimos adiante. Estação em pé, prédio imponente, típico da Mogiana, caixas-d’água, dísticos, casas da antiga vila ferroviária, tudo ainda lá, tristemente abandonado. O local parece uma pequena cidade fantasma, curiosamente até com cadeiras no alpendre de uma das casas, numa cena bastante peculiar. Exploramos toda a região, pudemos perceber que dias antes, motoqueiros passaram por ali fazendo trilhas, pois a estrada de areia é realmente bastante convidativa para a atividade Off-Road. Córrego Fundo é basicamente um grande brejo com um lago ao fundo, e pelo que li somente após termos ido até lá, é um local que o exército usa para seus treinamentos de tiro, repleto de onças, lobos, cascavéis, escorpiões e toda sorte da fauna campestre. E o melhor e mais engraçado de tudo isso, foi sabermos destes detalhes somente agora, após termos revirado tudo por lá, rerere… Mas como deu tudo certo, demos boas risadas do ocorrido e de lá seguimos para Faveiro.

FOTOS DO LOCAL:


MAPA DO LOCAL:

POSTER DA ESTAÇÃO:
A cada estação visitada, seleciono uma imagem que julgo melhor refletir a expedição e a transformo num poster, unindo texto e imagem numa combinação de apelo bastante visual.

POSTERS VINTAGE:
São ilustrações com base fotográfica, que faço sobre algumas estações que representaram algo para mim. Também tenho feito sob encomenda para pessoas que querem presentear alguém ou mesmo simplesmente tê-las para recordação de algum momento marcante, ou apenas como decoração. Todo o valor obtido com a venda destas telas, é revertido integralmente para custear novas expedições do Projeto. Nada é destinado a mim ou ao meu sustento, para isso: eu trabalho.
COLLECTION_07

POST ABERTO À COLABORAÇÃO:
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